O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
Publicam-se os poemas vencedores do 3º prémio dos 2º e 3º escalões do concurso de poesia «A mais bela flor do mundo», uma iniciativa conjunta BECRE/Português Com Vida.
Por vezes faltam-me palavras para me expressar;
O lápis pesa, a folha desfaz-se,
A mente fragmenta-se.
A minha inspiração é efémera,
Tal como é tudo nesta vida:
Breve, passageiro e superficial.
A fidelidade entre o que escrevo e
O que sinto, é pouca, ou nenhuma.
No entanto, sou fiel à minha vontade,
Que é o que me move.
A vontade absurda, o desejo louco,
A paixão que cega e fere, e a
Musicalidade aleatória das minhas palavras,
Para mim, e só para mim, é
A mais bela flor do mundo.
Patrícia Rocha
(aluna CCH - Línguas e Humanidades)
Poema vencedor do 3º prémio do 3º escalão:
VERDADEIRA FLOR
Tu és a força que me ampara
Um mar calmo e profundo.
És a canção que me embala
És a mais bela flor do mundo.
Tu és a noite com estrelas
Um sol a espreitar lá ao fundo
És, assim, verdadeira
És a mais bela flor do mundo.
Por definição científica, um sismo é um movimento vibratório brusco da superfície terrestre provocado pela libertação de energia num determinado ponto da sua crosta (continental e oceânica) ou do manto superior. Esta energia é irradiada em todas as direcções a partir da fonte, sob a forma de ondas sísmicas.
A estrutura interna da Terra
Como já foi indicado em artigo anterior (ver aqui), a crosta planetária terrestre encontra-se fracturada, deslizando sob rocha fundida (magma) presente no manto superior. Estes variados fragmentos da superfície da Terra constituem as chamadas placas tectónicas ou litosféricas, cujo movimento é uma consequência do planeta não estar ainda totalmente arrefecido. Há placas que chocam e se elevam (orogenia), há placas que chocam deslizando uma por baixo da outra (subducção), há placas que “rangem” lado a lado (cisalhamento), e outras que se afastam entre si no fundo dos oceanos formando as cristas médio-oceânicas (vulcanismo subaquático).
Por intermédio do vulcanismo e dos movimentos tectónicos, o relevo terreste vai mudando, ou seja, a sua geografia física vai sofrendo alterações. Por vezes estas são muito rápidas, como a formação de uma nova montanha de natureza vulcânica ou a deslocação geográfica da ilha japonesa de Honshu no grande sismo do passado mês de Março, outras vezes, acontecem de modo lento e gradual, como, por exemplo, a formação da cordilheira dos Himalaias.
Mas, sumariamente, quais são as placas tectónicas que suportam as ilhas japonesas e aquelas que suportam o arquipélago dos Açores? No Japão, temos em linha de conta as placas do Pacífico, das Filipinas, Euro-Asiática e Norte-Americana. Ou seja, associadas ao território japonês estão 4 das 12 placas tectónicas mais importantes do planeta. O sismo do dia 11 de Março neste país deveu-se à subducção da placa do Pacífico.
Repare-se no movimento descendente da Placa ou Plataforma do Pacífico
Japão, Maio de 2011 - Explicações sobre as causas do sismo e do tsunami
Nos Açores, a chamada “junção tripla” constitui uma região tectonicamente complexa, envolvendo a placa Americana a Ocidente, e as placas Euroasiática e Africana, a Este. A sismicidade desta região decorre da actividade vulcânica (de salientar a formação do Vulcão dos Capelinhos em 1957 na extremidade ocidental da ilha do Faial) e tectónica, atribuída ao deslocamento da placa Africana para Norte e ao movimento divergente de direcção E-W na dorsal médio-oceânica do Atlântico.
O enquadramento geotectónico dos Açores
Um extraordinário documentário sobre o Vulcão dos Capelinhos (1957)
e também um retrato de Portugal durante o Estado Novo.
O Japão e as ilhas dos Açores são, por isso, duas zonas com maior probabilidade de ocorrência de fenómenos vulcânicos e de vibrações sísmicas, provocadas não só pelas possíveis erupções vulcânicas, como pela deslocação das placas tectónicas respectivas. Quando os sismos têm os seus epicentros no oceano, a vibração da crosta oceânica pode transmite-se às massas de água originando a formação de tsunamis ou maremotos, cujas enormes vagas são forças devastadoras caso atinjam as linhas de costa.
E é este movimento incessante da superfície, nem sempre percepcionado à escala das nossas vidas, que permanece e deve ser entendido como um fenómeno natural cujas causas remontam à própria formação do universo e do sistema solar. Pensemos que temos os pés assentes sob uma fina película de nata pertencente ao leite quando começamos a aquecê-lo. Pode parecer assustador, mas garanto-vos que olhar o pequeno planeta que habitamos suspenso na negritude do espaço ainda o é mais!
Em próximo artigo (o último de três), será abordado o problema da radioactividade motivado pelo sismo do dia 11 de Março no Japão.
O melhor da arquitectura japonesa - edifícios "elásticos"
Um poema declamado, uma canção murmurada em muitas colectividades portuguesas de 1968. A «Primavera Marcelista» deixou escapar, nas malhas da censura, «Livre» do EP (Extended Play, que conceito tão estranho para 2011) de Manuel Freire.
Ficou a mensagem:
Não há machado que corte a raiz ao pensamento
... porque é livre como o vento
Livre
(1968)
Letra: Carlos de Oliveira
Música: Manuel Freire
Não há machado que corte a raiz ao pensamento Não há machado que corte a raiz ao pensamento Se ao morrer o coração morresse a luz que lhe é querida sem razão seria a vida sem razão Nada apaga a luz que vive num amor num pensamento porque é livre como o vento porque é livre