O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Uma cana de pesca para o meu avô


Livro disponível na BE/CRE

“Na montra de uma loja de artigos de pesca, aberta recentemente, a presença dos inúmeros modelos de cana de pesca expostos, de súbito, fez-me pensar no meu avô. Apeteceu-me comprar-lhe uma. Em destaque na montra, uma delas era um modelo de importação composto por dez elementos em fibra de vidra. Não percebi muito bem se era a cana de pesca ou a fibra que era importada , nem sequer em que é que aquela cana era melhor do que as outras. As dez partes encaixavam-se umas nas outras e acabavem por se arrumar num último tubo, de cor preta. Na extremidade deste, um punho em forma de coronha de pistola, no qual estava fixado um carreto. Parecia um revólver de canhão alongado ou uma Mauser último grito. Certamente o meu avô nunca tinha visto uma mauser e, mesmo em sonho, nunca poderia imaginar que pudesse existir uma cana de pesca como esta. As dele eram todas em bambu e nunca tinha comprado nenhuma. Ele próprio as fabricava, passando pelo fogo os troncos de bambu curvados que encontrava não sei onde."

Constituída por seis contos, esta obra retrata a infância de Gao Xingjian, as alegrias simples do amor e da amizade, a terra natal e os seus lugares familiares, mas também os dramas da rua ou as tragédias vividas pela China. Nascido na China em 1940, mas a viver em França desde 1988, este romancista, pintor, dramaturgo, encenador, crítico literário, poeta e tradutor sobretudo das obras de Samuel Beckett e Eugène Ionesco, foi agraciado com o Nobel da Literatura de 2000, por "uma obra de valor universal, de uma lucidez amarga e uma ingenuidade linguística que abriram novos caminhos para o romance e o teatro chineses".

 Bárbara Nabais

Dia Internacional da Filosofia

O jornal i publica hoje uma excelente artigo de opinião de João Cardoso Rosas, professor universitário de Teoria Política, sobre o papel do ensino da Filosofia. A não perder, na edição online do referido jornal.

Leia e comente neste artigo
o texto do Professor João Cardoso Rosas

José Fernando Vasco

«Blade Runner» de Ridley Scott


Blade Runner, de Ridley Scott (1982)                
Rick Deckard vigia a selva de aço e microchips em que se transformou Los Angeles no século XXI. Ele é um "Blade Runner" na perseguição de criminosas réplicas humanas criadas em laboratório. A sua missão: matá-los. O crime deles: quererem ser humanos. Baseado na obra "Do Androids Dream of Electric Sheep" de 1968, o filme de Ridley Scott com Harrison Ford, Sean Young e Edward James Olmos, é hoje um clássico da cinematografia ocidental, um verdadeiro filme de culto e inclui a deslumbrante banda sonora de Vangelis.



Uma obra-prima que nos coloca a mais das inquietantes interrogações: 
afinal, o que faz de nós humanos?
Armando Rocheteau

A debater no dia 17 de Novembro de 2009 - 15:20 e 19:30 horas,
numa iniciativa conjunta BE/CRE ~ Professores de Filosofia


Visite o Site Oficial

Outras obras de Philip K. Dick:

"Minority Report" (1953) - John Anderton, comissário da Agência Precrime, um sistema inovador de previsão exacta do crime, descobre que, de acordo com o sistema, ele próprio irá cometer um crime.
Steven Spielberg adaptou este conto em 2001, num apreciado (pela crítica e pelo público)  filme de acção com Tom Cruise, Colin Farell, Samantha Morton e Max Von Sydow.

Política, Ética e Consciência Ambiental II

Perante uma plateia de cerca de 90 pessoas  - professores, alunos e assistentes operacionais, o Professor Miguel de Almeida proferiu a sua conferência ontem, pelas 19:30, no Auditório da ESCT. Após o Professor-Bibliotecário ter apresentado o currículo do conferencista, este procedeu ao diagnóstico da ameaça de colapso da biosfera e apresentou uma possível solução: uma nova ética/política que, de acordo com o princípio da precaução, consubstancie um novo "contrato social" não-poético.
O debate que se seguiu à conferência de Miguel de Almeida centrou-se sobretudo na necessidade de mudança de comportamentos individuais e de uma actuação política que defenda a Humanidade de uma catástrofe que possa pôr em causa a sua própria sobrevivência. Para os interessados no assunto, o Professor Miguel de Almeida gentilmente disponibilizou a apresentação PowerPoint que utilizou durante a sua conferência. Essa apresentação pode ser consultada, clicando aqui.
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José Fernando Vasco
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