O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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20 março = Dia Internacional da Felicidade



O Dia Internacional da Felicidade é assinalado hoje pela primeira vez. A data, 20 de Março, foi definida em resolução da Assembleia Geral aprovada no ano passado, reconhecendo a relevância da felicidade e do bem-estar como objectivos universais.

Numa mensagem sobre o dia, o Secretário-Geral da ONU destacou que a «busca pela felicidade é um elemento essencial do esforço humano». Ban Ki-moon lembrou que, em todo o mundo, as pessoas aspiram viver uma vida feliz e plena, livre de medos e em harmonia com a natureza.

O mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo e autor de uma pesquisa sobre a felicidade concorda: todos buscam esse estado de espírito. Em entrevista à Rádio ONU, Luciano Espósito Sewaybricker explica que não existe um segredo para a felicidade, mas é preciso a pessoa conhecer-se muito bem.

«Cabe a cada um descobrir a forma ideal de viver e que faz sentido para si. Acredito que o autoconhecimento é fundamental e é ele que vai garantir que a felicidade não seja tão banalizada, no sentido dos outros poderem dizer o que é felicidade para si. Porque então compra a felicidade em pacotes prontos e pré-programados. 


Entendo que a felicidade depende dessa introspecção, desse autoconhecimento, mas, ao mesmo tempo, de se estar aberto para se relacionar com outras pessoas», salientou.

O psicólogo sublinha que o conceito mudou ao longo do tempo. «Actualmente, ser feliz tornou-se um peso. ´Temos` que ser feliz. E quanto mais as pessoas querem ter a felicidade, mais elas se vão sujeitar a uma felicidade simplista. E esse movimento é potencializado face ao contexto em que vivemos, de uma sociedade que se organiza em torno do consumo».

O bem-estar material é também citado pelo Secretário-Geral da ONU. Ban Ki-moon notou ser uma meta «difícil de ser alcançada pelas pessoas que vivem na pobreza extrema» e por aqueles que enfrentam as ameaças das crises socio-económicas. Ban defendeu um maior compromisso com o desenvolvimento humano inclusivo e sustentável. Quando «contribuímos para o bem-estar comum, ficamos enriquecidos» e a «compaixão promove a felicidade e irá ajudar na construção do futuro que queremos», frisou.

Fonte:

José Fernando Vasco

Recursos na BECRE - Atlas de Portugal

Por amável oferta de João Pinto e Gabriela Freitas, está disponível na BECRE, para consulta local e empréstimo para sala de aula, a excelente obra Atlas de Portugal, editada pelo Instituto Geográfico Português, promotor deste projeto, com coordenação científica de Raquel Soeiro de Brito.


Ao longo de 275 páginas, de análise isenta e pormenorizada, complementada com mapas, cartas geográficas, quadros, gráficos e fotografias, incluindo vários anexos, os temas apresentados são os seguintes, com os respetivos textos, quer introdutórios, quer de desenvolvimento:

Um país de área repartida: 
A importância do mar e a localização do espaço português, Nuno Vieira Matias
*O mar que nos envolve, Henrique Souto
*A Terra que habitamos, Raquel Soeiro de Brito
*Clima e suas influências, Raquel Soeiro de Brito
*Tipos de paisagem, Carlos Pereira da Silva
Os homens e o meio 
Território, suporte das gentes, Raquel Soeiro de Brito
*A população, Dulce Pimentel
*Terra de migrações, Dulce Pimentel
*Uma população que se urbaniza, Nuno Pires Soares
*Comunicações e mobilidade da população, Rui Pedro Julião
O país socioeconómico
Economia portuguesa: articulação difícil entre mudanças internas e exigências competitivas, Augusto Mateus
*Actividades da terra, Fernando Ribeiro Martins
*Recursos vivos marinhos, Henrique Souto
*Economia e desenvolvimento regional, Lourdes Poeira
*Tempo de turismo, Carlos Pereira da Silva
*Políticas do território, Lourdes Poeira
Portugal num mundo de relação
A língua portuguesa: um traço de união à roda do mundo, Vasco Graça Moura
*Comunidades portuguesas, Maria Assunção Gato
*Identidade e cultura em tempo de mudança, Maria Assunção Gato
*Portugal na União Europeia, Raquel Soeiro de Brito
O Atlas e o posicionamento estratégico de Portugal, Ernâni Rodrigues Lopes

"Portugal sofreu nos últimos anos grandes transformações sociais e económicas e uma profunda evolução das suas estruturas territoriais. Até à data, este grande dinamismo não foi acompanhado de um registo geográfico de síntese e análise do passado recente que perspectivasse uma visão do futuro da realidade nacional. Foi esta lacuna que nos propusemos preencher com este projecto. [...] O Atlas de Portugal, sendo um documento único no panorama nacional, irá servir também de suporte às actividades de várias Instituições Públicas e de Privados, dos estabelecimentos de ensino, do processo de avaliação dos programas comunitários e, naturalmente, do cidadão em geral."
Fonte: 
Apresentação, Arménio dos Santos Castanheira, presidente do IGP

Este recurso documental constitui um valioso reforço do acervo da BECRE, como ferramenta a utilizar por docentes e alunos e restante comunidade educativa.

Conceição Toscano

«Os Filhos do Homem»

Disponível para consulta na BECRE
a partir de 10.08.2012

«Em 2027, o mundo vive em anarquia graças à infertilidade da população. O mais novo cidadão de todo o planeta, de 18 anos, acaba de morrer, e a humanidade depara-se com a sua possível extinção. Em Londres, uma cidade agora devastada, Theo (Owen), um burocrata desiludido, vê-se no improvável papel de protector de uma mulher grávida, talvez a última esperança que resta...»



Ano: 2006
País: Reino Unido, EUA
Género: Ficção Científica, Thriller
Realização: Alfonso Cuarón
Intérpretes: Clive Owen, Julianne Moore, Michael Caine

Fonte: 

Um excelente filme que aborda as possíveis consequências políticas, 
sociais e morais da infertilidade na espécie humana,
num cenário de clara diminuição das liberdades e garantias fundamentais.


Trailer



José Fernando Vasco

Paul Gilding - A Terra está cheia


«Teremos usado todos nossos recursos? Teremos ocupado todos os espaços habitáveis na Terra? Paul Gilding sugere que sim, e a possibilidade de consequências devastadoras, em uma conversa que tem partes iguais de amedrontamento e, estranhamente, esperança.»

Fonte: TED



 
 
Rosa Espada

Mobilidades e Interculturalidades no Feminino - Mulheres e Literatura

Mulheres e Literatura é o tema da 4ª sessão do ciclo de debates "Women on the Move: Mobilidades e Interculturalidades no Feminino", promovido pelo Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta (UAb). Realiza-se, no dia 31 de maio de 2012, pelas 17h, na Livraria Ler Devagar, em Lisboa, com a moderação da Profª. Doutora Joana Miranda (CEMRI – UAb) e conta com a participação da Profª Doutora Isabel Reboredo Seara (linguista, docente, UAb) e da poeta e declamadora Sara Évora Ferreira.

(A Livraria Ler Devagar situa-se nas instalações da Factory LX, na Rua Rodrigues de Faria, ao Calvário).

A estratégia de abordagem desta temática, a partir de leituras diversificadas, permite uma perceção das várias realidades culturais e compreensão das relações socioculturais que se desenvolvem nas comunidades multiculturais, quer a nível mais abrangente a nível nacional e regional, mas também num microcosmos como a nossa escola.

Fonte: Universidade Aberta

Conceição Toscano

Dirigir n.º 117 - «Condições e satisfação no trabalho»

Disponível para consulta na BECRE
a partir de 01 de junho de 2012.

«Muito embora não exista um consenso ao nível teórico ou concetual sobre satisfação no trabalho, é possível afirmar que a satisfação dos trabalhadores, entre outros fatores, está relacionada com a motivação e com o envolvimento no projeto da organização [...]
Estudar a satisfação no trabalho é analisar os vários fatores e respetivas interações que condicionam a motivação do trabalhador, as formas de concretizar a prestação do trabalho mais produtiva e alcançar uma realização profissional e pessoal, destacando-se neste contexto a importância das boas práticas laborais [...]»

Fonte:
Editorial

Seleção de artigos:
* O que é uma boa empresa para trabalhar?
* A satisfação no trabalho, fonte de informação ou ilusão?
* Evolução das condições sociais de trabalho
* Ano europeu do envelhecimento ativo e da solidariedade entre gerações
* Boas práticas laborais nas empresas
* Liderança humanizada: humanos gerindo humanos
* Ergonomia, a ciência do bem estar

A revista Dirigir é publicada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P.

José Fernando Vasco

Mobilidades e Interculturalidades no Feminino - Mulheres e Artes


Mulheres e Artes é o tema da 3ª sessão do ciclo de debates «Women on the Move: Mobilidades e Interculturalidades no Feminino», promovido pelo Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) da Universidade Aberta (UAb).

Realiza-se, no dia 26 de abril de 2012, pelas 17 horas, na Livraria Ler Devagar, em Lisboa, com a moderação da Profª. Doutora Anabela Galhardo (CEMRI – UAb) e com a participação da atriz e encenadora Natália Luiza, a par da cineasta Fátima Ribeiro.

(A Livraria Ler Devagar situa-se nas instalações da Factory LX, na Rua Rodrigues de Faria, ao Calvário).

Atendendo às dinâmicas do mundo de hoje, este tipo de eventos têm seguramente uma importância de relevo para a compreensão das relações socioculturais que se desenvolvem nas comunidades multiculturais, quer a nível mais abrangente a nível nacional e regional, mas também num microcosmos como a nossa escola. As artes, nomeadamente o teatro e o cinema, podem constituir pontes de contacto entre diferentes culturas, salvaguardando e potenciando a divulgação das suas diversidades e igualmente promovendo o diálogo entre os diferentes intervenientes e a sua integração nas novas áreas de confluência e de acolhimento.

Fonte:
Universidade Aberta

Conceição Toscano

DECOJovem: Semana do Jovem Consumidor nas Escolas



"Para colocar os direitos dos consumidores na ordem do dia e motivar o debate com os seus alunos, desafiamo-lo para participar nos 5 minutos com…sumo!
É tão simples: Imprima os textos! Debata os textos!
Como participar?
Dedicando apenas 5 minutos da aula…
Os professores que desejarem participar nesta actividade, muito simples e coletiva, dedicarão os primeiros 5 minutos das suas aulas ao debate de um assunto da defesa do consumidor com os seus alunos.
Basta ler um pequeno texto sobre o tema do Consumo, diferente em cada um dos dias. Com esta actividade, a DECOJovem pretende assinalar e comemorar a Semana do Jovem Consumidor [5 a 9 de março] junto das Escolas DECOJovem."

Fonte: DECO

download dos textos poderá ser feito aqui.

Hiperligação:
DECOJovem
Rosa Espada

Historypin: Do que somos ao que fazemos



Viajar até ao passado ou ajudar a construir a história de todos nós é mais uma aposta ganha com a participação da multinacional Google Maps no projeto da empresa britânica We Are What We Do. Em Historypin um extraordinário arquivo fotográfico vai nascendo com a colaboração de qualquer cidadão. Podem acrescentar-se fotografias ou procurá-las por datas e/ou através do mapa mundo, ou, ainda, escolher um determinado local e comparar diversas fotos de datas diferentes da mesma área geográfica.
São mais de 55 mil fotografias, de todos os pontos do globo, que contam a história recente do mundo desde o início do século XIX até aos dias de hoje. O objectivo é criar o maior banco de imagens históricas do mundo.

Para aceder a esta aplicação clique em: Historypin

Uma fotografia presente em Historypin, mostrando uma partida de atletismo (marcha) nos Jogos Olímpicos de 1908 realizados em Londres (White City Stadium). A estranheza maior talvez resida nas bancadas, que se mostram praticamente vazias. 

Rosa Espada

«Educação para os média»

Nos inícios da segunda década do século XXI e após vinte anos de “revolução silenciosa”, importa continuar a refletir sobre os fortes impactos da mudança de paradigma que a “revolução digital” trouxe para as sociedades contemporâneas. 
Em sociedades onde não se queira perder o valor da equidade, a info-exclusão é o desafio maior da “sociedade do conhecimento”. Aqui, o problema não reside apenas nos resistentes do “mundo analógico” mas, sobretudo, na necessidade de preparação de cidadãos responsáveis e capazes de exercer a(s) nova(s) cidadanias.
Ou, como defende Edgar Morin (2002) talvez precisemos de encarar o conhecimento não como um "ready made" mas sob critérios de pertinência. Seguramente precisamos de ensinar aos nossos alunos a "condição humana" e a "identidade terrena", de os dotar de ferramentas para lidarem com a "incerteza" - ainda para mais num mundo em acelerada e, muitas vezes, imprevisível transformação e onde a crítica e a autocrítica são tão necessárias.
O vídeo apresentado por RevistaComunicar sobre a temática da "Educação para os Media", do programa Nativos Digitais da RTP2, é um bom contributo para a reflexão e debate na sociedade, no seu conjunto.
Alunos, professores e pais são agentes essenciais nesse debate.


Artigos relacionados:
8 Fevereiro 2011: Dia Europeu da Internet Segura
A nova "onda TIC" na educação: os tablets
«A Sociedade em Rede» por Manuel Castells
Aprendizagem ao longo da vida: paradigma de educação/formação
«Manual de Ferramentas da Web 2.0 para Professores
Portal da Literacia para os Media
Prometeus - uma visão do presente e do futuro
You are teachers and we are digital learners

Hiperligações:
RTP
Nativos Digitais

José Fernando Vasco

«Anuário estatístico de Portugal 2009»

Disponível para consulta na BECRE

Um instrumento útil de análise da situação portuguesa, do ponto de vista geográfico, ambiental, demográfico, económico, político ...

PORTUGAL. INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA
Anuário estatístico de Portugal 2009 = Statistical yearbook of Portugal 2009 / Instituto Nacional de Estatística. - Lisboa : Instituto Nacional de Estatística, 2010. - 574 p. : Quadros, tabelas, gráficos + CD-ROM, Glossário
Oferta da DREL
Dep. Legal 47984/91
ISBN 978-989-25-0047-8
Ciências sociais / Estatística / Portugal - estatística
CDU: 311.3(469)(058)
Cota: 311.3(469)(058) CIE SOC POR ESCT 04930
 


José Fernando Vasco
Conceição Toscano, Sónia Lapa
(tratamento documental)

«Mulheres em discurso» de Ana Vicente

Disponível para consulta na BECRE
a partir de 02 Junho 2011
por amável doação de Júlia Coutinho

Numa altura em que se discute o muito que está por fazer em torno da Educação para a Saúde e, nomeadamente, para uma sexualidade responsável e para uma educação para os afectos, a obra «Mulheres em discurso» de Ana Vicente apresenta um panorama da realidade portuguesa de finais da década de 70 e inícios da década de 80 do século XX, altura das primeiras tentativas sérias de montagem de uma ideia de promoção do Planeamento Familiar.
Para além da contextualização e análise de dados, o interesse reside sobretudo nos testemunhos, dúvidas e interrogações mais ou menos pungentes das cerca de 600 mulheres e 40 homens colocaram sob a forma de carta para a revista «Crónica Feminina», suporte para uma campanha (1979-1981) dirigida pela Comissão da Condição Feminina e que, na altura, contou com o apoio do Fundo das Nações Unidas.
Trinta anos depois, o interesse da obra permanece do ponto de vista histórico e sociológico. É igualmente revelador das consequências de uma política social moralista durante o Estado Novo, e que colocou uma parte muito (demasiado...) significativa da população portuguesa na total ignorância em relação às questões da sexualidade e do planeamento familiar.

José Fernando Vasco

«Empregabilidade» por Cristina Matos (Grupo Lusófona)

Realizou-se hoje na BECRE a palestra sobre "Empregabilidade" com a Dra Cristina Matos, Coordenadora do Gabinete de Relações Internacionais, Estágios, Emprego e Empreendedorismo do Grupo Lusófona. Uma das questões centrais foi a necessidade crescente de uma formação ao longo da vida, não apenas confinada ao mundo académico. Actividades como voluntariado, a prática de desporto, a participação em associações, são tão ou mais importantes que uma boa média final num curso, pois representam a aquisição de um conjunto de competências importantes para o mundo do trabalho. Os alunos puderam confrontar-se com aquelas que são as expectativas dos empregadores e destruir alguns estereótipos relativamente ao processo de recrutamento de pessoal. Foram também abordadas várias possibilidades para os seus percursos de vida tais como os estágios profissionais, a criação da sua própria empresa ou os programas Erasmus e Leonardo da Vinci.

Divulgam-se os dados relativos à avaliação da actividade.


Sónia Lapa
(texto)
José Fernando Vasco
(dados de avaliação)

Palestra "Empregabilidade"

Realiza-se a 18 de Maio, pelas 10:15, na BECRE, a palestra "Empregabilidade", com a Dra Cristina Matos, do Instituto Superior de Gestão. Esta iniciativa da equipa do Mini-Fórum Estudante, prevista para 10 de Março, havia sido adiada para o 3º período lectivo, por motivos de saúde da prelectora.


Sónia Lapa
(Coordenadora Mini Fórum Estudante)

«O crepúsculo do dever» de Gilles Lipovetsky

Escrito em 1992 em França, O Crepúsculo do Dever é um livro que se destina primariamente à análise social, análise essa feita em inúmeras vertentes, que expõem e exploram até ao mais ínfimo pormenor todos os “podres” e temas recorrentes nas sociedades de hoje e nas de então, como a sexualidade, importância do desporto na valorização do indivíduo (que o autor designa na página 129 por “egobuilding”) e como fenómeno de massas, o descrédito no catolicismo e no papel da religião em geral, ecologia e preocupação com o bem-estar do planeta, e, claro, a política. Estabelecendo comparações com tempos passados (quer através dos pontos de vista do autor, quer com base de fundamentação de ideias em obras que o mesmo consultou previamente e que estão referidas no decorrer do livro) e mostrando as mudanças e/ou regressões registadas, principalmente no que ao domínio dos valores diz respeito, torna-se curioso constatar que, quase vinte anos passados da conclusão deste livro, mal necessitamos de estabelecer comparações em relação às sociedades do Século XXI, pois em abono da verdade, o status quo de muitos dos problemas registados nos nossos dias, e já existentes à data, continua exactamente o mesmo, apenas mascarado com um nível tecnológico muito maior e considerados como factores decorrentes do fenómeno de globalização que atravessamos actualmente, com tudo o que esse processo implica na definição do rumo das sociedades ocidentais. 
Um dos temas que o autor insistentemente expõe neste livro é o primado do individual sobre o colectivo, patente em termos como “qualidade de vida” e que, no ponto de vista de Gilles Lipovetsky, influem grandemente no que à ética e moral (conceitos que também mudam de significado com os tempos) diz respeito, não faltando exemplos que corroborem a posição do autor, como as referências ao recuo do ideal altruísta (página 148), filantropia (página 153) e voluntariado (página 161). É fácil perceber que as sociedades actuais caminham a passos largos para uma despreocupação relativa ao bem-estar do colectivo, e mesmo que o indivíduo tenha uma noção de bem-estar social mais abrangente, essa mesma noção é largamente acompanhada de uma grande componente egocêntrica, que deixe esse mesmo indivíduo numa posição de destaque face à maioria. É esta competição desenfreada, que visa “eliminar os adversários” e que constitui uma verdadeira escalada pela procura de notoriedade, seja dentro do grupo de trabalhadores de uma empresa, nas relações pessoais ou mesmo nos ideais de cidadania, que o autor analisa, a meu ver, de forma bastante competente, mostrando as inúmeras áreas em que esta tendência individualista influi largamente. Infelizmente, o autor expõe tanto esta temática, que o livro acaba por se perder um pouco na sua intenção de analisar a sociedade, parecendo não passar de uma tese sobre o individualismo no decorrer dos seus capítulos. 
Se bem que “ensombrados” pelo tema do individualismo já referido, o livro mantém a sua pertinência ao referir problemáticas tão comuns nos dias de hoje, e que constituem ainda e sempre os tabus já mais que habituais, como sendo o aborto, a droga, a eutanásia e as questões sexuais e raciais. Constatamos mesmo sem recurso ao livro que as evoluções registadas em termos de mentalidade são bastante tímidas, e que sempre que estes temas vêm a público, fazem-se quase automaticamente acompanhar de uma série de mitos e polémicas, tão nocivas em sociedades que se pretendem inclusivas e “open-minded”, onde as questões do percurso de vida e protecção da privacidade são sempre bastante fracturantes e entram em aparente contradição com esta generalização de hábitos, pensamentos e atitudes que a Globalização (ou Ocidentalização?) tanto proclama. 
A temática do patriotismo também ocupa aqui o seu papel de importância. Conceito também ele em mutação, também em choque com esta tendência de despreocupação social, e muito bem apelidada pelo autor de “Nacionalismo sem Patriotas” (na página 220), apercebemo-nos durante a leitura de que os jovens são pouco dados a “demonstrações de afecto” aos seus países. E não precisamos de voltar mais do que seis anos atrás para termos um bom exemplo real de um patriotismo adormecido que subitamente desperta, vaga que o Euro 2004 competentemente desencadeou. Com efeito, e excluindo estes fenómenos temporários de nacionalismo exacerbado, damos de caras com um inquérito realizado em França e datado de 1988 (página 222), que revela algumas conclusões no mínimo surpreendentes, como o facto de 1 em cada 2 jovens não achar escandaloso pisar a bandeira nacional. Não querendo aqui assumir uma tomada de posição, faço minhas as palavras de Lipovetsky quando este afirma que “a mitologia nacionalista está cansada”(página 222). De facto, só quando o nacionalismo se torna útil e vantajoso, nomeadamente em questões económicas, é que as sociedades se lembram dos respectivos “berços” e, por momentos, deixam de lado o debate sobre a conjuntura das suas nações, tomando a forma de ataque aos Governos e ao Estado, muitas vezes a respeito da incompetência e/ou má acção dos mesmos. É neste contexto que as questões da cidadania ganham também novos contornos. Fenómenos como as taxas de abstenção crescentes sempre que se procedem a novas eleições, a desvalorização do voto como elemento vital para o rumo futuro da governação de um país, e a consciencialização que um bom cidadão é todo aquele que se limita a pagar os seus impostos sem possuir qualquer tipo de dívidas ao fisco traduzem uma sociedade cada vez mais focada nos direitos, relegando os deveres para um plano cada vez mais secundário. Convém referir que os exemplos atrás apontados são considerações pessoais do autor, e que, muito resumidamente, traduzem a regressão de valores a que assistimos actualmente. 
Em suma, estas são as principais temáticas deste livro, que, embora tenha dado gosto em ler e seja efectivamente muito completo e factual, não ocultando qualquer defeito apontado às sociedades contemporâneas, não deixa de ser demasiado denso e repetitivo em conteúdo, valendo-se do recurso à modernidade como chamariz para os leitores, bem como demasiado “estatístico” (socorre-se frequentemente de percentagens e resultados de inquéritos para comprovar os factos referidos). São 320 páginas de conteúdos pouco diversificados, alguns até desnecessários para a análise em questão (realço o exemplo da importância do banho e de este ser encarado como uma obrigação ou prazer), e que poderiam ser facilmente discutidos e debatidos no contexto de uma aula normal. 
Joel Joaquim
(Aluno de Comunicação Social do
Instituto Politécnico de Setúbal)
 

«Confessions of a Shopaholic» (Louca por Compras)

A BECRE neste Natal também foi às compras e na nossa lista constava, entre outros, o filme Louca por Compras (original - Confessions of a Shopaholic) com a divertida Isla Fisher e baseado no romance homónimo de Sophie Kinsella.
Este filme que, a um espectador menos atento, poderá parecer algo frívolo, é um excelente retrato da sociedade consumista, do problema real que é a compensação de carências através de compras, tornando-se um vício, e da manipulação a que somos sistematicamente sujeitos com a publicidade e que nos leva a adquirir produtos que nada têm de essencial.
O filme conduz-nos às mais glamorosas e elegantes lojas de Nova Iorque com montras irresistíveis e, tal como Becky Bloomwood, sentimos dificuldade em fugir à tentação de comprar tudo. O dia-a dia de Becky é uma verdadeira aventura e esta gastadora inveterada dá por si a escrever uma coluna financeira para uma revista de economia, perspectivando realizar o seu sonho... escrever para uma revista de moda. Por ironia do destino, a sua coluna é um êxito o que resulta em situações verdadeiramente cómicas.
Este DVD é um recurso útil na prática docente, podendo ser explorado a vários níveis e disciplinas com a vantagem de ser uma forma lúdica de motivar a reflexão sobre temas como, por exemplo:
  • consumismo;
  • a concepção de "cliente satisfeito" ("happy costumer");
  • organizações de apoio ao consumidor;
  • adições e outros comportamentos compulsivos;
  • publicidade;
  • influência dos mass media na sociedade.
São apenas algumas sugestões, outras ideias e comentários serão bem vindos!!


Cristina Oliveira

O défice de açúcar

«Tudo isto é triste, e nem sequer é Fado: ao olharmos para a China e para o Brasil como os possíveis garantes da nossa dívida soberana, apenas mostramos que se a UE não acredita em nós, nós também já não esperamos grande coisa dela. Com ou sem pães de açúcar.»
SOBRAL, Fernando (2010). “O défice de açúcar”,
Jornal de negócios, Ano XII, Nº 1901, [Lisboa], 
16 de Dezembro de 2010, p. 44, [coln. 1].

Comentário

Este é sem dúvida a melhor expressão, o melhor retrato do nosso país. Caminhamos dia após dia, mês após mês, ano após ano, século após século e continuamos exactamente com a mesma mentalidade. Se analisarmos bem em quase nada mudámos, continuamos a gastar mais do que temos, usamos e abusamos da nossa “riqueza”, aquela que temos e não temos.
Actualmente, já não importamos açúcar refinado da Holanda, luxo e mania de Portugal desde sempre, hoje passámos para uma versão muito mais moderna o défice e em vês de comprarmos açúcar, pedimos empréstimo sobre empréstimo.
É de facto um aspecto interessante para analisar, pois o problema não só é do Estado mas também de cada português, porque pede um empréstimo para pagar outro [empréstimo] e assim sucessivamente. E se observarmos, acabam por gastar esse valor não para pagar o que deviam, mas para gastar nas suas coisas fúteis e assim acumulam mais uma dívida à que já tinham.

No entanto, os portugueses continuam a manter uma mentalidade de ricos. Segundo Eduardo Lourenço, os portugueses sofrem deste mal há muitos séculos e no seu livro “O Labirinto da Saudade”, publicado no final dos anos setenta, [ele] referia o seguinte: ”somos um povo de pobres com mentalidade de ricos. Se tivesse acrescentado qualquer coisa como “ricos pobres” ou ricos imaginários, teria resumido oitocentos anos de história pátria…”. Curiosamente, passaram apenas trinta anos após a publicação do seu livro e o país contínua na mesma ou pior.
Infelizmente, as gerações vindouras já nascem e vivem neste ciclo vicioso e perigoso, que leva muitas pessoas “à rua da amargura”: continuamos a achar que devemos ter tudo do bom e do melhor e a qualquer custo, independentemente dos problemas que possam surgir. Existem muitas pessoas que deixam de comer, para simplesmente ter uma boa televisão, um telemóvel de última geração e assim sucessivamente. Que futuro terá o nosso país? O que irá suceder às próximas gerações?
Em suma, continuamos e continuaremos a ser um país de “fúteis”, salvo excepções. No entanto, é assim que os portugueses vivem, num país imaginário criado à medida de cada um, num mundo encantado onde tudo é possível, onde vivemos em liberdade. Mantemos esta mentalidade de ricos: [a achar que] podemos ter tudo e fazer tudo sem nunca sermos responsabilizados pelos nossos actos impulsivos e irresponsáveis.
É triste olhar em redor e, por vezes, não ver um caminho que nos guie para a saída, a luz ao fundo do túnel que todos desejamos e assim alcançar um futuro próspero para o nosso país e para a vida de cada português. 
Sofia Nunes
(Aluna da Licenciatura em História
Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa)

Colóquio na Gulbenkian: «Migrações, minorias e diversidade cultural»

«Uma retrospectiva dos últimos cem anos de migrações em Portugal, através do colóquio “Migrações, minorias e diversidade cultural”, terá lugar no dia 11 de Novembro, a partir das 9h30. A actualidade e o futuro da mobilidade dos portugueses no mundo também vão estar em destaque, pela voz dos próprios emigrantes: na primeira pessoa, um conjunto de jovens portugueses que exerce profissões de relevo no estrangeiro partilhará as suas experiências.
O colóquio incluirá três painéis, comentados e moderados por personalidades do mundo académico português - como David Justino, António Câmara ou Isabel Gil -, que se debruçarão sobre temas como a gestão da diversidade cultural e o desenvolvimento das migrações em Portugal.»

Fonte:
José Fernando Vasco

«A Sociedade em Rede» por Manuel Castells

Disponível para consulta na BECRE

Um livro indispensável para quem quiser compreender as alterações ocorridas com o desenvolvimento das TIC nos últimos 20 anos e as profundas mudanças a nível político, económico, social e cultural que aquelas trouxeram.
«A Sociedade Informacional» é analisada por Castells de forma clara e objectiva - ainda que muitas das suas conclusões possam ser polémicas ou, inclusivamente, já a necessitar de revisão, dada a velocidade das transformações.
Trata-se de uma obra francamente importante e aconselhável para as áreas disciplinares da Economia, Sociologia, História ... bem como todas aquelas que abordem a "comunicação" nos seus variados canais e plataformas.
Em suma, um livro fascinante que nos ajuda a contextualizar as rápidas e profundíssimas mudanças que o nosso mundo tem conhecido nas últimas duas décadas, sobretudo desde o advento e democratização da internet.

Registo no Catálogo:

CASTELLS, Manuel
A Era da Informação : Economia, Sociedade e Cultura. Vol I : A Sociedade em Rede / Manuel Castells ;
trad. Alexandra Lemos et al. ; coord. José Manuel Paquete de Oliveira e Gustavo Leitão Cardoso. - 1ª ed. -
Lisboa : Fundação Calouste Gulenkian, 2002. - 713 p : gráficos, quadros ; 23 x 16 cm
Tít. orig.: The Rise of the Network Society
Ed. orig.: 1996
186669/02
972-31-0984-0
ECONOMIA/SOCIOLOGIA/HISTÓRIA/FORMAS DE ORGANIZAÇÃO/REVOLUÇÃO
TECNOLÓGICA/TRABALHO/EMPREGO/MASS MEDIA
CDU: 334
Cota: 334 ECON CAST 1 ESCT 01174

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- A Sociedade em Rede - »

Prólogo - A Rede e o Self
1. A Revolução da Tecnologia da Informação
2. A Nova Economia: Informacionalismo, Globalização e Redes
3. Empresa em Rede: cultura, instituições e organizações da economia informacional
4. A Transformação do Trabalho e do Emprego: trabalhadores da rede, flexíveis e desempregados
5. A Cultura da Virtualidade Real: a integração da comunicação electrónica, o fim da audiência de massas e o surgimento das redes interactivas.
6. O Espaço de Fluxos
7. No Limiar da Eternidade: tempo atemporal
8. Conclusão: a Sociedade em Rede
Bibliografia
Índice remissivo
José Fernando Vasco
Conceição Toscano/Sónia Lapa (catalogação)
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