O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Lousas escolares


"Falar em lousas escolares faz-nos recuar no tempo, mas sabia que ainda são uma realidade nos dias de hoje? Alexandre Leite, professor da FEUP, fala-nos deste objeto que fez parte da infância de muitos de nós." 

Fonte: Engenharia num Minuto

Rosa Espada

«Se eu fosse livre...»

E se eu fosse livre? Livre para praticar o meu desporto favorito desde a alvorada até ao cair da noite, livre para percorrer o mundo e ver o que ele de melhor tem para me oferecer.
Oh! Doce liberdade; incontáveis as vezes que me perdi no significado desta palavra; e as lágrimas derramadas pela sua ausência, afogam-me na tristeza.

Muitos preferem acreditar que são livres, e prendem-se a essa quimera ilusória. Eu sei que não sou livre! Mas se fosse... Seria mesmo capaz de fazer o que mais quero, enquanto a melancolia enche os olhos das pessoas acorrentadas, forçados a uma rotina monótona e cansativa, que lhes corrói, gradualmente, a vontade de viver?

Pergunto-me se me conseguiria manter alegre, sozinho no reluzente mundo, que, com toda a sua policromia, nos atrai do lado de fora desta intransponível barreira cinzenta. Nenhum de nós é livre nas suas acções, alguns apenas pensam que o são. O sistema político-social e monetário limita indirectamente as nossas acções. No entanto, nunca conseguirão acorrentar o meu pensamento! Não existem grilhetas suficientemente fortes para o conter.

Não! Não seria feliz, a liberdade apenas me entristeceria. Prefiro manter-me fiel aos meus ideais, e se for livre, então que seja livre de me enjaular ao lado dos ávidos soldados da paz, que me deixem lutar pela liberdade global, não só para mim, um mero e mortal indivíduo, mas para toda esta gloriosa espécie! Até lá, contento-me com um sonho, e com a simbologia que acompanha as minhas pequenas acções.

Não pertenço a ninguém, tal como espero que ninguém me pertença.

«A influência da poesia de Fernando Pessoa na minha visão do mundo, da vida e da poesia...»


Fernando Pessoa é o poeta mais contemporâneo que estudei até agora, talvez seja por isso que é fácil identificar-me com a sua poesia.
Pessoa tem uma poesia intemporal. Apesar de ter surgido numa época de evolução cultural em Portugal com a vaga do Modernismo, não ficou presa no tempo, ainda hoje, nos nossos dias, numa sociedade completamente diferente da dos inícios do século XX e num mundo em que tudo muda e se transforma num segundo, a poesia de Pessoa mantêm-se inalterável.
Talvez seja este o facto que me permite que, através da poesia de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos, seja possível reflectir sobre o mundo. Ao ler os poemas de Pessoa é provável que nos questionemos sobre o mundo que nos rodeia. Por um lado, podemos reflectir sobre o impacto do conhecimento no mundo, será que se o Homem não tivesse tamanha sede de conhecimento, lidaríamos hoje com algumas das maiores catástrofes da Humanidade como as guerras ou aquecimento global? Tudo isto é fruto do comportamento do Homem. Por outro lado, será que se não estivéssemos tão presos ao pensamento, éramos felizes? Ou o conhecimento é algo inevitável sem o qual não sobreviveríamos?
Se por um lado, podemos reflectir sobre o mundo, é mais natural ainda que através das palavras do poeta reflictamos sobre a nossa própria vida e sobre a forma como a encaramos. Pessoa concentra em si, ortónimo e seus heterónimos, as diversas filosofias de vida: se com Alberto Caeiro somos levados a reflectir sobre a pureza, a inocência e o determinismo da Natureza, sobre a forma simples como é possível ser feliz com pouco, apenas pelo convívio com a Natureza, já com Ricardo Reis tudo muda. Somos confrontados com uma visão muito mais racional da vida, construída sobre um equilíbrio entre o que se sente e o que se pensa, sem nunca ser levado pelas emoções de forma excessiva. Talvez me identifique mais com a forma racional de Ricardo Reis encarar a vida, embora admire muito a forma simples e natural como Alberto Caeiro é feliz.
Assim, considero, sem dúvida, que a poesia de Fernando Pessoa alterou a forma como vejo a poesia, uma vez que ao refletir sobre temas intemporais como a vida, o mundo e tudo o que nos rodeia, vou construindo a minha própria identidade.
Ana Martins
(aluna CCH - Línguas e Humanidades)

Jogos matemáticos III - Tangram ou Puzzle Chinês


"Tangram é um quebra-cabeça chinês formado por 7 peças (5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo.) Com estas peças podemos formar várias figuras, utilizando todas elas sem sobrepô-las. Segundo a Enciclopédia do Tangram é possível montar mais de 1700 figuras com as 7 peças. Este quebra-cabeça, também conhecido como jogo das sete peças, é utilizado pelos professores de matemática como instrumento facilitador da compreensão das formas geométricas. Além de facilitar o estudo da geometria, ele desenvolve a criatividade e o raciocínio lógico, que também são fundamentais para o estudo da matemática. Não se sabe ao certo como surgiu o Tangram, apesar de haver várias lendas sobre sua origem. Uma diz que uma pedra preciosa se desfez em sete pedaços, e com elas era possível formar várias formas, tais como animais, plantas e pessoas. Outra diz que um imperador deixou um espelho quadrado cair, e este se desfez em 7 pedaços que poderiam ser usados para formar várias figuras."

Fonte: Wikipédia



Algumas figuras construídas com as 7 peças do Tangram



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Rosa Espada
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