O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Barite


A barite (BaSO4) ocorre sob a forma de cristais geralmente finos a tabulares, formando frequentemente agregados ou conjuntos destes cristais tabulares, com bordos que se projetam em cristas ou como rosetas. Pode apresentar-se incolor ou com cores muito diversas: amarelo (na imagem), castanho, branco, cinzento e azul.
O nome deste mineral deriva da palavra grega para "pesado", devido à sua incomum densidade (4,5g/cm3), que é muito elevada para um mineral não metálico. O brilho é branco ou nacarado e apresenta um traço que é branco. A dureza oscila entre 3-3,5 (na escala de dureza de Mohs o valor máximo é 10).
A barite pode ser encontrada, por exemplo, em filões hidrotermais ou rochas sedimentares (em Portugal foi extraída na localidade de Segura, concelho de Idanha-a-Nova). É um mineral utilizado no fabrico de tintas e papel.
Rosa Espada

«Mulheres na 1ª República» vs «Vivências Monárquicas» - Faces de Eva na ESCT


 Adelaide Cabete e Veva de Lima

Hoje, dia 26 de Novembro, pelas 15 horas, terá lugar a dupla conferência “ Mulheres na 1ª República versus Vivências Monárquicas”, com os oradores João Esteves e Maria Emília Stone do Centro de Estudos Sobre a Mulher - Faces de Eva/SOCINOVA.
Tem sido sempre preocupação da BECRE proporcionar à comunidade escolar uma perspectiva o mais abrangente possível de assuntos de interesse na nossa sociedade, indo além dos programas escolares. Assim, tendo este objectivo em mente, e porque estamos no ano do centenário da República, pensámos “Porque não trazer à escola uma visão do lado da História que muitas vezes é obnubilado nos manuais, se não mesmo totalmente esquecido – a participação das mulheres em momentos decisivos como o foi a Implantação da República?”
Para atingir este propósito convidámos dois elementos do Centro de Estudos Sobre Mulher -Faces de Eva, uma unidade de investigação criada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Este Centro teve origem num Projecto de Investigação com o mesmo nome, sediado no Instituto Pluridisciplinar de História das Ideias da mesma Faculdade. Rapidamente cresceu o número de membros e especialização dos mesmos, o que exigiu a criação de um Centro, algo que se concretizou no dia 3 de Maio de 2001, Este núcleo teve, desde então, estatutos próprios e objectivos que pretendia alcançar mediante acções concertadas de investigação, de formação e de divulgação. O Centro pôde, desde o início, congratular-se pela diversidade de áreas de saber que o enriquecem através dos colaboradores graduados, todos almejando o mesmo fim, e passa-se a citar do sítio:”A mulher esteve sempre presente na sociedade de múltiplas formas, sem que a sociedade guardasse a memória do seu contributo, que por ter sido silenciado não foi menos real. Só a transversalidade, resolvida na pluralidade das abordagens, a podia descobrir onde quer que ela se encontrasse.”

Assim surgiu o projecto Dicionário no Feminino, lançado a 8 de Março de 2005, um instrumento de consulta e uma ferramenta de trabalho imprescindível para os interessados na influência das mulheres no nosso mundo. Aqui, ganha vida todo um universo feminino, pois não só são tratadas as figuras singulares, como também as instituições por elas fundadas, periódicos integralmente da responsabilidade de mulheres e iniciativas. Urgia completar a nossa História e este dicionário é, sem dúvida, um contributo precioso.

Com objectivo similar o Centro edita semestralmente a revista Faces de Eva . Estudos sobre a mulher, cujo nº 24 será lançado no próximo dia 2 de Dezembro no Goethe Institut. De referir que o nº. 5 recebeu o Prémio Divulgação Elina Guimarães atribuído pelas ONG’s do Conselho Científico da CIDM.

As Faces de Eva, juntamente com a UMAR publicaram a agenda Feminista 2010, com revisão da responsabilidade de Maria Emília Stone, completamente dedicada às figuras femininas mais representativas da República.

Uma vez que o Centro considera de extrema importância não só a investigação, mas também a divulgação e partilha de conhecimentos, desde 1999 que está envolvido na organização de colóquios, cursos livres e neste momento é responsável por um curso de Mestrado nesta área.

Os oradores convidados, João Esteves e Maria Emília Stone, têm sido elementos extremamente interventivos em todas as iniciativas aqui referidas e os seus estudos pioneiros sobre as mulheres na primeira República (João Esteves) e monárquicas (Maria Emília Stone) têm-lhes valido vários convites para conferências em diversas zonas do nosso país, destacando-se, por exemplo as realizadas no âmbito do Ciclo de Conferência da Biblioteca- Museu República e Resistência em Lisboa. Apesar dos títulos das conferências não serem originais, o contacto com o público do ensino secundário será, certamente, uma novidade.

Ficamos a aguardar o contraponto que sabemos que será feito entre as duas realidades coevas e antagónicas: republicanas e monárquicas


Muito breve nota biográfica dos oradores:

João Esteves - Professor do Quadro de Nomeação Definitiva da Escola E B 2,3 de São Bruno (Caxias); Licenciado em História pela F.L.L. (1983) e Mestre em História dos Séculos XIX e XX pela F.C.S.H. da U.N.L. (1988). É autor de livros, artigos e comunicações sobre o movimento feminista na 1.ª República e encontra-se a preparar o Doutoramento sobre a “Génese do Movimento Feminista em Portugal (1906-1928)”.

Algumas das suas OBRAS PUBLICADAS

ESTEVES, João Gomes, A Liga Republicana das Mulheres Portuguesas: uma organização política e feminista (1909-1919), Lisboa, CIDM, 1992.

ESTEVES, João Gomes, As origens do Sufragismo Português, Lisboa, Edições Bizâncio, 1998.

ESTEVES, João Gomes, "A fidelidade das mulheres republicanas a Afonso Costa: a Associação Feminina de Propaganda Democrática (1915-1916), Leituras, Revista da Biblioteca Nacional, nº. 3, Outono de 1998.

ESTEVES, João Gomes, Professoras e Educadoras na construção do Movimento Feminista em Portugal (1898-1928), Comunicação ao III Congresso Luso-Brasileiro de História da Educare, Coimbra, 2000.

ESTEVES, João Gomes, "VELEDA, Maria - 26/2/1871 (Faro) - 8/1/1955 (Lisboa)", in Dicionário de Educadores Portugueses, dir. António Nóvoa (no prelo).

ESTEVES, João Gomes, Os primórdios do feminismo português: a 1ª. década do século XX, Revista Penélope. Fazer e desfazer a História, nº 25..

(fonte: Associação de Professores de História)


Maria Emília Stone - Licenciou-se em História pela Universidade Autónoma de Lisboa, em 1987, onde é assistente do Curso de História do Departamento de Ciências Sociais e Humanas. Mestre em História Cultural e Política na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a dissertação O Abade de Medrões, Cidadão e Cristão.

Tem-se dedicado ao estudo de temas relacionados com a História Cultural e das Mentalidades nos séculos XVIII-XIX. Coordenou o Dicionário no Feminino, apresentou diversas comunicações, entre elas em dois cursos livres do Centro Faces de Eva subordinados ao tema “História e Historiografia”, participou no seminário internacional Barcelona 2009 "Mulheres na Guerra Anti-Napoleónica"; colaborou na Cátedra de Madrid subordinada ao tema "Heroínas e Patriotas, as mulheres de 1808"; foi revisora da "Agenda feminista de 2010", sobre as republicanas, resultante de estreita colaboração entre o Centro Faces de Eva e UMAR e colaborou nos "Roteiros Feministas", também da responsabilidade da UMAR e Faces de Eva.

Cristina Oliveira

O Universo que conhecemos

A elaboração deste vídeo baseia-se no mapa do Universo mais completo do mundo - o Atlas Digital do Universo - elaborado por astrofísicos do Museu Americano de História Natural. Ao observar as imagens, facilmente se chega à conclusão de estarmos a efectuar uma viagem no tempo, em marcha-atrás, cujo ponto de partida são os Himalaias e o ponto de chegada o Big Bang. Pelo meio, vai ficando registada a hierarquia de organização da matéria ao nível cosmológico.

Rosa Espada

«As Linguas Abrem Caminhos» e a ESCT


Na próxima sexta- feira, dia 26 de Novembro, a Escola Secundária Cacilhas-Tejo irá destacar na cerimónia de entrega de menções honrosas, entre os alunos com mérito inegável, os discentes participantes no concurso "As Línguas Abrem Caminhos" e vencedores do 1º e 2º prémios do 4º escalão (ensino secundário).
O grupo agraciado com o primeiro prémio, do qual fazem parte Carlos Lopes, Helena Pinto, Gabriel Pereira e Rosana Fernandes, alunos do 11º F no presente ano lectivo, construíram um blogue: http://aslnguasabremcaminhos.blogspot.com/, com o intuito de criar um espaço de acesso público não só de consulta, mas discussão e troca de ideias e experiências sobre as línguas e comunicação, enriquecido com separadores para “Mensagens de Autores”, “Imagens”, “Vídeos”, música e hiperligações a sítios relevantes. Nas duas apresentações públicas, os alunos além de convidar os presentes a explorar o blogue e acompanhá-los nessa mesma exploração, foram questionados sobre o processo criativo do projecto.
A ideia de construir um blogue surgiu no intuito de passar a imagem de que as línguas são um bem essencial e uma mais-valia para o diálogo entre culturas, recorrendo às novas tecnologias como estratégia motivadora e apelativa que convida à comunicação. Esta ferramenta tem a vantagem de permitir um trabalho em constante evolução e, neste caso particular, pretendeu-se criar um que possibilitasse a exploração do tema, deixando em aberto a possibilidade de qualquer pessoa poder participar.
De facto, este blogue tem despertado tal interesse que a Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, além de lhe atribuir o 1º prémio, entregue em Braga no colégio D. Diogo de Sousa (28 de Setembro), convidou os alunos a estarem presentes na Expolíngua, no Centro de Congressos de Lisboa, no passado dia 5 de Novembro. para apresentarem novamente o seu trabalho.
As línguas têm efectivamente aberto caminhos aos nossos alunos cujo esforço e empenho viram, assim, reconhecido e aplaudido por professores e alunos de várias zonas do país.
Estes alunos do 11º ano não estiveram, no entanto, sozinhos no seu nervosismo perante um auditório repleto, pois duas alunas, do agora 3º L (turma de Design Gráfico), foram também distinguidas com o 2º prémio desse concurso. As alunas Diana Secrieru e Jessica Rocha transportaram a sua concepção de "Comunicar" para uma tela. Para explicar a mensagem passa-se a citar a memória descritiva do mesmo, conforme apresentada à DGIDC:
"Trata-se de um quadro alusivo à amizade e à comunicação como elemento unificador dos diferentes povos e raças. O simbolismo das cores e o entrelaçar das mãos apontam para a paz no mundo, alicerçada na comunicação entre os seres humanos. Nesse sentido, há que caminhar para um futuro em que a fraternidade, a tolerância e a solidariedade serão valores respeitados.
Mais do que trocar palavras, comunicar é ir ao encontro do outro, é partilhar, ouvir, ser tolerante… Porque não utilizar as línguas para alcançar esse objectivo?" Ficamos com esta mensagem para reflectir, agradecendo a estes alunos pela sua coragem e entusiasmo ao aceitar os desafios que lhes são colocados e pelo bom exemplo que nos deixam. Resta a esperança de que este espírito voe e nos contagie a todos......
(lançamento de balões com mensagens dos alunos,
Colégio D. Diogo de Sousa - Braga)

Cristina Oliveira
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