O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Ambiente - Sustentabilidade

No passado dia 18 de Fevereiro de 2011, o formando do curso de Português para Falantes de Outras Línguas (nível B1/B2), Rafał Bogel-Łukasik, presenteou os colegas com uma fantástica apresentação sobre Ambiente e Sustentabilidade. Esta temática insere-se no estudo da Unidade de Formação de Curta Duração 6397 – Eu, a sociedade e a cultura.
Rafal Bogel, formando da Polónia a viver em Portugal e a trabalhar na Unidade de Bioenergia do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, utilizando uma linguagem técnica, mas simultaneamente acessível, evidenciou um excelente desempenho em termos da língua portuguesa. Uma das colegas afirmou mesmo: “Estou impressionada!”
Rafal referiu-se à situação de Portugal e às directivas europeias, à experiência do nosso país em termos de energia eólica, solar e aproveitamento dos mares e oceanos.
Explicou que os resíduos, a palha e a casca do arroz, o milho,a colza e o trigo podem ser convertidos em biocombustíveis. Em seguida afirmou que a utilização dos biocombustíveis é vantajosa, pois reduz significativamente a emissão de gases poluentes. Para além disso, trata-se de uma fonte de energia renovável, contrariamente aos combustíveis fósseis.
A apresentação terminou com uma alusão a Marie Skłodowska Curie, cientista polaca que recebeu o prémio Nobel de Física (1903) e o prémio Nobel de Química (1911). Rafał salientou que o elemento químico conhecido como polónio foi descoberto pelo casal Curie e posteriormente assim designado em homenagem ao país natal de Marie Skłodowska Curie.
Rafał sublinhou o facto de estarmos a celebrar o centenário do Nobel de Química - Ano Internacional da Química 2011 (AIQ2011).
A apresentação suscitou a participação de todos e deu origem a um debate bastante enriquecedor. 
 
José Lourenço Cunha

«Atlas do Ambiente - Análise e soluções» do Le Monde diplomatique

Com prefácio da socióloga Luísa Schmitd e responsabilidade de edição do conceituado jornal “Le Monde diplomatique”, a BECRE tem disponíveis para consulta vários exemplares deste atlas do ambiente publicado entre nós em 2008.
Para além de ter sido impresso em papel 100% reciclado e sem cloro, «em coerência com o princípio da preservação ambiental e da sustentabiidade ecológica» (p.2), conforme se faz questão de salientar na sua ficha técnica, este “Atlas do Ambiente – Análise e soluções” é bastante útil para alunos e professores de todas as áreas disciplinares do ensino secundário, pois a temática importa a todos: a crise ambiental.
Dividido em duas partes analíticas, “O que ameaça o planeta” e “O que pode salvar o planeta”, compostas por artigos que, na generalidade, contêm ainda matéria suficientemente actualizada, podemos também encontrar nas suas páginas sugestivos mapas, infografias e gráficos a acompanhar os textos e caixas com destaque para endereços electrónicos relacionados com o assunto abordado em cada artigo.
É pois, esta publicação um recurso educativo interessante para ser utilizado como fonte de informação na aprendizagem e no desenvolvimento de uma cultura que integre, ao mesmo tempo, o reconhecimento dos problemas ecológicos associados aos modelos de desenvolvimento energético e económico planetário dominantes, e aponte soluções verdes.
Alguns temas abordados nesta obra:

Impor mundialmente o princípio do poluidor-pagador
Metade dos solos cultiváveis está degradada
O contágio do desenvolvimento urbano à americana
A longa história das evoluções do clima
O século dos refugiados do ambiente
A água, da rarefacção à escassez
O declínio da biodiversidade ameaça o planeta
Como a Suécia está a tornar-se uma sociedade sem petróleo
Energias renováveis: o dinamismo indiano
A edificação ecológica está a revolucionar a construção civil
Rumo a uma grande alteração do nosso modelo alimentar
Resíduos: Saint-Philbet dá o exemplo

E se não formos capazes ou não quisermos resolver todos os problemas que afectam o ambiente natural da Terra e conduzem às já sentidas alterações climáticas, chegaremos somente à conclusão de que o Relatório Brundtland (Our Common Future, ONU, 1987) cunhou a designação “desenvolvimento sustentável”, mas não legará à Humanidade a acção que a tão emblemática e fundamental frase «desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações vindouras satisfazerem as suas próprias necessidades» pede a cada um de nós em prol do ambiente global.
Habituei-me a reconhecer Eduard Osborne Wilson como “o homem das formigas”, pelo seu longo trabalho enquanto entomólogo no domínio dos himenópteros sociais. E talvez tenham sido estes insectos, as formigas, a revelar-lhe a maior lição para resolver o problema dos desequilíbrios ecológicos de natureza antrópica, quando admite que «a humanidade não se define pelo que cria, mas por aquilo que escolhe não destruir». Paremos, então, de destruir. Este, talvez seja o melhor caminho...

                      

Hiperligações:
A página online da edição portuguesa do Le Monde Diplomatique

Rosa Espada

Comemos "colheradas de moléculas" com Paulina Mata


"Penso que é uma triste constatação sobre a nossa civilização o facto de medirmos a temperatura na atmosfera do planeta Vénus e não sabermos o que se passa no interior dos nossos soufflés."
(Nicholas Kurty, físico)

No dia 21 de Fevereiro, a Doutora Paulina Mata (FCT-UNL) apresentou duas palestras no Auditório da escola sobre gastronomia molecular, envolvendo a participação de cerca de 150 alunos dos cursos de ciências e tecnologias (10.º, 11.º e 12.º anos), e profissionais.
Foi esclarecido que a culinária molecular é um ramo da ciência dos alimentos, que tem como objectivo primordial conhecer de modo racional a estrutura e as características moleculares dos alimentos. Isto significa, que esta ciência não só estuda as técnicas empíricas e os fenómenos físico-químicos que acontecem nas cozinhas durante a confecção dos alimentos, como também produz um conhecimento que permite a inovação no domínio da culinária.
Depois de apresentados o físico Nicholas Kurti (1908-1998) e o químico Hervé This, considerados pioneiros no interesse pela explicação científica dos processos culinários, referiu-se que até Lavoisier (1743-1794) tinha tido o mesmo interesse quando estudou os cubos de carne.
Em relação à elaboração de uma compota: Por que se fervem os frascos previamente? Por que deve a fruta utilizada apresentar um bom estado de maturação? Para que serve o açucar e o sumo de limão utilizado? Durante a fervura da compota, o que acontece? E, quanto à produção de manteiga, porque é necessário agitar as natas utilizadas? Estas e outras questões foram respondidas por Paulina Mata, assim como se explicou aos alunos como poderiam experimentar fazer manteiga em pouco tempo e “bolinhas de alginato”, um hidrato de carbono extraído de algas castanhas, com propriedades fundamentalmente gelificantes e utilizado na indústria alimentar (gelados, purés, mortadela, batidos, rodelas de cebola, etc.), farmacêutica, textil e biotecnológica.
No campo da inovação culinária, a gastronomia molecular tem contado com a participação de diversos chefes de cozinha (como Ferran Adria ou Heston Blumenthal) ligados a restaurantes que tanto associam a alimentação aos aspectos nutricionais como aos aspectos lúdicos. E, assim, para aquelas pessoas que pretendem surpresa e aventura, o equipamento de laboratório de uma cozinha com vertente molecular permite servir, por exemplo, uma chávena de chá, em que uma metade do mesmo está quente e a outra fria (este chá é um gel moído), um “chocolate chantilly” (inovação de Hervé This), um esparguete de sumo de fruta ou um gelado cremoso feito em 2 minutos com o auxílio de azoto líquido.

A Doutora Paulina Mata falando para a assistência

A mesa-secretária com os materiais utilizados

Construindo as "bolinhas de alginato"

Os alunos agitam as natas para fazer manteiga

Oferecendo tostas com a manteiga produzida por todos
Hiperligação:
Rosa Espada

«Call Center: o marketing do atendimento»

No próximo dia 28 de Fevereiro de 2011 realizar-se-á uma Formação de Call Center, protagonizada por Fábio Emiliano, ex-aluno do Curso Profissional de Técnico de Marketing, actualmente chefe de equipa do Contact Center da Vodafone.
Com esta formação, pretende-se que os formandos sejam capazes de interligar o Marketing com a profissão de Assistente Call Center, percebendo quais são os seus Valores e, na generalidade, a Visão e Missão mais adequadas e mais utilizadas por este tipo de empresas.

Esta formação também ajudará a perceber a ligação entre um Departamento Comercial e um Departamento de Marketing, dando como exemplo as várias etapas de concretização de um sucesso e rebate de objecções, tal como a forma mais correcta e usual de Gestão de Conflitos na concretização de um negócio/sucesso.
Em suma, é importante referir que, esta formação contribuirá para que se entenda que um aluno de um Curso Profissional terá as mesmas oportunidades e hipóteses no mercado de trabalho do que um aluno do ensino dito"normal"... mas, para isso, terá que batalhar e mostrar o seu valor. Como? É isso que será explicado. 
Bárbara Henriques
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