O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

Festival dos Oceanos 2011


É já no próximo sábado que se inicia mais uma edição do Festival dos Oceanos com o habitual concerto na Praça do Comércio, desta vez contando com a presença de Joss Stone, Sara Tavares e X-Wife.
Da programação deste ano, destacamos ainda a possibilidade de entrada livre, entre as 18:00 e as 00:00 horas, nos museus aderentes e o espectáculo "Waterwall", nos dias 4 e 5 de Agosto.
Para consultar a totalidade da programação, clicar aqui.

Hiperligações:

«O currículo e as necessidades educativas especiais»


Disponível para consulta na BECRE
por amável oferta da autora


«A responsabilidade da construção de uma escola para todos deve ser o grande objectivo de todo e qualquer professor, criando espaços de reflexão conjunta no sentido de serem traçados projectos curriculares diferenciados que dêem resposta a todos os alunos na sua diversidade plural.
Assim, a concepção e construção da escola inclusiva implicam mudanças, quer nas atitudes e práticas dos agentes educativos, quer nas estruturas do sistema de ensino ao nível organizacional e da gestão curricular. Neste âmbito, a adequação do currículo às necessidades educativas especiais (NEE) dos alunos torna-se essencial na (re)construção e operacionalização dos diferentes processos curriculares [...]»

«O currículo e as necessidades educativas especiais», apresentado por Custódia Cunha como dissertação para obtenção do grau de Mestre em Ciências da Educação - especialização em Educação Especial; é um valioso contributo para a correcta percepção do conceito de Escola Inclusiva, Diferenciação Curricular e Necessidades Educativas Especiais, bem como uma reflexão, cientificamente alicerçada em estudo de caso, sobre atitudes e práticas em relação aos alunos NEE.
Como refere na parte final do seu trabalho, «a inclusão vai-se construindo através da capacidade de cada um de nós em aceitarmos a mudança e conseguirmos reconstruir/conceber outros caminhos/alternativas que enriqueçam as nossas práticas educativas estabelecendo novos modos de actuação pela procura e partilha de saberes.»

José Fernando Vasco

Amália

Amália, Lisboa, 1950. Thurston Hopkins (col. Culturgest/CGD, Lisboa)
Amália faz hoje noventa e um anos!
Apesar do seu desaparecimento físico em 1999, Amália Rodrigues permanecerá uma das referências máximas da Portugalidade, reconhecida e venerada em todo o mundo e unindo europeus, asiáticos e sul-americanos em torno da sua arte maior.
Amália, para além de ser a voz de um povo e de um país, é unanimemente considerada como uma das três grandes artistas vocais femininas do século XX, a par de Maria Callas e Ella Fitzgerald.



 Gaivota
Amália Rodrigues
Composição: Alexandre O'Neill / Alain Oulman


Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.


Artigo relacionado:

Hiperligações:
José Fernando Vasco

«Chireto» de Miguel Almeida

Disponível para consulta na BECRE,
por amável oferta do autor.

«A situação rotineira de se contar aos nossos filhos uma história ao deitar não deveria ser assumida apenas como uma questão ética, moralista ou moralizante [...] mas antes como uma questão legal, de direito [...] como escritor e sobretudo como pai, eu prefiro falar do tempo bem gasto, nessas pequenas acções do tempo sem tempo em que a intimidade acontece e a magia aparece...»
Fonte: contracapa

As palavras de Miguel Almeida são a melhor das justificações para a sua incursão neste (sub-) género literário tão difícil como é o da literatura infanto-juvenil.


Artigos relacionados:
«A cirurgia do prazer» de Miguel Almeida
«Já não se fazem homens como antigamente»
Literatura infanto-juvenil: o conceito, o debate
Luís de Camões: «a chama imensa, a imensa força»
«O Prazer de Ler e de Escrever» de Miguel Almeida
Política, Ética e Consciência Ambiental I
Política, Ética e Consciência Ambiental II
«Ser como tu»: o novo livro de poesia de Miguel Almeida
«O Templo da Glória Literária» de Miguel Almeida
«Ser como tu» de Miguel Almeida

José Fernando Vasco

Andy Warhol e Nadir Afonso em Évora

«A primeira mostra - “Andy Warhol: Os Mistérios da Arte” – vai ocupar a zona expositiva do Fórum Eugénio de Almeida e resulta de uma escolha de obras realizada por Maurizio Vanni, curador internacional da exposição. A exposição reúne 41 obras que compõem uma visão singular da produção do artista norte-americano que reinventou o conceito de arte ao transformar os objectos e processos do dia a dia em práticas artísticas, usando o seu trabalho para vivenciar, registrar, organizar e reproduzir o mundo ao seu redor. Entre estas encontram-se uma instalação (A Cadeira Eléctrica), 5 óleos, diversas colagens, trabalhos fotográficos, acrílicos e serigrafias, que exploram temas da política e da cultura popular norte-americana. Destaque ainda para a famosa série das latas de sopa Campbell´s e a garrafa de coca-cola, bem como para os retratos de Marilyn Monroe, Mick Jagger e Prince. A mostra contempla ainda obras assinadas em conjunto com Pietro Psaier, um artista italiano que Warhol conheceu em meados dos anos 60 e de quem se tornou amigo.


A segunda exposição -“Nadir Afonso: Absoluto” - organizada em parceria com o Museu da Presidência da República, reproduz, no essencial, o projecto realizado no Palácio de Belém, em colaboração com a Fundação Nadir Afonso, em Dezembro de 2010, por ocasião do 90º aniversário do pintor. A mostra dá a conhecer a contemporaneidade da obra de Nadir Afonso com a estética surrealista ou a arte cinética, e a ruptura conquistada pelo abstraccionismo geométrico, numa organização por núcleos temáticos sob orientação cronológica.

Para além de nove trabalhos determinantes no percurso artístico de Nadir, representativos de cada década de criação, desde os anos de 1930 até à actualidade, escolhas do pintor, a exposição apresenta cerca de uma centena de desenhos e estudos inéditos que constituem referências fundamentais no processo criativo do artista. Ao longo do percurso expositivo é possível esclarecer ainda questões transversais na metodologia de Nadir, nomeadamente a repetição e inversão, de acordo com a base dialéctica de tese, síntese e antítese, momentos imprescindíveis no apuro das formas.
A primeira mostra encerra a 13 de Novembro e a segunda a 11 de Setembro de 2011.»

Fonte: Fundação Eugénio de Almeida

Artigos relacionados:
What is Pop Art?
Warhol TV

Hiperligações:
Andy Warhol
Nadir Afonso
Sónia Lapa

Alcobaça, Batalha eTomar: a tríade gótica de Portugal


O Turismo de Portugal apresenta-nos uma excelente sugestão de viagem a três testemunhos materiais da herança cultural medieval portuguesa e que ainda hoje fazem parte da explicação para entender o que são Portugal e os portugueses. Relembra-se que estes três exemplos do património arquitectónico português estão classificados como Património da Humanidade. Para além do vídeo do Turismo de Portugal, sugere-se a visita virtual (que não dispensa a ida ao local) e a consulta dos sítios oficiais das três jóias do gótico português.



Hiperligações:

José Fernando Vasco

Comunidade de Leitores: «Ilusões» de Richard Bach

Disponível para consulta na BECRE

No próximo dia 20, pelas 19:30 horas, a Comunidade de Leitores juntar-se-à para a última sessão deste ano lectivo de 2010-2011 para debater o livro de Richard Bach «Ilusões».
Publicado originalmente em 1977, «Ilusões» é uma obra que claramente se enquadra na produção do antigo aviador da Força Aérea norte-americana, cuja experiência pessoal colocou o «voo» no centro da sua produção literária.
A partir de «Jonathan Livingstone Seagull» (1970), o «voo» tornou-se uma metáfora para a expressão das ideias e sentimentos do autor em torno da vida e do percurso individual de cada ser humano. O último e décimo nono livro de Richard Bach, nascido em 1936, é «Curious Lives: Adventures from the Ferret Chronicles» e data de 2005. 

Hiperligações:
Richard Bach, a fan site

José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

«A República Mês a Mês» - textos de apoio

Disponível para consulta na BECRE
a partir de 19 de Julho de 2011

A Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa, com o apoio da Comisão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, editou o caderno «Textos de Apoio»: um instrumento de complemento aos colóquios de 2010 e 2011, englobados na série «A República Mês a Mês» e que contém fontes importantes para o estudo e compreensão da I República. São particularmente significativas para a preparação de aulas de História A e para as aprendizagens dos alunos.

Entre outros recursos, o caderno contém:

*Texto de António José de Almeida de 01.09.1910
*Circular do Grande Oriente Lusitano Unido de 20.06.1910
*Excerto de «A revolução portuguesa 1907-1910» de Machado Santos
*Excerto da Lei da Separação do Estado das Igrejas
*Excerto da Constituição de 1911
*Texto de Bernardino Machado sobre "Instrução e Educação".
*Texto de Afonso Costa sobre "As contas do Estado..."
*Excerto da "Declaração de guerra da Alemanha a Portugal".
*Panfleto republicano contra a Monarquia do Norte
*Folheto de apresentação do Grupo Português de Estudos Feministas
*Editorial "A Nação" - Diário de Lisboa, 02.01.1926
*Texto de Bernardino Machado "A ditadura clerical militarista em Portugal" de c. 1929


Artigo relacionado:
«A I República e a História» no Salão Nobre da C.M. Lisboa

Hiperligação:
A República Mês a Mês

José Fernando Vasco


«A I República e a História» no Salão Nobre da C.M. Lisboa

Foto de Mário Neves
Com a presença do Presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (Artur Santos Silva), do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (António Costa), entre outras individualidades, Mário Soares e Fernando Rosas encerraram ontem o ciclo de colóquios, resultante de uma parceria entre a Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa, com duas intervenções bastante aplaudidas pelos participantes que encheram o Salão Nobre da edilidade alfacinha.
Fernando Rosas elucidou os presentes sobre a historiografia em torno das temáticas relacionadas com a I República, destacando o preconceito que existiu durante o regime do Estado Novo, o nascimento de um movimento historiográfico atento às realidades republicanas - quer com os estudos pioneiros de A. H. Oliveira Marques quer com a atenção dedicada ao movimento operário por Pacheco Pereira, Vasco Pulido Valente ou Manuel Villaverde Cabral; e o novo fôlego resultante do início do processo de comemorações, primeiro com o centenário do Regicídio, depois com o da Revolução do 5 de Outubro, e que possibilitou uma verdadeira "explosão" de produção científica em torno da I República e que foi acompanhada por um conjunto de iniciativas de alto relevo, como foram as exposições na Cordoaria Nacional e na antiga Cadeia da Relação no Porto, a par dos inúmeros cursos, conferências e colóquios, muitos dos quais promovidos pela Fundação Mário Soares e pelo Instituto de História Contemporânea.
Mário Soares, utilizando a sua vasta experiência pessoal de contacto com as diversas oposições ao Estado Novo então existentes, reiterou a maioria das posições assumidas anteriormente por Fernando Rosas e de uma forma exemplar defendeu porque não se pode considerar senão o regime saído da Revolução do 25 de Abril como o da II República, dado o desprezo manifesto pelo Estado Novo em relação à I República, ao demo-liberalismo e às instituições parlamentares e político-partidárias. Relembrou ainda que foi num contexto de crise económica e financeira, resultante dos dois anos de Ditadura Militar, que o antigo ministro das Finanças António de Oliveira Salazar, pouco a pouco instituiu uma verdadeira ditadura, a qual os portugueses sofreram durante 46 anos (1928-1974). Pediu a todos os presentes que reflectissem sobre o passado, sobretudo tendo em conta as dificuldades do presente. Não deixou ainda de defender a Constituição de 1976 que, na sua opinião, não deve ser alterada.

Artigos relacionados:
«5 de Outubro - centenário da República (1910-2010)»
«25 olhares sobre a República - do republicanismo ao 28 de Maio»
«100 anos de património»: os filmes
A implantação da República em Almada - exposição na ESCT
«A República foi ao Teatro»
«A República - o meu discurso em 2010»
A República por uma cauda de cometa
A Revolução Republicana no Seixal
«Aljube: a voz das vítimas»
Centenário da República: exposição bibliográfica na BECRE
As comemorações do Centenário da República em Cacilhas
«Cinema em Portugal: os primeiros anos»
Durante a 1.ª República, que descobertas científicas?
«Educar: educação para todos - ensino na I República»
Exposição: «A Lei da Separação - Estado e Igrejas na República
Exposição - «Viagens e Missões Científicas nos Trópicos - 1883–2010»
Inventores da República - Gago Coutinho
Inventores da República - Padre Himalaya (Manuel António Gomes)
Ler História 59 - Repúblicas: culturas e práticas»
«Mulheres na 1ª República» vs «Vivências Monárquicas» - Faces de Eva na ESCT
«O Dia do Regicídio» na RTP2
Os Presidentes da 1ª República Portuguesa
«Primitivos Portugueses (1450-1550): o século de Nuno Gonçalves»
«Res Publica» e «Modernidade» - 100 anos depois
Rol de cientistas portugueses durante a 1.ª República
«Teixeira Gomes, os anos passados no Porto»
Visão História - «41 grandes figuras da I República»
«Viva a República - 1910/2010» Viva a República ! Viva Portugal ! 

Hiperligações:
José Fernando Vasco

«Confrontos: Bosch e o seu Círculo», no Museu Nacional de Arte Antiga

«Esta exposição, realizada em parceria com o Museu Groeninge (Bruges, Bélgica), coloca o Tríptico das Tentações de Santo Antão do MNAA criticamente em confronto com o Tríptico do Juízo Final e o Tríptico das Provações de Job, ambos da colecção do museu de Bruges. A exposição debruça-se sobre as variantes ou os traços comuns de processo criativo destes trípticos, análise também apoiada em exames laboratoriais. Será a primeira vez que se juntam, em Portugal, três grandes pinturas de Bosch e do seu círculo.»


PROGRAMA

Visitas orientadas para adultos
Confrontos: Bosch e o seu Círculo
Domingo, 17 Julho: 11h30 e 15h30
Domingo, 24 Julho: 11h30
Quinta-feira, 4, 11, 18 Agosto: 22h00
Quinta-feira, 25 Agosto: 21h30
Domingo, 4 Setembro: 15h30
Domingo, 11 e 25 Setembro: 11h30
Domingo, 18 Setembro: 11h30 e 15h30
Visita à exposição temporária.
Sem inscrição prévia, limitado à capacidade da sala. Encontro no Átrio 9 de Abril.
Visitas orientadas para grupos
Terça-feira (tarde), Quarta a Sexta-feira (manhã e tarde)
Confrontos: Bosch e o seu Círculo
Visita à exposição temporária.
Com marcação prévia através de e-mail mnaa.se@imc-ip.pt ou telefone 213912800. Indicar nome e telefone da entidade, nome e telefone do responsável pelo grupo, número de participantes, dia e hora pretendidos.

Fonte:
José Fernando Vasco

«Ecos do Fado na Arte Portuguesa Séculos XIX-XXI» no Pátio da Galé


Uma exposição a não perder ! «Ecos do Fado na Arte Portuguesa Séculos XIX-XXI», sob o comissariado de Sara Pereira (directora do Museu do Fado), é um interessantíssimo e peculiar percurso sobre o diálogo estabelecido entre as artes plásticas e o fado, bem como um olhar sobre a "alma nacional".
.....................................................................................................
«No quadro da Candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO) a Câmara Municipal de Lisboa através da EGEAC/Museu do Fado promove a exposição Ecos do Fado na Arte Portuguesa Séculos XIX-XXI na Sala do Risco, no Pátio da Galé, de 7 de Julho a 17 de Setembro de 2011.
Entretecida no quadro de um diálogo estreito com a cidade, a História do Fado é também a história de todos aqueles que o recriaram nos domínios da criação plástica. Neste sentido, um olhar atento sobre as artes plásticas nacionais que representaram o tema, atesta, inevitavelmente, o profundo enraizamento do Fado à escala regional e nacional, bem como a transversalidade da sua representação, como objecto de inesgotável citação e recriação pictórica pelas sucessivas gerações de artistas plásticos nacionais, no quadro de distintas motivações e constrangimentos estéticos, ideológicos ou simbólicos.
Consagrada à relação do fado com a experiência plástica nacional, a exposição propõe uma leitura integrada e multidisciplinar das representações do Fado na Arte Portuguesa dos sécs. XIX-XXI, incluindo obras de Roque Gameiro, Columbano, José Malhoa, Constantino Fernandes, Almada Negreiros, Amadeo Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Domingos Alvarez, Bernardo Marques, Stuart Carvalhais, João Abel Manta, Carlos Botelho, Cândido da Costa Pinto, Júlio Pomar, Leonel Moura, Graça Morais, António Carmo, Paula Rego, João Vieira, Arman, Adriana Molder, João Pedro Vale, Miguel Palma e Joana Vasconcelos, entre outros testemunhos que recriaram o tema.»

Sala do Risco, Pátio da Galé na Praça do Comércio
7 de Julho a 17 de Setembro de 2011
Diariamente, das 10h00 às 19h00
Entrada Livre
Fonte (texto e imagem):
Museu do Fado/Exposições temporárias

Hiperligação:
Museu do Fado

José Fernando Vasco

Requisição de espécimes do fundo documental e outros recursos (2010-2011)


José Fernando Vasco

«O Prazer de Ler» (2010-2011): avaliação

 

José Fernando Vasco

Ciclo Escritor do Mês (2010-2011): avaliação

 

José Fernando Vasco

Ciclo Docs (2010-2011): avaliação


José Fernando Vasco

Ciclo Conferências (2010-2011): avaliação

 



Para aceder aos artigos relativos às várias conferências, 
clicar em Ciclo Conferências na nuvem de etiquetas

José Fernando Vasco

Ciclo Arte (2010-2011): avaliação


  

 

José Fernando Vasco

Desenvolvimento da colecção BECRE - entradas (Set2010-Jun2011)


José Fernando Vasco

Estatística de acessos às instalações da Biblioteca Escolar (Jan2010-Mai2011)



Médias Jan2010-Mai2011

Alunos
Período diurno - 187 / Período nocturno - 37 / Total - 224 
Professores
Período diurno - 21 / Período nocturno - 13 / Total - 34 
Total
Período diurno - 208 / Período nocturno - 50 / Total - 258

José Fernando Vasco

A iniciativa "Novas Oportunidades: perspectivas/estudos científicos


O magnífico espaço do Convento dos Capuchos, Caparica, foi palco de um Seminário Pedagógico, no dia 30 de Junho de 2011, dinamizado pelo Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo. Foi mais um evento integrado no Plano Estratégico de Intervenção (PEI) do referido Centro, que teve na sua génese a finalidade de reflectir sobre conceitos, referentes teóricos que constituíssem uma mais-valia para a acção no terreno, isto é, aliar a investigação ao campo da acção.
Para além da presença da Vice-Presidente da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), Dra. Maria do Carmo Gomes, participaram especialistas da área das Ciências da Educação, Professores Doutores Luís Alcoforado (Universidade de Coimbra), Lurdes Pratas Nico (Universidade de Évora/ Direcção Regional de Educação do Alentejo) e Maria José Gamboa (Instituto Politécnico de Leiria). De uma forma clara, entusiasta e cativante, os presentes (de áreas geográficas distintas), tiveram a oportunidade de ficar a conhecer alguns resultados de estudos científicos efectuados a nível de doutoramentos, no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades.
Consideramos ter atingido plenamente os objectivos inicialmente traçados – a partilha profícua em torno de temáticas emergentes.
 
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

Viagem ao Futuro com as Células Estaminais

As células estaminais são as células mestras do corpo humano. Podem dividir-se para produzir cópias de si mesmas e muitos outros tipos de células. São encontradas em várias partes do nosso corpo em cada fase do desenvolvimento do embrião a adulto. As células estaminais retiradas de embriões com poucos dias, podem transformar-se em qualquer dos 300 diferentes tipos de células que compõem o organismo adulto. 

Porque são úteis?
Como as células estaminais são tão versáteis, podem potencialmente ser usadas para reparar e substituir os tecidos humanos. Esta capacidade de transformação das células estaminais pode representar tratamento para muitas doenças que afectam milhões de pessoas em todo o mundo:
  • transplantes para tratar tumores malignos;
  • disfunções leucodistróficas;
  • doenças do armazenamento lisossómico;
  • leucemia aguda e crónica
  • anemias
  • linfomas, entre outras.
Foi deste conhecimento que surgiu a ideia de recolher e preservar células estaminais do cordão umbilical, onde se encontram em grande concentração.
Hoje em dia existem empresas e bancos públicos especializados na recolha e preservação de células estaminais de modo a poderem ser utilizadas mais tarde caso seja necessário.

Ana Macedo, Inês Santos, Joana Silva
Patrícia Faria, Sara Figueiredo
(Alunas CCH - Ciências e Tecnologias)

Estas alunas dedicaram o seu trabalho de Área de Projecto à exploração do tema aqui apresentado, tendo criado uma página no Facebook (VIAGEM AO FUTURO COM AS CÉLULAS ESTAMINAIS) que merece ser visitada pela qualidade e fiabilidade da informação disponibilizada.

Além da página, as alunas organizaram uma conferência com Francesca Pierdomenico, do Instituto Português de Oncologia (IPO). O objectivo principal desta actividade era informar a comunidade escolar e a sociedade sobre a existência das células estaminais, bem como as suas potencialidades terapêuticas.
No decorrer da palestra a convidada foi esclarecendo conceitos relacionados com o tema, como: o que são células estaminais; onde se encontram; como se processa a sua colheita; as suas aplicações; as várias empresas privadas responsáveis pela colheita destas células; a existência de um banco público; vantagens e desvantagens da doação das mesmas; casos verídicos em que esteve profissionalmente envolvida. Também compareceram algumas senhoras grávidas, que manifestaram interesse em crioconservar as células estaminais dos seus filhos, quer ao nível do banco público, quer de empresas privadas. Uma destas senhoras deu um contributo importante, contando a sua experiência em que a recolha de células estaminais do cordão umbilical da sua filha, através de uma empresa privada, não correu da maneira prevista. Ainda houve a oportunidade de conhecer o testemunho de um casal que, perante o nosso convite, demonstrou de imediato interesse em estar presente na palestra, e que nos contou a sua história sobre a doação das células estaminais do cordão umbilical da sua filha recém-nascida.
A experiência foi bastante positiva, pois, com base nos comentários da assistência, a palestra contribuiu de forma significativa para a tomada de decisão sobre a criopreservação das células estaminais, e conhecimento por parte da comunidade sobre este tema.
Cristina Oliveira
................................................................
Ana Macedo, Inês Santos, Joana Silva, Patrícia Faria, Sara Figueiredo
(Alunas CCH - Ciências e Tecnologias)

Projecto “Dar de Volta”: reutilização de manuais escolares

«O projecto “Dar de Volta” caracteriza-se por ser um projecto colectivo, intermunicipal, que se baseia nos conceitos de solidariedade e rentabilização de recursos. A Câmara Municipal de Almada pretende, em cooperação com as famílias e as escolas, encorajar e proporcionar aos munícipes a reutilização dos manuais escolares. Tendo em conta o actual contexto socioeconómico e as carências sociais que caracterizam muitas famílias do concelho, com crianças em idade escolar, a Câmara Municipal de Almada aderiu ao Projecto Dar de Volta da Associação dos Municípios da Região de Setúbal, concretizado através das bibliotecas municipais dos concelhos aderentes.

O Dar de Volta é uma rede social de partilha que permite:

- Facilitar a todos alguns dos meios essenciais ao processo individual de acesso às vantagens do ensino e da aprendizagem, valores fundamentais para a construção das pessoas e afirmação social da democracia;

- Aproveitar melhor os rendimentos familiares, por via de uma prática de racionalização e reaproveitamento de recursos;

- Afirmar perspectivas ecológicas, contribuindo para a promoção do ambiente, combate ao desperdício e protecção dos recursos florestais;

- Envolver pessoas e instituições num projecto de empreendedorismo social.

Público-alvo:
O programa pretende abranger famílias com filhos em idade escolar (do 5º ao 12º ano de escolaridade). A aceitação dos manuais escolares será feita de acordo com os seguintes critérios: estado físico dos livros- não serão aceites livros danificados, e ano de edição – só serão aceites manuais em vigor nos estabelecimentos de ensino do concelho a partir do ano lectivo 2009/2010.

Recepção dos manuais escolares na Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó
Os manuais poderão ser entregues a partir de 1 de Julho de 2011 na Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, no horário de funcionamento do serviço, 3ªf a Sábado, das 10h às 18h.

Entrega dos Manuais às famílias
A entrega dos manuais aos munícipes que os solicitem decorrerá a partir de 1 de Setembro.»

Mais informação em:
Dr.ª Maria João Ferro
mferro@cma.m-almada.pt
www.m-almada.pt/bibliotecas
21 250 83 01

Fonte:



José Fernando Vasco

«Blindness» de Fernando Meirelles/José Saramago, segundo Rodica

O filme Blindness, baseado no livro “Ensaio sobre a Cegueira” tem a mais profunda, a maior carga psicológica que eu vi nos últimos anos. O autor do livro faz-nos pensar sobre a realidade crua desta vida, sobre a nossa ignorância e indiferença por tudo o que está à nossa volta. Os homens cegos do filme são os homens da nossa vida real, que não vêem nada do que se passa ao redor deles e que se encontra numa contínua luta social pela comida, por um abrigo ou por uma posição na sociedade.
O autor desenvolveu este assunto (ideia) até ao final da história, até ao momento em que os heróis perceberam a importância da amizade, da ajuda recíproca, da confiança. A técnica de filmagem é impressionante, correspondeu totalmente aos sentimentos das personagens e deu uma conotação especial a este filme.
A minha personagem preferida é, com certeza, a protagonista, a mulher que não era cega mas decidiu a ficar ao lado do marido, dos outros cegos para os ajudar, para os guiar, sentir tudo o que eles sentem, passar por tudo o que eles passam. Ela demonstrou uma vontade de ferro, um carácter muito forte naqueles momentos difíceis e lutou até ao final para salvar, ajudar todos os que estavam com ela, não só o marido. Afinal ela conseguiu ter uma família feliz, unida, baseada na confiança, amor e entreajuda.
O momento mais impressionante do filme, para mim, foi a chuva. Ela tem aí a carga especial de purificar as personagens, fazê-las aceitar a realidade assim como ela é, ficar felizes mesmo sabendo que nunca vão ver. A cegueira no filme teve como resultado o despertar do sentido da alma humana.
Uma outra imagem que me pareceu importante foi a visão que a protagonista teve quando entrou na igreja: todos os santos com os olhos vendados. No filme tem o significado que mesmo os santos são cegos e não vêem o sofrimento dos homens, a degradação deles e não os podem ajudar.
Assim, num intervalo de duas horas, o autor representou o drama da degradação humana, o retorno ao início da evolução do homem, ao tempo em que a vida era conduzida pelos instintos básicos: de comer, a luta por um abrigo e os instintos sexuais. Felizmente, pelas nossas personagens, o juízo ganhou, o intelecto foi mais forte ajudando-os a ultrapassar todas as dificuldades resultantes da perda da vista, adaptar-se às novas condições e começar uma nova vida.
Mas, a esperança é a última que morre, e mesmo resignados com a cegueira, eles sempre ficarão à espera das palavras ditas com a voz tremida de emoção: “Eu consigo ver!!!”

Rodica
(Formanda da Moldávia)

Festival de Teatro de Almada 2011

 
Cartaz de Dario Fo

Inicia-se hoje a 28ª edição do Festival de Teatro de Almada, uma organização da Câmara e do Teatro municipais, sob a direcção de Joaquim Benite.
Uma vez mais, a sua programação prevista confirma o estatuto internacional do Festival que, nas palavras de Jean Pierre Han, ensaísta e crítico francês de teatro, é «um dos mais relevantes, sabendo conciliar tradição e modernidade. A sua realização anual é um dos pontos fortes da temporada teatral de Verão».
A programação do festival pode ser consultada aqui.

Hiperligação:

José Fernando Vasco
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Arquivo