O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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MNHN - Exposição «Da Physica à Engenharia: A Colecção do Museu de Física do ISEL»


Inauguração da exposição:
19 de julho, pelas 19h00
Museu Nacional de História Natural

«A exposição resulta de um protocolo assinado em 2008 entre o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e o Museu e enquadra-se num programa mais geral de estudo e divulgação do património científico português.
Numa altura em que se comemora os 160 anos da fundação do ISEL, apresentamos uma selecção de instrumentos desta magnífica colecção oitocentista, proveniente do antigo Instituto Industrial de Lisboa, que se distingue pelo seu interesse histórico-científico, raridade e beleza, enquanto testemunho do ensino das ciências em Portugal.»

Rosa Espada

Recursos educativos e a história local em Almada

A coleção de recursos educativos da BECRE está doravante reforçada com a oferta da obra intitulada Na rota do progresso: a indústria naval em Almada, por parte da Câmara Municipal de Almada e do seu Museu Naval. Este livro é um complemento da exposição inaugurada no dia 26 de maio nas instalações do Museu Naval, em Cacilhas (no Olho de Boi, junto ao Jardim do Rio).
"Partindo da relação de Almada com a sua frente fluvial, a exposição transmite um legado histórico, desde os primeiros estaleiros, ofícios e ferramentas, à transição da madeira para o ferro e o aço, passando pelas principais empresas que tornaram Almada uma referência internacional nesta indústria (Parry and Son, Arsenal de Marinha, Companhia Portuguesa de Pesca, Sociedade de Reparações de Navios e Lisnave)." (Fonte: Almada Boletim, junho de 2012, p.23) 

A obra é extremamente pormenorizada em termos de fotografias, documentação particular e empresarial, relatos na primeira pessoa de trabalhadores das empresas envolvidas, apresentando uma cronologia geral, desde 1820 a 2010. A sua estrutura é a seguinte:
*Apresentação - Fazer da história um presente que perdura
*Introdução
*Estaleiros, oficinas e ferramentas
*Da madeira ao ferro e aço
*As grandes empresas
*Os estaleiros e a cidade

O nosso fundo local está certamente enriquecido com esta amável oferta, possibilitando aos utentes da BECRE um apoio documental a unidades curriculares diversas, sempre tendo em atenção o estudo da história local, da industrialização e da interação do homem com o seu meio ambiente.

Conceição Toscano

Visita de alunos à exposição «O Livro Antigo na BECRE»


Continua aberta a toda a comunidade educativa da ESCT, até ao dia 30 deste mês, a exposição «O Livro Antigo na BECRE: Do final do século XIX à primeira metade do século XX».
Esta, foi uma oportunidade que tive para acompanhar no dia cinco deste mês a turma 12ºB (Curso de Ciências e Tecnologias)  à indicada exposição, a fim de os alunos observarem livros antigos e tomarem consciência da enorme diferença entre a construção destes e a dos livros atuais. No fundo, este foi o meu pretexto para  desenvolver uma simples ação programada de sensibilização para a preservação do património bibliográfico, uma excelente via para ensinar a amar os livros.

Para ver como a impressão dos livros evoluiu desde a invenção, no século XV, 
dos tipos móveis por J. Gutenberg, até às impressoras off set.

Artigo relacionado:

Rosa Espada (texto e vídeo)
Conceição Toscano (foto) 

Património militar em Almada

Baluarte sudoeste e frente acasamatada
SOUSA, R. H. Pereira de (1997). Pequena história da Torre Velha, 1997, p.43.

A Fortaleza da Torre Velha, também designada por Torre de São Sebastião da Caparica é a mais antiga fortificação construída com o expresso objetivo da defesa marítima.
Situada na margem sul do rio Tejo, entre as pequenas enseadas do Porto Brandão e da Paulina, foi mandada erigir por D. João II.
Classificada como monumento nacional, devido a "critérios como a autenticidade, a originalidade, a raridade, a singularidade e a exemplaridade", a estrutura que existe nos nossos dias  mantém as partes existentes na planta de 1692, após algumas reformas efetuadas por diferentes monarcas.
"Testemunho da vivência do sítio ao longo dos tempos acolhe, também, a dimensão imaterial e memorial associada à defesa da cidade de Lisboa, formando em conjunto com o baluarte de Cascais e a Torre de Belém, o primeiro sistema integrado de artilharia de defesa da barra do Tejo, estando portanto ligado à génese da «expansão marítima» portuguesa" (Decreto nº11/2012, Diário da República, I Série, Nº104, de 29 de maio de 2012).

Devido à importância como elemento patrimonial da história local do nosso concelho, aqui deixamos um elenco de obras, pertencentes ao fundo documental da BECRE, para o estudo da Torre Velha:

*ABREU, Maria Filomena - «Os descobrimentos e a margem esquerda do Tejo», in Actas das Jornadas de Estudos sobre o Concelho de Almada
*NABAIS, António - «A margem sul do estuário do Tejo durante a expansão portuguesa», in Al-madan nº2, novembro 1983/maio 1984
*RAPOSO, Jorge - «Os Descobrimentos e a Outra Banda», in Al-madan nº2, maio/novembro 1983
*SOUSA, R. H. Pereira de - Almada: Toponímia e história
*SOUSA, R. H. Pereira de - Fortalezas de Almada e seu termo
*SOUSA, R. H. Pereira de - Pequena história da Torre Velha
*SOUSA, Raúl H. Pereira de - «Os fortes da Fonte da Pipa e da Arealva», in Actas das 2as. Jornadas de Estudos sobre o Concelho de Almada
 
Conceição Toscano

As bibliotecas escolares e o património - «O Livro Antigo na Becre»

A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos da Escola Secundária Cacilhas-Tejo é uma instituição inserida na comunidade escolar e envolvente local que disponibiliza recursos documentais ao serviço da educação. Está situada numa das praças de Almada, numa zona onde ainda existem recordações industriais numa convivência de dinâmicas urbanas.
Uma das possibilidades de historiar percursos na área educativa e igualmente a nossa vida cultural é perscrutarmos as mensagens contidas nos livros pertencentes aos seus fundos documentais e até recorrendo a exemplares vindos de algumas coleções particulares.
Os livros constituem repositórios de escrita particular e coletiva. Ao servir de veículo de transmissão do conhecimento num tempo atual e para as gerações vindouras, assumem um papel essencial na vida da comunidade. Estes documentos escritos à guarda de lugares de conhecimento e de educação, como as bibliotecas, servem de suporte para a fixação da nossa memória coletiva, adquirindo igualmente, no decurso do tempo e ao longo da história dos homens, um valor patrimonial intrínseco e inquestionável. 

Certos livros possuídos por particulares podem em complemento a esse valor de comunicação, quer científica, quer ficcional, adquirir uma carga extra de testemunhos de vivências particulares e de memória de uma época.

A exposição «O Livro Antigo na BECRE: Do final do século XIX à primeira metade do século XX» inaugura no próximo dia 28 de maio, prolongando-se até 30 de junho. O visitante terá a oportunidade de ver espécimes com algum valor e até raridade, muitos deles com uma carga de memória emotiva reunida ao longo das vidas dos seus proprietários.
 
Por amável empréstimo, os espécimes com valor patrimonial escolhidos da coleção da BECRE foram reforçados com outros dos quais aqui deixamos alguns exemplos:

* Coleção particular de Margarida Fonseca, diretora da ES Cacilhas-Tejo:
- Edições facsimiladas de «O Príncipe Valente» e reedições de «O Mosquito» e «O Torpedo 1936».

* Coleção particular de João Pinto, professor da  ES Cacilhas-Tejo :
- «Chimie (Notation atomique», de J. Langlebert (45ª ed, 1894).
- «Historia da Republica Romana», de J. P. Oliveira Martins (4ª ed., 1927).
- «Manual do destillador e licorista», de Arnaldo Bordalo (1915).

* Coleção particular de Henrique Mota, presidente da Associação Cívica «O Farol»:
- «Manual de etiqueta e civilidade», de M. Fonseca.
- «Os crimes da formiga branca: Confidencias viridicas e sensacionaes d'um Juiz de Investigação», folhetins com edição de J. Rocha Júnior (1914).

* Coleção de Luísa Cabrita, professora da  ES Cacilhas-Tejo:
- Exemplares da «Crónica feminina», «Ilustração Portugueza» e «Eva».
- «Moral e Educação Cívica do Ensino Primário Elementar», da Série Escolar Figueirinhas (1929).
- Reedição das versões originais de Tintin, de 1929 a 1931.



Do fundo documental da BECRE, chamamos a especial atenção para:

- «A musa em férias (Idílios e sátiras)», de Guerra Junqueiro (3ª ed., 1896).
- «História do Colégio de Campolide da Companhia de Jesus», de M. Borges Grainha (1913).
- «O monismo: Laço entre a religião e a sciencia», de Ernesto Haeckel (1908).
- «Têtes sages et têtes folles», de J. Girardin (6ª ed., 1903).
- «Le darwinisme», de Édouard Hartmann (5ª ed., 1894).
- «A organização cristã da família: Conferencias prègadas na Sé de Coimbra, no Advento de 1916», de José d'Almeida Correia (1917).

O catálogo que elenca a totalidade das obras expostas pode ser consultado aqui.


Conceição Toscano (texto e fotos)
Rosa Espada (cartaz)

O património, a história local e a educação

Realizou-se nos dias 19 e 20 de maio, o Encontro sobre Património de Almada e Seixal, organizado pelo CAA-Centro de Arqueologia de Almada, no âmbito das comemorações do seu 40º aniversário. Ao longo das várias sessões, foram apresentados estudos acerca do património arqueológico, religioso, imaterial e a história local de diferentes freguesias dos concelhos de Almada e do Seixal.

Aqui deixamos o elenco das temáticas abordadas:

- «Grutas de S. Paulo: O IV e III milénios em Almada», Luís Barros;
- «Al-madan no contexto da ocupação islâmica da Margem Sul», Maria Inês Raimundo e Vanessa Dias;
- «Três sítios e quintas históricas entre Corroios e Amora», Rui Mendes;
- «Pelos caminhos do Cruzeiro de Vale de Rosal», Vitor Manuel Reis;
- «Trafaria, a história da formação de uma identidade», Carlos Barradas Leal;
- «Breve história da Costa da Caparica», Francisco Silva;
- «Memórias da Caparica pela pena de Bulhão Pato», Rui Caetano;
- «Património naval do Seixal», Elisabete Curtinhal (Ecomuseu Municipal do Seixal);
- «A indústria vinícola em Cacilhas nos séculos XIX e XX», Luís Milheiro;
- «Os espaços e as sociabilidades  das classes trabalhadoras entre 1890 e 1930: os casos de estudo na margem sul do Tejo», Joana Dias;
- «Memórias do cinema em Almada», Ângela Luzia e Margarida Nunes (Museu da Cidade de Almada);
- «Educação patrimonial em Almada - O papel do CAA em Almada», Elisabete Gonçalves.
 Estando patente a preocupação com a educação social pelo património, este tipo de iniciativas levadas a cabo pelo CAA, constitui um reforço da divulgação do empenho de vários investigadores no campo da história local e do património, em conjunto com as diversas atividades realizadas no decurso do ano por esta instituição, sempre com o objetivo do alcance do conhecimento necessário e obrigatório para a preservação do património - a aprendizagem geradora de uma consciência de salvaguarda do património e como construção essencial na estruturação de uma memória coletiva.

Ficamos a aguardar a publicação das intervenções em ata, o que certamente constituirá um recurso educativo importante, nomeadamente para o estudo da história da nossa comunidade. 
Conceição Toscano

Dia Internacional dos Museus - comemorações em Almada

Almada junta-se às comemorações do Dia Internacional dos Museus, sendo o tema adotado este ano, «Museus num mundo em mudança: Novos desafios, novas inspirações». De 18 a 26 de maio decorre um conjunto de eventos, desde inauguração de novas exposições, visita às instalações requalificadas de um novo espaço complementar no Museu Naval, atividades a desenvolver no âmbito de exposições e de oficinas.

Nos diversos equipamentos culturais, Almada celebra a festa dos museus, nomeadamente:

Museu da Cidade de Almada
- A partir de 18 de maio estará acessível a exposição temporária «Memórias do Cinema em Almada»; de terças-feiras a sábados, das 10 às 18 horas, os utentes poderão vivenciar testemunhos do cinema de exibição comercial e do movimento associativo em Almada.
- Oficina para grupos escolares «Imagens em movimento», a 18 de maio, das 10 às 11,30 e das 14,30 às 16 horas, possibilitando a descoberta da animação de desenhos, a partir da construção de brinquedos inspirados em antigos aparelhos óticos.

 
Museu Naval
Com inauguração no dia 26 de maio, a exposição «Na rota do progresso: A indústria naval em Almada» "propõe uma viagem no tempo à zona ribeirinha do concelho através de um conjunto de peças, fotos, imagens em movimento, documentos e testemunhos (na sua maioria do acervo municipal) e pretende abordar as linhas históricas essenciais da atividade da construção e reparação naval em ferro e aço, de meados do século XX até à atualidade e cujo dinamismo marcou fortemente a identidade social, económica e cultural do concelho." (Agenda Almada maio 2012)
 
 
Entradas gratuitas nos seguintes espaços e datas:

18, 19 e 26 de maio: Museu da Cidade; Museu Naval.

18 e 26 de maio: Núcleo Medieval e Moderno de Almada Velha; elevador da Fonte da Pipa.

O programa pode ser consultado aqui.

Conceição Toscano

Encontro Sobre Património de Almada e Seixal

 Por iniciativa do Centro de Arqueologia de Almada, e no âmbito das comemorações do seu 40º aniversário, vai ter lugar o Encontro sobre Património de Almada e Seixal nos dias 19 e 20 de Maio. 
As intervenções focarão a história local e o património dos concelhos de Almada e do Seixal desde tempos mais recuados aos meados do século XX, não esquecendo a educação patrimonial.

Informações e programa disponíveis aqui.

Conceição Toscano

Dia internacional dos monumentos e sítios 2012

À semelhança dos anos anteriores, comemora-se, a 18 de abril, o dia internacional dos monumentos e sítios.
As comemorações deste ano estão subordinadas ao tema «Do património mundial ao património local: proteger e gerir a mudança», procurando alcançar a sensibilização de todos para os desafios que hoje se colocam à proteção e gestão do património numa época de crescente globalização económica e cultural, com evidentes sintomas de transformações sociais.

Do programa geral (numa envolvência de diversas entidades, autarquias, IGESPAR I.P. e ICOMOS Portugal), destacamos algumas das iniciativas:

Almada (Fonte da Telha):
Arriba fóssil da Costa de Caparica / reserva botânica da Mata Nacional dos Medos;
18 de abril, das 14 às 18 horas;
Caminhada pelos caminhos da Mata Nacional dos Medos exercitando os sentidos e partilhando experiências e oportunidades de exploração do ambiente entre cegos e não-cegos. Construções partilhadas de Jogo – Dominó dos Sentidos com materiais da Mata dos Medos; Teatro de Fantoches a partir das personagens naturais da Mata dos Medos; Monumento colectivo em homenagem à Arriba Fóssil; Reflexões e teatralizações sobre a temática do património naturo-cultural;
Público-alvo: cegos e amblíopes e público em geral;
Participação e apoios: Câmara Municipal de Almada, Agrupamento de Escolas Romeu Correia - Escola de Referência para a Educação de Alunos Cegos e com Baixa Visão, Associação Promotora do Emprego de Deficientes Visuais – APEDV.

Barreiro:
Museu industrial da C.U.F. (antiga Companhia União Fabril);
18 de abril, às 14,30 horas;
Visita guiada ao museu, o qual reúne um espólio constituído por equipamentos industriais;
Público-alvo: público em geral;
Organização do Gabinete de Turismo da Câmara Municipal do Barreiro.

Lisboa:
Auditório do Museu Nacional de Etnologia;
18 de Abril, das 10 às 18 horas;
Encontro «Do património mundial ao património local: proteger e gerir a mudança»;
Público-alvo: técnicos de serviços da administração central, regional e local da área do património, ambiente, ordenamento do território, projetistas e estudantes nas áreas do património arquitetónico, arqueológico, paisagístico, urbano, gestores de sítios, público em geral;
Organização: IGESPAR I.P. e ICOMOS Portugal.

Lisboa:
Museu da Marioneta;
22 de Abril, às 10,30 horas;
Manhã criativa para pais e filhos: exploração dos primórdios do cinema de animação, a partir da exposição temporária da MONSTRA; construção de dois brinquedos óticos plenos de movimento;
Público-alvo: famílias: um adulto mais uma criança maior de 6 anos;
Organização do Museu da Marioneta.

Lisboa:
Castelo de São Jorge;
18 de Abril, às 18 horas;
Visita guiada de exploração do castelo e do núcleo arqueológico;
Público-alvo: público em geral;
Organização: EGEAC.

Lisboa:
Museu da Água da EPAL, Reservatório da Patriarcal, Jardim do Príncipe Real;
18 de Abril, às 21 horas;
Visita noturna ao reservatório da Patriarcal e Galeria do Loreto com momento musical;
Público-alvo: público em geral;
Organização do Museu da Água da EPAL.

Lisboa:
Museu Nacional de Arte Antiga;
18 de Abril, às 15 horas;
«Pôr os painéis a falar» – visita debate à volta dos Painéis de São Vicente de Nuno Gonçalves;
Público-alvo: público em geral;
Organização do Centro Nacional de Cultura.

Seixal (Seixal, Barreiro, Moita e Montijo):
Moinho de Maré de Corroios, Escola de fuzileiros de Vale de Zebro, Moinho de Maré do cais de Alhos Vedros e Moinho de Maré do cais do Montijo;
18 de Abril, das 9,30 às 17 horas;
Visita temática dedicada ao estuário do Tejo e aos cerca de 45 edifícios deste tipo que aí funcionaram, entre os séculos XII e XVIII;
Público-alvo: público em geral;
Organização da Câmara Municipal do Seixal – Ecomuseu Municipal do Seixal.

Sesimbra (Azóia):
Farol do Cabo Espichel;
18 de Abril, das 14 às 17 horas;
Visita guiada ao farol;
Público-alvo: público em geral;
Organização da Marinha/Autoridade Marítima Nacional.

Fonte: IGESPAR I.P.

Conceição Toscano

Património industrial de Cacilhas: As memórias do trabalho

Graças a amável oferta da Junta de Freguesia de Cacilhas o acervo da nossa BECRE foi reforçado com uma obra que reflete cerca de quatro décadas de trabalho industrial na área da reparação naval em Cacilhas.

«SORENA - 44 anos entre Cacilhas e o Ginjal, uma história com muitas estórias», da autoria de Augusto Flor, Ivone Marques e Violeta Morais, apresenta-se com um elenco de testemunhos de vidas do meio laboral. Para além  da história da Sociedade de Reparação de Navios o trabalho revive igualmente toda a indústria naval no concelho de Almada (a partir do relacionamento com outras empresas, CPP, H. Parry & Son, Arsenal do Alfeite, Lisnave) e a nível distrital e nacional (Setenave, Estaleiros Navais de Pedrouços), reconhecendo o valor destas memórias e saber-fazer, "enquanto património social, cultural, tecnológico e económico extremamente relevante a nível local, regional e nacional."(da obra)

O livro apresenta as perspetivas de abordagem dos seus autores (da área da antropologia e da história), permitindo a perceção de vertentes diversas de um património industrial, não esquecendo os fatores humanos e sociais, para além da transmissão dos conhecimentos técnicos. Este estudo e divulgação socorreu-se dos testemunhos dos intervenientes diretos (através das narrativas de 70 trabalhadores) e registos materiais, nomeadamente fotografias e documentos pessoais e empresariais. A vida em Cacilhas e no Ginjal também nos aparece retratada durante a existência da empresa, assim como o ambiente social e político da época.

Ao longo de 12 capítulos a estrutura da obra é a seguinte:
I.A sociedade portuguesa nos anos 40
II.A propriedade dos meios de produção
III.44 anos em Cacilhas
IV.A disciplina, o poder e o medo
V.As Secções, seus trabalhadores e suas estórias
VI.Identidade sociológica e antropológica
VII.O 25 de Abril de 1974
VIII.Alfabetização
IX.O Grupo Desportivo dos Trabalhadores
X.Nós e os outros - a solidariedade operária
XI.A amizade permanece
XII.Visita guiada à SORENA pelo Mestre Júlio Dinis

Certamente um valioso contributo para o nosso fundo local e um excelente recurso para a comunidade de utentes.

Conceição Toscano

O nosso património local de Cacilhas

Fotografia de Modesto Viegas
Devido a amável oferta da Biblioteca Municipal de Almada, o acervo da BECRE foi reforçado com obras que refletem a vivência comunitária de Cacilhas, a partir de pólos diversos, vida laboral e vida religiosa.
Memórias distintas dadas a conhecer a partir quer da investigação, com base em pesquisas documentais, levantamentos fotográficos e recolha oral, como em «Memórias do Ginjal», quer da edição em catálogo, como complemento documental, dos registos mais impressionantes de uma exposição dedicada ao «Tesouro da Igreja de Nª Sª do Bom Sucesso».




«Memórias do Ginjal»:

"Enquanto espaço económico com alguma importância, o Ginjal foi fruto de uma conjuntura de crescimento regional que se baseou fundamentalmente no trabalho braçal de homens, mulheres e crianças, correspondendo a uma época áurea onde o rio e os transportes fluviais constituem o principal factor de viabilidade económica de um conjunto de actividades complementares. Contudo, no quadro de mudanças que ocorreram nos anos 60 e 70 do século XX - nas formas de produção, na distribuição e na estrutura de consumo [...] diversas actividades económicas entraram em acelerado declínio e o gradual abandono do cais deixou vazios muitos edifícios, hoje à beira da ruína."

- O Ginjal: O rio como meio de comunicação.
- O espaço e as memórias: os armazéns; a indústria; as tanoarias; a latoaria; as fábricas de conserva; as fábricas de cortiça; a fábrica de desestanho; a pesca do bacalhau.
- Quotidianos: o trabalho; os percursos; as condições de vida; os restaurantes, as tascas e a pensão; os petiscos e a pesca; a praia; as brincadeiras dos miúdos; o cinema, o boxe e a verbena; o rio como paisagem.
- A insegurança: os suicídios; os acidentes; os incêndios; a falésia e a água; o ciclone.


«Tesouro da Igreja de Nª Sª do Bom Sucesso: Catálogo da exposição»:

"...Conhecimento de um riquíssimo património, divulgando em particular uma parcela significativa da memória dos fregueses de Cacilhas."

- O dia trágico.
- A Igreja e a sua envolvência.
- O tempo simbólico.
- Santas de devoção.
- Azulejaria da Igreja.
- Registos de objetos de devoção.
- Ourivesaria e joalharia da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso.
- As jóias de Nossa Senhora do Bom sucesso.

Para além de um recurso importante como fonte histórica (testemunhos de caráter material e imaterial) -  complemento essencial do conhecimento proporcionado pelos documentos escritos - estas duas obras constituem também uma valorização acrescida do nosso fundo local.

Hiperligação:
Conceição Toscano

Fado: património imaterial da Humanidade!

«O património cultural imaterial, transmitido de geração em geração, é permanentemente recriado pelas comunidades e grupos em função do seu meio, da sua interacção com a natureza e a sua história, proporcionando-lhes um sentimento de identidade e de continuidade, contribuindo assim para promover o respeito pela diversidade cultural e a criatividade humana.»

UNESCO (2003). Convenção para a Salvaguarda do Património Imaterial da Humanidade: artº 2, alínea 1.


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O anúncio da decisão
 

A candidatura


O testemunho de Mariza


O testemunho de Carlos do Carmo


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CINCO FADOS, CINCO INTÉRPRETES


 Amália Rodrigues - Gaivota (1970)
Letra: Alexandre O'Neill / Música: Alain Oulman



Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.


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Mariza - Gente da minha terra (2006)
Letra: Amália Rodrigues / Música: Tiago Machado


É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra


Sempre que se ouve o gemido
De uma guitarra a cantar
Fica-se logo perdido
Com vontade de chorar


Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi


E pareceria ternura
Se eu me deixasse embalar
Era maior a amargura
Menos triste o meu cantar


Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi


Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi


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Carlos do Carmo - Por morrer uma andorinha (1969)
Letra: Joaquim Frederico de Brito / Música: Alfredo Marceneiro


Se deixaste de ser minha; minha dor
Não deixei de ser quem era; e tudo é novo
Por morrer uma andorinha; sem amor
Não acaba a Primavera; diz o povo

Como vês não estou mudado; felizmente

E nem sequer descontente; ou derrotado
Conservo o mesmo presente; do passado
E guardo o mesmo passado; bem presente

Eu já estava habituado; a este fado

A que não fosse sincera; em teu amor
Por isso eu não fico à espera; do sabor
Duma ilusão que eu não tinha; e nem renovo
Se deixaste de ser minha; minha dor
Não deixei de ser quem era; tudo é novo

Vivo a vida como dantes; a cantar

Não tenho menos nem mais; do que já tinha
E os dias passam iguais; p'ra não voltar
Aos dias que vão distantes; de seres minha

Horas, minutos, instantes; desta vida

Seguem a ordem austera; com rigor
Ninguém se agarra à quimera; sem valor
Do que o destino encaminha; e não é novo
Por morrer uma andorinha; sem amor
Não acaba a Primavera; diz o povo

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Ana Moura - Os búzios (2007)
Letra - Música: Jorge Fernando



Havia a solidão da prece no olhar triste
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto
 

À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p'ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte


Havia um desespero intenso na sua voz
O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe 2 nós
E o seu padre santo falou usando-lhe a voz


À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p'ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte


À espreita está um grande amor mas guarda segredo
Vazio tens o teu coração na ponta do medo
Vê como os búzios caíram virados p'ra norte
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte!

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Camané - Sei de um rio (2008)
Letra: Pedro Homem de Mello / Música: Alain Oulman


Sei de um rio, sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio, sei de um rio
Onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio…
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede, mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Sei de um rio, até quando

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Artigos relacionados:
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Orpheus/«Estranha Forma de Vida»

Hiperligações:

José Fernando Vasco

A nossa identidade regional - recursos documentais

                      
Por amável oferta do Museu da Cidade, encontram-se disponíveis para consulta os recursos documentais editados como complemento das exposições realizadas no espaço municipal.

O nosso património histórico e social é transmitido através de fotografias e textos, revelando realidades da vida local e possibilitando o conhecimento acerca da identidade e da memória coletiva.

Pertencem a partir desta data ao nosso fundo documental:

- «Almada e o Cristo-Rei 1949-59», "Primeira grande obra de arte pública no concelho, o Monumento ao Cristo-Rei, para além do seu significado religioso, consolidou-se no imaginário colectivo nacional como um ícone de Almada e do estuário, convertendo-se para a população almadense num marco urbano de referência." (Exposição realizada de abril a setembro de 2008).

- «Na esteira do Arsenal: 70 anos de história no Alfeite», porque não podia ser esquecido o importante papel social e histórico desempenhado por este organismo fabril das forças armadas no concelho, "sublinhando a sua relevância como pólo de qualificação e competência tecnológica." (Exposição realizada de janeiro a agosto de 2009).

- «Há festa na cidade: a memória dos objectos», uma exposição centrada no poder da imagem, que nos localiza num tempo e num contexto, reconstituindo realidades e transmitindo conhecimentos acerca da celebração coletiva das festas da cidade (Carnaval, procissões e festas municipais). "Pela capacidade única de mobilizar e mediar as memórias individuais e colectivas, de suporte à investigação, a imagem fixa ou em movimento, tem uma importância fundamental enquanto objecto museológico." (Exposição realizada de maio a setembro de 2011).

- «A história de uma bandeira», reconstituindo a Almada dos inícios do século XX, a partir das memórias de uma bandeira: "Ainda a República em Portugal era, para muitos, um ponto de interrogação [...] já no velho forte de Almada tremulava a bandeira verde e vermelha." (Exposição a decorrer, desde outubro de 2011 até janeiro de 2012).

Estes recursos documentais conciliam os testemunhos de um passado com as interrogações sobre as possibilidades de apropriação pelas gerações atuais de um património coletivo da nossa identidade regional e serão certamente uma valiosa ajuda para diversas áreas disciplinares, tendo sido já objeto de consulta pelos alunos e professores de Área de Integração. 

Hiperligações:
Museu da Cidade

Conceição Toscano

Jornadas Europeias do Património 2011 - 23, 24 e 25 de setembro de 2011

As Jornadas Europeias do Património têm como objetivo a sensibilização de todos os cidadãos europeus para o entendimento da importância da salvaguarda do património. Esta iniciativa anual tem como público alvo pessoas de todas as idades e interesses, tentando a aproximação ao património a partir da realização de atividades diversificadas: exposições, conferências, ateliês e workshops educativos, concursos de fotografias, visitas guiadas e percursos orientados.
Em Portugal, o programa de atividades a nível nacional é coordenado pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I.P.). O tema para o ano de 2011 é «Património e Paisagem Urbana», apostando-se numa contínua sensibilização com vista à proteção e valorização das características da paisagem nos núcleos urbanos. "O património e a paisagem urbana são indissociáveis, a partir do momento em que a ideia de paisagem urbana é abrangente e reflecte todos os valores sociais, naturais, culturais, urbanísticos, arquitectónicos e arqueológicos que aí se encontram. O património e a paisagem urbana, nas suas múltiplas manifestações, documentando a história e o desenvolvimento da sociedade, contribuem, decisivamente, para a diferenciação de identidades. As cidades, vilas e aglomerados urbanos são recursos únicos que têm de ser protegidos e valorizados, apesar dos problemas que lhes são inerentes por serem organismos em constante transformação, como a desertificação dos centros históricos e tradicionais e a tendência para a sua descaracterização." (IGESPAR)

Consulte o Programa nacional.

Sugestões do Programa a nível local:

Almada, Cacilhas: Fragata D. Fernando II e Glória; visitas guiadas em pequenos grupos e exposição de fotografias antigas e também elucidativas da reconstrução da fragata; 23 de setembro, das 10 às 12h e das 13h30 às 17h; atividade destinada ao público em geral.

Lisboa: Museu das Comunicações e visita guiada ao Bairro da Madragoa; 24 de setembro, às 10h30; atividade destinada ao público em geral.

Lisboa: Circuito pedestre que tem por tema a arte pública e a arquitetura contemporânea no Parque das Nações; 24 de setembro, às 10h; atividade destinada ao público em geral.

Lisboa: Circuito pedestre pelas vilas operárias da zona da Graça; 23 de setembro, às 10h; atividade destinada ao público em geral.

Lisboa: Visita comentada ao Palácio do Beau Séjour, "um exemplar do final do Romantismo, início do Naturalismo, que marcou o panorama patrimonial oitocentista de Lisboa"; 23 e 24 de setembro, às 15h30 atividade destinada ao público escolar e também ao público em geral.

Seixal: Passeio à vela no bote de fragata «Baía do Seixal» na baía (estuário do Tejo), "ponto de observação e interpretação privilegiada da inserção dos elementos patrimoniais na paisagem hoje predominantemente urbana. O programa termina com desembarque no Moinho de Maré de Corroios, seguido de visita comentada a este núcleo do Ecomuseu (classificado de Imóvel de Interesse Público), bem como ao da Olaria Romana da Quinta do Rouxinol (Monumento Nacional)"; 25 de setembro, das 12h30 às 17h30; atividade destinada ao público juvenil e adulto.


Conceição Toscano

Fado: património imaterial da Humanidade a partir de 2011?

José Malhoa (1910). O Fado
Como é do conhecimento geral, o fado enquanto canção urbana da cidade de Lisboa e uma das expressões mais significativas da alma nacional, é candidato a ser declarado como património imaterial da Humanidade.
A qualidade da produção poética de David Mourão-Ferreira, Alexandre O'Neill, José Carlos Ary dos Santos para o fado; e a projeção global de intérpretes como Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Mariza, Camané ou Mafalda Arnauth, reforçam essa candidatura que farão do fado uma expressão poética e musical com o reconhecimento que merece a par, por exemplo, do tango ou do flamengo.

 Disponíveis para consulta na BECRE
a partir de 12.09.2011

Ao Museu do Fado e à sua Diretora Sara Pereira,
a BECRE agradece a generosa oferta
que em muito enriquece o seu fundo documental.

 

O catálogo «FADO (SET2011)» pode ser consultado aqui
ou na página «Pesquisa-Catálogo», localizada no topo do blogue.

Artigos relacionados:

Hiperligações:
José Fernando Vasco
Conceição Toscano
(tratamento documental)

«100 anos de património»: os filmes

.«Integrada nas comemorações do centenário da República e contando com o apoio mecenático da Fundação EDP, o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e a colaboração de dezenas de entidades públicas e privadas, a Exposição 100 Anos de Património pretendeu reflectir a evolução dos conceitos e da prática no Património em Portugal, englobando os antecedentes pré-republicanos e evoluindo até à actualidade. A complexidade do tema ficou demonstrada na própria extensão da exposição, estruturada cronologicamente em cinco núcleos, procurando deixar espaço para outras abordagens e interpretações possíveis e chamando a atenção do visitante para dois aspectos fundamentais sempre presentes ao longo do tempo do Património - a memória, sem a qual não seria concebível o nosso presente e uma perspectiva de futuro, e a identidade, que nos permite reconhecermo-nos e reencontrarmo-nos nas nossas particularidades e nas nossas diferenças, num mundo gradualmente mais globalizado e uniformizado.»
.
A exposição estruturou-se nos seguintes núcleos apresentados agora em seis filmes que poderá visionar.

Filme 1 - Apresentação
Filme 2 - Os Fundamentos
Filme 3 - A República e Criação do Património (1910-1932)
Filme 4 - Os Monumentos da Nação: restaurar, restaurar, restaurar (1932-1964)
Filme 5 - Depois da Carta de Veneza ( 1964-1980)
Filme 6 - Sociedade, Cidadania e Modernização das Políticas do Património ( 1980-2010)

Fonte:
IGESPAR (Instituo de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico)

José Fernando Vasco

Candidatura do Fado a Património da Humanidade oficializada esta sexta-feira

 José Malhoa (1910)
O Fado

O lançamento oficial da candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, da UNESCO, vai decorrer esta sexta-feira no Teatro São Luiz. A candidatura vai ser marcada por uma cerimónia oficial que contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, e da vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto. 
A candidatura oficial do Fado à lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO vai ser apresentada esta sexta-feira. Para o presidente da Comissão Científica, Rui Vieira Nery, a candidatura "ultrapassou todas as barreiras partidárias em nome de uma causa colectiva de salvaguarda e promoção da Cultura portuguesa".
A cerimónia de oficialização da candidatura está agendada para as 22h00 no Teatro São Luiz e contará com a presença do presidente da Câmara de Lisboa e da vereadora com o pelouro da Cultura.

Hiperligação:

José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha

Recursos documentais em torno do património local e regional

Encontra-se na nossa BECRE à disposição de professores e alunos, como ferramenta de recurso das disciplinas da História, da Geografia e do Português, a seguinte obra:

«O património local e regional: subsídios para um trabalho transdisciplinar»

Com responsabilidade do Departamento do Ensino Secundário, o objectivo, para além da partilha de saberes entre diferentes disciplinas, foi o fomento da articulação transdisciplinar, divulgando os adequados meios de acesso ao conhecimento e ao estudo do nosso património, nas suas várias vertentes - arqueológico, arquitectónico e artístico, memórias e identidades - através "de uma abordagem teórica que destaca a pertinência da temática, no contexto da historiografia contemporânea e da pesquisa em torno da história e do património locais e regionais, bem como as suas formas de operacionalização" (Domingos Fernandes).

A primeira parte do livro é dedicada à introdução aos conceitos de património cultural, modelos de património e a sua preservação e memória: para uma melhor compreensão dos problemas relacionados com este conjunto de realidades, várias questões são colocadas e respondidas, nomeadamente "preservar o quê?", "preservar como?", para além da apresentação de "apoios ao inventário e ao estudo".
Na segunda parte, mais prática, a partir de uma proposta de trabalho, que se pretende um instrumento útil e contributivo no âmbito do património local e regional, procura-se "facilitar o acesso aos recursos materiais existentes para a pesquisa e promover nos estudantes a valorização e o saber acerca de um passado de uma construção comum, que lhes permita a compreensão e o envolvimento com uma identidade e a capacidade de a integrar e confrontar com outros saberes e outras identidades".

Para além de um apoio importante às diferentes áreas disciplinares da História, da Geografia e do Português, esta publicação é certamente um valioso item do fundo documental pela sua valência abrangente e de pedra de toque numa temática tão actual como o conhecimento, preservação e transmissão aos vindouros do nosso património histórico e identitário.
Conceição Toscano
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