O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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«Interturmas de Voleibol 4x4»

Vai realizar-se na nossa escola dia 31 de Outubro, o “Torneio inter-turmas de voleibol do 10ºano”, entre as 14.30h e as 17.00 horas. Esta atividade tem como objetivos desenvolver todas as competências dos alunos do Curso Tecnológico de Desporto, fomentar o gosto pela prática da atividade física, bem como o convívio, o fair-play e a promoção do desporto escolar.

Turma 12ºG
(Curso Tecnológico de Desporto)

«AlmaCriativa» 2012


A exposição «AlmaCriativa», inaugurada no passado dia 16 de julho nas instalações da DRELVT (Praça de Alvalade, em Lisboa), é um bom exemplo do trabalho desenvolvido no âmbito dos cursos profissionais da ES Cacilhas-Tejo, nomeadamente os de Design Gráfico e Marketing.

Contando com a presença do Sr. Vice Diretor da DRELVT, da Direção da ESCT, professores e alunos dos cursos referidos; a exposição foi francamente elogiada pelo caráter profissional dos trabalhos apresentados e pela notória articulação expressa entre a aprendizagem e o mundo real, bem como a articulação entre a instituição educativa e a comunidade envolvente local e nacional.

A exposição poderá ser vista até à próxima segunda feira (inclusivé) e bem merece uma deslocação até à Praça de Alvalade.


A foto reportagem pode ser acedida aqui.

José Fernando Vasco

25 de Abril 2012 na ESCT - foto reportagem

Para aceder à foto reportagem da sessão final das comemorações do 38º aniversário do 25 de Abril na ES Cacilhas-Tejo, clicar aqui.

José Fernando Vasco
Conceição Toscano (fotos)

III Concurso de Fotografia «Ver Cacilhas 2012»

O «III Concurso de Fotografia "Ver Cacilhas 2012" está aberto exclusivamente à participação da comunidade escolar da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo - alunos, professores, funcionários - estendendo-se ainda a participação aos alunos e aos professores da USALMA (Universidade Sénior de Almada) que frequentam aquele estabelecimento de Ensino (Ver Regulamento).

 Organização:
Escola Secundária de Cacilhas -Tejo e F4 - Associação de Imagem e Cultura
Apoio:
Junta de Freguesia de Cacilhas e Projecto ImaginArte Almada.
 
José L. Guimarães
(F4 - Associação de Imagem e Cultura)

O processo de democratização em Portugal - 1968 a 1985

 
Esteve presente na BECRE no dia 27 de abril, no âmbito das comemorações do 25 de abril de 1974, o professor doutor Pedro Aires Oliveira, da Universidade Nova de Lisboa - FCSH, para uma conferência subordinada ao tema da democratização em Portugal, num período tardio do Estado Novo até à entrada de Portugal na União Europeia.

Foram focados por Pedro A. Oliveira: a rutura e a transição para a democracia, dos finais da década de 60 e inícios de 70; as expetativas e esperanças da população nessa época (a partir da audição de "Liberdade", da autoria de Sérgio Godinho) e o aumento da contestação ao regime; o período após a revolução até à estabilização da democracia pluralista; a descolonização portuguesa e a necessidade de coesão social; as transformações económicas de 80 e também nos nossos dias - a globalização; paralelismos entre a situação económica, social e politica de Portugal e outros países europeus e a China e o Japão.

Igualmente foram abordados os momentos de tensão atual e as transformações ideológicas dos nossos dias, com a certeza de que se deve apostar no "capital humano" e reforçar o exercício de uma cidadania ativa.




Conceição Toscano
José Fernando Vasco

«Uma perspetiva sobre a dança» com Cláudia Dias

A Escola Secundária Cacilhas Tejo vai celebrar o Dia Internacional da Dança no dia 3 de Maio com a a bailarina e coreógrafa Cláudia Dias. Neste encontro a coreógrafa irá falar sobre o seu percurso profissional, sobre as peças que cria, sobre a técnica que utiliza e partilhar o seu olhar sobre a Dança nos dias de hoje. Irá ainda convidar os participantes a realizar um pequeno exercício.

Destinatários: 
- alunos e docentes da Escola Secundária Cacilhas-Tejo.

Professor Responsável: 
- Rui Paiva




Cláudia Dias

Nasceu em Lisboa, em 1972. Iniciou a sua formação em dança na Academia Almadense. Continuou os seus estudos como bolseira na Companhia de Dança de Lisboa. Frequentou o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea, promovido pelo Fórum Dança e o Curso de Formação Profissional em Gestão de Organizações e Projetos Culturais, promovido pela Cultideias. Atualmente, frequenta o Mestrado em Artes Cénicas, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.
Iniciou o seu trabalho como intérprete no Grupo de Dança de Almada. Integrou o coletivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al tendo sido uma intérprete central na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real.
Desenvolveu um projeto pedagógico na área da composição coreográfica, em parceria com Márcia Lança, que deu origem à peça Vende-se país solarengo com vista para o mar. Foi intérprete na peça Morro como País, encenada por John Romão.
Criou as peças One Woman Show, Visita Guiada, Das coisas nascem coisas, Vontade de ter vontade e a performance/instalação 23+1.
O seu trabalho como coreógrafa, performer e professora tem sido acolhido por várias estruturas, teatros e festivais nacionais e internacionais.

Rui Paiva

Manuel Pedro: o testemunho de um ex-prisioneiro político




Manuel Pedro, membro da URAP (União dos resistentes antifascistas portugueses), esteve ontem presente no Auditório da ES Cacilhas-Tejo onde deixou o seu testemunho de vida, enquanto membro na clandestinidade do PCP e ex-prisioneiro político do Estado Novo.
A difícil vida de resistente, durante décadas, ao regime de Salazar; a perseguição política exercida pela PIDE - bem como as suas práticas de tortura; a censura e a miséria generalizada que Portugal conheceu, foram alguns dos assuntos abordados por Manuel Pedro que, gentilmente, ofereceu à Escola - para depósito na sua biblioteca escolar - um exemplar de cada um dos dois livros que publicou e que constituem, sob a forma de narrativa, o seu testemunho de vida e de percurso político.
Ao autor, a BECRE agradece a sua gentileza e amabilidade, sendo certo que a sua oferta enriquecerá o fundo documental e proporcionará a alunos e professores o contacto com um exemplo vivo dentro de muitos dos que, sacrificando a sua vida, nos proporcionaram hoje vivermos em liberdade.


Disponíveis para consulta na BECRE
a partir de 24.04.2012



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As exposições do «38º aniversário do 25 de Abril» na ESCT
Canções de Abril XX - Chico Buarque, Ruy Guerra. «Fado Tropical»
Canções de Abril XXI - José Mário Branco. Queixa das almas jovens censuradas
Canções de Abril XXII - Francisco Fanhais. Cantata da Paz
Canções de Abril XXIII - Sérgio Godinho. Bico calado
Canções de Abril XXIV - Carlos Mendes. E alegre se fez triste

José Fernando Vasco

As exposições do «38º aniversário do 25 de Abril» na ESCT


Hoje de manhã, na ES Cacilhas-Tejo, iniciaram-se as comemorações do 38º aniversário do 25 de Abril com a abertura das duas exposições que estarão patentes na BECRE (exposição bibliográfica «O Século XX português») e na Manga A-B (exposição «25 de Abril»).


A exposição bibliográfica consiste numa seleção de recursos (livros, DVD e periódicos) do fundo documental da biblioteca escolar, relativos ao século XX português e das seguintes classes:

1 - Filosofia
5 - Ciências Naturais
7 - Artes
8 - Literatura portuguesa
9 - Geografia
9 - História de Portugal

Caso queira consultar o catálogo antes de visitar a exposição, clique aqui.




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A exposição «25 de Abril», com origem na Associação 25 de Abril,
é composta por 18 placards alusivos ao
acontecimento fundador da nossa II República.




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José Fernando Vasco

Comemorações ESCT do 38º aniversário do 25 de Abril - programação



Uma organização ESCT/BECRE/O FAROL/F4/JUNTA DE FREGUESIA DE CACILHAS
com o apoio da Associação 25 de Abril e da ARPIFC.


José Fernando Vasco

11º Mini-Fórum Estudante


No passado dia 23 de fevereiro, a Escola Secundária de Cacilhas-Tejo realizou a 11ª edição do Mini-Fórum Estudante, estando presentes trinta e oito instituições. A comunidade educativa pôde conhecer a oferta formativa do Ensino Superior, Ensino Militar e Escolas Profissionais mas também as atividades dos Bombeiros de Cacilhas, ONG’s e Associações, como O Farol, o Comércio Justo ou a AMI.


Os alunos do 12º ano, turmas A e B, assistiram à palestra "Psicologia:  saídas profissionais" com a professora doutora Sónia Gonçalves, do Instituto Piaget.



O Mini-Fórum Estudante encerrou de uma forma animada com a banda “Blood Brothers”.

Sónia Lapa
(Coordenadora do Mini-Fórum Estudante)

«Probabilidades - fascínio e temor» por José Paulo Viana


No dia 5 de Dezembro 2011, José Paulo Viana apresentará, no auditório da ESCT, pelas 12:00 horas, a conferência “Probabilidades – Fascínio e Temor”.
O Professor José Paulo Viana é professor de Matemática na Escola Secundária Virgílio Ferreira em Lisboa.
José Paulo Viana tem sido um entusiasta e um extraordinário divulgador da matemática, ao nível do que ela nos convoca para a sua faceta mais lúdica e desafiante, em especial através da sua secção semanal “Desafios” no Jornal Público.
José Paulo Viana é um exímio comunicador da matemática e as suas conferências cativam-nos desde o início, pela aplicação que faz à vida quotidiana de noções matemáticas que, aparentemente simples, têm no seu âmago, uma Matemática profunda.

Grupo de Matemática

«Crónicas d'agora sobre Cacilhas d'outrora» de Luís Bayó Veiga


O novo livro de Luís Bayó Veiga, co-autor (com Modesto Viegas) das apresentações multimédia das tertúlias da SCALA no Dragão Vermelho, será apresentado no auditório da ES Cacilhas-Tejo, no próximo dia 17 de setembro, pelas 16 horas.

Hiperligações:
José Fernando Vasco

Prémio - Concurso Young Creative Chevrolet

1011_YCC_VencedoresArtesVisuais
Os alunos do Curso Profissional Técnico de Design Gráfico, Ana Raminhos e José Barreiro, da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo, foram os grandes vencedores da fase nacional da edição 2011 do Concurso Young Creative Chevrolet, na categoria de Artes Visuais. O aluno Ruben Rodrigues obteve ainda o segundo lugar na mesma categoria.
Organizada pela Chevrolet junto de escolas de toda a Europa, esta iniciativa tem como objectivo promover e premiar a criatividade e o talento dos jovens estudantes em diversas disciplinas das artes aplicadas. Em Portugal o concurso realizou-se pelo quarto ano consecutivo.
O trabalho classificado em primeiro lugar a nível nacional vai juntar-se agora aos projectos vencedores de todos os países da Europa. Serão então avaliados por um júri internacional, que pela primeira vez na história do concurso reunirá em Portugal, no fim-de-semana de 2 e 3 de Julho, no Porto.
Para mais informações ver notícia e imagens.
Paula Penha

Novas Oportunidades a Ler + : 1º Encontro PNL do CNO da ES Cacilhas-Tejo

PROGRAMA

14.00 Recepção de participantes

14.30 Sessão de Abertura
Comissário do Plano Nacional de Leitura
Prof. Fernando Pinto do Amaral

15.00 Painel 1
Acções desenvolvidas por
Centros Novas Oportunidades de 
Vendas Novas, Paço de Arcos e de Cacilhas,
no âmbito do Projecto Novas Oportunidades a LER+

15.30 Coffee Break

16.15 Painel 2
Testemunhos de Adultos

17.15 Educação e formação na ESCT:
um caso de colaboração CNO/ BECRE

18.00 Encerramento dos trabalhos

A BECRE estará representada
pelo professor-bibliotecário que apresentará
o caso de colaboração CNO/BECRE.

José Fernando Vasco

«A Europa quer-se unida» II

«O que estou a fazer nesta Europa?»,
pergunta Portugal a chorar… 

Responde a Europa, uma linda princesa fenícia…


É claro que também há um lugar para ti nesta velha Europa. Senão não tinhas nascido, não existias, não te tinhas tornado uma nação independente. É claro que tu deves servir para alguma coisa, Portugal. A tua História é magnífica. Pára de chorar, pára de gemer, pára de te lamentar e de repetir que és insignificante e atrasado e pequeno e miserável e tudo e tudo...
Como escreveu Heródoto «O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre». Escuta Heródoto que nisto tem razão. Se isto é inútil, então tudo é inútil. Até as estrelas. O mundo inteiro que cresce dentro de nós. Ouve o Heródoto que sabe o que diz, que de louco não tem nada. Bem sabes que foi o primeiro, ainda no século V a.c., a chamar Europa a todo o continente. Olha, por exemplo, para o Luxemburgo, um pequeno país, com uma história menos gloriosa que a tua. Está aqui, na Europa, ocupa um lugar, marca a sua presença, impede talvez um outro país de aumentar as suas fronteiras. Vai cumprindo o seu papel, e olha que ele não se queixa, Portugal. Se um pequeno país com cerca de 2 586 km², em que cerca de 16% da população é constituída por imigrantes portugueses, tem o seu valor, então tu que deste novos Mundos ao Mundo que exploraste o continente africano e descobriste o caminho marítimo até à Índia e chegaste ao Brasil e tens nomes como Camões e Eça e Sena e Torga e Augustina e Mourão Ferreira e Pessoa e Sophia e Saramago na literatura e outros que tais nas artes, nas ciências, na cultura, no desporto, não tinhas?
Não é preciso ser como os outros e possuir recursos naturais, ter uma localização geo-estratégica privilegiada e ter uma economia forte e multinacionais cotadas em Bolsa, enfim, ter uma rigorosa organização financeira, a dívida pública e o défice controlados. Bem sabes que não os tens e, na verdade, ao longo da tua história, nunca foste muito disciplinado financeiramente e os teus governantes nunca primaram por imperativos éticos e morais muito consistentes. Recordas certamente o estado das tuas finanças depois da primeira experiência governativa republicana e o isolamento a que foste condenado pelo regime ditatorial que viveste entre 1926 e 1974? Pois…Será melhor nem falarmos disso… Talvez o teu Nobel José Saramago tivesse alguma razão quando escreveu «Não temos um projecto de país. Vivemos ao deus-dará, conforme o lado de que o vento sopra. As pessoas já não pensam só no dia-a-dia, pensam no minuto a minuto. Estamos endividados até às orelhas e fazemos uma falsa vida de prosperidade. Aparência, aparência, aparência - e nada por trás. Onde estão as ideias? Onde está uma ideia de futuro para Portugal? Como vamos viver quando se acabarem os dinheiros da Europa?». (1) Pois Portugal… Que questões tão actuais…

Mas como te disse, não é preciso ser como os outros…Lembra-te disso ao acordar todos os dias de manhã, e não te esqueças de repeti-lo ao deitar, como uma prece, a única, a verdadeira, aquela que não decoramos, esquecendo o que quer dizer, que ninguém nos impinge, mas sai directamente do coração. Sabes que tenho uma especial ligação à ilha de Creta, pois foi para lá que Zeus me levou e tive os meus três filhos (Sarpidon; Radamantes e Minos). Repara na difícil situação económica e financeira por que passa o país a que pertence. E não é por isso que se entregou ao desalento, continua a lutar por vir à tona, para não se afogar no pântano das tristezas e das desgraças, para reviver os tempos gloriosos de Homero, de Ulisses, de Hércules…
Oh Portugal, Portugal, achas que a União Europeia teria ficado contigo se fosses um inútil por completo, um zero à esquerda, menos que nada? Não te queria certamente no seu seio, não te teria atribuído fundos comunitários, não teria escolhido um português, Durão Barroso, para presidente da Comissão Europeia. Mais, não teria dado a possibilidade de estabilizares as tuas contas públicas, suspirava de alívio, esfregava as mãos de contente por poder livrar-se de ti tão facilmente quando nos últimos anos ultrapassaste significativamente os limites do défice público, e nunca mais pensava em ti. Podia ter-te apanhado a dormir, basicamente o que fizeste nas últimas décadas, e expulsava-te, punha-te a andar da União e da moeda única (Euro) que ficarias para sempre nas brumas da história como a mais fraca e desastrada das nações deste continente.

Ai Portugal, Portugal, os milhões em fundos comunitários que te atribuiu constituíram apenas um sinal. Ela (UE) não poderia saber do que os teus governantes eram capazes, além disso não pensa. É como os cães, só sabe ladrar. E, depois, nunca exprimimos realmente o valor que atribuímos aos outros, sobretudo quando a vida é difícil. E bem sabes que os tempos vão difíceis, Portugal. Apesar do sol, o frio corta-nos as veias, não paramos de tremer. Se não chove, sopra um vento de agonia que arrasa os ossos e ameaça devastar tudo e anular quaisquer esperanças…E os nossos povos não comem nada disso. Ficam sós, à deriva, ao sabor dos efeitos da tal economia de mercado… Bons tempos aqueles em que Zeus me avistou lá do Olimpo a apanhar flores junto da foz de um rio e me decidiu raptar e levar-me para Creta. Não se falava em desemprego, nos défices orçamentais, na dívida pública, no Banco Central Europeu, na falência do Estado social, no preço do barril do brent, na subida das taxas de juro, nas agências de rating, nos problemas ambientais, no FMI (Fundo Monetário Internacional), e claro, no mediático PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento)… Bons tempos Portugal!
Sabes, certamente que a História do Continente Europeu foi marcada por conquistas, por invasões, pela construção de Impérios, o que fez com que, durante séculos, a Europa assistisse ao eclodir de várias guerras que provocaram milhões de vítimas e deixaram profundas marcas de destruição. Com efeito, poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa. Nesse dia, no ano de 1950, em Paris, a declaração redigida por Jean Monnet e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, defendeu a concretização de um espírito de fraternidade, de união, de cooperação entre os povos europeus. Foi, então, assinado, em 1951 , o Tratado que instituiu a primeira Comunidade Europeia, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Como te deves lembrar, a partir daí foram vários os alargamentos até que actualmente são 27 os países que fazem parte da União Europeia. No entanto, os desafios colocados à manutenção desse espírito de união entre os países europeus têm sido constantes. E nós, europeus, temos que ter a consciência que não podemos voltar a cometer erros do passado, e que devemos criar as condições para manter e aperfeiçoar o espírito de fraternidade e união entre os povos da Europa. De um certo modo, é nesta linha de pensamento que nas agendas e nos calendários o dia 9 de Maio é identificado como "Dia da Europa".


Bem vi o teu desempenho no encontro e na Peça «A Europa quer-se unida», apresentada pela turma L, do curso EFA B3 no passado dia 9 de Maio, às 20 horas no auditório da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo. Na verdade, todos os países da União Europeia que participaram foram fantásticos assim como os formandos dos cursos de Português para Falantes de Outras Línguas, os familiares, os formadores e os formandos das turmas EFA que assistiram à peça. E desta vez a turma foi surpreendida com a apresentação de um vídeo no qual foram visualizadas algumas fotos representativas do percurso formativo destes formandos na Escola Cacilhas-Tejo. É gratificante observar o empenho e a dedicação manifestadas pelos formandos nestas «teatrices». Delicioso estava o bolo «temático» confeccionado pela professora Fátima Melo e oferecido pelo projecto «Eu e o Outro - Olhares entre Culturas».

Oh Portugal, não te assustes com a estrada infindável que vai ficando para trás, a perder de vista e com aquela que te espreita à frente. Lembra-te da tua História, que és Nação desde o século XII, que tiveste que enfrentar muitas lutas para garantir a tua independência e que entraste para a Comunidade Económica Europeia em 1986. Os europeus aguardam expectantes o cumprimento das palavras do teu poeta Fernando Pessoa «Esse futuro é sermos tudo. (…) Conquistamos já o Mar: resta que conquistemos o Céu, ficando a terra para os Outros, os eternamente Outros, os Outros de nascença, os europeus que não são europeus porque não são portugueses. Ser tudo, de todas as maneiras, porque a verdade não pode estar em faltar ainda alguma cousa! » (2)
Conta-nos histórias daquelas que nós não vimos… Daquelas dignas e épicas que foste capaz de cumprir lá atrás, no tempo… Cumpre o teu destino, Portugal.
Bom futuro. Até sempre. Da tua sempre querida Princesa Europa.


Fausto
Europa Querida Europa
(1990)

(1) José Saramago, in "Entrevista". Revista Visão, 2003.
(2) Fernando Pessoa. "Portugal entre Passado e Futuro".


Artigos relacionados: 

Helena Ermitão
(fotos)
José Lourenço Cunha, Silvestre Ribeiro
(texto)
José Fernando Vasco
(artigos relacionados e hiperligação)

«A Europa quer-se unida» I

http://www.georgechaya.info/
No dia 9 de Maio, pelas 20 horas, na Escola Secundária de Cacilhas-Tejo houve uma peça de teatro com o tema " A Europa quer-se unida ".
A peça foi representada pela turma L do curso EFA B3 e relata como começou a União Europeia e a comunidade entre estes países.
Todos os países trocavam ideias e falavam sobre as suas riquezas, os seus alimentos, escritores e algumas músicas. Os actores brindaram à União Europeia e por fim cantaram.
A peça estava muito bem organizada, o cenário estava muito bonito. Gostámos muito de assistir e ficámos a ter mais alguns conhecimentos de outros países. A peça terminou às 21 horas. Parabéns à turma L do EFA B3 e ao formador Silvestre Ribeiro. 

Artigos relacionados: 
(Formando da Ucrânia - texto)

José Fernando Vasco
(artigos relacionados e hiperligação)
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