O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Ideias com matemática II - Teorema de Morley ou o «Milagre de Morley»


O Teorema de Morley não é historicamente muito antigo nem se encontra por demonstrar, no entanto, não deixa de continuar a maravilhar os matemáticos. Este teorema euclidiano foi conjeturado pelo matemático anglo-americano Frank Morley (1860-1937)  cerca de 1900 e a última demostração do mesmo (1998) pertence ao matemático francês Alain Connes (n.1947) vencedor da medalha Fields.
Segundo o teorema em questão, em qualquer triângulo, os três pontos de interceção das trissetrizes adjacentes formam sempre um triângulo equilátero. As trissetrizes são linhas retas que dividem os ângulos interiores do triângulo em três partes iguais e essas linhas intersetam seis seis pontos, dos quais três são vértices de um triângulo equilátero (E, F e D, na imagem).  


Obtém-se sempre um triângulo equilátero independentemente do triângulo inicial.

Teorema de Morley
(clique aqui para comprovar de modo interativo o "Milagre de Morley")

Rosa Espada

Dia internacional dos monumentos e sítios 2012

À semelhança dos anos anteriores, comemora-se, a 18 de abril, o dia internacional dos monumentos e sítios.
As comemorações deste ano estão subordinadas ao tema «Do património mundial ao património local: proteger e gerir a mudança», procurando alcançar a sensibilização de todos para os desafios que hoje se colocam à proteção e gestão do património numa época de crescente globalização económica e cultural, com evidentes sintomas de transformações sociais.

Do programa geral (numa envolvência de diversas entidades, autarquias, IGESPAR I.P. e ICOMOS Portugal), destacamos algumas das iniciativas:

Almada (Fonte da Telha):
Arriba fóssil da Costa de Caparica / reserva botânica da Mata Nacional dos Medos;
18 de abril, das 14 às 18 horas;
Caminhada pelos caminhos da Mata Nacional dos Medos exercitando os sentidos e partilhando experiências e oportunidades de exploração do ambiente entre cegos e não-cegos. Construções partilhadas de Jogo – Dominó dos Sentidos com materiais da Mata dos Medos; Teatro de Fantoches a partir das personagens naturais da Mata dos Medos; Monumento colectivo em homenagem à Arriba Fóssil; Reflexões e teatralizações sobre a temática do património naturo-cultural;
Público-alvo: cegos e amblíopes e público em geral;
Participação e apoios: Câmara Municipal de Almada, Agrupamento de Escolas Romeu Correia - Escola de Referência para a Educação de Alunos Cegos e com Baixa Visão, Associação Promotora do Emprego de Deficientes Visuais – APEDV.

Barreiro:
Museu industrial da C.U.F. (antiga Companhia União Fabril);
18 de abril, às 14,30 horas;
Visita guiada ao museu, o qual reúne um espólio constituído por equipamentos industriais;
Público-alvo: público em geral;
Organização do Gabinete de Turismo da Câmara Municipal do Barreiro.

Lisboa:
Auditório do Museu Nacional de Etnologia;
18 de Abril, das 10 às 18 horas;
Encontro «Do património mundial ao património local: proteger e gerir a mudança»;
Público-alvo: técnicos de serviços da administração central, regional e local da área do património, ambiente, ordenamento do território, projetistas e estudantes nas áreas do património arquitetónico, arqueológico, paisagístico, urbano, gestores de sítios, público em geral;
Organização: IGESPAR I.P. e ICOMOS Portugal.

Lisboa:
Museu da Marioneta;
22 de Abril, às 10,30 horas;
Manhã criativa para pais e filhos: exploração dos primórdios do cinema de animação, a partir da exposição temporária da MONSTRA; construção de dois brinquedos óticos plenos de movimento;
Público-alvo: famílias: um adulto mais uma criança maior de 6 anos;
Organização do Museu da Marioneta.

Lisboa:
Castelo de São Jorge;
18 de Abril, às 18 horas;
Visita guiada de exploração do castelo e do núcleo arqueológico;
Público-alvo: público em geral;
Organização: EGEAC.

Lisboa:
Museu da Água da EPAL, Reservatório da Patriarcal, Jardim do Príncipe Real;
18 de Abril, às 21 horas;
Visita noturna ao reservatório da Patriarcal e Galeria do Loreto com momento musical;
Público-alvo: público em geral;
Organização do Museu da Água da EPAL.

Lisboa:
Museu Nacional de Arte Antiga;
18 de Abril, às 15 horas;
«Pôr os painéis a falar» – visita debate à volta dos Painéis de São Vicente de Nuno Gonçalves;
Público-alvo: público em geral;
Organização do Centro Nacional de Cultura.

Seixal (Seixal, Barreiro, Moita e Montijo):
Moinho de Maré de Corroios, Escola de fuzileiros de Vale de Zebro, Moinho de Maré do cais de Alhos Vedros e Moinho de Maré do cais do Montijo;
18 de Abril, das 9,30 às 17 horas;
Visita temática dedicada ao estuário do Tejo e aos cerca de 45 edifícios deste tipo que aí funcionaram, entre os séculos XII e XVIII;
Público-alvo: público em geral;
Organização da Câmara Municipal do Seixal – Ecomuseu Municipal do Seixal.

Sesimbra (Azóia):
Farol do Cabo Espichel;
18 de Abril, das 14 às 17 horas;
Visita guiada ao farol;
Público-alvo: público em geral;
Organização da Marinha/Autoridade Marítima Nacional.

Fonte: IGESPAR I.P.

Conceição Toscano

Canções de Abril XXI - José Mário Branco. Queixa das almas jovens censuradas

José Mário Branco
Natália Correia











Poema:
Natália Correia

Música e interpretação:
José Mário Branco



Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade

Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro

Penteiam-nos os crânios ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo

Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro

Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco

Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura

Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante

Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino

Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte




Hiperligações:


José Fernando Vasco
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