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Rosa Espada

Conhecer a Greenpeace Portugal

A Greenpeace Internacional, com a ajuda de uma fundação, tem uma equipa dedicada a Portugal desde Novembro de 2007. Portugal tem sido durante muito anos uma importante fonte de activismo para a Greenpeace e a organização decidiu criar um escritório virtual para Portugal.
A Greenpeace ainda não tem uma delegação regional em Lisboa, nem existe nenhuma decisão nesse sentido. A coordenação do projecto em Portugal está a cargo da equipa da Greenpeace Internacional.



Vídeo de promoção da Greenpeace Portugal. Faça uma visita aos escritórios da Greenpeace; conheça a história, o projecto, os navios, as acções, e veja a mensagem do director da Greenpeace Internacional para os Portugueses.

A Greenpeace existe porque este frágil planeta merece uma voz.
Necessita de soluções. Requer mudanças. Precisa de acção.


Adaptado de: Greenpeace Portugal
Rosa Espada

Projecto "Cacilhas-Tejo Goes Green"

Este projecto, proposto no grupo de Inglês, surge no âmbito da meta nº 3 do Projecto Educativo da Escola, “Organização de actividades de enriquecimento cívico”, e do currículo programático da disciplina, com o tema “Our World” (O mundo à nossa volta).
Considerando ser premente criar uma consciência ecológica, não só nos nossos alunos mas em toda a comunidade, pareceu-nos que seria interessante celebrar o Dia da Árvore, plantando árvores e arbustos, apresentando trabalhos de alunos sobre a temática do Ambiente e proporcionando igualmente sessões de informação sobre questões ambientais. Estaríamos assim a sensibilizar a comunidade para a necessidade de preservar o ambiente, nomeadamente o respeito pela árvore, e simultaneamente procuraríamos embelezar os espaços verdes da escola. Não sendo possível festejar no dia 21 de Março (Domingo), optámos pelo dia 19 (6ª feira).

SESSÕES INFORMATIVAS DA RESPONSABILIDADE DA
BRIGADA DO CARBONO (DECO- PROTESTE)
a realizar na BECRE
Ensino Secundário – Dicas de Poupança Energética
1ª Sessão: 10:05H (11ºB)
2ª Sessão: 11:35H (11ºA)

Ensino Básico (1º ciclo) – Dicas de Poupança Energética
3ª Sessão: 13:45H (4ºA)

Ensino Profissional – Prevenção de Resíduos
4ª Sessão: 16:05H (2ºI, 2ºJ, 2ºL)

Projecto inserido na Quinzena da Juventude / Organização da Câmara Municipal de Almada

Tragédia na Madeira

A equipa da BECRE da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo manifesta a sua mais profunda consternação pela tragédia que se abateu hoje de manhã sobre a Madeira.


São precisos poetas para salvar a Terra

Marco Polo descreve uma ponte, pedra a pedra.
Mas qual é a pedra que sustém a ponte? – pergunta Kublai Kan.
A ponte não é sustida por esta ou por aquela pedra, responde Marco,
mas sim pela linha do arco que elas formam.
Kublai Kan permanece silencioso, reflectindo.
Depois acrescenta: Porque me falas das pedras? É só o arco que me importa.
Polo responde:  Sem pedras não há arco.
Italo Calvino, As Cidades Invisíveis

A grande “pedra” que nos abriga será o palco de mais um encontro para falar sobre o clima durante duas semanas (de 7 a 18 de Dezembro). Os últimos relatórios do IPCC (Painel Inter-governamental para as Alterações Climáticas) inequivocamente admitem que a maior parte do aquecimento planetário observado nos últimos 50 anos é da responsabilidade das actividades humanas. Os ministros do ambiente das Nações Unidas reunirão com o objectivo de conseguir um novo acordo internacional que substitua o Protocolo de Quioto, válido até 2012. Os problemas ambientais em jogo são os efeitos mais prováveis das alterações climáticas: aumento da temperatura terrestre e do nível médio das águas do mar, extremos meteorológicos, desequilíbrio e devastação dos ecossistemas actuais, alterações da produtividade agrícola e impactos na saúde humana (ondas de calor, secas devastadoras, transmissão de doenças infecciosas por maior incidência de cheias e por insectos que se espalharão por áreas mais vastas). Os refugiados do clima não conhecerão fronteiras...
Os principais gases com efeito de estufa como o CO2, o metano, o óxido nitroso, os hidrofluorcarbonetos (HFC) e perfluorcabonetos (PFC), e o hexafluoreto de enxofre, têm ajudado a acelerar a tendência natural de subida da temperatura terrestre (por variações na inclinação do eixo terrestre, na curvatura da órbita da Terra em torno do Sol e na intensidade da radiação solar) desde o fim da última glaciação, há dez mil anos. O combate às alterações climáticas da nossa responsabilidade passará por uma partilha de encargos entre todos os países: a atmosfera e a água são comuns; o interesse pela biosfera e ocupação e aproveitamento económico dos recursos do solo e subsolo também.
O crescimento económico dos países em desenvolvimento irá inevitavelmente provocar uma grande pressão sobre o ambiente. Sem o exemplo dos países desenvolvidos no que respeita à alteração dos seus hábitos de consumo e à implementação de energias renováveis, assim como o seu auxílio na transferência de recursos e tecnologia para estes países, o desenvolvimento sustentável das nações mais pobres será deficiente e também altamente prejudicial para a saúde planetária.
Na cimeira de Copenhaga as questões que estarão sobre a mesa são difíceis de resolver: Qual o montante de emissões que os países industrializados estão dispostos a cortar? O que estão dispostos a fazer os principais países em desenvolvimento, como a China e a Índia, para limitar o aumento das suas emissões? Que ajuda precisam os países em desenvolvimento para reduzir as emissões e adaptarem-se aos impactos das alterações climáticas? Como é que o dinheiro vai ser gerido? Como antecipar, prevenir ou minimizar internacionalmente as causas das alterações climáticas e reduzir os seus efeitos prejudiciais? Conseguirá Barack Obama inverter a triste e selvática história das emissões dos gases com efeito de estufa?
Agora, são precisos poetas para salvar a Terra. Eles podem mudar o mundo. Gente com paixão e uma causa. Gandhi, J. F. Kennedy, Martin Luther King, Che Guevara, João Paulo II ou Nelson Mandela foram poetas à sua maneira. Não é o destino da globalidade da biosfera que está em causa, pois esta sobreviverá a novas condições ambientais, mas a destruição da única espécie que, provavelmente, desenvolveu a consciência de si própria em todo o universo: Nós.
No afastado ano de 1962, a publicação da famosa obra de Rachel Carson, Primavera Silenciosa, fez com que as preocupações ambientais começassem a fazer parte da opinião pública e do governo dos homens. Talvez influenciada pelos movimentos ambientalistas então criados, a laureada poetisa Wislawa Szymborska publica nesse mesmo ano o poema Conversa com a pedra, um hino ao nosso planeta.
Bato à porta da pedra.
Sou eu, deixa-me entrar,
quero ver-te por dentro,
saber como és,
respirar-te.
Vai-te embora, diz a pedra.
Estou fechada a sete chaves.
Mesmo feitas em pedaços,
estaremos fechadas a sete chaves.
Mesmo reduzidas a areia,
não deixaremos ninguém entrar.
(...)
Não entrarás, diz a pedra.
Falta-te o sentido da partilha.
E nenhum outro sentido te substituirá o sentido da partilha.
Nem uma visão apurada e omnividente
te há-de valer sem o sentido da partilha.
Não entrarás, em ti esse sentido é mera concepção,
o gérmen, a imaginação.
(...)
Se não acreditas em mim, diz a pedra,
vai ter com a folha, dir-te-á o mesmo.
Com a gota de água, o mesmo te dirá.
Por fim, pergunta a um cabelo da tua cabeça.
Estou prestes a soltar uma enorme gargalhada
mas não tenho o dom do riso.
Bato à porta da pedra.
Sou eu, deixa-me entrar.
Não tenho porta, diz a pedra.

UM DIA, A "PEDRA" QUE JULGAMOS CONHECER TAMBÉM NÃO TERÁ UMA PORTA ABERTA PARA NÓS...

Rosa Espada (texto)
JFVasco (selecção de imagens)
Títulos a consultar na BE/CRE:

Política, Ética e Consciência Ambiental II

Perante uma plateia de cerca de 90 pessoas  - professores, alunos e assistentes operacionais, o Professor Miguel de Almeida proferiu a sua conferência ontem, pelas 19:30, no Auditório da ESCT. Após o Professor-Bibliotecário ter apresentado o currículo do conferencista, este procedeu ao diagnóstico da ameaça de colapso da biosfera e apresentou uma possível solução: uma nova ética/política que, de acordo com o princípio da precaução, consubstancie um novo "contrato social" não-poético.
O debate que se seguiu à conferência de Miguel de Almeida centrou-se sobretudo na necessidade de mudança de comportamentos individuais e de uma actuação política que defenda a Humanidade de uma catástrofe que possa pôr em causa a sua própria sobrevivência. Para os interessados no assunto, o Professor Miguel de Almeida gentilmente disponibilizou a apresentação PowerPoint que utilizou durante a sua conferência. Essa apresentação pode ser consultada, clicando aqui.
Artigos Relacionados:
José Fernando Vasco

Política, Ética e Consciência Ambiental I

«O aquecimento global e as alterações climáticas, assim como a redução da biodiversidade e de outras ameaças que pairam sobre os frágeis equilíbrios ambientais e ecológicos do nosso planeta, são fenómenos que não podem mais ser ignorados, constituindo um portentoso desafio para o qual a ciência, os decisores políticos, as empresas e os cidadãos, num prazo relativamente curto, terão de encontrar respostas eficazes. Estas ameaças ambientais e ecológicas de carácter global têm de ser combatidas com medidas urgentes, concertadas e corajosas, já que afectam o funcionamento do ecossistema planetário.
Deve a ciência assumir-se como um instrumento privilegiado para a superação dos problemas associados à crise social e global do ambiente? Como criar os alicerces de uma ética não emotiva nem poética, que sirva de suporte a um novo contrato social, onde se reconheça o princípio de que os interesses do Homem estão domiciliados na Natureza? Quais são os caminhos a trilhar para que o desenvolvimento sustentável se imponha perante as actuais tendências para o colapso do nosso planeta?»
Bibliografia:
Malthus, Thomas [1798], Ensaio sobre o Princípio da População, Lisboa, Europa – América: 1999.
Donella Meadows et alia [1972], Os Limites do Crescimento, Lisboa, Dom Quixote: s.d.
Donella Meadows et alia [1992], Além dos Limites – Da Catástrofe Total ao Futuro Sustentável, Lisboa, Difusão Cultural: 1993.
Weiner, Jonathan [1989], Os Próximos 100 Anos, Lisboa, Gradiva: 1991.
Lovelock, James [1987], Gaia – Um Novo Olhar sobre a Vida na Terra, Lisboa, Edições 70: 2001.
Gore, Al [2006], Uma Verdade Inconveniente, Lisboa, Esfera do Caos: 2006.

Filmes e Documentários:
Chaplin, Charlie (realização), Tempos Modernos, 1936, 87’.
Emmerich, Roland (direcção), O Dia depois de Amanhã, 2004, 124’.
Guggenheim, Davis (realização), Uma Verdade Inconveniente, 2006, 94’.
Conners, Leila e Nadia (realização), A 11ª Hora, 2007, 89’.

Sites recomendados:

O Professor Miguel de Almeida proferirá a sua conferência
no próximo dia 10 de Novembro de 2009:
15:20 horas (na BE/CRE)
e
19:30 (Auditório da ES Cacilhs-Tejo)

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