O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Ciclo Docs: «Vida no Ventre» (avaliação)


Divulgam-se os dados estatísticos referentes
à avaliação da atividade «Vida no Ventre»,
inserida no Ciclo Docs.

José Fernando Vasco

Canções de Abril XX - Chico Buarque, Ruy Guerra. «Fado Tropical»



"Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal"


Fado Tropical
(1973)




Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil 
Te deixo consternado 
No primeiro abril 

Mas não sê tão ingrata 
Não esquece quem te amou 
E em tua densa mata 
Se perdeu e se encontrou 

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal 

"Sabe, no fundo eu sou um sentimental 
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo 
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar 
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..." 

Com avencas na caatinga 
Alecrins no canavial 
Licores na moringa 
Um vinho tropical 

E a linda mulata 
Com rendas do Alentejo 
De quem numa bravata 
Arrebato um beijo 

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal 

"Meu coração tem um sereno jeito 
E as minhas mãos o golpe duro e presto 
De tal maneira que, depois de feito 
Desencontrado, eu mesmo me contesto 

Se trago as mãos distantes do meu peito 
É que há distância entre intenção e gesto 
E se o meu coração nas mãos estreito 
Me assombra a súbita impressão de incesto 

Quando me encontro no calor da luta 
Ostento a aguda empunhadora à proa 
Mas o meu peito se desabotoa 

E se a sentença se anuncia bruta 
Mais que depressa a mão cega executa 
Pois que senão o coração perdoa..." 

Guitarras e sanfonas 
Jasmins, coqueiros, fontes 
Sardinhas, mandioca 
Num suave azulejo 

E o rio Amazonas 
Que corre Trás-os-Montes 
E numa pororoca 
Desagua no Tejo 

Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal 
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 
Ainda vai tornar-se um império colonial




Hiperligações:

José Fernando Vasco

Atualização do catálogo BECRE (março 2012)

Foi atualizada a página «CATÁLOGO».
Tome contacto com as aquisições e ofertas feitas à BECRE este ano letivo, bem como com os novos catálogos, assinalados com *.


CATÁLOGO GERAL (MAR.2012)

ARTES (MAR2012)
ASTRONOMIA (MAR2012)
AMBIENTE E PROTEÇÃO DA NATUREZA (MAR2012)

BANDA DESENHADA (MAR2012) *
BIOGRAFIAS (MAR2012) *
BIOLOGIA (MAR2012)

CIDADANIA (MAR2012)
CIÊNCIA POLÍTICA E DIREITO (MAR2012)
CIÊNCIAS SOCIAIS E SOCIOLOGIA (MAR2012)

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GEOLOGIA (MAR2012)

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LITERATURA AFRICANA DE EXPRESSÃO PORTUGUESA (MAR2012)
LITERATURA BRASILEIRA (MAR2012)
LITERATURA DE EXPRESSÃO PORTUGUESA (MAR2012)
LITERATURA E ESTUDOS LITERÁRIOS (MAR2012) *
LITERATURA EM LÍNGUA ALEMÃ (MAR2012) *
LITERATURA EM LÍNGUA ESPANHOLA (MAR2012) *
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MATEMÁTICA (MAR2012)
MEDICINA, SAÚDE E ALIMENTAÇÃO (MAR2012) *
MÚSICA (MAR2012) *

PSICOLOGIA (MAR2012)

QUÍMICA (MAR2012)


José Fernando Vasco
Conceição Toscano, Sónia Lapa
(tratamento documental)

Vídeo-Poema II - «As palavras interditas» de Eugénio de Andrade









«As palavras interditas»
de Eugénio de Andrade
declamado por José Carlos Vasconcelos


Os navios existem, e existe o teu rosto 
encostado ao rosto dos navios. 
Sem nenhum destino flutuam nas cidades, 
partem no vento, regressam nos rios. 

Na areia branca, onde o tempo começa, 
uma criança passa de costas para o mar. 
Anoitece. Não há dúvida, anoitece. 
É preciso partir, é preciso ficar. 

Os hospitais cobrem-se de cinza. 
Ondas de sombra quebram nas esquinas. 
Amo-te... E entram pela janela 
as primeiras luzes das colinas. 

As palavras que te envio são interditas 
até, meu amor, pelo halo das searas; 
se alguma regressasse, nem já reconhecia 
o teu nome nas suas curvas claras. 

Dói-me esta água, este ar que se respira, 
dói-me esta solidão de pedra escura, 
estas mãos nocturnas onde aperto 
os meus dias quebrados na cintura. 

E a noite cresce apaixonadamente. 
Nas suas margens nuas, desoladas, 
cada homem tem apenas para dar 
um horizonte de cidades bombardeadas. 

Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”


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