O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Blogue BECRE - acesso (2012-2013)


Divulgam-se os dados estatísticos referentes ao acesso ao blogue
durante o ano letivo de 2012-2013.

Por comparação,
apresentam-se as médias mensais de acesso referentes
aos anos letivos de 2009-2010, 2010-2011, 2011-2012, 2012-2013.


Por fim - e dado o encerramento próximo do blogue BECRE - 
apresentam-se os dados estatísticos de navegação
entre outubro de 2009 e maio de 2013.


A todos os leitores fiéis do blogue BECRE,
bem como a todos os que nele colaboraram e o tornaram num caso único
na história da biblioteca escolar da ES Cacilhas-Tejo,
o nosso muito obrigado por partilharem o vosso entusiasmo durante este percurso.

José Fernando Vasco

Vídeo-poema XIX: «Outra Margem» de Maria Rosa Colaço

«Outra Margem»
Poema de Maria Rosa Colaço
Compositor: Trovante



Outra Margem

E com um búzio nos olhos claros
Vinham do cais, da outra margem
Vinham do campo e da cidade
Qual a canção? Qual a viagem?

Vinham p’rá escola. Que desejavam?
De face suja, iluminada?
Traziam sonhos e pesadelos.
Eram a noite e a madrugada.

Vinham sozinhos com o seu destino.
Ali chegavam. Ali estavam.
Eram já velhos? Eram meninos?
Vinham p’rá escola. O que esperavam?

Vinham de longe. Vinham sozinhos.
Lá da planície. Lá da cidade.
Das casas pobres. Dos bairros tristes.
Vinham p’rá escola: a novidade.

E com uma estrela na mão direita
E os olhos grandes e voz macia
Ali chegaram para aprender
O sonho a vida a poesia.

Hiperligações:
Video-Poema I - «O Portugal Futuro» de Ruy Belo
Vídeo-Poema II - «As palavras interditas» de Eugénio de Andrade
Vídeo-Poema III - «Da mais alta janela da minha casa» de Alberto Caeiro
Vídeo-Poema IV - «Quando vier a Primavera» de Alberto Caeiro
Vídeo-Poema V - «Mãezinha» de António Gedeão
Vídeo Poema VI - «Portugal» de Alexandre O'Neil
Vídeo-poema VII - «Pastelaria» de Mário Cesariny
Vídeo-poema VIII - «O Sorriso» de Eugénio de Andrade
Vídeo-poema IX: «Acordai» de José Gomes Ferreira
Vídeo-poema X: «Sabedoria» de José Régio
Vídeo-poema XI: «Uma pequenina luz» de Jorge de Sena
Vídeo-poema XII: «Tabacaria» de Álvaro de Campos, por Mário Viegas
Vídeo-poema XIII: «As mãos» de Manuel Alegre
Vídeo-poema XIV: «You Are Welcome To Elsinore» de Mário de Cesariny
Vídeo-poema XV: «Cântico Negro» de José Régio
Vídeo-poema XVI: «Poema para Galileu» de António Gedeão
Vídeo-poema XVII: «Mudam-se Os Tempos...» de Luís de Camões
Vídeo-poema XVIII: «Ser Poeta» de Florbela Espanca

José Fernando Vasco

Vídeo-poema XVIII: «Ser Poeta» de Florbela Espanca

Ser Poeta / Perdidamente
Poema de Florbela Espanca
Compositor: João Gil

Instrumentistas: 
Luís Represas - voz 
João Gil - guitarras 
Manuel Faria - Piano, Sintetizador 
José Martins - Sintetizador 
Fernando Júdice - Baixo 
José Salgueiro - Bateria e percussões
Artur Costa - Saxofone



SER POETA

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dize-lo cantando a toda a gente!

in: 
Florbela Espanca (1930). Charneca em flor.


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Video-Poema I - «O Portugal Futuro» de Ruy Belo
Vídeo-Poema II - «As palavras interditas» de Eugénio de Andrade
Vídeo-Poema III - «Da mais alta janela da minha casa» de Alberto Caeiro
Vídeo-Poema IV - «Quando vier a Primavera» de Alberto Caeiro
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Vídeo Poema VI - «Portugal» de Alexandre O'Neil
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Vídeo-poema VIII - «O Sorriso» de Eugénio de Andrade
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Vídeo-poema XII: «Tabacaria» de Álvaro de Campos, por Mário Viegas
Vídeo-poema XIII: «As mãos» de Manuel Alegre
Vídeo-poema XIV: «You Are Welcome To Elsinore» de Mário de Cesariny
Vídeo-poema XV: «Cântico Negro» de José Régio
Vídeo-poema XVI: «Poema para Galileu» de António Gedeão
Vídeo-poema XVII: «Mudam-se Os Tempos...» de Luís de Camões

José Fernando Vasco

«Cores e Sabores»


A gastronomia também é uma arte, a arte de cozinhar. Cada país, além da sua história e cultura, também tem a sua gastronomia, os seus pratos típicos.

A nossa escola organizou no dia 9 de maio de 2013 uma festa gastronómica - Cores e Sabores. Esta festa juntou os pratos de vários países como a Moldávia, a Ucrânia, o Irão, Espanha, etc. Cada prato tinha as suas particularidades e foram apresentados com muito gosto. 

Tivemos a oportunidade de provar pratos de vários países e conhecer outras receitas. No final assistimos às danças da Europa e também de Portugal. Gostei muito sobretudo da Dança da Noiva.

Foram uns momentos muito agradáveis porque comunicámos bastante, pedindo uns aos outros receitas e conhecemos um pouco mais sobre a gastronomia dos outros países.


Valentina Besarab
(formanda da Moldávia, nível B 2)

Auto-avaliação BECRE: «B - Leitura e Literacia» (a opinião dos alunos/adultos)


Estando em análise o domínio B - «Leitura e Literacia» - no âmbito do processo de auto-avaliação 2012-2013 da biblioteca escolar da ES Cacilhas-Tejo, destacamos neste artigo alguns resultados do questionário aplicado a alunos/adultos.

Todos os interessados poderão consultar os dados completos
na secção «Documentação».


3. Vais à biblioteca escolar (BE) ou usas os livros e revistas que ela oferece:
* 47,47 % pelo menos 1 a 2 vezes por mês.
* 24, 91 % muito raramente e de forma irregular.

4. Em que situações mais utilizas a BE nas tuas atividades de leitura?
* 33,97 % Sozinho ou com colegas.
* 22,58 % Com o professor.
* 12,14 % Em atividades que a BE organiza.

5. Requisitas livros para ler?
* 64,31 % Muito raramente ou nunca, porque em casa arranjo os livros de que gosto.
* 12,27 % Uma ou duas vezes durante cada período.

7. Quando vais à biblioteca para ler ou requisitar um livro, a equipa da BE dá-te sugestões e apoia-te, se pedires?
* 42,38 % Sempre
* 25,65 % Às vezes
* 20,07 % Nunca

8. Os teus professores incentivam-te a ler?
* 77,32 % Sim
* 19,33 % Não

16. Em que medida consideras que a BE contribuiu para as tuas competências de leitura e para os teus resultados escolares?
* 18,59 % Muito
* 51,67 % Razoavelmente
* 7,81 % Pouco
* 17,47 % Nada

Artigos relacionados:

Auto-avaliação BECRE: «B - Leitura e Literacia» (a opinião dos professores)



José Fernando Vasco

Prémio Camões 2013 distingue a «inovação estilística e a profunda humanidade» da obra literária de Mia Couto


«O júri do Prémio Camões escolheu hoje o escritor Mia Couto, tendo em conta a "vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade", disse à Lusa um dos jurados.

José Carlos Vasconcelos que constitui o júri, ao lado, entre outros de José Agualusa e João Paulo Borges Coelho, disse que foi "ponderado tudo o que significa [a obra de Mia Couto] nas literaturas de Língua Portuguesa e na de Moçambique".

"Ao longo de 30 anos de publicação, ele construiu uma vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e profunda humanidade, o que tem sabido renovar na sua produção", disse Vasconcelos.
A obra de Mia Couto, "inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade", disse.

Para os jurados, a obra de Mia Couto conseguiu "passar do local para o global", tendo ainda referido que o autor que já editou 30 livros tem extravasado as suas fronteiras nacionais e tem "tido um grande reconhecimento da crítica".

O júri desta 25.ª edição do Prémio Camões reuniu-se hoje no Rio de Janeiro e foi constituído por Clara Crabbé Rocha, catedrática da Universidade Nova de Lisboa e José Carlos Vasconcelos, diretor do JL -- Jornal de Letras, Artes e Ideias, ambos de Portugal, o escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho, o escritor angolano José Eduardo Agualusa, Alcir Pécora, crítico e professor da Universidade de Campinas, o diplomata Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras, pelo Brasil.

O escritor português Vasco Graça Moura considerou hoje a atribuição do Prémio Camões 2013 ao moçambicano Mia Couto “perfeitamente merecida” e elogiou o autor pela “capacidade de invenção verbal”.

“É uma atribuição perfeitamente merecida. Mia Couto é um grande escritor, parece-me perfeitamente justificado”, observou Vasco Graça Moura, escritor e presidente do Centro Cultural de Belém, em declarações à Lusa.

Para Graça Moura, o escritor moçambicano Mia Couto é um “grande autor de língua portuguesa” e tem “uma capacidade de invenção verbal surpreendente.

Por isso, na perspetiva do escritor português, a obra de Mia Couto “ultrapassa, de algum modo, os limites normais da prosa escrita em português”.

O júri da 25.ª edição decidiu, na segunda-feira, premiar Mia Couto pela “vasta obra ficcional, caracterizada pela inovação estilística e pela profunda humanidade”.

A obra de Mia Couto, “inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade”, disse à Lusa José Carlos Vasconcelos, membro do júri.

O Prémio Camões foi criado por Portugal e pelo Brasil e atribuído pela primeira vez em 1989, distinguindo o escritor Miguel Torga.

Mia Couto é o segundo escritor moçambicano a receber o Prémio Camões, depois de José Craveirinha, em 1991.»

Fonte:
iOnline 1 - 2

Obras de Mia Couto
disponíveis para consulta na BECRE








José Fernando Vasco

«Cacilhas Fest» a 7 de junho !


O Grupo de Teatro da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo,  em colaboração com a Associação de Estudantes, está a organizar a FESTA DE FINAL DE ANO da escola. Ela terá lugar na escola, no dia 7 DE JUNHO, a partir das 17 horas. Este “Cacilhas Fest / Rockacilhas” contará com a actuação de bandas e curtas actuações de alunos do grupo de teatro (nos intervalos das actuações das bandas).

Convidamos todos os colegas a participarem deste evento. Os colegas que puderem e quiserem expor trabalhos desenvolvidos pelas turmas durante o ano, devem entar em contacto comigo o mais depressa possível.

Luís Gomes

Vídeo-poema XVII: «Mudam-se Os Tempos, Mudam-se As Vontades» de Luís Vaz de Camões

«Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades»
de Luís Vaz de Camões

dito por
Rui Reininho


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades. 

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria, 
E em mim converte em choro o doce canto. 

E afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto, 
Que não se muda já como soía. 


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Video-Poema I - «O Portugal Futuro» de Ruy Belo
Vídeo-Poema II - «As palavras interditas» de Eugénio de Andrade
Vídeo-Poema III - «Da mais alta janela da minha casa» de Alberto Caeiro
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Vídeo-poema XI: «Uma pequenina luz» de Jorge de Sena
Vídeo-poema XII: «Tabacaria» de Álvaro de Campos, por Mário Viegas
Vídeo-poema XIII: «As mãos» de Manuel Alegre
Vídeo-poema XIV: «You Are Welcome To Elsinore» de Mário de Cesariny
Vídeo-poema XV: «Cântico Negro» de José Régio
Vídeo-poema XVI: «Poema para Galileu» de António Gedeão

José Fernando Vasco

BECRE (2009-2013)


«O claro desinvestimento no Sistema Público de Educação e o vazio entretanto criado com o encerramento dos Centros Novas Oportunidades - independentemente do valor da ação de cada um deles - comprometem de forma grave a ação da BECRE. As alterações que se prevêem acontecer na rede pública de escolas no centro da cidade de Almada durante este ano letivo, com a extensão a esta área geográfica dos mega-agrupamentos, é outra das razões para o encerrar de um ciclo de quatro anos da Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo.

O futuro, a partir de 2013-2014, construir-se-à com outros conceitos, outras filosofias de atuação e com outros atores...

Apenas desejamos que os dois pilares estruturais de modificação da realidade das bibliotecas escolares e da promoção do livro e da leitura - referimo-nos à RBE (Rede de Bibliotecas Escolares) e PNL (Plano Nacional de Leitura); não sejam esvaziados de recursos e capacidade de intervenção, o que seria trágico para o futuro da educação em Portugal.» (1)

O caminho entretanto trilhado pela ES Cacilhas-Tejo configura a construção de uma "nova escola", com outro paradigma subjacente e outro estilo de lideranças necessário à sua concretização. Os resultados dos questionários aplicados no processo de auto-avaliação de 2013 demonstram igualmente o fracasso num dos mais importantes propósitos do projeto BECRE: tornar-se numa estrutura axial do processo de ensino-aprendizagem.

Ora, quando quase 40% dos professores não integram a BECRE e os seus recursos na sua prática pedagógica e elevadas percentagens de alunos nem sequer conhecem o que se faz na sua biblioteca escolar - apesar dos múltiplos meios utilizados de disseminação da informação, nomeadamente o email institucional para professores, as redes sociais e o blogue BECRE; a única conclusão possível de ser tirada é a da necessidade de reformulação do projeto, de designação de um novo professor bibliotecário e de uma nova equipa.

Para memória futura ficará o blogue BECRE (a ser desativado a 14.06.2013 mas com possibilidade de ser consultado posteriormente) e todos os dados estatísticos de avaliação, bem como os relatórios elaborados no âmbito do processo de auto-avaliação.

A Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo será no futuro aquilo que professores e alunos queiram (ou não) que ela seja.


José Fernando Vasco


(1) "A BECRE como instrumento da promoção da leitura e da literacia" in: Blogue BECRE, 19.9.12.
Disponível em: http://becre-esct.blogspot.pt/2012/09/a-becre-como-instrumento-da-promocao-da.html.

FIMFA Lx13 - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas

 Até 9 de junho, autómatos, esculturas eletromecânicas, esqueletos e outros seres surrealistas e estranhos vão surpreender e emocionar o público do FIMFA Lx13, cuja programação volta a conjugar as formas contemporâneas e formas tradicionais de teatro de marionetas.
Durante o Festival, Lisboa receberá cerca de vinte companhias e criadores, provenientes de vários países, como a Alemanha, Bélgica, Espanha, Estados Unidos da América, França, Grécia, Japão, Holanda, Irlanda, Rússia e Portugal, com mais de cinquenta representações. Os espetáculos irão decorrer no Largo do Chiado, Rua Garrett, Jardim da Estrela, Museu da Marioneta, no Teatro Maria Matos e no Teatro São Luiz, no Teatro Nacional D. Maria II, no Centro Cultural de Belém, no Espaço Alkantara e no Teatro Meridional.


Programa dos espetáculos

Fonte:
Fimfalx
Sónia Lapa

18.ª edição de "Sementes -– Mostra Internacional de Artes para o Pequeno Público"

Está a decorrer desde o passado dia 20 de maio o Festival "Sementes", uma organização do Teatro Extremo. Até ao dia 16 de junho os palcos e as ruas de Almada, Seixal, Alcochete, Cascais, Barreiro, Sesimbra, Moita, Crato e Montemor-o-Novo recebem espetáculos dedicados ao público infantil.
No total serão 22 espetáculos de 21 companhias (2 do Brasil, 3 de Espanha, 1 de Itália e 15 de Portugal), que nos trarão teatro, marionetas, robertos, ópera, dança, teatro de rua, circo e música, sem esquecer o teatro para bebés. Para além dos espetáculos a pequenada terá a possibilidade de experimentar o trabalho artístico com o projeto “casaBranca” que nos trará uma leitura encenada. Por último, e também a não perder, a ópera “O Pequeno Polegar” apresentado pela Academia de Música de Almada.
 
Preçário
Público em Geral: Almada €5 Grupos Escolares: €3 euros | Acesso Gratuito a acompanhantes
Cartão Sementes: €15 | Válido para grupos até 4 pessoas | Desconto de 50% para todos os espetáculos em Almada mediante reserva.

Programa

Informações | Reservas
Teatro Extremo
Rua Serpa Pinto, nº16
Apartado 124 | 2801-801 Almada, Portugal
Tel 212723660 | 965044016
teatro@teatroextremo.com

Fonte:
Teatro Extremo
Sónia Lapa

83.ª Feira do Livro de Lisboa - de 23 de maio a 10 de junho

Começou hoje a 83.ª edição da Feira do Livro de Lisboa no Parque Eduardo VII.
A Feira do Livro é a maior montra da edição em Portugal – com perto de cem mil títulos distribuídos por mais de duas centenas de pavilhões e centenas de editores, chancelas, alfarrabistas e livreiros presentes. Esta edição promete trazer novidades apetecíveis para os visitantes, nomeadamente ao nível de uma cada vez mais, enriquecida programação cultural para toda a família ou de novos espaços de restauração.


Fonte: APEL
Sónia Lapa

Património paleontológico português no Pavilhão do Conhecimento

Portugal está entre os sete países do mundo com mais géneros de dinossauros identificados. Temos também as mais notáveis jazidas com pegadas de dinossauros e preparamo-nos para submeter trilhos de pegadas ibéricas a Património da Humanidade.
No próximo sábado, 25 de maio, às 16.00, o geólogo Galopim de Carvalho e Sofia Castel-Branco da Silveira, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, revelam a riqueza do património paleontológico português no Pavilhão do Conhecimento. Galopim de Carvalho irá partilhar com o público os esforços que tem dedicado à divulgação e defesa do património geológico nacional, em particular as pegadas de dinossauros.
Este é o quinto encontro do ciclo "Quando as galinhas tinham dentes e os porcos tiverem asas", organizado pelo Pavilhão do Conhecimento em parceria com o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, o Museu Geológico e o Museu da Lourinhã no âmbito da exposição "T.rex: quando as galinhas tinham dentes".
Até junho, especialistas das áreas da Paleontologia, Geologia, Biologia e Sociologia estarão à conversa uma vez por mês com o público sobre as expedições em busca de fósseis de dinossauros, as notáveis jazidas com pegadas que provam a sua passagem pelo nosso país, as histórias fantásticas que as rochas podem contar sobre a evolução da Terra e da vida, terminando com um olhar para o futuro da espécie humana.
Estas conversas são dirigidas a miúdos e graúdos e terão lugar no Pavilhão do Conhecimento, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, no Museu Geológico, no Museu da Lourinhã e no Castelo de S. Jorge. A participação é gratuita.
 
Programa completo em www.pavconhecimento.pt

Fonte:
Pavilhão do Conhecimento
Sónia Lapa

«Impacto na Lua provoca maior explosão já registada», segundo a NASA

«Desde há oito anos que cientistas da NASA monitorizam a Lua à procura de explosões provocadas pelo impacto de corpos celestes. Esses impactos são muito mais comuns do que se esperava, tendo já sido observados centenas deles. No passado dia 17 de Março registou-se a maior explosão da história do programa.

Bill Coke, astrónomo da NASA, explica que o objecto de grandes dimensões colidiu contra a superfície lunar no Mare Imbrium, provocando uma explosão com um brilho dez vezes superior a qualquer outra já registada.

De facto, a explosão foi tão brilhante que quem, na Terra, estivesse a olhar para a Lua poderia ter visto a explosão a olho nu. Durante um segundo, o lugar do impacto brilhou com a intensidade de uma estrela de magnitude 4.

Ron Suggs, analista do Centro de Vôos Espaciais Marshall, foi o primeiro a detectar o clarão, gravado num vídeo de forma automática por um dos telescópios do programa. O objecto que provocou a explosão não era muito grande. Teria apenas entre 30 e 40 centímetros e 40 quilogramas de peso. Embateu a uma velocidade extraordinária: 90 mil quilómetros por hora. Apesar do pequeno tamanho da pedra, a explosão foi equivalente a cinco toneladas de TNT.

O impacto fez parte de um acontecimento muito maior: “Durante a noite de 17 de Março”, recorda o cientista, “as câmaras da NASA e da Universidade Western Ontario detectaram um número pouco usual de de meteoroides dirigindo-se para a Terra. Todas essas bolas de fogo percorreram órbitas idênticas entre a Terra e a Cintura de Asteróides. O que significa que a Terra e a Lua foram apedrejadas ao mesmo tempo”.

“A minha hipótese é que ambos os eventos estão relacionados e que se trata de um encontro do sistema Terra-Lua com uma nuvem de escombros”, diz. Depois da colisão, os dados foram enviados para a equipa de controladores da missão Lunar Reconnaisance Orbiter, em órbita lunar desde 2009, que localizou uma cratera de 20 metros de diâmetro no lugar do impacto.»

Fonte:
Ciência Hoje
José Fernando Vasco

Vídeo-poema XVI: «Poema para Galileu» de António Gedeão

«Poema para Galileu»
de António Gedeão

Declamado por
Mário Viegas


Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.

Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!

Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.

Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.

Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.

Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.

Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -,
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.

Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.

Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.


Hiperligações:
Video-Poema I - «O Portugal Futuro» de Ruy Belo
Vídeo-Poema II - «As palavras interditas» de Eugénio de Andrade
Vídeo-Poema III - «Da mais alta janela da minha casa» de Alberto Caeiro
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Vídeo-poema XI: «Uma pequenina luz» de Jorge de Sena
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Vídeo-poema XV: «Cântico Negro» de José Régio
José Fernando Vasco

«À Descoberta de ... Ary dos Santos» - uma atividade SCALA



«A SCALA organiza no próximo sábado mais uma palestra literária, desta vez "À Descoberta de Ary dos Santos...", com o prof. José Fernando Vasco.

José Vasco propôe-nos uma viagem pela escrita do poeta, especialmente na poesia escrita para a canção, que tão bem interpretadas foram por Carlos do Carmo e Fernando Tordo, entre outros.

Haverá também a oportunidade de se declamarem poemas de José Carlos Ary dos Santos pelos poetas presentes.

Apareçam!»

Fonte:

José Fernando Vasco

Auto-avaliação BECRE: «B - Leitura e Literacia» (a opinião dos professores)


Estando em análise o domínio B - «Leitura e Literacia» - no âmbito do processo de auto-avaliação 2012-2013 da biblioteca escolar da ES Cacilhas-Tejo, destacamos neste artigo alguns resultados do questionário aplicado a professores - 65,7% acederam a responder.

Todos os interessados poderão consultar os dados completos na secção «Documentação».

1. Costuma integrar a biblioteca escolar (BE) e os seus recursos nas suas funções docentes relacionadas com o desenvolvimento de competências de leitura? 

* Sim - 61,3 %
* Não - 38,7 %

As três utilizações mais frequentes são:

* Incentivar os alunos a ir à BE para ler e requisitar livros relacionados com temas da sua disciplina: 25,2 %
* Aceder aos computadores para realizar trabalhos: 22,8 %
* Requisitar materiais para a sala de aula: 20,3 %

2. Classifique o nível dos recursos documentais facultados pela BE ou postos a circular no agrupamento, relacionados com a leitura de temas na sua área.

* Bom: 49,3 %
* Razoável: 22,7 %
* Muito Bom: 13,3 %
* Não sabe/não responde: 10,7 %

4. Classifique o nível do trabalho realizado pela BE no âmbito da leitura e literacia. 

* Bom: 61,3 %
* Muito Bom: 24,0 %
* Razoável: 14,7 %

6. Considera que a BE teve impacto nas competências de leitura dos seus alunos?

* Sim: 57,3 %
* Não: 21,3 %
* Não sabe/não responde: 21,3 %

7. Indique as áreas em que esse impacto se verificou:

* Melhoria no uso de ambientes digitais de leitura e das literacias digitais e da informação: 27,3 %
* Melhoria das competências de compreensão: 23,2 %
* Aumento da diversidade das escolhas no sentido da opção por leituras mais extensas e complexas: 21,2 %

Uma análise mais detalhada e as conclusões do processo de auto-avaliação serão incluídas no relatório a submeter à Rede de Bibliotecas Escolares no final do presente ano letivo.

José Fernando Vasco


Museu Berardo - Exposição «O Consumo Feliz»


A exposição «O Consumo Feliz, publicidade e sociedade no século XX», com comissariado de Rui Afonso Santos, convida a um percurso por uma seleção dos 1500 cartazes de arte publicitária que constituem o acervo da Coleção Berardo de Arte Publicitária.

Este conjunto de originais destinados à reprodução em larga escala através de processos mecânicos, geralmente litográficos e fotográficos, foi adquirido pelo colecionador José Berardo à empresa britânica James Haworth & Company, uma das principais produtoras de publicidade do Reino Unido, e inclui matrizes originais pintadas à mão.

Única no mundo inteiro, a Coleção Berardo de Arte Publicitária «possui um interesse inigualável, cobrindo todos os aspetos da vida quotidiana ocidental, de 1900 aos anos de 1980, incluindo a moda, o automóvel, a aviação, a alimentação, o turismo, a música, a decoração de interiores, o cinema, entre outras áreas. Os cartazes cobrem também o período das duas Guerras Mundiais, percorrendo quase todo o século XX, mostrando como foi fonte inesgotável do movimento artístico da Pop Art», conforme considera o comissário da exposição.

Inauguração da exposição - 17 maio / 19h

Fonte:
Museu Coleção Berardo

Paula Penha

«Delacroix» de Gilles Néret

DISPONÍVEL PARA CONSULTA NA BECRE GRAÇAS À AMÁVEL OFERTA DE JOSÉ FERNANDO VASCO

Éugène Delacroix foi, na opinião de Baudelaire, «o último dos artistas do Renascimento e o primeiro dos modernos.
Nascido em 1798, assistiu durante a sua juventude a todas as convulsões da França pós-Napoleão e terá presenciado - embora não participado - nos acontecimentos da Revolução de 1830 e que inspiraram a sua mais famosa tela. «A Liberdade Guiando o Povo».

Da autoria de Gilles Néret e sob a chancela da Taschen, «Delacroix» é um importante recurso educativo para professores de História A e História da Cultura e das Artes, bem como uma acessível e cuidada fonte de informação para todos os que amam as belas-artes e a pintura romântica.

Hiperligações:
«A liberdade guiando o povo» de Eugène Delacroix

José Fernando Vasco

«Os Marginais» de S. E. Hinton

DISPONÍVEL PARA CONSULTA NA BECRE GRAÇAS À AMÁVEL OFERTA DE JORGE FREIRE (FORMANDO EFA-S)
«Os Marginais» (1967) foi o primeiro livro publicado por S. E. Hinton e, abordando a luta entre dois gangs rivais da sua própria escola secundária em Oklahoma, tornou-se um êxito global e já  vendeu mais de 15 milhões de cópias em todo o mundo. É considerado como um dos mais bem sucedidos primeiros livros da segunda metade do século XX.
Em 1983, Francis Ford Coppola - o cineasta de «Apocalipse Now», «One From The Heart» e «Rumble Fish» (igualmente uma adaptação de outra obra da norte-americana - adaptou para o cinema «The Outsiders» («Os Marginais», título em português), com um conjunto extraordinário de jovens atores então em início de carreira como Matt Dillon, Tom Cruise, Diane Lane ou Patrick Swaize.



«The Outsiders»
(1983)

Realização:
Francis Ford Coppola


Hiperligações:

José Fernando Vasco
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