O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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«Blindness» de Fernando Meirelles/José Saramago, segundo Rodica

O filme Blindness, baseado no livro “Ensaio sobre a Cegueira” tem a mais profunda, a maior carga psicológica que eu vi nos últimos anos. O autor do livro faz-nos pensar sobre a realidade crua desta vida, sobre a nossa ignorância e indiferença por tudo o que está à nossa volta. Os homens cegos do filme são os homens da nossa vida real, que não vêem nada do que se passa ao redor deles e que se encontra numa contínua luta social pela comida, por um abrigo ou por uma posição na sociedade.
O autor desenvolveu este assunto (ideia) até ao final da história, até ao momento em que os heróis perceberam a importância da amizade, da ajuda recíproca, da confiança. A técnica de filmagem é impressionante, correspondeu totalmente aos sentimentos das personagens e deu uma conotação especial a este filme.
A minha personagem preferida é, com certeza, a protagonista, a mulher que não era cega mas decidiu a ficar ao lado do marido, dos outros cegos para os ajudar, para os guiar, sentir tudo o que eles sentem, passar por tudo o que eles passam. Ela demonstrou uma vontade de ferro, um carácter muito forte naqueles momentos difíceis e lutou até ao final para salvar, ajudar todos os que estavam com ela, não só o marido. Afinal ela conseguiu ter uma família feliz, unida, baseada na confiança, amor e entreajuda.
O momento mais impressionante do filme, para mim, foi a chuva. Ela tem aí a carga especial de purificar as personagens, fazê-las aceitar a realidade assim como ela é, ficar felizes mesmo sabendo que nunca vão ver. A cegueira no filme teve como resultado o despertar do sentido da alma humana.
Uma outra imagem que me pareceu importante foi a visão que a protagonista teve quando entrou na igreja: todos os santos com os olhos vendados. No filme tem o significado que mesmo os santos são cegos e não vêem o sofrimento dos homens, a degradação deles e não os podem ajudar.
Assim, num intervalo de duas horas, o autor representou o drama da degradação humana, o retorno ao início da evolução do homem, ao tempo em que a vida era conduzida pelos instintos básicos: de comer, a luta por um abrigo e os instintos sexuais. Felizmente, pelas nossas personagens, o juízo ganhou, o intelecto foi mais forte ajudando-os a ultrapassar todas as dificuldades resultantes da perda da vista, adaptar-se às novas condições e começar uma nova vida.
Mas, a esperança é a última que morre, e mesmo resignados com a cegueira, eles sempre ficarão à espera das palavras ditas com a voz tremida de emoção: “Eu consigo ver!!!”

Rodica
(Formanda da Moldávia)

«Blindness» de Fernando Meirelles/José Saramago, segundo Rafal

O filme Blindness, baseado no livro de José Saramago é um filme com uma carga emocional muito forte. O filme apresenta a degradação humana mas também muita catarse, limpeza profunda.
A estrutura do filme é excepcional. Não conseguimos saber nem os nomes das pessoas nem o sítio onde esta história acontece, mas também não sabemos nada sobre a causa da cegueira. Estas informações são irrelevantes para perceber o que aconteceu. O que é importante é o que pode acontecer com toda a gente, o que está dentro de nós.
Conheço pouco da obra de José Saramago, mas pensava em Saramago como um escritor com uma ligação forte com a política, principalmente a esquerda. Por isso, os motivos como as esculturas cegas na igreja, a chuva como símbolo da vida fizeram dissonância com a minha visão de José Saramago e o filme Blindness.
As minhas personagens preferidas são as mulheres, chefiadas pela mulher do médico, prontas para fazer tudo em troca de comida. Um acto de sacrifício para salvar a vida a toda a gente faz delas as personagens do filme.
Rafal
(Formando da Polónia)

«A Europa quer-se unida» II

«O que estou a fazer nesta Europa?»,
pergunta Portugal a chorar… 

Responde a Europa, uma linda princesa fenícia…


É claro que também há um lugar para ti nesta velha Europa. Senão não tinhas nascido, não existias, não te tinhas tornado uma nação independente. É claro que tu deves servir para alguma coisa, Portugal. A tua História é magnífica. Pára de chorar, pára de gemer, pára de te lamentar e de repetir que és insignificante e atrasado e pequeno e miserável e tudo e tudo...
Como escreveu Heródoto «O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre». Escuta Heródoto que nisto tem razão. Se isto é inútil, então tudo é inútil. Até as estrelas. O mundo inteiro que cresce dentro de nós. Ouve o Heródoto que sabe o que diz, que de louco não tem nada. Bem sabes que foi o primeiro, ainda no século V a.c., a chamar Europa a todo o continente. Olha, por exemplo, para o Luxemburgo, um pequeno país, com uma história menos gloriosa que a tua. Está aqui, na Europa, ocupa um lugar, marca a sua presença, impede talvez um outro país de aumentar as suas fronteiras. Vai cumprindo o seu papel, e olha que ele não se queixa, Portugal. Se um pequeno país com cerca de 2 586 km², em que cerca de 16% da população é constituída por imigrantes portugueses, tem o seu valor, então tu que deste novos Mundos ao Mundo que exploraste o continente africano e descobriste o caminho marítimo até à Índia e chegaste ao Brasil e tens nomes como Camões e Eça e Sena e Torga e Augustina e Mourão Ferreira e Pessoa e Sophia e Saramago na literatura e outros que tais nas artes, nas ciências, na cultura, no desporto, não tinhas?
Não é preciso ser como os outros e possuir recursos naturais, ter uma localização geo-estratégica privilegiada e ter uma economia forte e multinacionais cotadas em Bolsa, enfim, ter uma rigorosa organização financeira, a dívida pública e o défice controlados. Bem sabes que não os tens e, na verdade, ao longo da tua história, nunca foste muito disciplinado financeiramente e os teus governantes nunca primaram por imperativos éticos e morais muito consistentes. Recordas certamente o estado das tuas finanças depois da primeira experiência governativa republicana e o isolamento a que foste condenado pelo regime ditatorial que viveste entre 1926 e 1974? Pois…Será melhor nem falarmos disso… Talvez o teu Nobel José Saramago tivesse alguma razão quando escreveu «Não temos um projecto de país. Vivemos ao deus-dará, conforme o lado de que o vento sopra. As pessoas já não pensam só no dia-a-dia, pensam no minuto a minuto. Estamos endividados até às orelhas e fazemos uma falsa vida de prosperidade. Aparência, aparência, aparência - e nada por trás. Onde estão as ideias? Onde está uma ideia de futuro para Portugal? Como vamos viver quando se acabarem os dinheiros da Europa?». (1) Pois Portugal… Que questões tão actuais…

Mas como te disse, não é preciso ser como os outros…Lembra-te disso ao acordar todos os dias de manhã, e não te esqueças de repeti-lo ao deitar, como uma prece, a única, a verdadeira, aquela que não decoramos, esquecendo o que quer dizer, que ninguém nos impinge, mas sai directamente do coração. Sabes que tenho uma especial ligação à ilha de Creta, pois foi para lá que Zeus me levou e tive os meus três filhos (Sarpidon; Radamantes e Minos). Repara na difícil situação económica e financeira por que passa o país a que pertence. E não é por isso que se entregou ao desalento, continua a lutar por vir à tona, para não se afogar no pântano das tristezas e das desgraças, para reviver os tempos gloriosos de Homero, de Ulisses, de Hércules…
Oh Portugal, Portugal, achas que a União Europeia teria ficado contigo se fosses um inútil por completo, um zero à esquerda, menos que nada? Não te queria certamente no seu seio, não te teria atribuído fundos comunitários, não teria escolhido um português, Durão Barroso, para presidente da Comissão Europeia. Mais, não teria dado a possibilidade de estabilizares as tuas contas públicas, suspirava de alívio, esfregava as mãos de contente por poder livrar-se de ti tão facilmente quando nos últimos anos ultrapassaste significativamente os limites do défice público, e nunca mais pensava em ti. Podia ter-te apanhado a dormir, basicamente o que fizeste nas últimas décadas, e expulsava-te, punha-te a andar da União e da moeda única (Euro) que ficarias para sempre nas brumas da história como a mais fraca e desastrada das nações deste continente.

Ai Portugal, Portugal, os milhões em fundos comunitários que te atribuiu constituíram apenas um sinal. Ela (UE) não poderia saber do que os teus governantes eram capazes, além disso não pensa. É como os cães, só sabe ladrar. E, depois, nunca exprimimos realmente o valor que atribuímos aos outros, sobretudo quando a vida é difícil. E bem sabes que os tempos vão difíceis, Portugal. Apesar do sol, o frio corta-nos as veias, não paramos de tremer. Se não chove, sopra um vento de agonia que arrasa os ossos e ameaça devastar tudo e anular quaisquer esperanças…E os nossos povos não comem nada disso. Ficam sós, à deriva, ao sabor dos efeitos da tal economia de mercado… Bons tempos aqueles em que Zeus me avistou lá do Olimpo a apanhar flores junto da foz de um rio e me decidiu raptar e levar-me para Creta. Não se falava em desemprego, nos défices orçamentais, na dívida pública, no Banco Central Europeu, na falência do Estado social, no preço do barril do brent, na subida das taxas de juro, nas agências de rating, nos problemas ambientais, no FMI (Fundo Monetário Internacional), e claro, no mediático PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento)… Bons tempos Portugal!
Sabes, certamente que a História do Continente Europeu foi marcada por conquistas, por invasões, pela construção de Impérios, o que fez com que, durante séculos, a Europa assistisse ao eclodir de várias guerras que provocaram milhões de vítimas e deixaram profundas marcas de destruição. Com efeito, poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa. Nesse dia, no ano de 1950, em Paris, a declaração redigida por Jean Monnet e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, defendeu a concretização de um espírito de fraternidade, de união, de cooperação entre os povos europeus. Foi, então, assinado, em 1951 , o Tratado que instituiu a primeira Comunidade Europeia, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço. Como te deves lembrar, a partir daí foram vários os alargamentos até que actualmente são 27 os países que fazem parte da União Europeia. No entanto, os desafios colocados à manutenção desse espírito de união entre os países europeus têm sido constantes. E nós, europeus, temos que ter a consciência que não podemos voltar a cometer erros do passado, e que devemos criar as condições para manter e aperfeiçoar o espírito de fraternidade e união entre os povos da Europa. De um certo modo, é nesta linha de pensamento que nas agendas e nos calendários o dia 9 de Maio é identificado como "Dia da Europa".


Bem vi o teu desempenho no encontro e na Peça «A Europa quer-se unida», apresentada pela turma L, do curso EFA B3 no passado dia 9 de Maio, às 20 horas no auditório da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo. Na verdade, todos os países da União Europeia que participaram foram fantásticos assim como os formandos dos cursos de Português para Falantes de Outras Línguas, os familiares, os formadores e os formandos das turmas EFA que assistiram à peça. E desta vez a turma foi surpreendida com a apresentação de um vídeo no qual foram visualizadas algumas fotos representativas do percurso formativo destes formandos na Escola Cacilhas-Tejo. É gratificante observar o empenho e a dedicação manifestadas pelos formandos nestas «teatrices». Delicioso estava o bolo «temático» confeccionado pela professora Fátima Melo e oferecido pelo projecto «Eu e o Outro - Olhares entre Culturas».

Oh Portugal, não te assustes com a estrada infindável que vai ficando para trás, a perder de vista e com aquela que te espreita à frente. Lembra-te da tua História, que és Nação desde o século XII, que tiveste que enfrentar muitas lutas para garantir a tua independência e que entraste para a Comunidade Económica Europeia em 1986. Os europeus aguardam expectantes o cumprimento das palavras do teu poeta Fernando Pessoa «Esse futuro é sermos tudo. (…) Conquistamos já o Mar: resta que conquistemos o Céu, ficando a terra para os Outros, os eternamente Outros, os Outros de nascença, os europeus que não são europeus porque não são portugueses. Ser tudo, de todas as maneiras, porque a verdade não pode estar em faltar ainda alguma cousa! » (2)
Conta-nos histórias daquelas que nós não vimos… Daquelas dignas e épicas que foste capaz de cumprir lá atrás, no tempo… Cumpre o teu destino, Portugal.
Bom futuro. Até sempre. Da tua sempre querida Princesa Europa.


Fausto
Europa Querida Europa
(1990)

(1) José Saramago, in "Entrevista". Revista Visão, 2003.
(2) Fernando Pessoa. "Portugal entre Passado e Futuro".


Artigos relacionados: 

Helena Ermitão
(fotos)
José Lourenço Cunha, Silvestre Ribeiro
(texto)
José Fernando Vasco
(artigos relacionados e hiperligação)

«A Europa quer-se unida» I

http://www.georgechaya.info/
No dia 9 de Maio, pelas 20 horas, na Escola Secundária de Cacilhas-Tejo houve uma peça de teatro com o tema " A Europa quer-se unida ".
A peça foi representada pela turma L do curso EFA B3 e relata como começou a União Europeia e a comunidade entre estes países.
Todos os países trocavam ideias e falavam sobre as suas riquezas, os seus alimentos, escritores e algumas músicas. Os actores brindaram à União Europeia e por fim cantaram.
A peça estava muito bem organizada, o cenário estava muito bonito. Gostámos muito de assistir e ficámos a ter mais alguns conhecimentos de outros países. A peça terminou às 21 horas. Parabéns à turma L do EFA B3 e ao formador Silvestre Ribeiro. 

Artigos relacionados: 
(Formando da Ucrânia - texto)

José Fernando Vasco
(artigos relacionados e hiperligação)

Moldávia

1. Sabia que a República da Moldávia tem uma superfície de 33,843 km2?
2. Sabia que a população estimada é de 3,38 milhões de habitantes, dos quais 64,5 por cento moldavos?
3. Sabia que no dia 27 de Agosto de 1991 a República da Moldávia se tornou independente da União Soviética?
4. Sabia que a partir daquele ano, o dia 27 de Agosto é considerado o Dia da Independência da República da Moldávia?
5. Sabia que no mapa, a forma da Moldávia é parecida com um cacho de uvas?
6. Sabia que a Moldávia se formou como estado em 1359 e se chamava Principado da Moldávia?
7. Sabia que o nome da Moldávia provém do nome duma cadela que se chamava Molda?
8. Sabia que o brasão de armas da Moldávia é representado pela cabeça dum búfalo?
9. Sabia que os moldavos no dia 1 de Março festejam o primeiro dia da Primavera? Sabia que este período coincide com a festa chamada “Mărtişor”? Sabia que se dá um amuleto com um fio branco e um vermelho a pessoas de que se gosta? Sabia que as pessoas que usam este amuleto ao peito terão saúde e sorte?
10. Sabia que a religião dos moldavos é a ortodoxa?
11. Sabia que as datas religiosas como o Natal se celebram duas semanas mais tarde do que noutros países da Europa?
12. Sabia que a Moldávia tem as maiores adegas do mundo, a adega de Cricova, cujo complexo subterrâneo de túneis alberga a maior adega do mundo, com mais de 120 km de armazéns de vinho?
13. Sabia que na região de Orheiul Vechi, chamada Safari, há uma colina onde o carro pode subir com o motor parado?
14. Sabia que a cantora infantil da Moldávia, Cleopatra Stratan, foi a primeira cantora que registou um CD aos três anos?
Rodica
(Formanda da Moldávia)

Polónia

Ano de adesão à União Europeia: 2004

1. Sabia que a Polónia é um país da Europa Central que tem fronteiras com a República Checa e a Eslováquia ao sul, com a Alemanha a oeste, com a Ucrânia e a Bielorrússia a leste e com a Lituânia e Rússia a norte?
2. Sabia que a Polónia tem uma área total de 312.683 km²?
3. Sabia que a Polónia tem mais de 38.5 milhões de habitantes?
4. Sabia que a economia polaca é a 6ª economia da União Europeia?
5. Sabia que a Polónia é membro da NATO desde 1999?
6. Sabia que João Paulo II (Karol Józef Wojtyła) foi o primeiro papa não italiano do século XX?
7. Sabia que Fryderyk Chopin (génio musical do século XIX) era polaco?
8. Sabia que Nicolau Copérnico (Mikołaj Kopernik) era polaco?
9. Sabia que Marie Skłodowska-Curie nasceu na Polónia e foi a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com um Prémio Nobel da Física em 1903 pelas suas descobertas no campo da radioactividade e com o Nobel de Química de 1911?
10. Sabia que Roman Polanski ganhou o Óscar de melhor realizador em 2003?
11. Sabia que a Polónia e a Ucrânia são organizadoras do Campeonato Europeu de Futebol de 2012?
12. Sabia que a Polónia foi criada há mais de mil anos atrás?
13. Sabia que no século XVI a Polónia era o maior país da Europa com uma área de 1 milhão de km2?
14. Sabia que em 1795 a Polónia anuncia a constituição, que foi a primeira constituição na Europa e a segunda no mundo depois da americana?
15. Sabia que o Solidarność (Solidariedade) prenunciou o colapso do comunismo na parte este da Europa?
16. Sabia que a Polónia teve 14 laureados com o Prémio Nobel?

Rafał Bogel-Łukasik
(Formando da Polónia)

Estónia

Ano de adesão à União Europeia: 2004

1. Sabia que a República da Estónia é um dos três países bálticos situado na Europa Setentrional?
2. Sabia que durante séculos os estónios tiveram a sua terra ocupada por outros povos, o que justifica um pouco a influência da Rússia, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Alemanha na Estónia?

3. Sabia que a Estónia é independente desde 1992?
4. Sabia que a Estónia é membro da NATO desde 2004?
5. Sabia que a Estónia tem 1,34 milhões de habitantes?
6. Sabia que a capital da Estónia é Tallinn?
7. Sabia que em 2011 Tallinn é a capital cultural da Europa?
8. Sabia que o Skype foi criado pelos estónios?
9. Sabia que na Estónia se festeja o Natal a 24 de Dezembro?
10. Sabia que no dia 24 de Dezembro normalmente vamos ao cemitério com a família para colocar velas nas sepulturas dos nossos antepassados e depois vamos à igreja ouvir um concerto de Natal?

Renee Järvalt
(formanda da Estónia)

Condutores

As nossas crianças são o nosso mundo. As crianças são as maiores riquezas da nossa vida. Estamos sempre preocupados com elas. Procuramos uma boa creche, um jardim-de-infância, uma escola primária, etc. Nós organizamos as actividades extracurriculares. Os nossos filhos são tudo para nós. Até ao momento certo! Até ao momento em que a família se senta no carro.
Eu trabalho em Lisboa e todos os dias faço cerca de 40 km. Quase todos os dias úteis e sempre ao fim de semana vejo sempre os pais no assento da frente com o cinto de segurança e na parte de trás uma ou mais crianças brincando, saltando ou fazendo outras coisas sem nenhuma protecção, sem os cintos apertados! Hoje eu vi um exemplo muito interessante. O pai era o condutor e a mãe estava com a criança no assento de trás do carro. O miúdo estava sentado ao colo da mãe e ao lado deles estava uma cadeira de bebé a que alguns sacos foram apertados. Foi muito irónico, porque parece que os sacos com o que estava lá dentro eram mais preciosos do que o filho deste casal.
Depois podemos ver na televisão ou ouvir na rádio que aqui ou ali houve um acidente e algum miúdo morreu neste acidente. Muitas vezes, nós e a nossa estupidez somos culpados. Não há nenhuma desculpa para isto, porque não é uma questão de preço da cadeira do bebé, mas a nossa falta de responsabilidade. É incrível o quão limitada é a nossa imaginação. Como nós somos estúpidos porque não pensamos no nosso maior tesouro – as nossas crianças!
Rafał Bogel-Łukasik
(Formando da Polónia)

Visita de estudo a Belém



No dia 20 de Março de 2010, formandos das turmas do Curso de Português para Falantes de Outras Línguas, formandos da Universidade Sénior, uma aluna do 12º F, formadores e professores da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo, aproveitando o incomparável sol português, deslocaram-se à histórica zona de Belém.
O dia escolhido (terceiro domingo do mês) deu a oportunidade de assistir ao magnífico espectáculo do Render da Guarda, em frente ao Palácio de Belém.
Seguidamente, maravilharam-se com os coches, berlindas, carruagens, liteiras, cadeiras de criança no fantástico Museu dos Coches, criado pela rainha D. Amélia.
Depois do almoço, uma breve visita ao Mosteiro dos Jerónimos que, pela sua grandiosidade e esplendor, encantou os participantes.
Seguiu-se a visita ao Palácio de Belém, sede da Presidência da República Portuguesa. Paragem obrigatória pela antiga capela do palácio, principalmente devido aos oito polémicos quadros da autoria da pintora Paula Rego.
A visita culminou com uma viagem ao Museu da Presidência da República, inaugurado em 2004. Aí, os formandos do curso de Português para Falantes de Outras Línguas puderam contemplar as peças oferecidas a Portugal pelos respectivos países aquando das visitas dos chefes de Estado a Portugal.
A marcar o final de um dia bem passado e num momento de confraternização, reuniram-se, na Casa dos Pastéis de Belém, portugueses, moldavos, russos e suíços em torno da famosa especialidade da doçaria nacional.
José Lourenço Cunha
Maria João Alvarez 

Lenda da Primavera, Lenda do “Mărţişor” (Martichor)



O dia 1 de Março, na Moldávia, é o primeiro dia da Primavera. O mês de Março também coincide com uma festa muita conhecida e adorada por todos os moldavos e romenos: Mărţişor. Uma tradição antiga diz que todas as Primaveras e os Verões serão como o primeiro dia da Primavera - se no dia 1 de Março há bom tempo, assim será a Primavera e o Verão. Neste dia, as pessoas dão uns aos outros amuletos feitos dum fio branco e um fio vermelho, chamados “martisor”, que simbolizam as duas estações do ano (o Inverno - branco - e a Primavera - vermelho), mas também a luta entre o Bem e o Mal. Ao longo do tempo nasceram diferentes lendas sobre a origem do Martisor. Eu vou contar uma delas, a mais conhecida.
Lenda do “Mărţişor”
A lenda diz que, há muito, muito tempo atrás, o Sol, aborrecido de ficar sempre no céu e resignado porque a Lua nunca seria a noiva dele, transformou-se num homem bonito e ficou feliz com os outros seres terrestres dançando bonitas danças moldavas.
O velho Dragão, do outro lado da terra, seguiu o Sol, viu que ele estava tão feliz e por causa da raiva que ele não podia ficar também assim, raptou-o e escondeu-o nas caves mais profundas do seu castelo. Sem luz e sem calor, os homens ficaram muito tristes, as crianças deixaram de rir, os pássaros deixaram de cantar, toda a Natureza se afundou numa hibernação terrível. Como todas as lendas têm um herói, a nossa lenda também tem. Um homem corajoso decidiu ir procurar o Sol, lutar com o Dragão e libertar o Sol. A viagem foi longa, cansativa, demorou três estações do ano (Verão, Outono, Inverno) e finalmente chegou ao castelo do Dragão. Lutou com ele três dias e três noites até matar o grande inimigo. Libertou o Sol e restituiu a Luz à Terra.
A Natureza reanimou-se, os homens começaram a rir, ficaram felizes de novo, os pássaros começaram a cantar. Viera a Primavera!!! Mas, a Primavera não veio para o homem corajoso que libertou o Sol. Ele morreu, na neve... e no lugar onde caiu o sangue dele, cresceram flores, as primeiras flores da Primavera chamadas Campânula Branca.
A partir daquele momento os homens costumam dar nos primeiros dias da Primavera  um amuleto feito dum fio branco e um fio vermelho às pessoas de que gostam. A cor vermelha representa o amor por tudo o que é bom, a beleza e é o símbolo do sangue daquele homem corajoso. A cor branca simboliza a pureza, a Saúde e a campânula branca – a primeira flor da Primavera!

Rodica
(formanda da Moldávia)

12º Grande Prémio “Atlântico” em atletismo

A revista Almada tinha muitos temas interessantes, mas o mais interessante para mim foi o texto da página 12 - Grande Prémio “Atlântico” em atletismo.
Porquê? Porque eu participei mesmo nesta corrida. No domingo, 13 de Fevereiro, estava chover tanto que eu pensei não ir mas depois concordei com a minha treinadora que nos íamos encontrar lá.
A corrida foi muito difícil. Uma parte da corrida foi na praia, caminho paralelo à praia. Aqui começou a grande aventura! Assim que cheguei ao paredão, comecei a sentir um vento muito forte... cada vez mais forte, mais frio...lembro – me bem da imagem que tenho de atletas em fila, a correrem todos tortos e a “lutarem” contra o vento lateral. Corremos durante vários quilómetros com as costas torcidas e as caras curvadas para evitar areia e chuva.
O quilómetro final já foi mais fácil e acabei bem a prova e com um tempo de 49.20. Quando fui procurar o carro do meu namorado não estava no mesmo sítio. Estava perdida. Corri várias vezes cá e lá entre o final e o carro. Esperei 40 minutos. Comecei chorar porque estava muito chateada, tinha muito frio e estava encharcada. Os meus lábios estavam azuis e os meus dentes estavam a tremer. Não tinha nada, nem dinheiro, nem telemóvel, nem carro e nem o meu namorado.
Pedi a um homem para usar o telemóvel para ligar para a casa da minha sogra. Ninguém respondeu.
Finalmente vi algumas atletas do meu clube e perguntei a um homem se ele podia levar- me a casa.
Quando cheguei a casa, saltei para a banheira bem quentinha e estava feliz porque o meu dia acabou bem.

Renee Järvalt
 (Formanda da Estónia)

Ambiente - Sustentabilidade

No passado dia 18 de Fevereiro de 2011, o formando do curso de Português para Falantes de Outras Línguas (nível B1/B2), Rafał Bogel-Łukasik, presenteou os colegas com uma fantástica apresentação sobre Ambiente e Sustentabilidade. Esta temática insere-se no estudo da Unidade de Formação de Curta Duração 6397 – Eu, a sociedade e a cultura.
Rafal Bogel, formando da Polónia a viver em Portugal e a trabalhar na Unidade de Bioenergia do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, utilizando uma linguagem técnica, mas simultaneamente acessível, evidenciou um excelente desempenho em termos da língua portuguesa. Uma das colegas afirmou mesmo: “Estou impressionada!”
Rafal referiu-se à situação de Portugal e às directivas europeias, à experiência do nosso país em termos de energia eólica, solar e aproveitamento dos mares e oceanos.
Explicou que os resíduos, a palha e a casca do arroz, o milho,a colza e o trigo podem ser convertidos em biocombustíveis. Em seguida afirmou que a utilização dos biocombustíveis é vantajosa, pois reduz significativamente a emissão de gases poluentes. Para além disso, trata-se de uma fonte de energia renovável, contrariamente aos combustíveis fósseis.
A apresentação terminou com uma alusão a Marie Skłodowska Curie, cientista polaca que recebeu o prémio Nobel de Física (1903) e o prémio Nobel de Química (1911). Rafał salientou que o elemento químico conhecido como polónio foi descoberto pelo casal Curie e posteriormente assim designado em homenagem ao país natal de Marie Skłodowska Curie.
Rafał sublinhou o facto de estarmos a celebrar o centenário do Nobel de Química - Ano Internacional da Química 2011 (AIQ2011).
A apresentação suscitou a participação de todos e deu origem a um debate bastante enriquecedor. 
 
José Lourenço Cunha

«Os mistérios da casa»

Eu não sei como são os outros, mas eu tenho a casa toda cheia de mistérios: coisas estranhas, inexplicáveis, lugares muitos interessantes que me fascinam (embora a Mãe não me deixe lá). Mas, os mais especiais para mim são ... os Monstros!!!
Eu sou um rapaz graaaande, já um homem. Não tenho medo de nada, nem daquela caixa que a mãe tem e fala com ela, fala, fala.... Vou dizer-vos um segredo: o Pai está lá dentro! É verdade, eu ouvi-o, ele fala às vezes comigo. Eu nem posso imaginar como é possível que um homem tão grande como é o meu pai possa ficar lá na caixa! E às vezes o avô...a avó ficam lá dentro.
A Mãe tem também uma outra caixa, e maior do que a segunda sobre a qual eu falei. Ali ficam os meus avós da Moldávia e os meus tios. Eles conversam comigo e eu vejo-os. A caixa é muito inteligente, logo que eu acordo de manhã ela começa a cantar, ela já sabe a música que eu gosto. Temos em casa mais uma caixa, grandinha, mas não é tão inteligente, não quer falar comigo. Os homens que vivem dentro dela conversam só uns com outros, riem, choram mas não me querem responder. Mas não me preocupo com estes. Não tenho tempo para eles, tenho que lutar com um monstro pequeno, ele faz tanto barulho em casa e estraga tudo o que eu fiz durante o dia, aspira tudo, as migalhas de pão, pedaços de papel que eu rasguei... Hmm, olha,a minha mãe, em vez de ficar do meu lado, ajuda-o!!! Aiiiiiiiii, essa mãe!
Foi uma batalha feroz, demorou muito tempo, lutámos por toda a casa, mas eu sou mais forte. Finalmente eu parei-a. Eu sou vencedor, o monstro partiu do meu território para o seu lugar! Sou tão feliz!!!
O quê? ...um outro monstro na cozinha??? Com olhos de queimadores e com a cara de vidro. Oh não, ele tirou lá de dentro a minha comida, e ela gira, gira... Eu grito: deixa a minha comida, deixa-a!!!
Hmm, mas ele é muito obediente, se calhar ele viu como eu lutei com o outro monstro e percebeu que não vale a pena medir-se comigo, eu sou mais forte. E ainda devolveu a comida quentinha...mmm,é óptima!
Que bom este monstrinho! É mesmo engraçado!
Oh, meu Deus! Esta casa está toda cheia de monstros, um outro, graaaaaaaaaaande roubou a minha roupinha enquanto eu tinha pedido a comida ao segundo monstro. Mas já tenho experiência na luta com eles. Tenho só que exigir que ele me devolva a roupinha e pronto, já estará tudo feito! Respiro fundo e grito: quero a minha roupa, agora mesmo!!!
Pode ser que ele não tenha ouvido porque continua a mexer e a rodar o conteúdo da barriga como se não fosse nada. Não faz mal, eu peço mais uma vez,com mais convicção: quero a minha roupa, quero a minha roupa!
Vejo que ele já começa a reagir porque está a rodar mais depressa, mais depressa...e...
Oh, não, ele agora está mesmo furioso, começa a berrar, mais e mais e fazer um barulho terrível, roda tão rapidamente, rapidamente... Oooooooooo,ele quer apanhar-me! Sinto que tenho medo,ele quer apanhar -me mesmo, e este barulho terrível ....
AH, Mãe, Mãe!!! O monstro quer apanhar-me, eu estou a fugir mas ele está cada vez mais furioso! Ainda bem que tenho este carrinho, porque se fosse fugir só com os meus pés, já estava há muito tempo na barriga do monstro.
Ohhh, que sorte, a Mãe veio rapidamente e salvei-me. Se fosse um pouco mais tarde nem imagino o que podia acontecer.
Que alegria, que bênção ficar ao colo da Mãe! É por isso que eu gosto tanto de ficar sempre ao colo da minha Mãe. Sinto-me sempre em segurança!!!

 R (9 meses)
e a mãe, Rodica
(formanda da Moldávia)

As minhas primeiras experiências em Portugal


 Em Dezembro de 1998 cheguei eu, o meu marido e os meus três filhos. Foi um dia difícil para começar uma nova vida sem sabermos a língua nem as tradições nem a cultura. A primeira coisa que nós começámos a fazer foi comprar os livros para tradução do francês para português e fizemos a inscrição dos filhos na escola.
Primeiro fiquei muito contente com as professoras. Ajudaram-me e explicaram-me como se fazem as equivalências.
Nós começámos a falar português pouco a pouco. Tenho uma grande sorte por viver em Portugal porque os portugueses são simpáticos, acolhedores e gostam dos estrangeiros. Estou muito feliz por viver cá.
Fatiha
(Formanda da Argélia)



Eu cheguei a Portugal no dia 25 de Setembro de 2010. Era a primeira vez que via Lisboa. No dia 26 de Setembro fui com uma amiga minha visitar a cidade de Almada.
Portugal é um país muito giro, com paisagens variadas. Não é muito diferente de França, só na comida (aqui cozinhamos sempre com azeite). Mas o mais agradável em Portugal são as pessoas, que são muito simpáticas, assim como a cooperativa onde eu trabalho.
Eu espero que esta primeira impressão continue.
Silvia
(Formanda de França)



Desde os primeiros dias, quando cheguei a Portugal, que fiquei fascinada. Aqui é tudo muito bonito. Eu vim para construir o meu futuro. Desde que comecei a trabalhar num restaurante, aprendi a cozinhar pratos portugueses. Todos os dias aprendo a língua portuguesa.
Diana
(Formanda da Moldávia)

As minhas dificuldades na República Portuguesa

Uma das grandes dificuldades que tive em Portugal foi tratar de assuntos burocráticos. Inicialmente eu vim para Portugal por apenas 18 meses e não me preocupei especialmente com o registo no SEF. No entanto, com o tempo eu comecei a organizar a minha vida e fiz tudo o que era necessário para viver legalmente. O problema foi que quando cheguei a Portugal, a Polónia era um novo membro da União Europeia e para os Portugueses, os Polacos eram tratados como outras nações como os ucranianos e romenos, mas não como outros membros da União Europeia. Lembro-me que há cinco ou seis anos atrás eu passei muitas horas à espera, a partir das 4 ou 5 da manhã, à chuva para entrar no SEF, em Cascais. Mas mesmo assim não fui bem sucedido por causa da falta de algum documento estúpido e sem sentido. Poucos meses depois, eu apresentei todos os documentos ao SEF e esperei por um cartão de residência. Eu sou uma pessoa que gosta de estar bem informada. Eu sabia que o SEF tinha sessenta dias ou tal para fazer o registo e para emitir o cartão. Claro que, de acordo com a mentalidade portuguesa, o dobro do tempo passou e não houve resposta. Eu mesmo contactei o SEF para ver qual era o problema, mas não obtive resposta. Finalmente, descobri que há algo chamado SOLVIT. É uma organização localizada em cada Estado-Membro da UE destinada a ajudar os estrangeiros com o processo burocrático, estes especialmente prolongados. Um dos benefícios é o facto de que é possivel descrever o problema na sua língua nacional e, em seguida, é transferido do SOLVIT do seu país de origem para o país onde ocorreu o problema. Devido a uma intervenção muito útil do SOLVIT português eu tive o cartão de residência dentro de duas semanas desde a data do pedido. Era incrível que algo pudesse ser resolvido dentro de um prazo tão curto, enquanto no procedimento normal levava meses. É muito curioso, porque cinco ou seis anos atrás eu tive dificuldades com o registo e agora eu trabalho como funcionário público e preparo o Decreto-Lei e Portaria para o governo Português sobre biocombustíveis.

Para finalizar, gostaria de agradecer ao SOLVIT pela ajuda com o cartão de residência.
Hiperligação:
SOLVIT - Portugal
Rafal Bogel
(Formando da Polónia)

«Conto divertido»

Há alguns anos, eu estava a fazer um estágio com outros alunos da Universidade de Genebra, em Bruxelas, na Bélgica durante dez dias. O nosso hotel era para jovens. Primeiro problema: obter uma chave para a porta de entrada, durante a noite. A proprietária era severa, pouco simpática. Ela disse-nos: “À meia-noite, jovens, vou fechar a porta.” Nada a fazer face a uma senhora que não sorria.
Passou uma semana. Depois, no último dia, as minhas colegas disseram: “Esta noite vamos todos passar bons momentos: no restaurante, no pub e na discoteca. Hurra!” Mas ninguém perguntou “E o problema da chave?”
De manhã cedo o nosso grupo chegou ao hotel. Ninguém tinha a chave. Que se passou? Ai!! Impossível entrar no hotel!
Ninguém tinha a chave! Que se passou? Um jovem viu uma janela entreaberta… Foi uma ideia genial! Fizemos uma escada de mão, mas o jovem caiu brutalmente e gritou por socorro… As minhas colegas disseram: “Mas que se passa, Juan?” Depois de um grande silêncio ele abriu a porta de entrada: horror! As calças estavam cobertas de sopa de cebola e estava todo molhado. A janela dava para uma cozinha! Pobre Juan!
Muito à pressa, arrumámos tudo, limpámos o chão e fomos dormir.
Querem saber o fim da história?
No dia seguinte, no restaurante do hotel tomámos o último almoço. Do menu constava o quê? A nossa sopa de cebolas!
E tudo acabou com umas sonoras gargalhadas!

Viva a Bélgica!
Viva a sopa de cebolas!

Tânia
(formanda da Suíça)

«O almoço (A história hilariante)»

A Maria saiu de casa às 10.00 horas. Era a folga dela. Ela estava maldisposta porque queria sair com o marido, mas o patrão dele não o deixou trocar a folga. A Maria foi passear sozinha. Ela andou muito no supermercado e ficou com fome e foi comprar comida no segundo piso. A Maria escolheu um prato de sopa, arroz com carne e sumo de laranja. Colocou os pratos na mesa e deixou a mala pendurada na cadeira. Depois, levantou-se e foi deixar o tabuleiro vazio no local próprio. Quando voltou, o lugar dela estava ocupado. A Maria ficou chocada e não queria acreditar no que estava a ver – um homem estava a comer o almoço dela muito depressa e olhava constantemente para o relógio. A Maria perdeu a voz e não conseguia falar, mas por dentro gritava: “Olha a minha sorte de hoje! De onde apareceu este homem desonesto? Mas ele não parece pobre, está bem vestido!”

A Maria sentou-se na cadeira em frente ao homem e olhou para ele com muita calma. O senhor olhou para ela com atenção. Depois colocou o prato com arroz e carne e passou-o à Maria, mas continuava a comer a sopa. A Maria começou a comer muito devagarinho. Parece que não percebia o que estava a acontecer. O homem foi buscar um copo vazio e dividiu o sumo de laranja pelos dois. Bebeu o sumo. Quando saiu disse à Maria: “Bom almoço!” Neste momento a Maria descobriu que a mala dela tinha desaparecido. Ficou com tanta raiva do homem e pensava: “Ele comeu o meu almoço, roubou a minha mala e ainda brincou comigo quando me desejou um bom almoço, o ladrão!” A Maria levantou-se de repente. Queria correr e apanhar o ladrão, mas nesse momento ficou parada, parecia uma estátua. Na outra mesa viu os pratos com comida, o que ela tinha comprado e a mala dela estava pendurada na cadeira…
Natalia
(Formanda da Ucrânia) 
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