O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Centro Novas Oportunidades de Cacilhas certifica Luís Figo

O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cacilhas -Tejo viveu, no passado dia 21 de Junho de 2011, um momento marcante. A figura emblemática e embaixador de Portugal no mundo, Luís Figo, após ter percorrido todas as etapas do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), na sessão de júri, viu certificadas as inúmeras competências de que é detentor.
De uma forma serena, rica e consistente, o adulto Luís Figo encantou os presentes pela simplicidade e tranquilidade que caracterizam a sua personalidade.
Foi uma honra para o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cacilhas -Tejo o facto de Luís Figo ter depositado confiança na sua equipa. Consideramos, pois, que o nosso candidato constitui um exemplo a seguir, uma vez que, de uma forma digna e inteligente, perspectiva a qualificação como um elemento crucial na vida de qualquer cidadão.
A equipa do Centro Novas Oportunidades de Cacilhas deseja-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais.

José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

«Singularidades de uma rapariga loura» na 7ª sessão da Comunidade de Leitores

Realizou-se no dia 22 de Junho de 2011, pelas 19H30, na BECRE, a sétima sessão da Comunidade de Leitores, no âmbito do projecto Novas Oportunidades a Ler+ (Plano Nacional de Leitura). Desta feita, a obra objecto de análise foi o conto “Singularidades de uma rapariga loira”, de Eça de Queirós.
A iniciar a sessão, numa breve biografia do escritor Eça de Queirós, aludiu-se à Geração de 70, ao romantismo e realismo/naturalismo e ao estilo da prosa queirosiana. Seguidamente, os presentes debruçaram-se sobre o título – “Singularidades de uma rapariga loira”, considerado o primeiro conto realista português.
A reflexão em torno das personagens centrais do conto e a moral que o mesmo encerra constituíram outro dos momentos da sessão.
Prestes a finalizar, a referência ao filme de Manoel de Oliveira, baseado no conto em apreço, levou os presentes a, numa animada reflexão, discutirem a passagem ao cinema de algumas obras emblemáticas da literatura mundial.
"No final da sessão, nada mais gratificante do que assistir a adultos a requisitarem livros na BECRE. Um adulto em processo de RVCC de nível secundário, mais uma vez, encheu de orgulho os presentes, ao afirmar que até ao momento em que se inscreveu no Centro Novas Oportunidades e passou a participar nas actividades no âmbito do projecto Novas Oportunidades a Ler +, a leitura não fazia parte integrante da sua vida."

José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos


«Blindness» de Fernando Meirelles/José Saramago, segundo Rafal

O filme Blindness, baseado no livro de José Saramago é um filme com uma carga emocional muito forte. O filme apresenta a degradação humana mas também muita catarse, limpeza profunda.
A estrutura do filme é excepcional. Não conseguimos saber nem os nomes das pessoas nem o sítio onde esta história acontece, mas também não sabemos nada sobre a causa da cegueira. Estas informações são irrelevantes para perceber o que aconteceu. O que é importante é o que pode acontecer com toda a gente, o que está dentro de nós.
Conheço pouco da obra de José Saramago, mas pensava em Saramago como um escritor com uma ligação forte com a política, principalmente a esquerda. Por isso, os motivos como as esculturas cegas na igreja, a chuva como símbolo da vida fizeram dissonância com a minha visão de José Saramago e o filme Blindness.
As minhas personagens preferidas são as mulheres, chefiadas pela mulher do médico, prontas para fazer tudo em troca de comida. Um acto de sacrifício para salvar a vida a toda a gente faz delas as personagens do filme.
Rafal
(Formando da Polónia)

Portal da Literacia para os Media

«Formar para um uso crítico e esclarecido dos meios de comunicação, novos e tradicionais, é um imperativo de cidadania cada vez mais premente e que constitui profunda preocupação de instituições tão diversas como o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, a Comissão Nacional da UNESCO, o Conselho Nacional de Educação, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, o Gabinete para os Meios de Comunicação Social, o Ministério da Educação e a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento.
Trazer para a agenda pública esta dimensão da formação dos cidadãos, promovendo a consequente definição e aplicação de políticas coerentes de literacia e educação para os media é o objectivo partilhado das citadas instituições que, para o efeito, formaram um Grupo Informal francamente empenhado no aprofundamento da investigação sobre a temática, bem como no desenvolvimento de boas práticas, designadamente a nível educativo e do domínio dos novos media.
Nesta perspectiva, o lançamento deste Portal surge como a criação de algo que se pretende transformar num espaço de referência, em termos de partilha de conhecimentos e de debate, para todos quantos possam, de alguma forma, sentir interesse pela matéria em causa, sejam investigadores, educadores, pais, alunos ou, simplesmente, cidadãos atentos às questões que integram o grande universo do “pensar e agir digital”.
Assim sendo, ao lançamento deste Portal juntamos o lançamento de um desafio:
Registe-se, apresente experiências, associe-se aos fóruns de discussão e debate, aceda aos recursos que disponibilizamos, acompanhe as boas práticas e contribua para esta iniciativa que, acreditamos, poderá vir a desempenhar um papel bastante positivo no exercício de uma cidadania cada vez mais consciente e participada.»

Fonte:

José Fernando Vasco
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