O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
No próximo dia 15 de Fevereiro, terça-feira, as Danças Tradicionais estão de volta!
Desde Novembro que uma vez por mês, ao final do dia, professores, alunos e funcionários tem uma hora de diversão, descontracção, muita energia e animação.
Inaugura, hoje, a exposição "Parágrafos aos Quadradinhos" inteiramente dedicada à divulgação da BD existente na BECRE e também pertencente a membros da nossa comunidade educativa (ver adiante) que gentilmente aceitaram colaborar nesta iniciativa promovida pela equipa de professores responsável pelo espaço escolar em apreço.
Volvidas já algumas semanas em que neste mesmo blogue foi publicado o artigo “BD para professores criativos e alunos sem vergonha”, no qual se dava conta de que a BD não é uma literatura para iletrados nem necessariamente infantil, a temática da Banda Desenhada volta a ser considerada, encontrando-se, agora, expostos para consulta, álbuns que verificam o seguinte:
Os Temas Ambiente, História de Portugal e Universal, Western, Ciência, Tecnologia, Matemática, Amor, Fantástico, Arte, Histórias Infantis, Literatura, Direitos Humanos, Profissões, Educação Sexual, Geografia, Línguas. As Personagens
Astérix, Calvin & Hobbes, Lucky Luke, Pato Donald, Gastão, Snoopy, Cebolinha, Superman, Tio Patinhas, Cascão, Pateta, Les Schtroumpfs, Blake e Mortimer, Corto Maltese, Michel Vaillant, Alix, Gaston. Os Autores
Morris, Goscinny, Walt Disney, Vítor Borges, Bill Watterson, José Ruy, Schulz, Hergé, Machado Dias, Lewis Trondheim, José Garcês, Sérgio Aragonés, Peyo, Hugo Pratt, Uderzo, Macherot. As Editoras
VitaminaBD, Edições ASA, Difusão Verbo, Witloof, Notícias Editorial, Gradiva, Casterman, Edinter, Publicações Dom Quixote, Livraria Bertrand, Editora Globo, Editora Morumbi, Abril Jovem, Meribérica/Liber, Pedranocharco Publicações. As Línguas
Português, Inglês, Francês, Latim.
A importância da imagem desenhada para contar episódios relacionados com o quotidiano humano ou histórias imaginadas, data desde sempre. Já na célebre Tapeçaria de Bayeux (“tapeçaria da rainha Matilde”), bordada entre 1070-1080 pelos artesãos da Catedral de Canterbury, são mostrados os desenhos e as frases que os acompanham, contando a conquista da Inglaterra pelos normandos (Batalha de Hastings, 1066) em 58 cenas.
Tapeçaria de Bayeux - cena 21
O livro “Max und Moritz” (1865), do escritor e desenhista alemão Wilhelm Busch, é considerado o precursor da BD. Foi, no entanto, só nos finais do século XIX, com o maior desenvolvimento da imprensa, que surgiram as primeiras bandas desenhadas e as BD de balões com publicação massificada e regular. Nos EUA, o jornal New York World fez sucesso com as aventuras do miúdo “Yellow Kid” (1895). Outros se lhe seguiram na primeira metade do século XX, com tanta ou mais aceitação: Tarzan, Buck Rogers, Flash Gordon, Mandrake e Superman, por exemplo. Entre os anos 20 e 50 a BD registou-se definitivamente no panorama artístico e cultural mundial.
Uma exposição é, portanto, outro modo de apelar para o reconhecimento da importância da 9.ª Arte na motivação literária dos jovens e do seu poder em contexto educativo, pois em muitas escolas a utilização da BD nas aulas continua negligenciada enquanto elemento capaz de estimular a literacia e uma interpretação a vários níveis, permitindo diferentes tipos de leitura simultaneamente (verbal e icónico).
A riqueza da banda desenhada enquanto material didáctico, permite apresentar aos professores algumas sugestões de trabalho:
- Estudar continentes e lugares com culturas diferentes, conhecer desenvolvimentos da ciência e da técnica, ou questões ambientais;
- Estudar o discurso directo e indirecto;
- Analisar as categorias da narrativa (personagens, espaço, tempo, acção, narrador, etc.);
- Relacionar as informações veiculadas nas histórias com os conhecimentos adquiridos noutras disciplinas;
- Proceder à dramatização de histórias de banda desenhada;
- Proceder à organização de debates sobre temas tratados na BD;
- Identificar as ideias principais do texto; elaborar resumos das histórias;
- Completar histórias de banda desenhada;
- Reescrever a história de BD sob a forma de uma narrativa convencional;
- Criar em grupo uma banda desenhada (em Área de Projecto, por exemplo)
Depois do glorioso arranque na década de 1920 e de, em 1926, ganhar movimento pelas mãos de Walt Disney (Mickey), tornando-se presença assídua no cinema e mais tarde na TV, nos últimos anos a 9.ª Arte tem emergido com uma roupagem completamente nova nos jogos de realidade virtual. De qualquer das formas, visite mais esta exposição BECRE e veja, in loco, uma edição com 40 anos de “Astérix entre os Helvéticos” da Livraria Bertrand, e outra de “O Ovo dos Schtrumfes” ainda mais antiga. Em “A Mosca”, Lewis Trondheim conta-nos uma história sem quaisquer palavras a acompanhar os desenhos. Um verdadeiro desafio para os olhos, que têm de estar permanentemente a comparar “quadradinhos” (vinhetas)!
Uma história da BD elaborada por Ana Cristina Marques, no âmbito do Mestrado em Comunicação Educacional Multimédia.
A linha é o principal elemento gráfico do desenho de BD e de todo daquele que se pode tornar animado. Neste vídeo mostra-se um episódio da série de animação italiana “La Linea” (1969), criada pelo desenhador Osvaldo Cavandoli (1920-2007), e que serviu o objectivo de constituir uma campanha publicitária da empresa Lagostina, fabricante de produtos de cozinha.
Algumas obras em destaque na Exposição: “Os Lusíadas em BD” (Notícias Editorial)
“Pateta faz História” (Editora Abril)
“Don Quijote de la Mancha” (Edições FP)
“História do Jardim Zoológico de Lisboa” (edição própria)
“Mirandês – História de uma língua e de um povo” (Editora Âncora)
“Os Segredos da Vida em Banda Desenhada” (Assoc. para o Planeamento da Família)
“Histoire de La France” (Pierre Bordas & Fils)
“Exploring Europe” (European Commission)
"Príncipe Valente - Aventuras no mar interior" (Editora Brasil-América)
Comunidade educativa - empréstimo de BD: Bárbara Nabais (Professora)
Conceição Toscano (Assistente Técnica)
Cristina Oliveira (Professora)
Margarida Calqueiro (12.ºB)
Margarida Fonseca (Directora da ES Cacilhas-Tejo)
Rosa Espada (Professora)
Sónia Lapa (Professora)
Ruben Alves (12.ºB)
Sérgio Marcelino (Comunidade local)
Há alguns anos, eu estava a fazer um estágio com outros alunos da Universidade de Genebra, em Bruxelas, na Bélgica durante dez dias. O nosso hotel era para jovens. Primeiro problema: obter uma chave para a porta de entrada, durante a noite. A proprietária era severa, pouco simpática. Ela disse-nos: “À meia-noite, jovens, vou fechar a porta.” Nada a fazer face a uma senhora que não sorria.
Passou uma semana. Depois, no último dia, as minhas colegas disseram: “Esta noite vamos todos passar bons momentos: no restaurante, no pub e na discoteca. Hurra!” Mas ninguém perguntou “E o problema da chave?”
De manhã cedo o nosso grupo chegou ao hotel. Ninguém tinha a chave. Que se passou? Ai!! Impossível entrar no hotel!
Ninguém tinha a chave! Que se passou? Um jovem viu uma janela entreaberta… Foi uma ideia genial! Fizemos uma escada de mão, mas o jovem caiu brutalmente e gritou por socorro… As minhas colegas disseram: “Mas que se passa, Juan?” Depois de um grande silêncio ele abriu a porta de entrada: horror! As calças estavam cobertas de sopa de cebola e estava todo molhado. A janela dava para uma cozinha! Pobre Juan!
Muito à pressa, arrumámos tudo, limpámos o chão e fomos dormir.
Querem saber o fim da história?
No dia seguinte, no restaurante do hotel tomámos o último almoço. Do menu constava o quê? A nossa sopa de cebolas!
A Maria saiu de casa às 10.00 horas. Era a folga dela. Ela estava maldisposta porque queria sair com o marido, mas o patrão dele não o deixou trocar a folga. A Maria foi passear sozinha. Ela andou muito no supermercado e ficou com fome e foi comprar comida no segundo piso. A Maria escolheu um prato de sopa, arroz com carne e sumo de laranja. Colocou os pratos na mesa e deixou a mala pendurada na cadeira. Depois, levantou-se e foi deixar o tabuleiro vazio no local próprio. Quando voltou, o lugar dela estava ocupado. A Maria ficou chocada e não queria acreditar no que estava a ver – um homem estava a comer o almoço dela muito depressa e olhava constantemente para o relógio. A Maria perdeu a voz e não conseguia falar, mas por dentro gritava: “Olha a minha sorte de hoje! De onde apareceu este homem desonesto? Mas ele não parece pobre, está bem vestido!”
A Maria sentou-se na cadeira em frente ao homem e olhou para ele com muita calma. O senhor olhou para ela com atenção. Depois colocou o prato com arroz e carne e passou-o à Maria, mas continuava a comer a sopa. A Maria começou a comer muito devagarinho. Parece que não percebia o que estava a acontecer. O homem foi buscar um copo vazio e dividiu o sumo de laranja pelos dois. Bebeu o sumo. Quando saiu disse à Maria: “Bom almoço!” Neste momento a Maria descobriu que a mala dela tinha desaparecido. Ficou com tanta raiva do homem e pensava: “Ele comeu o meu almoço, roubou a minha mala e ainda brincou comigo quando me desejou um bom almoço, o ladrão!” A Maria levantou-se de repente. Queria correr e apanhar o ladrão, mas nesse momento ficou parada, parecia uma estátua. Na outra mesa viu os pratos com comida, o que ela tinha comprado e a mala dela estava pendurada na cadeira…