O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Piromorfite, o "chumbo verde"


A piromorfite é um fosfato de chumbo [Pb5 (PO4)3 Cl] que ocorre quase sempre sob a forma de um agregado cristalino formado por longos cristais prismáticos, ordenados paralela ou radialmente; os maiores cristais são por norma resultantes da associação de muitos outros mais pequenos. Pode apresentar-se incolor ou com cores muito diversas: verde (na imagem), castanho, amarelo, vermelho alaranjado, negro.
O nome vulgar deste mineral é "chumbo verde". O brilho é não metálico, do tipo gorduroso, e a densidade oscila entre 6,7-7 g/cm3. A dureza também pode variar entre entre 3,5 a 4 (na escala de dureza de Mohs o valor máximo é 10).

Rosa Espada

Wikileaks na «Courrier Internacional» de Janeiro de 2011

 Disponível para consulta na BECRE

A Wikileaks é o tema central da «Courrier Internacional» de Janeiro de 2011.

Na senda da excelência do melhor jornalismo, assinala-se a importância histórica do dia 28 de Novembro de 2010, dia em que  os jornais Le Monde, New York Times, The Guardian, Der Spiegel e El País revelaram alguns dos cerca de 250 mil documentos. As reacções da opinião pública e dos poderes instituídos são analisadas em sete artigos.
Para além da temática central, a conceituada revista também aborda as seguintes questões:
- populismo versus democracia;
- o problema das duas Coreias;
- Tóquio: um dia na vida de uma cidade
- A crise financeira e o Euro
- Slow media
- Tao Lin: o escritor-prodígio da era da Internet.

José Fernando Vasco

«Olhares e Leituras» segundo um estudante de Comunicação Social

Publica-se um texto sobre a conferência de Inácio Ludgero no passado mês de Novembro de 2010. Ao seu autor, Joel Joaquim - aluno de Comunicação Social que frequentou o ensino secundário na ES Cacilhas-Tejo; a BECRE agradece a sua colaboração que se espera que constitua a primeira de muitas.

José Fernando Vasco
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No passado dia 29 de Novembro, realizou-se na BE/CRE desta nossa ESCT uma conferência com Inácio Ludgero, fotojornalista de profissão, actualmente Freelancer. Esta sessão, destinada tanto a curiosos, peritos na área ou meros amadores, serviu como (bom) ponto de esclarecimento de dúvidas, tendo sido pautada por uma atitude bastante informal por parte do convidado, que se revelou de carácter tão fascinante como o tema desta conferência em si.
Sendo eu estudante de Comunicação Social, é-me extremamente importante conhecer a fundo todas as vertentes de actuação nesta área. Como tal, só tenho a agradecer ao professor José Fernando Vasco o convite para esta conferência, que me permitiu ter uma (muito) melhor noção do que é realmente ser um repórter fotográfico. Devo confessar que fiquei seguidor deste tão ilustre membro da nossa imprensa.
Para quem não o conhece (algo natural dado que muitas vezes o produto torna-se sobejamente mais reconhecido do que o seu legítimo autor), Inácio Ludgero nasceu na Amadora em 1950 mas considera-se Alentejano por adopção e cidadão do mundo por opção. Foi fotojornalista em publicações tão relevantes na área como o já extinto “A Capital” (tendo pertencido aos quadros do jornal entre 1972 e 1975) e a revista “Visão” (de 1992 a 2008), sendo que no seu “currículo” constam fotos a personalidades tão distintas como Marcel Marceau, Amália Rodrigues ou Xanana Gusmão, destacando-se também as suas foto-reportagens de cenários de guerra ou de acontecimentos importantes na nossa história. Exemplifico com as fotos da sua autoria tiradas durante os acontecimentos do 25 de Abril de 1974, destacando uma foto que capta Salgueiro Maia no dia seguinte, dirigindo-se para a sua casa, com uma expressão tão serena como de sentimento de dever cumprido. Foi aquele preciso momento, único, irrepetível, em que bastou haver alguém que estivesse no sítio certo à hora certa, que originou tão singular, porém importante instantâneo. É essa a verdadeira essência do repórter fotográfico. Limitando-se a capturar a realidade, regista momentos tão significativos que perdurarão para a posteridade, tendo que ser frio, isento e acima de tudo, factual.
Nutrindo uma grande paixão pela fotografia a preto e branco, e tendo como ídolo Henri Cartier-Bresson, famoso fotógrafo francês, Inácio Ludgero foi-nos dizendo entredentes que, dentro da captação do momento que a fotografia representa, a foto a preto e branco ainda consegue deixar espaço ao observador para a imaginação. Recorrendo às palavras de Cartier-Bresson, que afirma que "A fotografia é uma abstracção em que a sobriedade do preto e branco faz concentrar a atenção sobre o conteúdo. A cor é mais própria para a pintura.", entendemos melhor o seu ponto de vista. Ao considerar a câmara fotográfica como uma extensão do olho humano, e quando questionado sobre os tempos de reacção espectaculares que os fotógrafos precisam de ter, este respondeu humildemente “não somos super-heróis”. E com uma resposta assim, fiquei eu sem palavras.
E foi assim, ao longo de curtíssimas duas horas, que esta sessão decorreu, havendo lugar para perguntas, diálogos abertos e relato de experiências pessoais. E por mim falo, mas penso poder falar pelos presentes que se houve lugar para expectativas elevadas, estas mantiveram-se após o término desta “reunião de experiências, versão late night”. E sem dúvida que a partir de agora, irei ter (ainda) mais respeito pelos bons repórteres fotográficos, que no fundo não querem fazer provar que a imagem vale mais que mil palavras, mas que é tão importante como estas.
Joel Joaquim
(Aluno de Comunicação Social do
Instituto Politécnico de Setúbal)

Marketing digital, uma nova forma de comunicar?


No próximo dia 5 de Janeiro de 2011 - no Auditório da ES Cacilhas-Tejo, pelas 15 horas - Filipe Carrera, especialista em marketing digital e orador internacional irá desvendar os segredos do mundo digital.
Desde os primórdios da humanidade que as pessoas têm a necessidade de partilhar com os outros as suas experiências e os seus desejos. Com a chegada da Internet, tornou-se possível, independentemente das barreiras geográficas, necessidades, desejos e até sentimentos. Basta ver, por exemplo, no Facebook a quantidade de adolescentes (alguns nossos alunos) que dizem uns aos outros “amo-te”, “és o maior”, “és a minha vida”, por vezes, apenas para declarar amizade e admiração, outras vezes, para assumir publicamente as suas paixões amorosas.
Filipe Carrera vem falar-nos essencialmente da Web 2.0 e embora o termo tenha uma conotação de uma nova versão para a Web, ele não se refere à actualização nas suas especificações técnicas, mas a uma mudança na forma como ela é encarada por consumidores e desenvolvedores, ou seja, o ambiente de interacção e participação que hoje engloba inúmeras linguagens e motivações. Isto é, através da criação das redes sociais, as empresas encontraram um novo paradigma de comunicação/distribuição com os seus clientes, incentivando-os à participação.
Infelizmente, muitos sites de empresas seguem um enfoque de comunicação muito tradicional. São simples mostradores estáticos de produtos e serviços em vez de lugares dinâmicos e participativos que fomentem a interactividade.
O posicionamento da empresa na Web é uma decisão para ser tomada pela administração da empresa, e não pelo responsável informático nem pelo desenhador gráfico. As empresas ainda gerem o procedimento do desenho do seu site como se de um simples acto administrativo se tratasse, quando deveria ser considerada uma das decisões mais estratégicas da empresa. Normalmente convoca-se a concurso 3 ou 4 empresas de construção de páginas Web, o marketing ou a informática elaboram um briefing sobre o que encontrar a empresa supostamente procura, e na maioria dos casos a decisão é tomada pela sua estética, cores, gráfico, vídeos, etc.

Mas a ideia é conseguir que os clientes comuniquem uns com os outros e explicitem as suas percepções e sentimentos sobre as marcas. Quem sabe se um dia as pessoas não vão dizer às marcas “eu amo-te e quero-te para toda a vida”, tal como os nosso alunos? Aliás com a crise económica que se avizinha haverá tendência por parte dos consumidores para apadrinharem certas marcas e de não consumirem de uma forma generalizada.

Aguardemos, então, o desafio de Filipe Carrera que promete estimular os alunos de Marketing e Banca e Seguros a ter uma nova perspectiva sobre o mundo digital e sobre o novo paradigma da comunicação.

05 de Janeiro de 2010
15:00 horas
Auditório da ES Cacilhas-Tejo

Hiperligação:

Bárbara Henriques
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