Visita a Fátima e ao Mosteiro da Batalha A Liga de Mulheres Moldavas em Portugal organizou uma visita a Fátima e ao Mosteiro da Batalha, no dia 18 de Outubro.
O encontro foi na Cova da Piedade às oito horas da manhã. O grupo tinha 35 pessoas: portugueses, moldavos, romenos e ucranianos.
Durante a viagem fizemos uma paragem para tomar café, ir à casa de banho e tirámos algumas fotos.
Chegámos a Fátima às 11 horas. Eu assisti à missa católica e fui ver a “Nova Basílica”. Depois passei pelas lojas de lembranças sobre Portugal e Fátima. Às 13 horas o almoço decorreu num parque.
Durante o almoço falámos sobre a comida portuguesa e moldava e brindámos com a palavra “Saúde” em moldavo e português, que me fez lembrar mais uma vez o meu país, a minha terra, a minha mãe e os amigos.
Depois de almoçar tivemos algum tempo para falar e conhecer-nos melhor.
À tarde visitámos o Mosteiro da Batalha. Fiquei encantada com a arquitectura do Mosteiro e soube que no dia 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.
Depois de ter visitado o Mosteiro fomos tomar café e falámos sobre os filhos, sobre a vida e valores.
Às 16 horas voltámos para casa.
Tive um dia bastante interessante porque descobri datas marcantes da história de Portugal. Gostaria de visitar novos sítios para conhecer melhor a cultura e história portuguesas.
Dina (formanda moldava)
O despertador
A minha entrada em Portugal foi no fim de 1999. Foi muito difícil porque eu não sabia falar bem, não sabia explicar as coisas simples. Eu andava sempre com o pequeno “Guia de conversação” e todos os dias estudava palavras, palavras, palavras, palavras.
Uma vez, para comprar um despertador nós entrámos numa loja na Costa de Caparica. O meu amigo perguntou à vendedora se ela tinha um relógio para vender e indicou na mão onde nós costumamos usar relógio. Ela respondeu que sim e mostrou um relógio muito bonito, com calendário e bem caro. Para explicar melhor o que é que eu precisava, disse que nós precisávamos de um relógio maior, mais barato e com um mecanismo para fazer barulho na mesa, de manhã. (A palavra despertador ainda não estava na minha memória). A vendedora não percebia e mostrou outros relógios ainda mais bonitos e mais caros.
O meu amigo ficou zangado sem saber como se explicar melhor e disse: “Preciso de um relógio grande para não dormir”. Mostrou a orelha à vendedora e disse: “Bz-z, bz, bz-z, para ir trabalhar”.
Nunca esquecerei os olhos da vendedora e a palavra DESPERTADOR.
Nicolai (formando ucraniano)