O presidente do PSD/Almada e vereador da Câmara Municipal, Nuno Matias, esteve hoje na BECRE como convidado especial da 4ª conferência « Os Jovens e a Política ».
Após as boas vindas prestadas por Luísa Oliveira, em representação do presidente do Conselho Geral da ESCT, o professor-bibliotecário resumiu o percurso profissional e político de Nuno Matias, destacando a sua formação em Economia, o seu percurso profissional como gestor da área dos seguros e o seu percurso político desde os tempos de líder da JSD/Setúbal até à sua recente reeleição como presidente do PSD de Almada e como conselheiro nacional do mesmo partido.
Começando pelo seu percurso como dirigente da JSD e citando Francisco Sá Carneiro - "a política é difícil e exigente mas dela não nos demitimos", Nuno Matias realçou a importância da participação política dos jovens, irreverente e inconformada, em torno da defesa de causas, do debate de ideias e da construção/execução de soluções: daí que a política seja «a ciência das exigências». Naturalmente, o líder da JSD/Almada David Campos esteve presente.
Após a intervenção inicial de Nuno Matias, a plateia de alunos do 12º ano (Línguas e Humanidades) colocou questões relativas à nova liderança de Pedro Passos Coelho e ao que ela representa para a vida interna do partido e para Portugal. Nuno Matias afirmou que o novo líder está preparado para construir e executar um novo paradigma de desenvolvimento para o país e que a sua eleição representa igualmente uma renovação geracional no seu partido, reiterando que o que interessa a Portugal e aos portugueses não são os casos mediáticos mas sim "a capacidade de governar". A famosa "Lei da Rolha" (um erro a corrigir muito brevemente, nas palavras do convidado) e a eventual ou não aproximação ideológica do PSD ao CDS-PP foram outros temas abordados a partir de questões colocadas pelos alunos.
Na área dos investimentos públicos, Nuno Matias defendeu a manutenção do aeroporto da Portela, a par da edificação por fases do de Alcochete, e defendeu a construção de uma única linha TGV de ligação do país à rede internacional, isto é, a opção por Lisboa-Madrid, e o descartar das outras duas linhas complementares (Lisboa-Porto e Porto-Vigo) por impossibilidade do país em suportar tais investimentos.
Foi ainda abordada a questão da possível revisão constitucional: Nuno Matias defendeu a alteração de uma constituição "muito ideológica e menos lógica" e que permita a Portugal adaptar-se mais facilmente às novas realidades.
José Fernando Vasco


