O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Behaviorismo de Skinner

Skinner foi um dos primeiros teóricos a insistir numa distinção entre condicionamento clássico e condicionamento instrumental. No condicionamento clássico o comportamento do animal é provocado pelo estímulo do exterior. No condicionamento instrumental o organismo está muito menos à mercê da situação exterior. As respostas são voluntárias, operam no ambiente para realizar uma mudança que leva à recompensa. Tal como Thorndike, Skinner acreditava na lei do efeito, sublinhando que a tendência para emitir as respostas operantes é fortalecida pelas respectivas consequências.
No entanto, se a resposta é emitida pelo organismo isto não significa que os estímulos externos não tenham qualquer efeito. Estes exercem realmente um controlo apreciável sobre o comportamento pois funcionam como estímulos descriminativos. Suponhamos que se treina um pombo a carregar num pedal para obter um pouco de grão. Quando se acende uma luz verde, o acto de carregar no pedal será recompensado. Mas quando se acender uma luz vermelha essa resposta de nada servirá, pois o pombo não terá acesso ao alimento. Nestas circunstâncias, a luz verde torna-se um estímulo discriminativo positivo e a luz vermelha um estímulo discriminativo negativo. O pombo vai carregar no pedal na presença do primeiro, mas não na presença do segundo.
No contexto da aprendizagem instrumental, o reforço refere-se a fazer seguir a resposta de algo que o animal “prefere”. Pode ser a apresentação de uma coisa “boa”, como seja o grão, no caso de um pombo com fome. O grão é um exemplo de um estímulo apetitivo (um estímulo para o qual o animal tem, por assim dizer, apetite). Pode também consistir na cessação ou na prevenção de uma coisa “má” como quando se põe termo a um choque eléctrico. O choque é um exemplo de estímulo aversivo que o animal tudo fará para evitar.
No reforço positivo a resposta produz um estímulo apetitivo – um rato pressiona a alavanca para obter comida. No reforço negativo a resposta instrumental elimina ou evita um estímulo aversivo – um rato salta uma barreira para escapar a um choque eléctrico.
Do mesmo modo que no condicionamento clássico, a probabilidade de resposta aumenta com o número crescente de reforços. E, novamente como no condicionamento clássico, a resposta sofre extinção quando o reforço é suspenso.

Texto adaptado de:
GLEITMAN, Henry (1999). Psicologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, pp. 153-155.

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Sónia Lapa

Candeia de Hefner

Lâmpada concebida em 1880 por Friedrich Hefner-Alteneck (1845-1904) também designada «candeia de Hefner», utilizada em fotometria como unidade luminosa. Esta lâmpada utiliza acetato de amido. Uma pequena lente permitia controlar com precisão a altura da chama.
Rosa Espada

J. S. Bach e Ton Koopman no Dia Mundial da Música

No Dia Mundial da Música que hoje celebramos, anunciamos que a escolha para o «Ciclo Música» do mês de Outubro recaiu sobre o genial J. S. Bach (1685-1750).

Fugue in G minor BWV 578
(Ton Koopman)

Toccata and Fugue in D minor
(Music Animation Machine)
José Fernando Vasco

Visão História - «41 grandes figuras da I República»

Disponível para consulta na BECRE

Dirigida por Cláudia Lobo, a «Visão História» apresenta, na sua última edição, um rol de colaborações de nomeada: Ana Vicente, António Reis, Amadeu Carvalho Homem, Elsa Santos Alípio, Filipe Ribeiro Meneses, Helena Pinto Janeiro, João Lobo Antunes, João Medina, Luís Farinha, Maria Fernanda Rollo e Sérgio Campos Matos.
Com a chancela oficial «Centenário da República», são apresentadas 41 figuras máximas da I República, nomeadamente Machado Santos (o herói), Magalhães Lima (o maçon), Luz de Almeida (o carbonário), Teófilo Braga (o doutrinador), Afonso Costa (o político), Manuel de Arriaga (o Presidente), Bernardino Machado (o Presidente, por duas vezes), António José de Almeida (o evolucionista), Egas Moniz (o cientista), Ana de Castro Osório (a feminista), Carolina Beatriz Ângelo (a pioneira), Paiva Couceiro (o monárquico), Tamagnini Abreu (o comandante), Norton de Matos (o colonial), Sidónio Pais (o messias), Alfredo da Silva (o industrial), Gago Coutinho (o aviador), Benoliel (o fotógrafo), Gomes da Costa (o golpista).
Para além de um conjunto de imagens dos dias 4 e 5 de Outubro, o presente número da revista contém uma cronologia (1910-1926), uma infografia de Presidentes e Governos, dados estatísticos relativos à República e dois textos de Maria Fernanda Rollo - «Opinião, mudança e reformismo» - e de António Reis - «Pensar o Regime».
A qualidade intrínseca é a habitual na «Visão História», o que faz do presente número um recurso indispensável para uma melhor compreensão sobre as realidades da primeira experiência republicana em Portugal.

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