O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Aparelho de Ingenhouss


Trata-se de um aparelho para mostrar a condutividade térmica em diferentes materiais. É composto por um vaso cilíndrico de vidro com uma tampa metálica. Esta tampa possui seis orifícios tapados por rolhas de cortiça atravessadas por uma haste cilíndrica de material diferente: vidro, latão, madeira, cobre, ferro e chumbo. As seis hastes entram parcialmente dentro do vaso, sendo a metade exterior coberta por cera amarela que funde a 61ºC. Enchendo o vaso com água a ferver de tal modo que as extremidades inferiores das hastes apenas penetrem alguns milímetros dentro da água, ficando assim todas à mesma temperatura, observa-se que a cera funde mais depressa nas hastes metálicas até uma certa distância, o mesmo não acontecendo com as não metálicas. Verifica-se, assim, a condutibilidade dos diferentes metais e mostra-se que o calor se propaga mais rapidamente nos metais do que nos outros materiais. O nome deste aparelho deriva do nome do médico holandês que o inventou em finais do século XVIII: John Ingenhouss (1730-1799).

Rosa Espada

«Dicionário de Luís de Camões» sob coordenação de Vítor Aguiar e Silva

Sob coordenação de Vítor Aguiar e Silva, professor jubilado da Universidade do Minho, membro efetivo da Academia das Ciências de Lisboa e doutor honoris causa da Universidade de Lisboa, o «Dicionário de Luís de Camões» proporciona ao leitor «informação abundante, rigorosa e atualizada sobre a biografia, a obra lírica, épica, dramatúrgica e epistolar de Camões, sobre a sua contextualização histórico-literária, sobre os seus problemas filológicos, sobre a influência e a crítica camonianas nos diversos períodos da literatura portuguesa e, numa perspetiva comparatista, sobre a receção de Camões nas principais literaturas mundiais, desde a espanhola à brasileira e à norte-americana. É cocedida especial atenção à relevância da tradição clássica na obra de Camões e às relações sobretudo da sua poesia lírica e épica com a literatura castelhana e com a literatura italiana dos séculos XV e XVI. [...] A bibliografia que acompanha os artigos do Dicionário, criteriosamente selecionada, é um valioso instrumento de informação para os leitores e estudiosos da obra do maior poeta da língua portuguesa.»

Fonte:
Badana lateral direita de «Dicionário de Luís de Camões»

Artigo relacionado:
Luís Vaz de Camões e «Os Lusíadas» (2ª edição)
José Fernando Vasco

Almeida Garrett e o Romantismo em Portugal

«João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu em 1799 no Porto e faleceu em Lisboa em 1854 .
É provavelmente o escritor português mais completo de todo o século XIX, porquanto nos deixou obras-primas na poesia, no teatro e na prosa, inovando a escrita e a composição em cada um destes géneros literários.

A vida
Na infância recebeu uma formação religiosa e clássica.
Concluiu o curso de Direito em Coimbra, onde aderiu aos ideais do liberalismo.
Em 1823, após a subida ao poder dos absolutistas, é obrigado a exilar-se em Inglaterra onde inicia o estudo do romantismo (inglês), movimento artístico-literário então já dominante na Europa.
Regressa em 1826 e passa a participar na vida política; mas tem de exilar-se novamente em Inglaterra em 1828, depois da contra-revolução de D. Miguel. Em 1832, na Ilha Terceira, incorpora-se no exército liberal de D. Pedro IV e participa no cerco do Porto.
Exerceu funções diplomáticas em Londres, em Paris e em Bruxelas. Após a Revolução de Setembro (1836) foi Inspector Geral dos Teatros e fundou o Conservatório de Arte Dramática e o Teatro Nacional.
Com a ditadura cabralista (1842), Garrett é posto à margem da política e inicia o período mais fecundo da sua produção literária. Durante a Regeneração (1851) recebe o título de visconde e é nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros.

A obra
Tem o grande mérito de ser o introdutor do Romantismo em Portugal ao nível da criação textual - processo que iniciou com os poemas Camões (1825) e D. Branca (1826).
Ainda no domínio da poesia são de destacar o Romanceiro (recolha de poesias de tradição popular cujo 1.º volume sai em 1843), Flores sem Fruto (1845) e a obra-prima da poesia romântica portuguesa Folhas Caídas (1853) que nos dá um novo lirismo amoroso.
Na prosa, saliente-se O Arco de Sant'Ana (1.º vol. em 1845 e 2.º em 1851), romance histórico, e principalmente as suas célebres Viagens na Minha Terra (1846). Com este livro, a crítica considera iniciada a prosa moderna em Portugal.
E quanto ao teatro, deve mencionar-se Um Auto de Gil Vicente (1838), O Alfageme de Santarém (1841) e sobretudo o famoso drama Frei Luís de Sousa (1844).»

Fonte:

Grandes Livros - Almeida Garrett. Viagens da Minha Terra

Literatura Portuguesa - Almeida Garrett

 


Recursos complementares selecionados, aconselhados e disponíveis
para consulta na BECRE


Hiperligações:
Arqnet/Almeida Garrett
Biblioteca Digital Camões/Almeida Garrett
Biblioteca Nacional/Almeida Garrett
Edusurfa/Almeida Garrett
Wikipedia/Almeida Garrett

Artigos relacionados:
Fernando Pessoa, «Escritor do Mês» (3ª edição)
Luís Vaz de Camões e «Os Lusíadas» (2ª edição)
Padre António Vieira, escritor do mês (2ª edição)

José Fernando Vasco
Conceição Toscano, Sónia Lapa
(tratamento documental)

Uma noite terrestre ou o legado de Edison


À noite, ou melhor dizendo, na variável zona da Terra não exposta à radiação luminosa solar diária, o nosso planeta não é aquele “ponto azul” no universo, mas um planeta escuro, com focos de luz artificial mais ou menos intensa, variando em função da riqueza económica e dimensão dos agregados populacionais humanos. As imagens que constam deste vídeo foram obtidas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), a uma altitude de 350 kilómetros sobre a superfície terrestre, durante a Expedição 29 (realizada entre 16 de setembro e 21 de novembro de 2011).

A equipa de seis astronautas da Expedição 29: Furukawa, Fossum, Volkov,
          Ivanishin, Burbank e Shkaplerov (da esquerda para a direita).
Hiperligação:
NASA - Expedition 29
Rosa Espada

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