O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Hertha Müller - Prémio Nobel da Literatura, 2009

A Academia sueca atribuiu este ano o Prémio Nobel da Literatura à escritora alemã de origem romena Herta Müller.
Autora de livros como "O homem é um grande faisão sobre a terra" e "A terra das ameixas verdes", Herta Müller consegue, "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados".
Nascida em 1953 na Roménia, estudou alemão e literatura, trabalhou como tradutora numa fábrica de Timisoara, tendo sido demitida das suas funções em 1979, por se ter recusado a colaborar com a polícia política de Nicolae Ceaucescu. Em 1987 abandona o seu país para ir viver para a Alemanha, onde consegue ver publicados os seus livros e recebe vários prémios literários.
Fonte: Público

"Toda a minha existência foi marcada pela deportação" é o título do artigo de Thomas David, publicado na revista Courrier Internacional, de Novembro de 2009, que apresenta uma entrevista com a escritora e activista Herta Müller, a propósito do lançamento do seu mais recente romance " Atemschaukel".
Nesta entrevista a romancista revela que esta obra descreve os danos causados pelos campos de concentração: "Sempre quis escrever sobre esta experiência, mas tinha receio, também porque não sabia como fazê-lo... Queria dizer o que realmente representaram essas devastações"
Hertha Müller realça a importância da literatura na luta contra o esquecimento: "Tudo o que sei dos campos de concentração, das terríveis condições de vida no quotidiano e do assassínio organizado à escala industrial, aprendi-o em livros..."Atemschaukel" não é a minha história, é a história do ambiente à minha volta, a história da minha mãe".

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Bárbara Nabais

Política, Ética e Consciência Ambiental I

«O aquecimento global e as alterações climáticas, assim como a redução da biodiversidade e de outras ameaças que pairam sobre os frágeis equilíbrios ambientais e ecológicos do nosso planeta, são fenómenos que não podem mais ser ignorados, constituindo um portentoso desafio para o qual a ciência, os decisores políticos, as empresas e os cidadãos, num prazo relativamente curto, terão de encontrar respostas eficazes. Estas ameaças ambientais e ecológicas de carácter global têm de ser combatidas com medidas urgentes, concertadas e corajosas, já que afectam o funcionamento do ecossistema planetário.
Deve a ciência assumir-se como um instrumento privilegiado para a superação dos problemas associados à crise social e global do ambiente? Como criar os alicerces de uma ética não emotiva nem poética, que sirva de suporte a um novo contrato social, onde se reconheça o princípio de que os interesses do Homem estão domiciliados na Natureza? Quais são os caminhos a trilhar para que o desenvolvimento sustentável se imponha perante as actuais tendências para o colapso do nosso planeta?»
Bibliografia:
Malthus, Thomas [1798], Ensaio sobre o Princípio da População, Lisboa, Europa – América: 1999.
Donella Meadows et alia [1972], Os Limites do Crescimento, Lisboa, Dom Quixote: s.d.
Donella Meadows et alia [1992], Além dos Limites – Da Catástrofe Total ao Futuro Sustentável, Lisboa, Difusão Cultural: 1993.
Weiner, Jonathan [1989], Os Próximos 100 Anos, Lisboa, Gradiva: 1991.
Lovelock, James [1987], Gaia – Um Novo Olhar sobre a Vida na Terra, Lisboa, Edições 70: 2001.
Gore, Al [2006], Uma Verdade Inconveniente, Lisboa, Esfera do Caos: 2006.

Filmes e Documentários:
Chaplin, Charlie (realização), Tempos Modernos, 1936, 87’.
Emmerich, Roland (direcção), O Dia depois de Amanhã, 2004, 124’.
Guggenheim, Davis (realização), Uma Verdade Inconveniente, 2006, 94’.
Conners, Leila e Nadia (realização), A 11ª Hora, 2007, 89’.

Sites recomendados:

O Professor Miguel de Almeida proferirá a sua conferência
no próximo dia 10 de Novembro de 2009:
15:20 horas (na BE/CRE)
e
19:30 (Auditório da ES Cacilhs-Tejo)

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Política, Ética e Consciência Ambiental II

Miguel Almeida
José Fernando Vasco

Claude Lévi-Strauss

Morreu Claude Lévi-Strauss, o "pai de todos os antropólogos franceses".

Nascido em 1908, na Bélgica, o antropólogo inicialmente destinado a uma carreira universitária "normal", viu a sua vida mudar radicalmente com a estadia no Brasil - entre 1935 e 1939 - onde liderou várias expedições de "trabalho de campo", reflectidas na sua célebre obra "Tristes Trópicos" de 1955.
O seu contributo foi decisivo para a antropologia moderna e para o "estruturalismo" que definiu como "a procura das harmonias inovadoras".
Figura importante do círculo de pensadores estruturalistas e amigo pessoal de Jean-Paul Sartre, assumiu a liderança do departamento de Antropologia Social no College de France (1959-1982), foi eleito membro da Academia Francesa (1973) e, ao receber o 17º Prémio Internacional Catalunha em 2005, com 97 anos, declarou: "o meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".

José Fernando Vasco
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