O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Elias Garcia - 179º aniversário do nascimento

A Associação "O Pharol" convida todos os cacilhenses a participarem na homenagem a José Elias Garcia, por ocasião do 179º aniversário do seu nascimento. A cerimónia terá lugar amanhã 30 de Dezembro, pelas 18:30 horas e junto ao local do seu nascimento, onde se encontra o seu busto.
Nascido em Cacilhas (Almada), a 31 de Dezembro de 1830, filho de José Francisco Garcia, chefe de oficinas do Arsenal da Marinha, defensor das ideias liberais que foi perseguido e preso pelos miguelistas. Elias Garcia estuda primeiro na Escola de Comércio de Lisboa, que conclui em 1848. Mais tarde entra na Escola Politécnica de Lisboa, seguindo posteriormente para a Escola do Exército (1857). Enveredando pela carreira militar assenta praça em 31 de Agosto de 1853, como voluntário no Regimento de Granadeiros da Rainha, atingindo o posto de coronel em 1888. Dedicando-se ao ensino, foi convidado para leccionar a cadeira de Mecânica Aplicada, na Escola do Exército. Ocupou ainda outras funções como: no Conselho Geral de Instrução Militar, Conselho Naval, presidente da Junta Departamental do Sul e da Associação dos Jornalistas e Escritores Portugueses.
Foi um dos principais responsáveis pelo aparecimento de um grupo republicano cerca de 1850, fruto das consequências das revoltas que tinham eclodido na Europa em 1848. Os principais membros desse grupo eram José Maria Latino Coelho, António de Oliveira Marreca, António Rodrigues Sampaio, José Estevão de Magalhães, José Félix Henriques Nogueira, Anselmo Braamcamp, Luís Augusto Palmeirim, Francisco Maria de Sousa Brandão. Foi iniciado na Maçonaria em 1853 com o nome simbólico de Péricles, na Loja 5 de Novembro, em Lisboa, ligada ao rito francês e subordinada à Confederação Maçónica Portuguesa. Em 1863 foi um dos responsáveis pela cisão de algumas lojas tendo criado a Federação Maçónica Portuguesa que o elegeu como Grão-Mestre. Quando em 1869 se fundem os vários orientes que existiam em Portugal e se cria o Grande Oriente Lusitano Unido, Elias Garcia foi uma das figuras de destaque. Foi presidente do Conselho da Ordem entre 1882-1884 e 1887-1888 e Grão-Mestre interino entre 1884-1886 e 1887-1888, Grão-Mestre eleito em 1888, mas teve que renunciar em 1889. Segundo o Prof. Dr. Oliveira Marques, Elias Garcia "teve papel de relevo na expansão da Maçonaria e na sua orientação para formas progressistas declaradas".
Foi eleito como vereador da Câmara Municipal de Lisboa entre 1872 e 1890. Ocupando mesmo o cargo de Presidente da Câmara em 1878, sendo o vigésimo quinto presidente eleito deste município.
Em 1868, encontramo-lo ligado ao Grupo do Páteo do Salema (Clube dos Lunáticos)que vai estar na origem do Partido Reformista, liderado pelo Marquês de Sá da Bandeira e pelo Bispo de Viseu, António Alves Martins tendo mesmo sido convidado a ocupar uma pasta governamental. Nessa condição foi eleito pela primeira vez deputado, em 1870, por dos círculos uninominais de Lisboa. Foi ainda eleito deputado pelo Partido Republicano, em 1881, repetindo-se idêntica situação em 1884, 1887 e 1890. A 18 de Maio de 1876 esteve presente no jantar realizado no Hotel dos Embaixadores, em Lisboa, que marca o início do Partido Republicano, com a fundação do Centro Republicano Democrático Português. Sendo o representante da denominada ala moderada do Partido Republicano, o que lhe acarretou alguns dissabores e inimizades dentro e fora do partido. Foi presidente do Directório do Partido Republicano entre 1883 e 1891.

Fontes:

José Fernando Vasco

Concurso de Poesia

O Projecto Português com Vida convida os alunos de todos os graus de ensino a participar no CONCURSO DE POESIA subordinado ao tema: "Eu e os Outros”.
Os trabalhos devem ser entregues ao professor de Português ou na Recepção da Escola até ao dia 5 de Março de 2010.
Informa-te junto do teu professor de Português ou consulta o Regulamento .
PARTICIPA!

Projecto «Português com Vida»

«Os Jovens e a Política I» com Ana Catarina Mendes

" Os Jovens e a Política "

Conferência de Ana Catarina Mendes
17 de Dezembro de 2009
10:30 horas



« O Poder mais absoluto não está em presidir numa Casa Branca,
ou em proceder à abertura de um Parlamento sentada num trono,
mas em reinventar o mundo para toda a gente,
dando-lhe os sonhos que se queria que ela sonhasse. »
Gore Vidal, Império, 1987

A Escola Secundária de Cacilhas-Tejo recebeu hoje a visita de Ana Catarina Mendes, deputada à Assembleia da República.
Luísa Oliveira, professora e directora de uma das turmas presentes e membro do Conselho Geral, deu as boas vindas à conferencista que, aliás, foi aluna da escola há vinte e dois anos atrás. O professor bibliotecário apresentou Ana Catarina Mendes como uma jovem política já com bastante experiência, destacando a sua acção como membro da Comissão "Liberdades, Direitos e Garantias" e, depois de evocar Gore Vidal e a sua obra "Império", deu a palavra à conferencista.
Perante uma plateia constituída por professores e alunos do 12º ano (Línguas e Humanidades) e do Curso Profissional de Marketing, Ana Catarina Mendes aludiu à sua experiência como aluna e dirigente estudantil, bem como alguns dos princípios e práticas políticas como deputada. Preferindo um diálogo directo com a plateia, possibilitou aos alunos presentes a colocação de questões tão diferentes como a dos direitos fundamentais, a questão da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a possibilidade de adopção; a política de investimentos do país (TGV, aeroporto...), as prioridades da acção política (crescimento económico, política de emprego e protecção social), educação, etc.
Não deixando de enaltecer por diversas vezes o interesse e participação dos alunos no evento, Ana Catarina Mendes reafirmou, como nucleares da sua actividade política, a defesa da igualdade como valor político fundamental e o primado da lei como norteador  do Estado de Direito. O diálogo, enriquecedor e francamente estimulante, durou cerca de duas horas.
No final, a conferencista disponibilizou-se para, num próximo encontro, abordar questões relacionadas com o Projecto Europeu e o Tratado de Lisboa.

José Fernando Vasco
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