O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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Mini-Fórum Estudante na ESCT

Cartaz de Raphael Venâncio
2ºano do C. P. de Design Gráfico
Numa iniciativa dirigida para a cidadania e orientação escolar, a Escola Secundária Cacilhas-Tejo (ESCT), no dia 14 de fevereiro de 2013, promoverá a 12ª edição do “Mini-Fórum Estudante”. A atividade, que pertence ao Plano de Ação Cultural da Câmara Municipal de Almada, desde 2009, decorrerá entre as 10 e as 13 horas podendo a comunidade escolar contactar com instituições do Ensino Superior, Escolas Profissionais, Ensino Militar e Centros de Formação.

Neste evento também estarão presentes a Imaginarte/F4, a Associação para a Cidadania “O Farol” e a AMI.



Saliente-se ainda as apresentações da Força Aérea, sobre a possibilidade de carreira dentro deste ramo das Forças Armadas. As apresentações estarão a cargo do senhor alferes Diogo Pires e realizar-se-ão na BECRE pelas 10.15 e 11.50.

O encerramento do MFE contará com um momento musical com elementos da tuna feminina In’Spiritus da Cooperativa de Ensino Superior Egas Moniz.

Sónia Lapa
(coordenadora MFE)



Imprensa periódica de Almada (séc.XX-XXI)

É inaugurada hoje a nova exposição bibliográfica da BECRE, dedicada ao fundo documental local, nomeadamente os registos da imprensa periódica do nosso concelho de Almada, onde o utente poderá encontrar exemplares desde 1925 até aos nossos dias.

A partir do acervo da BECRE, da «Associação de Cidadania de Cacilhas O Farol» e de amáveis empréstimos, estão patentes nesta exposição 72 títulos, desde jornais, boletins, jornais escolares, publicações referentes a exposições, etc., de que são exemplo:
*«Ginásio: Jornal de Actividades do Ginásio Clube do Sul», de Junho de 1978 (empréstimo de Henrique da Costa Mota);
*«O Cacilheiro», de dezembro de 2008 (empréstimo do professor José Cunha - ESCT);
*«Lusofonias», exemplares de dezembro de 2000 a janeiro de 2002 (empréstimo da professora Madalena Oliveira - ESCT);
*«Magazine do Caranguejo», de 2 de junho de 2003 (empréstimo do Agrupamento de Escolas D. António da Costa);
*«O Despertar», de 25 de outubro de 1925 e «O Excursionista», de 15 de agosto de 1933 (Projeto ESCT/«Associação de Cidadania de Cacilhas O Farol»);
*«O Elias: um aluno extra-ordinário», números desde abril de 1996 a março de 1998 e «Al-madan», de novembro 1984/novembro 1985 (fundo documental da BECRE).

Até 15 de março, o visitante poderá apreciar  estes títulos apresentados e outros igualmente dignos de atenção, num esforço de abordagem à rica variedade da imprensa periódica que Almada apresenta, para além da inclusão de três obras com responsabilidade de Alexandre M. Flores, nas quais o autor procura explicar ao leitor como, a partir do estudo da imprensa local, se pode acompanhar de perto a mentalidade em Almada, podendo ser ponto de partida para o conhecimento de um passado e de um presente de uma comunidade.
Conceição Toscano

O património, a história local e a educação

Realizou-se nos dias 19 e 20 de maio, o Encontro sobre Património de Almada e Seixal, organizado pelo CAA-Centro de Arqueologia de Almada, no âmbito das comemorações do seu 40º aniversário. Ao longo das várias sessões, foram apresentados estudos acerca do património arqueológico, religioso, imaterial e a história local de diferentes freguesias dos concelhos de Almada e do Seixal.

Aqui deixamos o elenco das temáticas abordadas:

- «Grutas de S. Paulo: O IV e III milénios em Almada», Luís Barros;
- «Al-madan no contexto da ocupação islâmica da Margem Sul», Maria Inês Raimundo e Vanessa Dias;
- «Três sítios e quintas históricas entre Corroios e Amora», Rui Mendes;
- «Pelos caminhos do Cruzeiro de Vale de Rosal», Vitor Manuel Reis;
- «Trafaria, a história da formação de uma identidade», Carlos Barradas Leal;
- «Breve história da Costa da Caparica», Francisco Silva;
- «Memórias da Caparica pela pena de Bulhão Pato», Rui Caetano;
- «Património naval do Seixal», Elisabete Curtinhal (Ecomuseu Municipal do Seixal);
- «A indústria vinícola em Cacilhas nos séculos XIX e XX», Luís Milheiro;
- «Os espaços e as sociabilidades  das classes trabalhadoras entre 1890 e 1930: os casos de estudo na margem sul do Tejo», Joana Dias;
- «Memórias do cinema em Almada», Ângela Luzia e Margarida Nunes (Museu da Cidade de Almada);
- «Educação patrimonial em Almada - O papel do CAA em Almada», Elisabete Gonçalves.
 Estando patente a preocupação com a educação social pelo património, este tipo de iniciativas levadas a cabo pelo CAA, constitui um reforço da divulgação do empenho de vários investigadores no campo da história local e do património, em conjunto com as diversas atividades realizadas no decurso do ano por esta instituição, sempre com o objetivo do alcance do conhecimento necessário e obrigatório para a preservação do património - a aprendizagem geradora de uma consciência de salvaguarda do património e como construção essencial na estruturação de uma memória coletiva.

Ficamos a aguardar a publicação das intervenções em ata, o que certamente constituirá um recurso educativo importante, nomeadamente para o estudo da história da nossa comunidade. 
Conceição Toscano

Exposição - Projeto de Conceção Gráfica para a Quinzena da Juventude 2012


Projeto desenvolvido pelos alunos do 2º ano do Curso Profissional Técnico de Design Gráfico da Escola Secundária Cacilhas- Tejo, que consiste na apresentação de propostas gráficas para a Quinzena da Juventude 2012 em vários suportes: Outdoor, Mupi, Poster, programa e banner.
A exposição, integrada no programa da Quinzena da Juventude 2012, inclui o resultado final de 6 propostas e uma apresentação das várias fases do processo criativo.
Visita a exposição e escolhe a tua proposta preferida.

Data: 17 a 31 de março
Horário: Terça-feira a Sábado das 10h às 18h
Local: Fórum Municipal Romeu Correia - Sala Pablo Neruda
Organização: Escola Secundária Cacilhas-Tejo e Câmara Municipal de Almada

Paula Penha

Património industrial de Cacilhas: As memórias do trabalho

Graças a amável oferta da Junta de Freguesia de Cacilhas o acervo da nossa BECRE foi reforçado com uma obra que reflete cerca de quatro décadas de trabalho industrial na área da reparação naval em Cacilhas.

«SORENA - 44 anos entre Cacilhas e o Ginjal, uma história com muitas estórias», da autoria de Augusto Flor, Ivone Marques e Violeta Morais, apresenta-se com um elenco de testemunhos de vidas do meio laboral. Para além  da história da Sociedade de Reparação de Navios o trabalho revive igualmente toda a indústria naval no concelho de Almada (a partir do relacionamento com outras empresas, CPP, H. Parry & Son, Arsenal do Alfeite, Lisnave) e a nível distrital e nacional (Setenave, Estaleiros Navais de Pedrouços), reconhecendo o valor destas memórias e saber-fazer, "enquanto património social, cultural, tecnológico e económico extremamente relevante a nível local, regional e nacional."(da obra)

O livro apresenta as perspetivas de abordagem dos seus autores (da área da antropologia e da história), permitindo a perceção de vertentes diversas de um património industrial, não esquecendo os fatores humanos e sociais, para além da transmissão dos conhecimentos técnicos. Este estudo e divulgação socorreu-se dos testemunhos dos intervenientes diretos (através das narrativas de 70 trabalhadores) e registos materiais, nomeadamente fotografias e documentos pessoais e empresariais. A vida em Cacilhas e no Ginjal também nos aparece retratada durante a existência da empresa, assim como o ambiente social e político da época.

Ao longo de 12 capítulos a estrutura da obra é a seguinte:
I.A sociedade portuguesa nos anos 40
II.A propriedade dos meios de produção
III.44 anos em Cacilhas
IV.A disciplina, o poder e o medo
V.As Secções, seus trabalhadores e suas estórias
VI.Identidade sociológica e antropológica
VII.O 25 de Abril de 1974
VIII.Alfabetização
IX.O Grupo Desportivo dos Trabalhadores
X.Nós e os outros - a solidariedade operária
XI.A amizade permanece
XII.Visita guiada à SORENA pelo Mestre Júlio Dinis

Certamente um valioso contributo para o nosso fundo local e um excelente recurso para a comunidade de utentes.

Conceição Toscano

O nosso património local de Cacilhas

Fotografia de Modesto Viegas
Devido a amável oferta da Biblioteca Municipal de Almada, o acervo da BECRE foi reforçado com obras que refletem a vivência comunitária de Cacilhas, a partir de pólos diversos, vida laboral e vida religiosa.
Memórias distintas dadas a conhecer a partir quer da investigação, com base em pesquisas documentais, levantamentos fotográficos e recolha oral, como em «Memórias do Ginjal», quer da edição em catálogo, como complemento documental, dos registos mais impressionantes de uma exposição dedicada ao «Tesouro da Igreja de Nª Sª do Bom Sucesso».




«Memórias do Ginjal»:

"Enquanto espaço económico com alguma importância, o Ginjal foi fruto de uma conjuntura de crescimento regional que se baseou fundamentalmente no trabalho braçal de homens, mulheres e crianças, correspondendo a uma época áurea onde o rio e os transportes fluviais constituem o principal factor de viabilidade económica de um conjunto de actividades complementares. Contudo, no quadro de mudanças que ocorreram nos anos 60 e 70 do século XX - nas formas de produção, na distribuição e na estrutura de consumo [...] diversas actividades económicas entraram em acelerado declínio e o gradual abandono do cais deixou vazios muitos edifícios, hoje à beira da ruína."

- O Ginjal: O rio como meio de comunicação.
- O espaço e as memórias: os armazéns; a indústria; as tanoarias; a latoaria; as fábricas de conserva; as fábricas de cortiça; a fábrica de desestanho; a pesca do bacalhau.
- Quotidianos: o trabalho; os percursos; as condições de vida; os restaurantes, as tascas e a pensão; os petiscos e a pesca; a praia; as brincadeiras dos miúdos; o cinema, o boxe e a verbena; o rio como paisagem.
- A insegurança: os suicídios; os acidentes; os incêndios; a falésia e a água; o ciclone.


«Tesouro da Igreja de Nª Sª do Bom Sucesso: Catálogo da exposição»:

"...Conhecimento de um riquíssimo património, divulgando em particular uma parcela significativa da memória dos fregueses de Cacilhas."

- O dia trágico.
- A Igreja e a sua envolvência.
- O tempo simbólico.
- Santas de devoção.
- Azulejaria da Igreja.
- Registos de objetos de devoção.
- Ourivesaria e joalharia da Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso.
- As jóias de Nossa Senhora do Bom sucesso.

Para além de um recurso importante como fonte histórica (testemunhos de caráter material e imaterial) -  complemento essencial do conhecimento proporcionado pelos documentos escritos - estas duas obras constituem também uma valorização acrescida do nosso fundo local.

Hiperligação:
Conceição Toscano

A nossa identidade regional - recursos documentais

                      
Por amável oferta do Museu da Cidade, encontram-se disponíveis para consulta os recursos documentais editados como complemento das exposições realizadas no espaço municipal.

O nosso património histórico e social é transmitido através de fotografias e textos, revelando realidades da vida local e possibilitando o conhecimento acerca da identidade e da memória coletiva.

Pertencem a partir desta data ao nosso fundo documental:

- «Almada e o Cristo-Rei 1949-59», "Primeira grande obra de arte pública no concelho, o Monumento ao Cristo-Rei, para além do seu significado religioso, consolidou-se no imaginário colectivo nacional como um ícone de Almada e do estuário, convertendo-se para a população almadense num marco urbano de referência." (Exposição realizada de abril a setembro de 2008).

- «Na esteira do Arsenal: 70 anos de história no Alfeite», porque não podia ser esquecido o importante papel social e histórico desempenhado por este organismo fabril das forças armadas no concelho, "sublinhando a sua relevância como pólo de qualificação e competência tecnológica." (Exposição realizada de janeiro a agosto de 2009).

- «Há festa na cidade: a memória dos objectos», uma exposição centrada no poder da imagem, que nos localiza num tempo e num contexto, reconstituindo realidades e transmitindo conhecimentos acerca da celebração coletiva das festas da cidade (Carnaval, procissões e festas municipais). "Pela capacidade única de mobilizar e mediar as memórias individuais e colectivas, de suporte à investigação, a imagem fixa ou em movimento, tem uma importância fundamental enquanto objecto museológico." (Exposição realizada de maio a setembro de 2011).

- «A história de uma bandeira», reconstituindo a Almada dos inícios do século XX, a partir das memórias de uma bandeira: "Ainda a República em Portugal era, para muitos, um ponto de interrogação [...] já no velho forte de Almada tremulava a bandeira verde e vermelha." (Exposição a decorrer, desde outubro de 2011 até janeiro de 2012).

Estes recursos documentais conciliam os testemunhos de um passado com as interrogações sobre as possibilidades de apropriação pelas gerações atuais de um património coletivo da nossa identidade regional e serão certamente uma valiosa ajuda para diversas áreas disciplinares, tendo sido já objeto de consulta pelos alunos e professores de Área de Integração. 

Hiperligações:
Museu da Cidade

Conceição Toscano

«Mostra Interactiva de Formação, Emprego e Empreendedorismo» na ESCT

Nos próximos dias 12 e 13 deste mês, realiza-se a «Mostra Interactiva de Formação, Emprego e Empreendedorismo», organizada pela Câmara Municipal de Almada e por instituições várias de solidariedade social.
Integrada no «Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social» e no programa «Almada Solidária», a mostra «pretende constituir-se como um Fórum de reflexão e concertação de estratégias futuras de intervenção, integrando os diversos sectores» privado, público e solidário.
A mostra englobará um «Fórum de Reflexão e Animação para Promoção da Inserção», contará com a presença do Professor Doutor Jordi Estivil e a representação da Fundação Aga Khan, entre outros convidados; e uma «Feira de Formação, Emprego e Empreendedorismo».




Para mais informações, consultar o programa:

José Fernando Vasco

«A República - o meu discurso em 2010»

A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República divulgou ontem os resultados do concurso «A República: o meu discurso em 2010».
A Escola Secundária de Cacilhas-Tejo concorreu com um discurso escrito por Hugo Rufino Marques, aluno de Línguas e Humanidades (12º ano).

Após análise das 64 candidaturas validadas, o júri nomeou uma vencedora e atribuiu três menções honrosas.

Vencedora - Ana Lídia R. Sampaio Dias (ES da Maia)
Menção honrosa - Diogo Pessoa Cardoso (ES Infanta Dona Maria)
Menção honrosa - Maria Beatriz A.S.Ferreira de Brito (ES de Oliveira do Hospital)
Menção honrosa - Valentino Cunha (ES de Vendas Novas)

A convite da organização de «100 anos - implantação da República em Almada», Hugo Rufino Marques foi convidado a reformular o seu texto-discurso, de modo a enquadrá-lo nas referidas comemorações.
Apresentamos o texto lido pelo aluno junto ao busto de Elias Garcia, em Cacilhas.

« Os jovens e a República»

José Fernando Vasco

Hugo Rufino Marques
(CCH - Línguas e Humanidades)

As comemorações do Centenário da República em Cacilhas

Com a participação de muitos alunos da Escola, «100 anos - implantação da República em Almada», uma organização conjunta ESCT/BECRE/O FAROL/ARPFIC com o apoio da JUNTA DE FREGUESIA DE CACILHAS e ASSOCIAÇÃO ASSIMSER, começou na manhã de 4 de Outubro de 2010 com a inauguração da exposição bibliográfica alusiva à República e que se manterá nas instalações da BECRE até ao próximo dia 12.

A exposição apresenta-se em quatro núcleos de obras: o movimento republicano e o final da monarquia (obras de carácter geral e ensaios), I República (ensaios), Literatura Portuguesa do tempo/sobre da/a República (com destaque para Fernando Pessoa, José Rodrigues Miguéis e Almada Negreiros) e periódicos/DVD. Parte do espólio integra o fundo documental da BECRE, sendo o restante fruto de empréstimos temporários. A exposição conta igualmente com duas obras originais e datadas do final do século XIX da autoria de Magalhães Lima e Trigueiros de Martel.


A visita inaugural, orientada pelo professor-bibliotecário, contou com a presença da Directora da ES Cacilhas-Tejo, Margarida Fonseca; o Presidente de «O Farol», Henrique Mota; a Presidente da ARPIFC, Maria Natália Vicente, e o Director do Arquivo Histórico Municipal de Almada, Alexandre Flores, entre outros convidados.

Numa das "mangas" da Escola e perante uma vasta plateia de alunos e professores, Margarida Fonseca agradeceu a presença de Alexandre Flores que foi apresentado por Henrique Mota.



Alexandre Flores começou por contextualizar o período final do regime monárquico português e  analisar os acontecimentos de 4 e 5 de Outubro de 1910, destacando o pioneirismo de Almada e Cacilhas no acto de declaração de triunfo do ideal republicano, para o que muito contribuíram os centros republicanos «Elias Garcia» e «Capitão Leitão», bem como os operários do concelho.


Da parte da tarde, assistiu-se a uma representação alusiva ao acontecimento e à oposição monarquia/república. Três alunos - Hugo Marques, Inês Sousa e Marta Santos - orientados pelos professores Silvestre e Luísa Oliveira, apresentaram o sketch «Um para Cinco», no qual a informação e o humor em torno das realidades locais e nacionais do presente foram uma constante.

Ao entardecer, junto ao busto de Elias Garcia  na rua com o mesmo nome em Cacilhas, os representantes das entidades organizadoras das comemorações, professores da ES Cacilhas-Tejo e população local  reuniram-se para uma pequena cerimónia de homenagem ao republicano e «mais ilustre cacilhense».


 
 

Na sua intervenção, Henrique Mota destacou a importância do movimento republicano e da figura de Elias Garcia, e recordou alguns episódios de resistência ao Estado Novo, nomeadamente a homenagem prestada por Humberto Delgado durante a campanha presidencial de 1958.
Hugo Rufino Marques, aluno da ES Cacilhas-Tejo, proferiu o seu discurso «Os jovens e a República» no qual enalteceu os valores essenciais da «Res Publica», afirmando que as novas gerações estão prontas a defendê-los.
Maria Natália Vicente evocou a figura de Elias Garcia, o republicano e Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
O Presidente da Junta de Freguesia de Cacilhas, Carlos Leal, recordou como a liberdade, igualdade e fraternidade são valores pelos quais se deve continuar a lutar.


No final da cerimónia, o Coro da ARPFIC interpretou «Acordai» de Fernando Lopes Graça e «A Portuguesa», no que foi acompanhado por todos os presentes. Uma coroa de flores, em sentida homenagem, foi depositada junto do busto de Elias Garcia.

À noite, foi apresentado «Da Monarquia à República».




José Fernando Vasco

Henrique Mota e o Desporto em Almada


No próximo dia 28 de Agosto, na Biblioteca Municipal de Almada - Sala Pablo Neruda - é inaugurada a exposição bio-bibliográfica «Henrique Mota, um grande senhor do desporto almadense», numa organização conjunta da Rede Municipal de Bibliotecas de Almada e da SCALA, da qual o ilustre desportista e escritor foi co-fundador.
Henrique Mota é o autor de "Desportistas Almadenses", série de 4 volumes sobre o desporto no concelho.
Fonte:
José Fernando Vasco

Mostra de Escola

Convidamos toda a Comunidade Educativa a visitar a nossa Mostra de Escola que irá decorrer nos próximos dias 27 e 28 de Maio, das 10h às 22h.

A Mostra inclui:
- Espaço de Exposição (Pavilhão Gimnodesportivo) com diversos trabalhos realizados pelos alunos da escola;
- Apresentação dos Trabalhos de Área Projecto (dia 27, na Manga);
- Diversas actividades como Palestras, Ateliers e um Passeio Mistério, dinamizado pelos vários Departamentos;
- Feira do Livro Usado - a decorrer na BE/CRE (dias 27 e 28);
- Cores e Sabores - onde se poderá deliciar com iguarias de todo o mundo (durante os 2 dias, a partir das 19h).

Para mais Informações consultar:
Programa das Actividades e Espaço de Exposição de Trabalhos.

Contamos com a vossa visita!
Paula Penha

ES Cacilhas-Tejo, uma Escola na Sociedade do Conhecimento

Em seguida reproduz-se o texto que consta do painel de apresentação da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo na «Mostra Ensino Superior, Secundário e Profissional 2010», organizada pela Câmara Municipal de Almada e que se prolonga até ao próximo dia 8 de Maio, com a participação das seguintes entidades de ensino: Escola Naval, ESSEM – Escola Superior Egas Moniz, FCT/UNL - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, IP – Instituto Piaget, ISCSEM – Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, USALMA – Universidade Sénior do Concelho de Almada, Escolas Secundárias do Concelho de Almada, Escolas Profissionais do Concelho de Almada.

Reconhecendo a diversidade étnico-cultural da população da área em que se integra e assumindo a sua “vocação social radical” (PEE, 2008-2013), a Escola Secundária de Cacilhas-Tejo (ESCT) define-se como...
Uma Escola na Sociedade do Conhecimento;
Uma Escola integradora, diversificada e respeitadora das diferenças;
Uma Escola participante das dinâmicas locais e regionais;
Uma Escola que prossiga os objectivos de rigor, qualidade e exigência;
Uma Escola disciplinadora e segura;
Uma Escola lugar de produção e extensão educativa e cultural.

Como Escola de referência a nível local, regional e nacional que pretende ser – e diariamente persegue esse objectivo – a sua missão assenta nos princípios da “Qualidade, Exigência e Rigor e Responsabilidade Cívica” (PEE, 2008-2013).
Uma Escola para todos na sociedade do conhecimento implica a ideia de serviço público de educação que privilegia o conhecimento enquanto construção de informação, reflexão, vivências e afectividades; o entendimento do aluno como ponto axial da educação e a sua aprendizagem como a finalidade e razão de ser última do serviço prestado.
A construção da cidadania pressupõe liberdade, autonomia, consciência cívica e responsabilidade na acção; e esse processo é desenvolvido diariamente na ESCT: na prática lectiva, no desenvolvimento de Projectos, na organização dos serviços e na liderança.
A procura de respostas pedagógicas para as diferentes necessidades dos utentes deste serviço público de educação (alunos dos cursos científico-humanísticos, profissionais, ensino recorrente, adultos dos cursos EFA ou em processo de RVCC) encontra-se na oferta diversificada que a ESCT e o Centro Novas Oportunidades de Cacilhas oferecem.
A inovação pedagógica, com recurso às tecnologias da informação e comunicação e alicerçada em sólidas bases científico-pedagógicas, é evidenciada pelo reconhecimento público de conhecimentos e competências dos alunos que, individual ou colectivamente, têm sido distinguidos em concursos e em exposições de trabalhos, nomeadamente nas áreas das ciências e tecnologias ou do design gráfico.
A articulação com a comunidade envolvente é prioritária na estratégia de planeamento/ acção educativas, seja pela existência de protocolos com associações locais (“O Farol”), na prossecução de projectos que envolvem alunos de outros níveis de ensino (“Projecto de Ciências Experimentais no 1º ciclo”), numa abordagem integradora da realidade intercultural (Projecto “Eu e o Outro – olhares entre culturas” e “Curso de Português para Falantes de Outras Línguas”) ou na orientação escolar e profissional (“Mini-Fórum Estudante”).
A participação dos alunos na vida da escola e a expressão da sua criatividade é apoiada pela Direcção, seja pelo contacto próximo com os delegados de turma, pelo apoio à Associação de Estudantes, a actividades propostos pelos alunos ou pelo desenvolvimento de projectos vocacionados (“Português com Vida”).
A promoção da consciência ambiental e de práticas para uma vida saudável tem sido prosseguida com êxito em iniciativas como “Cacilhas-Tejo Goes Green” ou com o Desporto Escolar (Voleibol, Futsal e Xadrez).
A Biblioteca Escolar (BECRE) organiza-se em função das necessidades de alunos e professores, estabelecendo prioridades e desenvolvendo iniciativas complementares à prática lectiva, organizadoras do acesso à informação e promotoras da construção do conhecimento.
O reconhecimento interno da excelência do desempenho escolar dos alunos, indutor de boas práticas e atitudes positivas na vida da comunidade, é anualmente consagrado pelas “Notações de Mérito”.
A Escola Secundária de Cacilhas-Tejo projecta-se para o futuro como...
Escola solidária: espaço de partilha de experiências e valores;
Escola autónoma, responsável e participante das dinâmicas locais e regionais;
Uma Escola‐espaço de formação permanente;
Uma Escola de boas práticas pedagógicas orientadas pelo princípio da exigência.
José Fernando Vasco

IX Mini-Fórum Estudante 2010

A Escola Secundária Cacilhas – Tejo (ESCT), realizou no dia 18 de Fevereiro de 2010 a 9º edição do “Mini-Fórum Estudante” com a participação de 42 instituições e a presença de entidades da Equipa de Apoio às Escolas, da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), da Câmara Municipal de Almada e do Centro de Emprego de Almada.
A comunidade escolar teve a possibilidade de contactar com várias instituições de Ensino Superior, Público e Privado, Escolas Profissionais, Escolas ligadas aos vários ramos das Forças Armadas, Empresas e Centros Profissionais. Numa orientação para a cultura e cidadania também estiveram presentes a associação O Farol, a F4-Imaginarte, a Amnistia Internacional, o Comércio Justo e a Cercizimbra. Estiveram também representadas as várias ofertas da Escola, do CNO e Cursos Nocturnos, e foram divulgados trabalhos dos alunos do 12º ano da disciplina de Área de Projecto.
Sónia Lapa
(Coordenação Mini-Fórum Estudante)

Mini-Fórum Estudante 2009/2010

No próximo dia 18 de Fevereiro (quinta-feira) terá lugar, na Escola Secundária de Cacilhas-Tejo, a 9ª edição do Mini-Fórum Estudante - uma iniciativa das professoras Sónia Lapa (coordenadora do projecto), Ângela Gordo, Custódia Cunha, Deolinda Romba, Fátima Serrano e Margarida Barral - destinada aos alunos do estabelecimento de ensino e a todos os interessados do meio envolvente. A iniciativa visa proporcionar "uma maior proximidade com as instituições do ensino superior e profissional e respectivas propostas educativas e formativas"; "o contacto [...] com o desempenho prático in loco de profissionais convidados"; " a divulgação de projectos desenvolvidos na ESCT e entidades suas parceiras"; e "contribuir para a formação dos jovens no domínio da cidadania responsável". Entre muitos outros contributos igualmente valiosos, destacam-se as presenças da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Instituto Superior Técnico, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Instituto Superior de Economia e Gestão, ISCTE, Instituto Politécnico de Setúbal,  Instituto Piaget, Universidade Lusófona, ISLA, Magestil, Escola Profissional de Ciências Geográficas, do Instituto de Tecnologias Náuticas, Escola Profissional de Almada, Comunicação e Imagem, a Academia da Força Aérea, o Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna e a Marinha. A afluência das instituições seguramente garantirá uma experiência valiosa a todos os visitantes. 
Para mais informações, consultar o folheto de divulgação do evento.
Fonte: Coordenação Mini-Fórum Estudante

« Almada: vozes de Resistência », um testemunho

Encontra-se na nossa BE / CRE, à disposição de professores e alunos, esta obra, com produção da Divisão de Museus e Património Cultural da Câmara Municipal de Almada. O objectivo desta obra foi constituir “um documento de divulgação das memórias centradas nas formas de resistência em Almada ao regime do Estado Novo que, durante os 48 anos de ditadura, influenciaram o ambiente político, cultural e social de várias freguesias do Concelho” – o valor patrimonial da memória oral como fundamento essencial para percebermos quem somos no presente e em que tipo de representações colectivas (no caso específico, “a resistência como elemento identitário da memória colectiva”) se alicerça a identidade dos almadenses à sua terra.
Esta edição é composta por um DVD e em associação uma brochura com a transcrição de excertos das entrevistas, algumas fotografias e uma importante cronologia, de 1875 a 25 de Abril de 1974, dos principais acontecimentos desse período, a nível histórico, político e social, numa tentativa de contextualização das memórias e histórias contadas na primeira pessoa. Para além da presença dos testemunhos dos 20 homens e mulheres mais ou menos anónimos, estão incluídas imagens cedidas pela RTP, nomeadamente “Cooperativa Piedense” (Movimento Operário, 1977) e “Libertação dos presos políticos de Caxias” (Noticiário Nacional, 1974). O Índice explicita a organização temática:
1. Eu deixava um baile por um livro: o despontar de uma consciência social
2. Revoltados e revolucionários: a oposição como raiz de uma identidade colectiva
3. Foram presos muitos amigos, muitos, muitos, muitos…: da “ilegalidade” à prisão
4. No dia 25 de Abril entrou uma onda de luz e as pessoas saíram para a rua
5. Biografias dos entrevistados
6. Cronologia
Para além de um apoio importante às áreas disciplinares da História e da Ciência Política, esta publicação é certamente um valioso reforço do fundo documental, em termos de História Local.
Conceição Toscano

Elias Garcia - 179º aniversário do nascimento

A Associação "O Pharol" convida todos os cacilhenses a participarem na homenagem a José Elias Garcia, por ocasião do 179º aniversário do seu nascimento. A cerimónia terá lugar amanhã 30 de Dezembro, pelas 18:30 horas e junto ao local do seu nascimento, onde se encontra o seu busto.
Nascido em Cacilhas (Almada), a 31 de Dezembro de 1830, filho de José Francisco Garcia, chefe de oficinas do Arsenal da Marinha, defensor das ideias liberais que foi perseguido e preso pelos miguelistas. Elias Garcia estuda primeiro na Escola de Comércio de Lisboa, que conclui em 1848. Mais tarde entra na Escola Politécnica de Lisboa, seguindo posteriormente para a Escola do Exército (1857). Enveredando pela carreira militar assenta praça em 31 de Agosto de 1853, como voluntário no Regimento de Granadeiros da Rainha, atingindo o posto de coronel em 1888. Dedicando-se ao ensino, foi convidado para leccionar a cadeira de Mecânica Aplicada, na Escola do Exército. Ocupou ainda outras funções como: no Conselho Geral de Instrução Militar, Conselho Naval, presidente da Junta Departamental do Sul e da Associação dos Jornalistas e Escritores Portugueses.
Foi um dos principais responsáveis pelo aparecimento de um grupo republicano cerca de 1850, fruto das consequências das revoltas que tinham eclodido na Europa em 1848. Os principais membros desse grupo eram José Maria Latino Coelho, António de Oliveira Marreca, António Rodrigues Sampaio, José Estevão de Magalhães, José Félix Henriques Nogueira, Anselmo Braamcamp, Luís Augusto Palmeirim, Francisco Maria de Sousa Brandão. Foi iniciado na Maçonaria em 1853 com o nome simbólico de Péricles, na Loja 5 de Novembro, em Lisboa, ligada ao rito francês e subordinada à Confederação Maçónica Portuguesa. Em 1863 foi um dos responsáveis pela cisão de algumas lojas tendo criado a Federação Maçónica Portuguesa que o elegeu como Grão-Mestre. Quando em 1869 se fundem os vários orientes que existiam em Portugal e se cria o Grande Oriente Lusitano Unido, Elias Garcia foi uma das figuras de destaque. Foi presidente do Conselho da Ordem entre 1882-1884 e 1887-1888 e Grão-Mestre interino entre 1884-1886 e 1887-1888, Grão-Mestre eleito em 1888, mas teve que renunciar em 1889. Segundo o Prof. Dr. Oliveira Marques, Elias Garcia "teve papel de relevo na expansão da Maçonaria e na sua orientação para formas progressistas declaradas".
Foi eleito como vereador da Câmara Municipal de Lisboa entre 1872 e 1890. Ocupando mesmo o cargo de Presidente da Câmara em 1878, sendo o vigésimo quinto presidente eleito deste município.
Em 1868, encontramo-lo ligado ao Grupo do Páteo do Salema (Clube dos Lunáticos)que vai estar na origem do Partido Reformista, liderado pelo Marquês de Sá da Bandeira e pelo Bispo de Viseu, António Alves Martins tendo mesmo sido convidado a ocupar uma pasta governamental. Nessa condição foi eleito pela primeira vez deputado, em 1870, por dos círculos uninominais de Lisboa. Foi ainda eleito deputado pelo Partido Republicano, em 1881, repetindo-se idêntica situação em 1884, 1887 e 1890. A 18 de Maio de 1876 esteve presente no jantar realizado no Hotel dos Embaixadores, em Lisboa, que marca o início do Partido Republicano, com a fundação do Centro Republicano Democrático Português. Sendo o representante da denominada ala moderada do Partido Republicano, o que lhe acarretou alguns dissabores e inimizades dentro e fora do partido. Foi presidente do Directório do Partido Republicano entre 1883 e 1891.

Fontes:

José Fernando Vasco
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