O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

«Alimentação Saudável»


No dia 30 de novembro de 2011, pelas 19h30, decorrerá na BECRE uma sessão com Helena Maia, nutricionista do Instituto de Cardiologia Preventiva de Almada, para debater o tema: “Alimentação saudável”.

A alimentação é um dos fatores do ambiente que mais afetam a saúde. Não basta ter acesso aos alimentos, é necessário "saber comer", isto é, saber escolher os alimentos e as quantidades ajustadas às necessidades diárias de cada indivíduo, consoante a sua faixa etária.

Esta sessão enquadra-se no tema de vida “Promoção da saúde”  do curso EFA-B3.

Hiperligação:
Nós... - contém panfletos elaborados por formandos EFA-B3

Domitila Cardoso
José Fernando Vasco

Globaïa: Um site que apoia a criação do Antropoceno


Oficialmente, a Comissão Internacional sobre Estratigrafia estabelece que a Terra se encontra ainda na época do Holoceno (11,5 mil anos - presente), iniciado com o fim da última era glacial.
Nos anos mais recentes, diversos cientistas têm sugerido que a Terra poderá estar a passar por um período de transformação profundo, ou seja, que estará a entrar numa nova etapa geológica - o  Antropoceno - marcada pela influência ou o impacto dos humanos sobre o planeta. 
A denominação «Antropoceno» foi popularizada pelo geoquímico holandês Paul Crutzen (Prémio Nobel de Química em 2002), para determinar as mudanças no planeta ocasionadas pelo homem a partir do início da Revolução Industrial (outros cientistas, afirmam que o começo do Antropoceno deverá associar-se ao aparecimento da agricultura).
A Sociedade Geológica da América já adoptou o Antropoceno, aguardando-se a oficialização desta nova época geológica da história da Terra na decisão que será tomada pela comissão inglesa de estratigrafia da Sociedade Geológica de Londres, em conferência internacional a realizar no próximo ano na Austrália. 
Entretanto, os esforços de vários investigadores prosseguem no sentido de apoiar o estabelecimento científico do Antropoceno. É o caso antropólogo canadiano Felix Pharand, que está a criar mapas-mundo da tecnologia com o objectivo de demonstrar como as tecnologias criadas pelo homem, desde a electricidade, às rotas dos aviões, aos cabos de internet ou mesmo as estradas, se estão a espalhar pela superfície do planeta e a modificar o meio ambiente natural (extingui-lo?). Na última década, Felix Pharand tem recolhido dados de agências norte-americanas, como a Geospatial Intelligence Agency, sobrepondo-os com imagens nocturnas das cidades vistas do espaço, para assim criar ilustrações precisas sobre a forma como o ser humano está a ocupar a Terra. Com a ajuda de um computador pessoal vulgar, este investigador, que também dirige  o grupo ambiental Globaïa, espera que estas ilustrações consigam consciencializar os cidadãos quanto ao impacto que o enorme desenvolvimento tecnológico tem vindo a produzir no planeta.
Entre as várias descobertas que Felix Pharand fez, destaca-se o facto de 3% da superfície terrestre (uma área do tamanho da Índia) estar já coberta por alcatrão. Este, é só um exemplo da presença da antroposfera na superfície terrestre, modificando-a. Entrar no Antropoceno, significará retirar o poder de definir o futuro do planeta das mãos das forças da natureza, e colocá-lo nas mãos da nossa espécie. Acompanhar esta discussão é certamente muito interessante. Aguardaremos pelo Antropoceno?


Uma surpreendente imagem da autoria de Felix Pharand, na qual podemos observar uma malha branca que denuncia as principais cidades da eurásia, assim como as respectivas estradas, caminhos-de-ferro e cabos de transmissão de informação por terra e mar.

Mais imagens em: Anthropocene Cartography

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Rosa Espada

Roma: a "cidade eterna" e o seu império (2ª edição)



«A Roma Antiga foi uma civilização que se desenvolveu a partir da cidade-estado de Roma, fundada na península itálica durante o século IX a.C.. Durante os seus doze séculos de existência, a civilização romana transitou da monarquia para uma república oligárquica até se tornar num vasto império que dominou a Europa Ocidental e ao redor de todo o mar Mediterrâneo através da conquista e assimilação cultural.


No entanto, um rol de factores sócio-políticos iria agravando o seu declínio, e o império seria dividido em dois. A metade ocidental, onde estavam incluídas a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no século V e deu origem a vários reinos independentes; a metade oriental, governada a partir de Constantinopla passou a ser referida como Império Bizantino a partir de 476 d.C., data tradicional da queda de Roma e aproveitada pela historiografia para demarcar o início da Idade Média.»



Fonte:

Archeolibri
Fórum Romano Reconstruído


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Bibliografia disponível para consulta na BECRE:




DVDs disponíveis para consulta na BECRE:





Hiperligações recomendadas:

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Vídeos recomendados:


José Fernando Vasco

Fado: património imaterial da Humanidade!

«O património cultural imaterial, transmitido de geração em geração, é permanentemente recriado pelas comunidades e grupos em função do seu meio, da sua interacção com a natureza e a sua história, proporcionando-lhes um sentimento de identidade e de continuidade, contribuindo assim para promover o respeito pela diversidade cultural e a criatividade humana.»

UNESCO (2003). Convenção para a Salvaguarda do Património Imaterial da Humanidade: artº 2, alínea 1.


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O anúncio da decisão
 

A candidatura


O testemunho de Mariza


O testemunho de Carlos do Carmo


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CINCO FADOS, CINCO INTÉRPRETES


 Amália Rodrigues - Gaivota (1970)
Letra: Alexandre O'Neill / Música: Alain Oulman



Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.


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Mariza - Gente da minha terra (2006)
Letra: Amália Rodrigues / Música: Tiago Machado


É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra


Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar


Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi


E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar


Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi


Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi


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Carlos do Carmo - Por morrer uma andorinha (1969)
Letra: Joaquim Frederico de Brito / Música: Alfredo Marceneiro


Se deixaste de ser minha; minha dor
Não deixei de ser quem era; e tudo é novo
Por morrer uma andorinha; sem amor
Não acaba a Primavera; diz o povo

Como vês não estou mudado; felizmente

E nem sequer descontente; ou derrotado
Conservo o mesmo presente; do passado
E guardo o mesmo passado; bem presente

Eu já estava habituado; a este fado

A que não fosse sincera; em teu amor
Por isso eu não fico à espera; do sabor
Duma ilusão que eu não tinha; e nem renovo
Se deixaste de ser minha; minha dor
Não deixei de ser quem era; tudo é novo

Vivo a vida como dantes; a cantar

Não tenho menos nem mais; do que já tinha
E os dias passam iguais; p'ra não voltar
Aos dias que vão distantes; de seres minha

Horas, minutos, instantes; desta vida

Seguem a ordem austera; com rigor
Ninguém se agarra à quimera; sem valor
Do que o destino encaminha; e não é novo
Por morrer uma andorinha; sem amor
Não acaba a Primavera; diz o povo

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Ana Moura - Os búzios (2007)
Letra - Música: Jorge Fernando



Havia a solidão da prece no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto
 

À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p'ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte


Havia um desespero intenso na sua voz
O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe 2 nós
E o seu padre santo falou usando-lhe a voz


À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p'ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte


À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p'ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte!

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Camané - Sei de um rio (2008)
Letra: Pedro Homem de Mello / Música: Alain Oulman


Sei de um rio, sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio, sei de um rio
Onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio…
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Sei de um rio, até quando

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