O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Dia Mundial dos Oceanos: o problema das "ilhas" de plástico


No Dia Mundial dos Oceanos, um alerta que o documentário «Plastic Shores» nos lança: o problema da acumulação de resíduos de plástico nos oceanos da Terra que já entrou na cadeia alimentar, com consequências que ninguém ainda consegue prever!

«Plastic Shores» - trailer
Realização: Edward Scott-Clarke
Ano de produção: 2012



Mensagem de
«Big Island»
(Hawaii Wildlife Fund)



Hiperligações:

José Fernando Vasco

Acesso à BECRE (2012-2013)


Tal como em anos letivos anteriores, verificou-se mais uma vez uma flutuação nos acessos de acordo com o calendário escolar e com os momentos formais de avaliação. Esta tendência verificou-se muito mais nos utilizadores alunos/adultos do que no acesso dos professores à BECRE. Verificaram-se, igualmente, muito menos variações nos acessos dos utilizadores adultos (noite).


Comparativamente com os anos letivos anteriores, verifica-se uma quebra de 17% face a 2011-2012 e de 22% face a 2009-2010  no acesso de utilizadores alunos/adultos e uma quebra de 19% e 50% no acesso dos utilizadores professores.


Face ao ano letivo anterior, verificou-se, em termos absolutos, uma estagnação no acesso à área "Livro e leitura" e quebras em todas as restantes áreas, sobretudo na área TIC a qual teve maior peso na quebra geral dos acessos às instalações e serviços BECRE.


Para efeitos comparativos e para os anos letivos de 2009-2010 a 2011-2012, foram integrados os dados da anterior categoria "Lazer e Leitura Informal" em "Livro e Leitura".

Para o ano letivo de 2012-2013, há ainda a registar que na área TIC, a subcategoria "Trabalho" representa 61% e a "Lazer" 39% do total.

José Fernando Vasco

«A Utopia» de Thomas Morus, na perspetiva de um aluno

No âmbito da disciplina de Filosofia do 11º ano, os alunos analisaram uma obra à sua escolha, dentro de um conjunto de obras selecionadas pelos professores. Foi um trabalho faseado pelos três períodos que culminou na apresentação oral. O texto que a seguir se apresenta foi a base da apresentação oral do aluno Luís Branca, do 11ºD acerca da obra «A Utopia» de Thomas Morus.




Trabalho de Filosofia – História da Utopia – Poesia
Esta história que vos venho aqui contar está em formato de poesia
É uma obra de Thomas Morus e intitula-se de Utopia
O autor da obra teve a intenção de criticar a sociedade europeia
Mas de forma coerente e séria e não em brincadeira
Ideia de sociedade perfeita foi o que quis transmitir
O problema da obra está em ‘como a construir’
Apresenta-nos ao longo do livro várias soluções
Organização politica, regras sociais e outras condições

Bem, mas voltando ao livro que é o que me trás por cá
Vou-vos contar a história que não é nada má
A ilha da utopia é um lugar bastante diferente
Foi criada através da separação de um continente
Tem leis próprias e a sua organização social
Sem classes sociais e sem nenhuma outra nação igual


No Primeiro Livro, Morus apresenta as personagens principais
Rafael Hitlodeu e Pedro Gilles são os nomes ideais
Pedro Gilles é um amigo que Morus nos apresentou
Hitlodeu, um português navegador que a ilha encontrou
O livro é uma comparação entre as sociedades utopiana e europeia
Nomeadamente a Inglesa como vão entender através desta minha epopeia
Morus e Rafael começam os dois por nos contar
Uma conversa entre o português e um cardeal inglês para recordar
São debatidos diversos temas sobre Inglaterra como país
Vai desde a nobreza ao povo, do rico ao infeliz
É um país com altas taxas de criminalidade e pobreza
Enquanto uns deitavam fora outros não tinham comida na mesa
Tudo devido à exploração do povo por parte da nobreza
Ai ai, e a criminalidade crescente?
Era consequência da miséria existente
Digam-me vocês, o que nesta situação iriam fazer?
O povo não tinha outra opção senão roubar para sobreviver
Mas Rafael, iluminou-se e sugere ao cardeal
Que uma cedência de terrenos dos nobres era o ideal
Evitava o monopólio e criava empregos para os pobres
Desenvolvia a agricultura e enfraquecia um pouco os nobres
Para a criminalidade Rafael rejeitou a pena de morte
Diz que é injusta, e já viram o que é ver cabeças a rolar com um corte?
Ele diz ainda que é uma pena cruel para o roubo punir
Mas porém, bastante fraca para o impedir
Rafael argumenta, que se houvessem melhores condições de vida ninguém roubaria
Se houvesse igual porção de bens na sociedade, não haviam ladrões e ninguém morreria
Na ilha da Utopia todas estas propostas de Rafael conseguem uma aceitação
Funciona uma sociedade justa com iguais deveres e direitos para todo o cidadão
Ai a Utopia a Utopia, fundada por Utopos esse grande senhor
Era tramado para a pancada e era um homem com muito amor
Ele que separou a terra do continente
Com ajuda de soldados e indígenas, tudo muito boa gente
Na Utopia não existiam classes sociais e a riqueza pessoal era distribuída de igual maneira
De modo a que todos vivessem bem e tivessem uma carreira
Os Utopianos são ainda um povo aberto a novas culturas e civilizações
Instruindo-se assim com ciência e arte através da troca de conhecimentos entre as populações
Atualmente somos bastante diferentes dos Utopianos
Uns dizem que somos anjinhos outros dizem que somos tiranos
Os Utopianos tinham rotinas e não se cansavam de trabalhar
Nós preferimos a ‘caminha’ e ficamos a mandriar
O Utopiano é um ser que não é em nada preguiçoso
Nos somos o oposto de tal forma que chega a ser embaraçoso
Eles conseguem o trabalho e o descanso equilibrar
Nos lutamos para da cama nos conseguirmos levantar
Hoje em dia uns trabalham de mais e outros nem trabalham
Outros fabricam coisas desnecessárias e que só atrapalham
Depois temos aqueles opostos, uns descansam na sua riqueza
Os outros comem restos e mal se alimentam tal é a pobreza
A Utopia está organizada segundo os princípios utilitaristas
Ausência de dor e sofrimento gerando o bem comum, estes homens eram especialistas
Tudo está organizado de modo é que eles não tenham qualquer sofrimento ou dor
Desfrutam da felicidade de igual modo, com prazer e com muito amor
Na Utopia a igualdade económica é mantida com uma série de medidas
Iguala-se o poder económico de cada cidade e cidadão, ai ai, belas vidas
Há um equilíbrio constante, os que produzem demais ajudam os que produzem menos
Era como nos dias de hoje se os alemães ajudassem os romenos
Esta compensação é gratuita e garante equidade económica entre as cidades utopianas
Isto hoje era fácil, aplicavam-se estas medidas ao país em semanas


Esta família utopiana é um exemplo de sociedade perfeita
Se os políticos querem fazer algo de bom, têm neste livro a receita
Seguem princípios utilitaristas e todos os homens querem tornar iguais
Tanto em direitos como em deveres são todos proporcionais
Cada cidadão tem uma vida cómoda e cumpre as suas obrigações
Assim não têm de trabalhar demais e não têm preocupações
Morus mostra que os utopianos não se guiam por dinheiro e posses materiais
É uma sociedade onde não existem classes nem diferenças sociais
O autor apresenta ainda solução para os problemas das sociedades europeias
E em nada adiantou pois não passaram de ideias
Esqueceu-se que o homem é ambicioso e quer sempre mais e melhor que todos os outros
Assim me despeço meus caros, espero poder ver-vos noutros encontros
Termina assim a minha epopeia, faço votos para que tenham gostado
Voltem sempre que quiserem, espero não vos ter assustado
                                                                                            
Luís Branca
(aluno CCH - Línguas e Humanidades)
Sónia Lapa
 (texto introdutório)

Vídeo-poema XXI: «Pedra Filosofal» de António Gedeão

«Pedra Filosofal»

poema de António Gedeão
música de Manuel Freire

declamação coletiva por formandos, formadores e assistentes ESCT
coordenação e edição: Luís Gomes

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

 In:
Movimento Perpétuo, 1956

Artigos relacionados:
Video-Poema I - «O Portugal Futuro» de Ruy Belo
Vídeo-Poema II - «As palavras interditas» de Eugénio de Andrade
Vídeo-Poema III - «Da mais alta janela da minha casa» de Alberto Caeiro
Vídeo-Poema IV - «Quando vier a Primavera» de Alberto Caeiro
Vídeo-Poema V - «Mãezinha» de António Gedeão
Vídeo Poema VI - «Portugal» de Alexandre O'Neil
Vídeo-poema VII - «Pastelaria» de Mário Cesariny
Vídeo-poema VIII - «O Sorriso» de Eugénio de Andrade
Vídeo-poema IX: «Acordai» de José Gomes Ferreira
Vídeo-poema X: «Sabedoria» de José Régio
Vídeo-poema XI: «Uma pequenina luz» de Jorge de Sena
Vídeo-poema XII: «Tabacaria» de Álvaro de Campos, por Mário Viegas
Vídeo-poema XIII: «As mãos» de Manuel Alegre
Vídeo-poema XIV: «You Are Welcome To Elsinore» de Mário de Cesariny
Vídeo-poema XV: «Cântico Negro» de José Régio
Vídeo-poema XVI: «Poema para Galileu» de António Gedeão
Vídeo-poema XVII: «Mudam-se Os Tempos...» de Luís de Camões
Vídeo-poema XVIII: «Ser Poeta» de Florbela Espanca
Vídeo-poema XIX: «Outra Margem» de Maria Rosa Colaço
Vídeo-poema XX: «Havia um homem...» de Herberto Hélder

José Fernando Vasco
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...