O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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Património paleontológico português no Pavilhão do Conhecimento

Portugal está entre os sete países do mundo com mais géneros de dinossauros identificados. Temos também as mais notáveis jazidas com pegadas de dinossauros e preparamo-nos para submeter trilhos de pegadas ibéricas a Património da Humanidade.
No próximo sábado, 25 de maio, às 16.00, o geólogo Galopim de Carvalho e Sofia Castel-Branco da Silveira, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, revelam a riqueza do património paleontológico português no Pavilhão do Conhecimento. Galopim de Carvalho irá partilhar com o público os esforços que tem dedicado à divulgação e defesa do património geológico nacional, em particular as pegadas de dinossauros.
Este é o quinto encontro do ciclo "Quando as galinhas tinham dentes e os porcos tiverem asas", organizado pelo Pavilhão do Conhecimento em parceria com o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, o Museu Geológico e o Museu da Lourinhã no âmbito da exposição "T.rex: quando as galinhas tinham dentes".
Até junho, especialistas das áreas da Paleontologia, Geologia, Biologia e Sociologia estarão à conversa uma vez por mês com o público sobre as expedições em busca de fósseis de dinossauros, as notáveis jazidas com pegadas que provam a sua passagem pelo nosso país, as histórias fantásticas que as rochas podem contar sobre a evolução da Terra e da vida, terminando com um olhar para o futuro da espécie humana.
Estas conversas são dirigidas a miúdos e graúdos e terão lugar no Pavilhão do Conhecimento, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, no Museu Geológico, no Museu da Lourinhã e no Castelo de S. Jorge. A participação é gratuita.
 
Programa completo em www.pavconhecimento.pt

Fonte:
Pavilhão do Conhecimento
Sónia Lapa

Paul Snelgrove: um censo do oceano


O oceanógrafo Paul Snelgrove compartilha os resultados de um projeto de dez anos com um objetivo: fazer o censo de toda a vida nos oceanos. Ele apresenta fotos espetaculares de algumas das descobertas surpreendentes do 'Censo da Vida Marinha'.

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Fonte: TED
Rosa Espada

«Uma Nova Concepção da Terra» de Seiya Uyeda

Disponível para consulta na BECRE

«Até finais dos anos 60 os cientistas acreditavam que a Terra era um corpo rígido, com continentes e oceanos fixos. A revolução científica, apoiada na teoria da tectónica de placas, veio então provar que a Terra tem uma superfície frágil em constante movimento, composta por grandes placas que colidem, se separam e voltam a colidir. Estes movimentos são os responsáveis pela criação de novas bacias, montanhas, vulcões, terramotos e outras características e acontecimentos dramáticos.
Num estilo informal e aliciante, o geofísico japonês Seiya Uyeda introduz o leitor - com a autoridade que só um participante – chave na actividade de investigação pode alcançar - na teoria da tectónica global, apresentando ainda uma concepção filosófica da investigação científica que mostra como o pensamento científico pode evoluir. As numerosas referências ao método científico, à filosofia da ciência e às diferenças que existem entre ciência teórica e experimental fazem de Uma Nova Concepção da Terra um momento de leitura informativa e estimulante para todos os que se interessam pelo estudo da evolução do planeta.
«As teorias modernas expostas com grande clareza em todos os pontos: um grande livro, escrito por um grande cientista.»

Claude Allègre, autor de A Espuma da Terra (Gradiva)

Seiya Uyeda é professor de Geofísica na Universidade de Tóquio. Depois de se Ter doutorado no Japão, em 1958, foi consultor académico das Universidades de Oxford e de Cambridge e leccionou em diversas universidades norte-americanas. É membro da União Geofísica Americana e da Academia de Ciências dos EUA, tendo sido galardoado internacionalmente com vários prémios.»

Fonte: Gradiva
Rosa Espada

«As Fúrias da Terra» de Claude Allègre

Disponível para consulta na BECRE

«São Francisco vai ser destruída por um tremor de terra? Teria sido possível evitar os 25 000 mortos sepultados na lama do Nevado del Ruiz, em 1986? Estamos hoje em condições de prever as fúrias da Terra?
Estas são as interrogações a que o autor procura responder.
[Claude Allègre] recebeu o Prémio Crafoord 1986, que em relação às ciências da terra, é o equivalente do Prémio Nobel, na física ou na biologia.» 

Fonte: contracapa

Rosa Espada

«Big Splash», uma teoria para explicar a formação da Lua


Para tentar explicar o aparecimento da Lua a teoria mais aceite é a denominada "Big Splash" ou Teoria do Grande Impacto. De acordo com o seu enunciado, a Lua resultou do choque do planeta Theia (de tamanho aproximado ao de Marte) com a Terra, cerca de 150 milhões de anos após a fomação do Sistema Solar. Com a violenta colisão, parte do material resultante da desintegração de Theia foi incorporado na Terra e o restante foi projetado para o espaço, tendo ficado a gravitar em torno da Terra até se condensar e ter dado origem à Lua.



Hiperligação:
Rosa Espada

Ciclo de Wilson



Com a Teoria da Tectónica de Placas torna-se possível perceber a formação das cadeias montanhosas, principal objecto de estudo da tectónica, e explicar o ciclo de vida dos oceanos ou Ciclo de Wilson. Cada ciclo começa com a abertura de um rifte (fratura na crosta terrestre), estabelecendo-se uma depressão na crosta terrestre que leva ao aparecimento de um oceano.
Segue-se depois a expansão dos fundos marinhos. Como resultado dessa expansão, dá-se a uma convergência com as placas tectónicas vizinhas, gerando-se um processo de subducção com formação de cadeias montanhosas (orogénese).




Hiperligação:
Terra Planeta "Vivo" - Tectónica de Placas

Rosa Espada

«Perpetual Ocean»: visceral e simples como Van Gogh

Vincent van Gogh (1889). De sterrennacht [Starry Night]
O trabalho da NASA na divulgação de imagens ou simulações para conhecimento dos sistemas geológicos terrestres (como a atmosfera, a geosfera e, agora, a hidrosfera) de modo integrado, é notável e surpreende-nos a todos, porque cada vez mais temos a noção não apenas da estrutura ou funciomento destes sistemas, como também da "pequenez" da esfera rochosa semi-arrefecida em que habitamos juntamente com a restante biosfera.
Neste novo vídeo da NASA mostra-se uma simulação dos movimentos das correntes oceânicas planetárias, ao mesmo tempo que a Terra se encontra em rotação. O trabalho que resultou nestas intrigantes imagens (as linhas brancas representam os movimentos oceânicos) foi efetuado entre 2005 e 2007 a partir do espaço, tendo sido utilizado para o efeito o modelo computacional ECCO2 (Estimating the Circulation and Climate of the Ocean, Phase II), responsável por simular o movimento dos oceanos e do gelo oceânico a diversas profundidades (nesta animação só vemos as correntes de água mais superficiais).  
Ora, são precisamente as linhas brancas observadas nas imagens que têm estado a ser comparadas ao modo de pintar de Vincent van Gogh (1853-1890) e, muito em especial, à tarefa artística que desenvolveu na obra "De sterrennacht [Starry Night]" onde que o céu aparece desenhado em círculos semelhantes a remoinhos.


Segundo a NASA, o vídeo não apresenta qualquer narração dado que o objectivo é apenas um: "criar uma experiência visual visceral e simples" para que os espetadores vejam como se move a água que cobre o nosso planeta.

Vincent (Starry, Starry Night), 1971

Compositor e intérprete:
Don McLean


Starry, starry night
Paint your palette blue and grey
Look out on a summer's day
With eyes that know the darkness in my soul
Shadows on the hills
Sketch the trees and daffodils
Catch the breeze and the winter chills
In colours on the snowy linen land

Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They did not know how
Perhaps they'll listen now

Starry, starry night
Flaming flowers that brightly blaze
Swirling clouds and violet haze
Reflect in Vincent's eyes of china blue
Colours changing hue
Morning fields of amber grain
Weathered faces lined in pain
Are soothed beneath the artists' loving hand

Now I understand
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They did not know how
Perhaps they'll listen now

For they could not love you
But still your love was true
And when no hope was left inside
On that starry, starry night
You took your life as lovers often do
But I could have told you Vincent
This world was never meant for one as beautiful as you
Like the strangers that you've met
The ragged men in ragged clothes
The silver thorn of bloody rose
Lie crushed and broken on the virgin snow

Now I think I know
What you tried to say to me
And how you suffered for your sanity
And how you tried to set them free
They would not listen
They're not listening still
Perhaps they never will...

Rosa Espada

Goddard Space Flight: a evolução da Lua em vídeo da NASA


Nesta evolução da Lua observada em vídeo não é mostrada a possível origem deste astro, atendendo à enorme controvérsia que o tema ainda provoca. Por isso, as imagens animadas iniciam-se já com a Lua em processo de arrefecimento lento e com um volume praticamente definitivo, a partir da condensação da nébula solar há cerca de 4,5 milhões de anos. A restante evolução, que é, portanto, a única mostrada no vídeo, dá-nos conta dos fenómenos de acreção (bombardeamento por planetesimais, meteoros, asteróides, etc.) que acrescentaram mais alguma massa à Lua, assim como lhe conferiram o aspecto característico de um planeta secundário pleno de crateras à superfície. A diferença entre os escuros "mares" basálticos (fruto de antiga actividade vulcânica intensa) e os "continentes" de rocha clara (anortosito) é também um assunto abordado pelo Goddard Space Flight (NASA), que compilou os dados para este trabalho com base em estudos recentes sobre a estrutura planetária lunar. 
O mais recente impacto na Lua aconteceu há cerca de 108 milhões de anos atrás. Por isso, para os que gostam de ser sensacionalistas em relação a futuros impactos a ocorrer também na Terra, será melhor imaginá-los pela leitura de livros de ficção científica ou vê-los no cinema.




Rosa Espada

Em 2012, a normalidade mais visível de um ciclo solar: Tempestades solares

O ciclo solar
O número de manchas solares varia ao longo do tempo, oscilando entre períodos de quase ausência de manchas (mínimos solares) e períodos correspondentes à presença de elevado número de manchas (máximos solares).

Há já várias semanas que se vem registando uma atividade acima do normal na superfície do Sol, consistindo esta em conjuntos de explosões de plasma solar ocorridas na superfície deste astro (coroa solar) e cujo material libertado ultrapassa, por vezes, a órbita solar, atingido a Terra.
As“tempestades solares”, designação para este fenómeno característico do Sol associado a mudanças repentinas no seu campo magnético, visíveis por intermédio do número e disposição das manchas solares, originam ventos cósmicos carregados de partículas (p.e., electrões, protões, neutrões, iões de hidrogénio e hélio) que podem deslocar-se a velocidades compreendidas entre os 100Km/s e os 2500Km/s.
Ao entrarem na atmosfera terrestre, estas partículas solares podem afetar em diversos graus (dependendo da sua intensidade magnética) a distribuição da corrente elétrica, o sistema GPS e as comunicações por rádio satélite, bem como o transporte aéreo que está dependente destas comunicações. Também a sua colisão com o campo magnético da Terra, que protege o planeta destas agressões solares, pode desencadear trovoadas magnéticas ou auroras boreais.

A magnetosfera terrestre
A interação entre o campo magnético terrestre e o vento solar dá origem à magnetosfera.
(imagem artística)

O aumento do número destas erupções solares é um acontecimento normal relativamente aos ciclos de atividade do Sol. Para o ciclo solar de 11 anos (ou ciclo solar de Schwabe) o pico das tempestades solares deverá alcançar o seu máximo em 2013.
A última explosão solar aconteceu no passado dia 6 deste mês, mas tudo indica cientificamente que a Terra continuará bem protegida pelo seu próprio campo magnético.



A explosão solar do dia 6 de março de 2012 captada pelo Observatório Solar Dynamics (SDO) a 171 e 131 Angstrom de comprimento de onda.




As auroras boreais são um fenómenos óticos que resultam do impacto entre as partículas de vento solar e a poeira espacial que se encontra na Via Láctea com a alta atmosfera da Terra, conduzidas pelo campo magnético terrestre e sendo principalmente visíveis nas regiões polares. As imagens do vídeo referem-se à aurora boreal observada na Escandinávia (Noruega), como resultado da explosão solar de janeiro deste ano. 


Hiperligações:

Rosa Espada

Fukushima, um ano depois !

Fonte - www.enformable.com
O processo de descontaminação e de acompanhamento médico dos sobreviventes - no meio de duras (e infundadas?) críticas ocupará o Japão nas próximas décadas. O investimento rondará (para já...) os 14 mil milhões de dólares.


Entretanto, a chanceler Angela Merkel afirmou que o povo alemão estará pronto a abandonar a opção nuclear em 2022.

Artigos relacionados:
José Fernando Vasco

Terra: O "berlinde azul" tem uma nova imagem em HD

A Blue Marble de 2012, com destaque para a América do Norte e Central

A NASA deu-lhe o mesmo nome. A imagem da Terra com a mais alta resolução  conseguida até hoje (em HD), volta a chamar-se Blue Marble ("berlinde azul"), numa clara memória à famosa imagem do passado obtida em 1972 pela missão Apollo 17.
Esta nova imagem, com 8000 por 8000 pixels, é composta por várias fotografias geradas pelas lentes do satélite de observação Suomi NPP, que tem como principal função estudar as mudanças climáticas planetárias por intermédio de medições obtidas da atmosfera terrestre e dos oceanos.


A Blue Marble de 1972, com destaque para o continente africano e o Médio Oriente 

Adiante, poderá também ser observado um vídeo da NASA, que constitui uma animação da Blue Marble Next Generation, e que mostra as variações sazonais do gelo e da vegetação no nosso planeta.




Rosa Espada

Mapa topográfico da Lua pelo LRO


A sonda da NASA Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) foi lançada em Junho de 2009, tendo capturado imagens que, em número, equivalem a 41 mil DVDs. A sua actividade permitiu a construção de um mapa topográfico da Lua que revela o maior detalhe alcançado até hoje, tanto da face visível como do lado oculto deste astro.
Os dados obtidos foram trabalhados de modo a construir um mapa em que cada pixel equivale a 100 metros da superfície lunar.

Fases da Lua

Eclipse lunar

Hiperligações:
NASA - Lunar Reconnaissance Orbiter
Lua - Wikipédia
Google Moon
Eclipse Lunar - Wikipédia
Fases da Lua
Eclipses e fases da Lua - simulação

Rosa Espada

Uma noite terrestre ou o legado de Edison


À noite, ou melhor dizendo, na variável zona da Terra não exposta à radiação luminosa solar diária, o nosso planeta não é aquele “ponto azul” no universo, mas um planeta escuro, com focos de luz artificial mais ou menos intensa, variando em função da riqueza económica e dimensão dos agregados populacionais humanos. As imagens que constam deste vídeo foram obtidas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), a uma altitude de 350 kilómetros sobre a superfície terrestre, durante a Expedição 29 (realizada entre 16 de setembro e 21 de novembro de 2011).

A equipa de seis astronautas da Expedição 29: Furukawa, Fossum, Volkov,
          Ivanishin, Burbank e Shkaplerov (da esquerda para a direita).
Hiperligação:
NASA - Expedition 29
Rosa Espada


«A "Vida" dos Materiais e os Materiais e a Vida» de M. Elisabete M. Almeida

O livro A "Vida" dos Materiais e os Materiais e a Vida (350 pp.), da autoria da Doutora M. Elisabete M. Almeida, Investigadora Coordenadora aposentada do INETI (Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação), constitui uma gentil oferta da Ordem dos Engenheiros à ESCT no âmbito das comemorações dos 75 anos desta ordem profissional, completados em 2011.
Os materiais fazem parte do quotidiano das nossas vidas, rodeando-nos ou fazendo parte do nosso corpo como é o caso dos biomateriais, que também integram este original trabalho dirigido a toda a população interessada em aumentar a sua cultura geral neste domínio. Considera-se que particularmente os alunos e professores de ciências físico-químicas e de geologia se incluem neste grupo.
“Esta obra, única no seu género e de grande utilidade para a divulgação dos materiais junto, nomeadamente, dos mais jovens, apresenta em versos ilustrados os cerca de 160 materiais mais usados pelo Homem. Atendendo ao interesse do tema e ao prestígio científico e profissional da Autora, o (…) livro é apoiado pelo Colégio Nacional de Engenharia de Materiais da Ordem dos Engenheiros.” (do site oficial da Ordem dos Engenheiros)
A apresentação dos materiais encontra-se organizada segundo o seguinte índice resumido:
- Introdução
- Materiais Artificiais (cerâmicos e afins, metálicos, poliméricos, compósitos, especiais)
- Materiais Naturais (de origem animal, mineral e vegetal)
A aumentar a utilidade deste livro salienta-se, ainda, a existência de dois índices remissivos (por materiais e produtos, e por aplicações e características).


ADOBO E TAIPA

Em tempos antigos
Em certas regiões
Sem grandes perigos
Enormes produções
  
Barros escolhidos
Eram escavados
Depois revolvidos
E bem amassados

E para evitar
Alguns rachamentos
Palh'adicionar
Certos comprimentos

Após bem amassar
P'ra tudo envolver
Havendo que moldar
Há que bons moldes ter

Moldes de madeira
Depois de molhados
Cheios "à maneira"
Depois desmoldados
  
Já bem secos ao ar
Como é bom de ver
Bast'adobos montar
Para casa fazer!

(A "Vida" dos Materiais e os Materiais e a Vida, p.19)


Parede levantada com tijolos de barro amassados com palha (adobos) e
madeira, material de construção designado em Portugal por taipa.


  
 

Hiperligações:
Ordem dos Engenheiros
Ciência dos Materiais (site didático)
Rosa Espada

Lousas escolares


"Falar em lousas escolares faz-nos recuar no tempo, mas sabia que ainda são uma realidade nos dias de hoje? Alexandre Leite, professor da FEUP, fala-nos deste objeto que fez parte da infância de muitos de nós." 

Fonte: Engenharia num Minuto

Rosa Espada

Apollo 11: som e imagens de história

Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin  
Inserido no programa espacial dos Estados Unidos, o Programa Apollo alcançou o feito de colocar o homem na superfície lunar. Na sua quinta missão tripulada, a Apollo 11, um engenho composto por três módulos, levou a bordo os astronautas Neil Armstrong (comandante), Edwin 'Buzz' Aldrin (piloto do módulo de comando) e Michael Collins (piloto do módulo lunar), tendo sido lançado de Cabo Canaveral (Florida, EUA) no dia 16 de julho de 1969.
Em 20 de julho, quatro dias depois, os astronautas americanos Neil Armstrong e Edwin Aldrin caminhavam sobre a Lua, no local do Mar da Tranquilidade. E, em duas horas de passeio, recolheram 46 Kg de amostras de solo lunar.
Como símbolo da batalha da Guerra Fria, esta primeira viagem à Lua representou uma vitória dos Estados Unidos sobre a União Soviética. Para assinalar tão importante conquista científica e política, Neil Armstrong fixou a bandeira dos Estados Unidos e uma placa no solo do astro visitado. Na placa, assinada pelos três astronautas e pelo então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, pode ler-se o seguinte: "Aqui homens do planeta Terra colocaram pela primeira vez o pé na Lua. Julho de 1969. Nós viemos em paz, em nome da humanidade".

A tripulação com o Presidente Richard Nixon na cápsula de quarentena.

Para os amantes de tudo quanto se associa à missão da Apollo 11, aqui se deixa a gravação histórica da conversa mantida entre os três astronautas sobre a beleza do nosso planeta, no decurso da viagem em direção à Lua e após ter sido completada a primeira órbita terrestre, assim como um vídeo feito com a montagem de fotografias.





"One small step for man, a giant leap for mankind."

Hiperligações:
Apollo 11 - Wikipedia
Rosa Espada

«A Poluição Atmosférica» de Gérard Mouvier e «A Poluição dos Mares» de Jean-Claude Lacaze


Disponíveis para consulta na BECRE

Os livros publicados pelo Instituto Piaget na coleção Biblioteca Básica de Ciência e Cultura, encontram-se divididos em duas partes fundamentais: 1) uma exposição para compreender e 2) um ensaio para refletir. Nos dois livros apresentados (números 27 e 75), assim como nos demais de temática relacionada que alertam para a fragilidade dos subsistemas terrestres, o destaque para importância da preservação da atmosfera e dos oceanos são o objetivo.
Duas boas obras para professores e alunos interessados em aprofundar um bocado mais os conhecimentos em torno das ciências da terra e dos efeitos catastróficos provocados pela poluição da atmosfera e da hidrosfera terrestres. Os respetivos textos são acompanhados de imagens e esquemas que facilitam a compreensão dos assuntos tratados.

Rosa Espada

«Guia dos Minerais» de Walter Schumann


Disponível para consulta na BECRE

«Guia dos Minerais é um pequeno manual que tem por objectivo proporcionar ao leitor que agora se inicia bem como àquele que pretende aprofundar os seus conhecimentos uma perspectiva ampla do fascinante mundo da Geologia. Reunindo os 100 minerais e as 50 rochas mais importantes, para cada um deles foi elaborado um texto explicativo que inclui: designação, composição química, grupo, características, local onde se formou, local onde pode ser encontrado e modo como pode ser utilizado. Todos os textos são ilustrados por fotografias aproximadas ao tamanho natural.» 

(Da contracapa)

Nesta publicação da Editorial Presença (2001; coleção Habitat) os textos explicativos de Walter Shumann, o autor, são ainda precedidos de uma introdução, na qual se apresenta um esquema do Ciclo Petrogénico e se abordam as classes de minerais e de rochas, assim como o seu modo de descrição. 

Artigo relacionado:
MNHNC: Programa 2011-2012
("XXV Feira Internacional de Minerais, Gemas e Fósseis")

Rosa Espada

Globaïa: Um site que apoia a criação do Antropoceno


Oficialmente, a Comissão Internacional sobre Estratigrafia estabelece que a Terra se encontra ainda na época do Holoceno (11,5 mil anos - presente), iniciado com o fim da última era glacial.
Nos anos mais recentes, diversos cientistas têm sugerido que a Terra poderá estar a passar por um período de transformação profundo, ou seja, que estará a entrar numa nova etapa geológica - o  Antropoceno - marcada pela influência ou o impacto dos humanos sobre o planeta. 
A denominação «Antropoceno» foi popularizada pelo geoquímico holandês Paul Crutzen (Prémio Nobel de Química em 2002), para determinar as mudanças no planeta ocasionadas pelo homem a partir do início da Revolução Industrial (outros cientistas, afirmam que o começo do Antropoceno deverá associar-se ao aparecimento da agricultura).
A Sociedade Geológica da América já adoptou o Antropoceno, aguardando-se a oficialização desta nova época geológica da história da Terra na decisão que será tomada pela comissão inglesa de estratigrafia da Sociedade Geológica de Londres, em conferência internacional a realizar no próximo ano na Austrália. 
Entretanto, os esforços de vários investigadores prosseguem no sentido de apoiar o estabelecimento científico do Antropoceno. É o caso antropólogo canadiano Felix Pharand, que está a criar mapas-mundo da tecnologia com o objectivo de demonstrar como as tecnologias criadas pelo homem, desde a electricidade, às rotas dos aviões, aos cabos de internet ou mesmo as estradas, se estão a espalhar pela superfície do planeta e a modificar o meio ambiente natural (extingui-lo?). Na última década, Felix Pharand tem recolhido dados de agências norte-americanas, como a Geospatial Intelligence Agency, sobrepondo-os com imagens nocturnas das cidades vistas do espaço, para assim criar ilustrações precisas sobre a forma como o ser humano está a ocupar a Terra. Com a ajuda de um computador pessoal vulgar, este investigador, que também dirige  o grupo ambiental Globaïa, espera que estas ilustrações consigam consciencializar os cidadãos quanto ao impacto que o enorme desenvolvimento tecnológico tem vindo a produzir no planeta.
Entre as várias descobertas que Felix Pharand fez, destaca-se o facto de 3% da superfície terrestre (uma área do tamanho da Índia) estar já coberta por alcatrão. Este, é só um exemplo da presença da antroposfera na superfície terrestre, modificando-a. Entrar no Antropoceno, significará retirar o poder de definir o futuro do planeta das mãos das forças da natureza, e colocá-lo nas mãos da nossa espécie. Acompanhar esta discussão é certamente muito interessante. Aguardaremos pelo Antropoceno?


Uma surpreendente imagem da autoria de Felix Pharand, na qual podemos observar uma malha branca que denuncia as principais cidades da eurásia, assim como as respectivas estradas, caminhos-de-ferro e cabos de transmissão de informação por terra e mar.

Mais imagens em: Anthropocene Cartography

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Rosa Espada

O movimento dos glaciares


Verdadeiramente, os glaciares de montanha não são estruturas sólidas imóveis, mas autênticos "rios de gelo" com poder destrutivo sobre a crosta terrestre que lhes serve de base (erosão) e capacidade de transporte das matérias (moreias) que vão retirando à camada mais superficial da Terra. Neste vídeo, é ainda mostrada a participação dos glaciares de montanha na formação dos vales em 'U', dos fiordes da Noruega e dos desfiladeiros alpinos. Uma chamada de atenção se impõe, ainda, para o visionamento de chaminés-de-fada originadas por intermédio da erosão de antigas moreias pela água e pelo vento. 

Hiperligações:
Rosa Espada  

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