O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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Guernica - uma leitura multimédia


A propósito do concurso promovido pelo «Kid's Guernica», 
em articulação com o Ano Internacional da Floresta 2011,
divulga-se um trabalho em torno da famosa
obra de Pablo Picasso,
produzido por Bento Galado em 2008
na Universidade do Algarve.


Artigo relacionado:
Kid’s Guernica
José Fernando Vasco

Parabéns, Manoel de Oliveira !

Parabéns, Manoel de Oliveira, pelos seus 102 anos !
Continua a ser um exemplo para todos os velhos
 com menos 40, 50, 60 ou 70 anos do que a sua pessoa!

Filmografia de Manoel de Oliveira
(até hoje...):
2010 Painéis de São Vicente de Fora - Visão Poética
2010 O Estranho Caso de Angélica
2009 Singularidades de uma Rapariga Loura
2008 Romance de Vila do Conde
2008 O Vitral e a Santa Morta
2007 Cristóvão Colombo - O Enigma
2007 Cada Um o Seu Cinema 
2007 Rencontre unique 
2006 O Improvável Não é Impossível
2006 Belle toujours
2005 Do Visível ao Invisível 
2005 Espelho Mágico
2004 O Quinto Império - Ontem Como Hoje
2003 Um Filme Falado
2002 Momento
2002 O Princípio da Incerteza
2001 Porto da Minha Infância
2001 Vou Para Casa
2000 Palavra e Utopia
1999 A Carta
1998 Inquietude
1997 Viagem ao Princípio do Mundo
1996 Party
1995 O Convento
1994 A Caixa
1993 Vale Abraão
1992 O Dia do Desespero
1991 A Divina Comédia
1990 'Non', ou A Vã Glória de Mandar
1988 A Propósito da Bandeira Nacional (documentário)
1988 Os Canibais
1986 O Meu Caso
1986 Simpósio Internacional de Escultura em Pedra (documentário)
1985 O Sapato de Cetim
1984 Lisboa Cultural (documentário)
1983 Nice - À propos de Jean Vigo (documentário)
1982 Visita ou Memórias e Confissões
1981 Francisca
1979 Amor de Perdição (mini-série de TV)
1975 Benilde ou a Virgem Mãe
1972 O Passado e o Presente
1965 As Pinturas do Meu Irmão Júlio (documentário)
1964 Villa Verdinho - Uma Aldeia Transmontana (documentário)
1964 A Caça
1963 Acto de Primavera
1959 O Pão (documentário)
1958 O Coração (documentário)
1957 A Visita a Portugal da Rainha Isabel II da Grã Bretanha (documentário)
1956 O Pintor e a Cidade (documentário)
1942 Aniki Bóbó
1941 Famalicão (documentário)
1938 Miramar, Praia das Rosas (documentário)
1938 Já Se Fabricam Automóveis em Portugal (documentário)
1937 Os Últimos Temporais: Cheias do Tejo (documentário)
1932 Estátuas de Lisboa (documentário)
1931 Douro, Faina Fluvial (documentário)



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José Fernando Vasco

Exposição: Columbano Bordalo Pinheiro (1900-1929)

EXPOSIÇÃO
Columbano Bordalo Pinheiro (1900-1929)

INAUGURAÇÃO
2 de Dezembro de 2010

Local: Lisboa, Museu do Chiado / Museu Nacional de Arte Contemporânea
Período de exibição: 2 de Dezembro de 2010 a 27 de Março de 2011
Comissária: Maria Aires Silveira

Exposição com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

“(…) homenzinho trigueiro, pequeno, silencioso, com a sua miopia doce e o seu ar contrafeito (…) cheio de susceptibilidades, modesto por orgulho, intransigente por princípio”
Fialho de Almeida – Os Gatos, 1891, IV, p. 48

«Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), pioneiro do realismo português, introduz um discurso de modernidade, especialmente através do retrato, desde a década de 80, e representa as mais destacadas personalidades da sociedade portuguesa, em imagens identificadoras das mudanças sociais, ao longo de três gerações da viragem do século. O projecto desta exposição aborda estas intenções do artista e apresenta o retrato como tema clarificador dos diferenciados programas estéticos do autor. No início, sucedem-se os retratos de familiares e amigos mas, a partir dos anos 90, emerge uma elite, politicamente afirmada e culturalmente sólida, um inventário figurativo de elementos significativos dos meios políticos, literários, jornalísticos e artísticos portugueses, inclusive dos meios teatrais. A sua vasta produção de uma centena de retratos, entre 1885 e 1928, correspondente a uma crescente projecção do autor, que se afirma a partir de uma mediatizada exposição, em 1894, é reveladora deste gosto que abrange a sua própria imagem, em algumas pontuações icónicas.

Por outro lado, importa registar o interesse pela natureza-morta, desde 1872, e especialmente na década de 90 até ao final da sua vida, que desenvolve paralelamente ao esforço de captação psicológica exigido pelo retrato. Na tranquilidade do lar, cenas intimistas remetem para realidades interiores, expressas por um estatismo misterioso de discretas e delicadas figuras, em pinturas sensíveis.

Director do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, da Sociedade Nacional de Belas Artes, professor na Escola de Belas Artes, Columbano esboça, em inícios de 1900, e após grandes sucessos nacionais, uma intenção de internacionalização, através da participação em numerosas exposições no estrangeiro, mas também pela integração de obras suas nas colecções do Musée du Luxembourg, actualmente no Musée d’Orsay, e Galeria degli Uffizi-Palazo Pitti. Estas pinturas, inéditas em Portugal, são apresentadas nesta exposição, tal como um núcleo de peças da sua autoria, pertencente à colecção do Museu das Belas Artes do Rio de Janeiro. Esta exibição contará também com um Auto-retrato do seu amigo John Singer Sargent, colecção da Galeria degli Uffizi-Palazo Pitti, uma pintura de esquema compositivo e cromático semelhante a muitos dos retratos de Columbano.»

Fonte:
Centenário da República
José Fernando Vasco

«Cargaleiro, obra gravada 1954/2009»

Disponível para consulta na BECRE
graças à amável oferta de
Maria Manuela Cargaleiro de Freitas,
encarregada de educação do aluno Tomás Santos
(CCH - Línguas e Humanidades)

Assinada pelo artista, com uma biografia e depoimentos de Maria da Glória Garcia e Álvaro Siza, «Cargaleiro, obra gravada 1954/2009» é uma obra de inestimável qualidade e que enriquece o fundo documental da Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo.

CARGALEIRO: OBRA GRAVADA 1954 / 2009
Cargaleiro: obra gravada 1954 / 2009 / Manuel Cargaleiro ; fotog. Manuel Palma ; design Paula Coelho Dias. - [S.l.] : ACD - Editores, [2009]. - 159, [9] p. : Fotografias
Oferta de Maria Manuela Nogueira Mendes Cargaleiro Freitas, familiar do pintor e encarregada de educação de um aluno da ESCT. - A obra está autografada pelo pintor
Inclui biografia do autor
298804/09  
978-972-8855-56-7
Arte / Artistas / Pintura / Cargaleiro, Manuel
CDU:  
7Cargaleiro
Cota: 
7Cargaleiro ART CAR  ESCT  04248
José Fernando Vasco
Conceição Toscano, Sónia Lapa
(tratamento documental)

Caravaggio - «David com a cabeça de Golias»

Michelangelo da Caravaggio
David com a cabeça de Golias
1599
Óleo sobre tela
Galleria Borghese, Roma

O interesse da pintura de Caravaggio reside, precisamente, nos valores lumínicos, aproximando-a da intensidade dramática que caracterizou a pintura barroca; por outro lado, a inspiração em modelos de gente vulgar captadas em tabernas e em cenas quotidianas para retratar personagens sagradas, veio acrescentar uma vertente de mistério e ambiguidade à simples leitura dos temas. Apesar da aparente banalidade com que os assuntos são trabalhados, as suas atmosferas resultam densas, expressivas e perturbadoramente verdadeiras, aspectos que paradoxalmente acentuam a sua intensa espiritualidade. Nas figuras apresentadas os modelos são homens comuns do povo representados na sua simplicidade e num ambiente natural onde a luz assume o principal protagonismo e a obscuridade das cenas é revelada pela técnica do «claro-escuro». O “caravagismo” viria a referir-se a uma pintura de luz violenta e fortemente contrastada, bem como à inspiração na vida quotidiana em que se inspiraram alguns dos seus seguidores. 

Caravaggio, o génio milanês
«A vocação de S. Mateus» (1599-1600) de Caravaggio
Caravaggio foi um horticultor de pincel
Jorge Fernandes
(Curso Profissional de Técnico de Design Gráfico)

Jacques-Louis David, o pintor oficial do império de Napoleão Bonaparte


Jacques-Louis David (1748-1825), pintor francês que defendeu o regresso ao classicismo como forma de reacção aos excessos do estilo «rococó», participou activamente no processo da Revolução Francesa. Amigo de Marat e de Robespierre, as duas principais figuras do «Terror Jacobino», tornou-se famoso com a sua obra «Morte de Marat» que, para além de representar um dos mais trágicos e importantes acontecimentos do início do processo revolucionário francês, traduziu uma aproximação ao realismo.


Contudo, foi com Napoleão Bonaparte que o auge da importância de Jacques-Louis David enquanto «pintor oficial» foi atingido. Destacam-se, neste período (1799-1812), «Napoleão em St. Bernard» (1801)» e «Consagração do imperador Napoleão e coroação da imperatriz Josefina» (1805-1807).
Exilou-se em Bruxelas após a queda de Napoleão e na cidade belga morreu em 1825.




Bibliografia recomendada e disponível na BECRE:



Hiperligações:
Louvre/La Sept Arte - Paletas: Jacques-Louis David
   *  Parte 1/3Parte 2/3 - Parte 3/3

José Fernando Vasco

«Primitivos Portugueses (1450-1550): o século de Nuno Gonçalves»

EXPOSIÇÃO
Primitivos Portugueses (1450-1550)
O século de Nuno Gonçalves

Museu Nacional de Arte Antiga

11 de Novembro 2010 a 27 de Fevereiro 2011
18 de Novembro 2010 a 27 de Fevereiro 2011

Exposição com o apoio da Comissão Nacional para as
Comemorações do Centenário da República

Resumo
Reunindo e colocando em confronto mais de 160 pinturas dos séculos XV e XVI, reconstituindo alguns dos mais belos retábulos portugueses desse período, esta exposição ensaia um panorama crítico, actualizado e de grande dimensão, acerca dos chamados Primitivos Portugueses e visa demonstrar como o estudo técnico e material desse património contribui decisivamente para renovar e aprofundar o seu conhecimento. Assinalando o centenário da primeira apresentação ao público, em 1910, dos Painéis de S. Vicente, que desde então passaram a constituir, nacional e internacionalmente, a obra “fundadora” e mais célebre da arte da pintura em Portugal, a exposição procura também documentar e questionar as noções de “originalidade artística” e de “identidade nacional” tradicionalmente associadas ao brilhante ciclo criativo dos Primitivos Portugueses, iniciado por Nuno Gonçalves e depois prosseguido e consolidado pelos nossos pintores da primeira metade do século XVI.
Contando com a colaboração de muitas colecções públicas e privadas, a selecção de peças privilegiou quer os painéis retabulares mais importantes, quer as pinturas menos conhecidas, algumas oportunamente restauradas para esta ocasião. Do estrangeiro, comparecem importantes obras de museus de Itália, França, Bélgica e Polónia.
A estrutura da exposição tem uma dominante de ordenação cronológica mas combina essa sequência de base com um agrupamento das obras em função dos confrontos comparativos (estilísticos, iconográficos, etc.) que importa suscitar.
O percurso integra uma vasta quantidade de materiais gráficos, incluindo uma zona exclusivamente dedicada ao conhecimento, exposição e polémicas relacionadas com os Primitivos Portugueses desde 1910. Inclui também uma vasta documentação laboratorial associada à investigação do processo criativo das pinturas mais relevantes.
O núcleo expositivo no Museu de Évora é especialmente dedicado aos pintores luso-flamengos e às oficinas activas na cidade nas primeiras décadas do século XVI.

Comissário: 
José Alberto Seabra Carvalho.
Informações em: http://mnaa.imc-ip.pt

Fonte:
Hiperligação:
José Fernando Vasco

Concurso de Ideias «Casa Imaginada»

Iniciativa conjunta do Serviço Educativo da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2010, Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos e do Programa de Educação Estética e Artística do Ministério da Educação.
O Concurso Casa imaginada tem como objectivo sensibilizar e motivar os seus participantes para a importância que a arquitectura tem no seu quotidiano e na sua qualidade de vida. Este concurso propõe, através da descoberta de outras realidades culturais, sociais e económicas, emocionais e de valores, estimular uma aproximação criativa e crítica à disciplina da arquitectura.
Entrega dos projecto: até 17 de Dezembro de 2010
Consultar regulamento
Paula Penha

Para novos problemas, são necessárias novas soluções educativas


Na passada quarta-feira, 10 de Novembro, a Professora Maria Eduarda Margarido Pires esteve na BECRE e, perante uma plateia de alunos de Ciências e Tecnologias do 10º ano e de 8 professores, defendeu que «é possível ensinar tudo através das expressões artísticas.»


Defendendo um «novo antropocentrismo» e de um «novo humanismo» que coloque a tónica do ensino no indivíduo, e na esteira das reflexões de Jacques Delors e Edgar Morin e das recomendações da UNESCO;  Maria Eduarda Margarido Pires recordou que, num mundo global como o nosso, é necessário estimular as aprendizagens que facilitem a existência de cidadãos criativos: é absolutamente essencial ensinar a aprender a escutar e a comunicar, promover o fascínio perante a diversidade e a superação das auto-suficiências redutoras.


Ora, na opinião da professora convidada, citando Georges Duby, «a arte é a expressão da sociedade no seu tempo»; e é possível, na esteira de Lang (2000) assumir que «a educação artística é, […] não mais uma disciplina mas […] um método de ensino.»

Wassily Kandinsky. Sketch for Composition II, 1909-1910
Yves Klein. Relief planétaire, 1961 
Paul Klee. Paysage au Parc

Christo. Surrounded island, 1983

Georges Vantongerloo. Masses dans l'univers, 1946

Obras de artistas como Wassily Kandinsky, Yves Klein, Paul Klee, Christo ou Georges Vantongerloo, bem como os livros de viagens de Goethe, Jonathan Swift, Homero ou Daniel Defoe ou o cinema, são expressões individuais e pessoais do mundo e a utilização da expressão artística, combinada com o lúdico (através do jogo) permite um equilíbrio entre a regra e o acaso, o que estimula a criatividade. A instalação, enquanto fenómeno de arte efémera e possibilitadora do estudo dos materiais, das formas e das cores; e a articulação entre as aprendizagens formais e informais dos alunos, permitem a estes envolverem-se no seu próprio percurso de aprendizagem.


Aliás, na fase de debate, dois alunos defenderam a participação activa dos que aprendem no seu próprio percurso – “é preciso uma outra visão”, anuiu a conferencista. Os professores presentes manifestaram a sua preocupação pela eventual dificuldade de reconhecimento desta “outra visão” por parte das famílias e das hierarquias ministeriais, bem como a impossibilidade de, na actual situação de existência de programas curriculares extensos, perseguir tal caminho. Face ao debate “instrução versus educação”, tão presente nos debates mediáticos em torno do fenómeno educativo, Maria Eduarda Margarido Pires defendeu o “novo paradigma” humanista: para novos problemas que a sociedade actual enfrenta, são necessárias novas soluções que promovam o «saber holístico». Na sua opinião, a «proactividade provém do conhecimento».

José Fernando Vasco

Forum Fantástico 2010

A Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro dá início amanhã à 5ª edição do Fórum Fantástico. Este evento, que estará patente até Domingo (14 de Novembro) abrange diversas áreas, desde a literatura às artes plásticas, passando pela 7ª arte com autores e artistas bem conhecidos neste mundo alternativo, como Stephen Hunt, Peter Brett, Ricardo Pinto, David Soares, entre outros. Do programa faz parte o lançamento da obra de Maria do Rosário Monteiro A Simbólica do Espaço em O Senhor dos Anéis (1º ensaio em Portugal sobre esta obra), conferências subordinadas ao tema "A Mecânica da Escrita Fantástica", curtas-metragens de criadores portugueses, entre outras actividades. Para mais informações consulte o programa oficial.



Como chegar:
Estando na saída do Metro, do lado “Colégio Alemão”, seguir em frente pela Estrada de Telheiras até ao final. A biblioteca encontra-se do lado direito.


Cristina Oliveira

Roma: a "cidade eterna" e o seu império


10 Novembro 2010 - 15:20 horas / 14-15 Dezembro 2010 - 10:05 horas
Ciclo Docs - «Antigas Civilizações - Roma»
Co-organização BECRE / Luísa Oliveira / Ana Pereira

Bibliografia disponível para consulta na BECRE:

CORNELL, Tim, e outro
Roma: Herança de um império / Tim Cornell, John Matthews ; Maria Emília Vidigal, trad.. - Lisboa : Círculo de Leitores, 1991. - 236 p. : Fotografias, figuras, esquemas, mapas, plantas. - (Grandes Culturas e Civilizações)
A Itália primitiva e a república romana. Da república ao império. As províncias do império. O império em decadência.
972-42-0278-X
História universal / Roma antiga / Roma antiga - civilização / Roma antiga - economia
CDU: 94(37)
Cota: 94(37) HIS UNI COR ESCT 04162
 
ROBERTS, John M.
Roma e o Ocidente Clássico / John M. Roberts ; Joanne Levêque, texto ; Julia Ruxton, pesquisa iconográfica ; Isabel Lopes, trad.. - Lisboa : Círculo de Leitores / Georgina Harris, assistente ed. ; Anna Lucía Vila, coord. ed., [1999]. - 191 p. : Fotografias, figuras, mapas, plantas. - (História Ilustrada do Mundo ; Vol. III)
972-42-1940-2
História universal / Roma antiga / Roma antiga - civilização / Cristianismo / Europa - séc V/VII
CDU: 94(37)
Cota: 94(37) HIS UNI ROB ESCT 00044


CHRISTOL, Michel, e outro
Roma e o seu império: das origens às invasões bárbaras / Michel Christol, Daniel Nony ; Fernando Branco, trad.. - 1ª ed. - Lisboa : D. Quixote, cop. 1993. - 336 p : Figuras, mapas. - (História da Humanidade)
Os primórdios de Roma. O apogeu da República e o estabelecimento do império.
972-20-1040-9
História universal / Roma antiga - civilização
CDU: 94(37)
Cota: 94(37) HIS UNI CHR
GRIMAL, Pierre
A civilização romana / Pierre Grimal ; Isabel St. Aubyn, trad.. - Lisboa : Edições 70, [1988]. - 354, [3] p.. - (Lugar da História ; 34)
A civilização romana é um dos momentos altos da História da Humanidade. Herdeiros que somos dos povos do Lácio, compreendê-la é conhecermos melhor o nosso próprio passado.
História geral / Roma antiga / Roma antiga - civilização
CDU: 94(37)
Cota: 94(37) HIS GER GRI ESCT 02702

 


MARRUCCHI, Giulia
Arte romana / Giulia Marrucchi ; Paulo Pereira, Manuel Chaves, rev. trad.. - Porto : Público, [2006?]. - 359 p.. - (A grande história da arte ; 12)
84-9819-471-7
Arte / Arte - história / Roma antiga - arte
CDU: 7.0(091)
Cota: 7.0(091) HIS ART MAR ESCT 04069

 
GIRARDINA, Andreia, dir.
O homem romano / Andrea Girardina, dir. ; Maria Jorge Vilar de Figueiredo, trad.. - 1ª ed. - Lisboa : Editorial Presença, cop. 1992. - 317 p. - (O Homem e a História ; 3)
Análise histórica metódica e bem documentada acerca do homem romano e do seu quotidiano. 972-23-1480-7
História geral / Roma antiga - civilização / Roma antiga - economia / Roma antiga - mentalidade / Roma antiga - política
CDU: 94 (37)
Cota: 94(37) HIS UNI GIR ESCT 00217

 
JAMES, Simon
Roma antiga / Simon James ; Philip Hood, Bill Le Fever, Nigel Longden, Kevin Madison, Shirley Mallinson, il. ; Isabel Oliveira, trad.. - Lisboa : Caminho, 1993. - 48 p. : Figuras, esquemas + 4 transparências. - (A História por Dentro)
972-21-0883-2
História universal / Roma antiga / Roma antiga - civilização / Roma antiga - economia / Roma antiga - mentalidade
CDU: 94(37)
Cota: 94(37) HIS UNI JAM ESCT 04161

DVDs disponíveis para consulta na BECRE:

Hiperligações recomendadas:
Roma antiga - blogue sobre a Roma Antiga: história, cultura, usos e costumes.
Sua pesquisa.com - História de Roma Antiga e o Império Romano - O Portal Sua Pesquisa é um banco de dados na Internet com informações científicas, artísticas, históricas, tecnológicas, educacionais e culturais.
Wiki - Portal Roma Antiga

Altair4.com - Ancient Rome
Archeolibri - Forum Romanum reconstructed
Circo Romano 3d
Google Earth/Ancient Rome - vídeo de apresentação
Roma em 3D
José Fernando Vasco
Conceição Toscano e Sónia Lapa
(tratamento documental)

Kid’s Guernica

O projecto Kid’s Guernica é um projecto artístico internacional criado em 1995 com o objectivo de confiar às crianças e jovens do mundo inteiro a tarefa de realizar colectivamente um fresco sobre o tema da paz, com as dimensões da emblemática pintura de Picasso: GUERNICA (7,8m x 3,5m)
O lema deste ano evoca A Floresta (a propósito do Ano Internacional da Floresta: 2011). Proposta: Criação de uma tela que simbolize, com plena liberdade pictórica, os valores de um ambiente preservado, da liberdade, da igualdade na dignidade e direitos, tolerância, fraternidade, solidariedade e paz.

Hiperligações
Folheto Informativo
Kid’s Guernica

Paula Penha

O papel da Educação Artística na formação do SER


«A arte e a Educação são complementares desde que se aceite que a arte pode servir os objectivos pedagógicos : colocando-a ao serviço da aprendizagem das crianças e permitindo-lhes desenvolver outro modo de apreensão do mundo. O encontro dos alunos com as expressões artísticas oferece um excelente suporte de questionamento, de sensibilidades, de apreciação e de aprendizagem



Maria Eduarda Margarido Pires é Doutorada em Ciências da Educação pela Universidade de Sevilha, Vice-Presidente das Escolas do IADE e Professora Coordenadora da Escola Superior de Educação Almeida Garrett (ESEAG/Lusófona).

10 Novembro 2010 - 10:05 horas
«A importância do ensino artístico na educação»
- Maria Eduarda Margarido Pires -
(IADE/ESEAG)
 Co-organização BECRE/Carlos Albert e Jocélia Albino

Hiperligações:

José Fernando Vasco
Carlos Albert
Jocélia Albino

Caravaggio foi um horticultor de pincel

Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610) poderá nunca ter semeado ou plantado qualquer vegetal hortícola, mas tinha olhos de artista manifestamente analíticos e bem articulados ao desempenho técnico notável, requisitos fundamentais e identificadores dos grandes mestres da pintura.
Em certa medida influenciado pela tendência cultural dominante de estilo barroco, o pintor Caravaggio não foi imune à representação pictórica da natureza, dos corpos humanos, e das emoções segundo a orientação artística da época em que viveu, globalmente associada à representação arrebatadora do movimento e da expressão dramática e teatral.
As paisagens, as marinhas, os quadros de natureza-morta ilustrando objectos do quotidiano, que vão das jarras a frutas e flores, foram populares durante o período barroco. A isto se deve o alargamento do mercado das pinturas executadas sobre cavalete, numa clara resposta ao aumento do número de compradores. Géneros de maior intimidade e subtileza indutores de uma atitude de meditação no observador faziam igualmente parte do programa dos artistas da época.
Os quadros de natureza-morta barrocos são muitas vezes de uma beleza melancólica promotora da contemplação e da meditação, tornando possível admirar a habilidade do artista. Ora, Caravaggio escolheu representar nas suas naturezas-mortas as plantas hortícolas e, também aqui, o realismo com que aborda o tema é quase fotográfico. A concentração que dedica à representação fiel da natureza vegetal oferece-nos hoje uma importante fonte de informação sobre a horticultura do Barroco e sobre a fruta e os legumes então consumidos no sul da Europa. Não raras vezes, estas estruturas orgânicas ocupam um lugar de relevo nas suas composições artísticas.
Muito exactas no detalhe, as imagens das plantas hortícolas de Caravaggio permitem identificar cientificamente as espécies biológicas utilizadas na alimentação humana, avaliar sintomas de doenças fito-sanitárias, observar a destruição da matéria vegetal por insectos e por factores do meio ambiente (temperatura, humidade, grau de exposição à luz) ou perceber que cuidados culturais foram dedicados pelo agricultor às plantas. Portanto, há 400 anos atrás, as doenças das plantas e as suas pragas também se afirmavam como um quebra-cabeças para quem cuidava da terra, e no que à aparência exterior dos frutos diz respeito, estes alimentos estavam livres das manobras de marketing comercial duvidoso: as cascas não se apresentavam lustrosas, o tamanho não era obsessivamente normalizado, e o ataque pelos fungos e o efeito de outros factores ambientais no desenvolvimento das hortícolas é mostrado como algo recorrente e normal. Provavelmente, a aparência dos frutos não se sobrepunha à qualidade nutritiva intrínseca dos mesmos.
Apenas alguns nomes científicos das espécies identificadas a partir de obras de Caravaggio: Prunus avium (cereja), Mespilus germanica (nêspera), Punica granatum (romã), Pyrus communis (pêra), Malus domestica (maçã), Cydonia oblonga (marmelo), Prunus persica (pêssego), Cucumis melo (melão), Prunus domestica (ameixa), Curcubita pepo (abóbora), Ficus indica (figo), Cucumis melo (pepino), Vitis vinifera (uva), Citrullus lanatus (melancia) e Citrus sp. (várias espécies de citrinos).
Acredita-se que Caravaggio pintou as hortícolas com uma intenção simbólica de carácter religioso e também erótico, manifestando, deste modo, a marca de água da arte barroca – iludir, convencer e manipular o observador.


Rapaz com cesto de fruta (1592)



Rapaz descascando fruta (1592)



Auto-retrato como Baco (1593)



Natureza-morta com cesto de fruta (1601)



Natureza-morta com frutas numa laje de pedra (1603)


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