Por definição científica, um sismo é um movimento vibratório brusco da superfície terrestre provocado pela libertação de energia num determinado ponto da sua crosta (continental e oceânica) ou do manto superior. Esta energia é irradiada em todas as direcções a partir da fonte, sob a forma de ondas sísmicas.
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A estrutura interna da Terra |
Como já foi indicado em artigo anterior (ver aqui), a crosta planetária terrestre encontra-se fracturada, deslizando sob rocha fundida (magma) presente no manto superior. Estes variados fragmentos da superfície da Terra constituem as chamadas placas tectónicas ou litosféricas, cujo movimento é uma consequência do planeta não estar ainda totalmente arrefecido. Há placas que chocam e se elevam (orogenia), há placas que chocam deslizando uma por baixo da outra (subducção), há placas que “rangem” lado a lado (cisalhamento), e outras que se afastam entre si no fundo dos oceanos formando as cristas médio-oceânicas (vulcanismo subaquático).
Por intermédio do vulcanismo e dos movimentos tectónicos, o relevo terreste vai mudando, ou seja, a sua geografia física vai sofrendo alterações. Por vezes estas são muito rápidas, como a formação de uma nova montanha de natureza vulcânica ou a deslocação geográfica da ilha japonesa de Honshu no grande sismo do passado mês de Março, outras vezes, acontecem de modo lento e gradual, como, por exemplo, a formação da cordilheira dos Himalaias.
Mas, sumariamente, quais são as placas tectónicas que suportam as ilhas japonesas e aquelas que suportam o arquipélago dos Açores? No Japão, temos em linha de conta as placas do Pacífico, das Filipinas, Euro-Asiática e Norte-Americana. Ou seja, associadas ao território japonês estão 4 das 12 placas tectónicas mais importantes do planeta. O sismo do dia 11 de Março neste país deveu-se à subducção da placa do Pacífico.
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Repare-se no movimento descendente da Placa ou Plataforma do Pacífico |
Japão, Maio de 2011 - Explicações sobre as causas do sismo e do tsunami
Nos Açores, a chamada “junção tripla” constitui uma região tectonicamente complexa, envolvendo a placa Americana a Ocidente, e as placas Euroasiática e Africana, a Este. A sismicidade desta região decorre da actividade vulcânica (de salientar a formação do Vulcão dos Capelinhos em 1957 na extremidade ocidental da ilha do Faial) e tectónica, atribuída ao deslocamento da placa Africana para Norte e ao movimento divergente de direcção E-W na dorsal médio-oceânica do Atlântico.
O enquadramento geotectónico dos Açores |
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