O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

«Os Jovens e a Política III (2ª série): o Legado da Revolução dos Cravos» com Rita Rato


Em 1974, o «Programa do MFA» definia três objectivos centrais e justificativos da acção do «Movimento dos Capitães»: Democratizar, Descolonizar e Desenvolver.
Em 2011, todos os portugueses com 36 anos ou menos não eram nascidos no ano da «Revolução dos Cravos». Muito provavelmente, todos os nascidos na década de 60 do século XX ainda não tinham adquirido verdadeira consciência política em 1974. Para os alunos da ES Cacilhas-Tejo, seguramente que o 25 de Abril é História!
Foi partindo deste pressuposto - e querendo evitar uma mera celebração nostálgica dos anos de 1974-75 - que a BECRE e a Professora Luísa Oliveira decidiram convidar Rita Rato, 28 anos e deputada à Assembleia da República para debater com os participantes «O Legado da Revolução dos Cravos».
Para todos aqueles que vivenciaram o 25 de Abril de 1974, será interessante perceber a visão de uma jovem deputada sobre a Revolução e, sobretudo, a necessidade de preservação activa do seu legado. De todos os que nasceram na década de 80/90 do século XX - tal como Rita Rato - será interessante perceber como é que os adolescentes e jovens adultos portugueses percepcionam esse momento fundador da nossa II República, do ponto de vista do Portugal do século XXI.
A não perder.
«Os Jovens e a Política I (2ª série)» com José Pedro Aguiar-Branco
«No dia em que ... Salgueiro Maia saiu à rua»
Nuno Magalhães, os jovens e a política: a análise da actual conjuntura política nacional
Vítor Alves (1935-2011) e o Programa do MFA

Hiperligações:
Assembleia da República/Deputados em Funções. Rita Rato


José Fernando Vasco
Luísa Oliveira

Canções de Abril XV - Madredeus. As Brumas do Futuro


Madredeus - com António Vitorino de Almeida
 As Brumas do Futuro

Canção-tema do filme
«Capitães de Abril» (2000) de Maria de Medeiros
e incluído em «Antologia» de Madredeus.

Letra: Pedro Ayres de Magalhães
Música: António Vitorino de Almeida

Vídeo de João Pedro Ruivo


Sim, foi assim que a minha mão
Surgiu de entre o silêncio obscuro
E com cuidado, guardou lugar
À flor da Primavera e a tudo

Manhã de Abril
E um gesto puro
Coincidiu com a multidão
Que tudo esperava e descobriu
Que a razão de um povo inteiro
Leva tempo a construir

Ficámos nós
Só a pensar
Se o gesto fora bem seguro
Ficámos nós
A hesitar
Por entre as brumas do futuro

A outra acção prudente
Que termo dava
À solidão da gente
Que desesperava
Na calada e fria noite
De uma terra inconsolável
Adormeci
Com a sensação
Que tínhamos mudado o mundo
Na madrugada
A multidão
Gritava os sonhos mais profundos

Mas além disso
Um outro breve início
Deixou palavras de ordem
Nos muros da cidade
Quebrando as leis do medo
Foi mostrando os caminhos
E a cada um a voz
Que a voz de cada era
A sua voz
A sua voz

O filme poderá ser visionado
na BECRE
27 Abril - 10:00 horas
28 Abril - 15:00 / 19:30 horas

Ciclo Cinema/37º Aniv. 25 Abril

Artigos relacionados:

Hiperligações:
José Fernando Vasco

«No dia em que ... Salgueiro Maia saiu à rua»

Na manhã de 25 de Abril de 1974, Lisboa apercebeu-se que algo se passava, muito diferente do habitual num país até então imobilizado.
Às 18:41 horas desse mesmo dia, Fialho Gouveia anunciava, perante as câmaras da RTP, que o Movimento das Forças Armadas estava «neste momento histórico, libertando a Nação do regime que há longos anos a oprim[ia]».


Nesse dia, militares e muita gente anónima de Lisboa participou no momento fundador da II República Portuguesa: para trás ficavam 41 anos de Estado Novo.


O realizador José Carlos Oliveira, numa produção da Marginal Filmes para a RTP, apresentou-nos em 2009 o primeiro episódio da série «No dia em que...», dedicado ao 25 de Abril e a Salgueiro Maia.

Parte 2
Parte 3
 Parte 4


Artigos relacionados:
Exposição Bibliográfica «A Revolução dos Cravos» na BECRE
«Fez-me bem escrever»: «Memórias de um prisioneiro de guerra»
...

Hiperligações:
Associação 25 de Abril - sítio oficial
RTP/25 de Abril_cronologia do dia
RTP/No dia em que .... Salgueiro Maia saiu à rua
Vidas Lusófonas/Carlos Loures. Salgueiro Maia
José Fernando Vasco

Canções de Abril XIV - José Afonso. Grândola Vila Morena

25 Abril 1974, 00h20

2ª senha
«Nos estúdios da Rádio Renascença [...] ao Chiado, Paulo Coelho, que ignora os compromissos assumidos pelos seus colegas do programa Limite, lê anúncios publicitários. Apesar dos sinais desesperados de Manuel Tomás, que se encontra na cabina técnica acompanhado de Carlos Albino, para sair do ar, o radialista prossegue paulatinamente a sua tarefa. Após 19 segundos de aguda tensão, Tomás dá uma "sapatada" na mão do técnico José Videira, provocando o arranque da bobine com a gravação que continha a célebre senha: a canção Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso.»

Fonte:


Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade


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José Fernando Vasco
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