O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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O Prazer de Ler+ III: «Palavras Nossas» - «o homem sonha, a obra nasce»

 

No passado dia 31 de janeiro de 2012, pelas 19:30 horas na BECRE, realizou-se a terceira sessão de «O Prazer de Ler+» - o programa de promoção do livro e da leitura, co-organizado pela BECRE e pelo Centro Novas Oportunidades de Cacilhas - exclusivamente dedicado à produção poética portuguesa contemporânea da edição de «Palavras Nossas», coordenada por Miguel Almeida e publicada pela Esfera do Caos.

Perante uma plateia composta por adultos em processo RVCC ou integrados em cursos EFA, Miguel Almeida começou por esclarecer o processo de edição desta coletânea de poesia que, na sua opinião e na da crítica especializada, traduziu a coragem editorial de publicar a produção poética diversificada e inédita de autores nunca antes publicados.
Nas palavras de Miguel Almeida, responsável pela leitura e garante de qualidade da poesia selecionada, «Palavras Nossas» mostra um pouco da portugalidade, ao reunir poetas de diversos escalões etários, proveniências geográficas e sensibilidades, temáticas e registos poéticos diversificados.


Miguel Almeida, evocando Fernando Pessoa e Sebastião da Gama,
enalteceu a coragem dos diversos poetas em ultrapassarem
o receio de uma primeira publicação:

«o homem sonha, a obra nasce.»
(Fernando Pessoa)

«Pelo sonho é que vamos»
(Sebatião da Gama)




"Poetas portugueses de agora":
Chico Mendes, Pedro Martins, António Borrego, Noélia Santa Rosa,
Álvaro Gomes, Miguel Almeida, João Carlos

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 Divulgam-se os dados estatísticos relativos
à avaliação da terceira sessão de «O Prazer de Ler+», 
integrada no Ciclo Conferências.




Artigos relacionados:
O Prazer de Ler+ II: «Melodia de Água» por Américo Morgado
O Prazer de Ler+ I: Carmo Miranda Machado e «O Homem das violetas roxas»

José Fernando Vasco

Comunidade de Leitores e a paixão pelo oriente, através de Hesse e Yourcenar


Na passada quarta feira, ao longo de cerca de duas horas, a Comunidade de Leitores da ES Cacilhas-Tejo reuniu-se uma vez mais na BECRE para analisar e debater duas obras de dois dos escritores mais importantes do século XX: «Siddharta» de Herman Hesse e «Contos orientais» de Marguerite Yourcenar. Enquanto os presentes escutavam em fundo «Close To The Edge» da banda britânica Yes, um dos membros da Comunidade de Leitores partilhou a sua leitura de «Siddharta», livro esse que marcou a nossa companheira de leituras em diversas fases da sua vida pessoal. Temáticas como o despojamento material, físico e mental; o papel do sofrimento individual na busca de uma verdade interior e pessoal ou a percepção da sabedoria enquanto caminho a trilhar individualmente, proporcionaram o debate em torno da "oposição" ocidente materialista/oriente espiritual e da busca incessante do sentido da existência. O conceito de verdade (e do seu caráter relativo) foi debatido a partir de uma reprodução de um quadro de René Magritte («Ceci n'est pas une pipe") e de uma frase de Ghandi.

A apresentação de «Contos Orientais», e em especial de «A salvação de Wang Fô» foi feita em articulação com a essência do livro de Hermann Hesse e, nesse sentido, aprofundou algumas das constantes no debate em torno dos dois livros: a busca do sentido e da essência de nós próprios e do mundo que nos rodeia; e a incessante confrontação entre o material e o espiritual. Como pano de fundo, a eterna atração que o misticismo oriental sempre despertou na mentalidade e consciência ocidentais.

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 Divulgamos os dados estatísticos de avaliação referentes a
esta sessão da Comunidade de Leitores.


A Comunidade de Leitores debateu os «Bons Malandros» e o Chile de Pinochet


Ontem à noite, a Comunidade de Leitores da ES Cacilhas-Tejo reuniu-se na BECRE para a partilha de leituras de «Crónica dos bons malandros» (Mário Zambujal) e «Crónicas do Sul» (Luis Sepúlveda).

Após a apresentação global das duas obras por dois dos elementos da comunidade, os presentes debateram o contexto em que as duas obras foram publicadas (pós-revolução do 25 de abril e pós-derrube de Pinochet no Chile).
Se no caso do livro de Mário Zambujal, os membros da comunidade se centraram na caracterização das personagens e no tipo de linguagem e utilizado pelas personagens e as situações em que se envolvem, no quadro de uma Lisboa bairrista e típica dos anos 70 do século XX; no caso de «Crónicas do Sul» as atenções centraram-se nos acontecimentos que envolveram o derrube de Salvador Allende (e os ecos que tal teve em Portugal pós-1974) e a ditadura de Pinochet, bem como a sociedade chilena lidou com o pós-ditadura.

Em suma, e após uma hora e vinte de debate em torno de «Crónica dos bons malandros» (Mário Zambujal) e de «Crónicas do Sul» (Luis Sepúlveda), o prazer de ler, refletir e partilhar ideias e emoções tornou a experiência individual de leitura de cada um dos membros bem mais completa e profícua. Esse constituiu o benefício do debate e da partilha em torno dos livros.


José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

«O Encontro das Crónicas» na Comunidade de Leitores de novembro

Hoje, pelas 19:30 horas, reúne-se a Comunidade de Leitores da ES Cacilhas-Tejo, uma iniciativa do CNO de Cacilhas e da BECRE.

Os livros em análise são:
* «Crónica dos Bons Malandros» de Mário Zambujal.
* «Crónicas do Sul» de Luis Sepúlveda.

No primeiro caso, para além de ser um dos mais emblemáticos livros do pós-25 de abril, trata-se de um fresco de personagens de Lisboa e, nas palavras de Gonçalo M. Tavares, uma «teoria da malandragem», da sua linguagem e da sua moral. Em suma, «a síntese divertida de uma tragédia».

No caso de «Crónicas do Sul», trata-se de uma coletânea de crónicas em torno da pesada herança da ditadura de Pinochet no Chile e de todas as fraturas que a gestão do pós-ditadura trouxe para aquele país sul-americano: a denúncia e a indignação transformam-se «em matéria da mais alta qualidade literária.»


Vídeos:

«Crónica dos Bons Malandros» (1984) de Fernando Lopes
- trailer -


Ler mais ler melhor: «Crónica dos Bons Malandros»
- entrevista com Mário Zambujal -


 Hiperligações:

José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

O Prazer de Ler+ II: «Melodia de Água» por Américo Morgado

Disponível para consulta na BECRE
por amável oferta do autor

Ontem à noite, no âmbito do Ciclo Conferências - O Prazer de Ler+, Américo Morgado apresentou o seu livro «Melodia de água», uma pequena mas preciosa coleção de poemas do professor (aposentado) de Filosofia.
A leitura de poemas - quer pelo próprio autor quer pela professora Ana Silva - foi parte importante da sessão e emocionou os presentes que colocaram inúmeras questões ao autor de «Melodia de Água».



 

Questionado a propósito da sua aproximação à escrita
- e como testemunho da dimensão humana da sessão -
Américo Morgado partilhou:

«Perante a adversidade, surgiu-me o desenho e a poesia.
A enfermaria passou a local de prazer.»

«Um dia em que não poetize, é um dia não merecido.»

«A vida sente-se como nos sentimos a nós próprios.»

Ao professor Américo Morgado, a BECRE e o CNO de Cacilhas agradecem a sua disponibilidade e a partilha das suas emoções perante o livro, a poesia e a escrita.
Eis os dados relativos à avaliação da atividade.



Artigo relacionado:
«O Homem das Violetas Roxas» e «o aparente mundo da realidade»

José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

«O Homem das Violetas Roxas» e «o aparente mundo da realidade»


Carmo Miranda Machado esteve na passada quarta feira - dia 19 de outubro - na BECRE para a apresentação do seu último livro «O homem das violetas roxas».
Perante uma plateia composta dos formandos RVCC e EFA, bem como formadores/professores, a autora esclareceu a origem e a motivação que presidiram à publicação dos seus três livros - um estudo («Entre dois mundos, entre duas línguas» de 2007) e duas obras de ficção literária («Eu, mulher de mim» de 2009; e «O homem das violetas roxas» de 2011).


Estimulada pelas constantes intervenções da plateia, ávida por conhecer as suas motivações para a escrita, Carmo Miranda Machado esclareceu que a sua inspiração para a escrita advém da sua pesquisa prévia e não formal, por observação da realidade. Reconheceu que na ficção - «o aparente mundo da realidade» - por vezes é difícil a separação entre a fantasia/imaginação e a realidade. A curiosidade que preside à sua observação acaba por se traduzir na construção ficcional das histórias e das personagens.
Relativamente ao seu último livro - «O homem das violetas roxas», disponível para consulta na BECRE graças à amável oferta da autora - Carmo Miranda Machado considera-o como já de outro nível de profundidade literária, aliás facto confirmado pelas próprias palavras do prefaciador, o reconhecido escritor e jornalista Mário Zambujal.


 A sessão terminou com a leitura de quatro excertos da obra, um dos quais referente aos livros, livrarias e bibliotecas.
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Divulgam-se os dados da avaliação da atividade, inserida no Ciclo de Conferências
O Prazer de Ler+
uma iniciativa conjunta BECRE/CNO de Cacilhas.


Artigo relacionado:
O Prazer de Ler+ I: Carmo Miranda Machado e «O Homem das violetas roxas»

José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

O Prazer de Ler+ I: Carmo Miranda Machado e «O Homem das violetas roxas»

Carmo Miranda Machado nasceu no Alentejo profundo, numa aldeia da margem esquerda do Guadiana e vive em Lisboa onde é professora de Português na Escola Secundária D. Dinis (Chelas) e formadora da área comportamental em várias empresas. Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Católica de Lisboa, frequenta o doutoramento em Supervisão da Prática Profissional.

Colabora com a Revista Mais Alentejo (onde é autora da crónica "Ruas do Mundo") e com o Jornal Notícias do Parque.

Livros publicados:

* 2007 -  Entre Dois Mundos, Entre Duas Línguas
* 2009 - Eu Mulher de Mim - Em Lisboa, Além Tejo e Todo o Mundo
* 2011 - O Homem das Violetas Roxas

Entrevista com Carmo Miranda Machado
Antena1/À volta dos livros
(áudio)

José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

Comunidade de Leitores: as leituras escolhidas


Este ano letivo iniciou-se um novo ciclo da Comunidade de Leitores. Esta atividade, dinamizada pelo Centro Novas Oportunidades de Cacilhas, em parceria com  a Biblioteca da Escola/Centro de Recursos, insere-se no projecto Novas Oportunidades a Ler + (PNL).
No dia 10 de outubro de 2011, pelas 19:30 horas, teve lugar a sessão inicial da Comunidade de Leitores 2011-2012, destinada a planear as sessões do presente ano letivo. Após a partilha de duas mensagens de dois membros da comunidade do ano passado, os presentes definiram as datas as próximas sessões e escolheram os livros a analisar. Foi discutida ainda a hipótese de associar a cada um dos livros e leituras o visionamento de excertos de adaptações cinematográficas de vários dos livros escolhidos.
Apresentam-se em seguida as datas das próximas sessões e as leituras escolhidas.

14 de novembro de 2011



14 de dezembro de 2011

23 de janeiro de 2012

15 de fevereiro de 2012

19 de março de 2012


14 de maio de 2012 


 18 de junho de 2012 
 
Participe na nossa comunidade!
Junte-se a nós e apareça na BECRE no próximo dia 14 de novembro, pelas 19H30!

José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

Comunidade de Leitores 2011-2012: sessão inicial


Reúne-se hoje a Comunidade de Leitores, grupo de reflexão e partilha de leituras, co-organizado pela BECRE e pelo CNO de Cacilhas. Para este ano letivo, escolheu-se um conjunto de obras para possível escolha por parte de qualquer membro (antigo ou novo) da comunidade. De qualquer forma, cada membro poderá indicar uma ou mais obras em alternativa.

Literatura nacional:
ALEGRE, Manuel  (2001). Alma
ALEGRE, Manuel (2010). O miúdo que pregava pregos numa tábua
AMARAL, Domingos (2006). Enquanto Salazar dormia
PEDROSA, Inês (1997). Nas tuas mãos
PEIXOTO, José Luís (2006). Minto até ao dizer que minto
SARAMAGO, José (1997). Deste mundo e do outro
SILVA, Ana Cristina (2009). A Dama Negra da ilha dos escravos
TORGA, Miguel (1999). Contos da montanha
TORGA, Miguel (2002). Novos contos da montanha
ZAMBUJAL, Mário (1996). Crónica dos bons malandros
ZAMBUJAL, Mário (1983). Histórias do fim da rua

Literatura estrangeira:
BRADBURY, Ray (1953). Fahrenheit 451
CARROLL, Lewis (2010) Alice no país das maravilhas
ESQUÍVEL, Laura (2008). Como água para chocolate
HEINLEIN, Robert A. (1999). Um estranho numa terra estranha
HEMINGWAY, Ernest (1956). O velho e o mar
HESSE, Hermann (1982). Siddharta
KAFKA, Franz (195..). Metamorfose
MANN, Thomas (2004). Morte em Veneza
MÁRQUEZ, Gabriel Garcia (1991). Crónica de uma morte anunciada
ONDAATJE, Michael (2008). O doente inglês
ORWELL, George (1990). O triunfo dos porcos
POE, Edgar Allan (2007). Narrativa de A. Gordon Pym
SCHLINK, Bernard (1998). O leitor
SEPÚLVEDA, Luís (2008). Crónicas do Sul
SKÁRMETA, Antonio (1996). O carteiro de Pablo Neruda
STEINBECK, John (2007). A pérola
YOURCENAR, Marguerite (2002). Contos orientais

Junte-se à Comunidade de Leitores
e partilhe leituras preferidas!

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«O Principezinho» de Antoine Saint-Exupéry
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José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

Centro Novas Oportunidades de Cacilhas certifica Luís Figo

O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cacilhas -Tejo viveu, no passado dia 21 de Junho de 2011, um momento marcante. A figura emblemática e embaixador de Portugal no mundo, Luís Figo, após ter percorrido todas as etapas do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), na sessão de júri, viu certificadas as inúmeras competências de que é detentor.
De uma forma serena, rica e consistente, o adulto Luís Figo encantou os presentes pela simplicidade e tranquilidade que caracterizam a sua personalidade.
Foi uma honra para o Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cacilhas -Tejo o facto de Luís Figo ter depositado confiança na sua equipa. Consideramos, pois, que o nosso candidato constitui um exemplo a seguir, uma vez que, de uma forma digna e inteligente, perspectiva a qualificação como um elemento crucial na vida de qualquer cidadão.
A equipa do Centro Novas Oportunidades de Cacilhas deseja-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais.

José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

«Aprender ao longo da vida: o papel fundamental do Sistema Nacional de Qualificações»


Na sequência do 4º Encontro InterCNO, organizado pelo Centro Novas Oportunidades de Cacilhas, publica-se «Aprender ao longo da vida: o papel fundamental do Sistema Nacional de Qualificações», apresentação que serviu de base à comunicação de Maria do Carmo Gomes, vice-directora da Agência Nacional para a Qualificação
Na sua intervenção durante o 4º Encontro InterCNO, Maria do Carmo Gomes (à esquerda na imagem) esclareceu a plateia sobre a arquitectura do sistema de qualificação de adultos, integrado num sistema nacional de qualificações. Os dados que forneceu são, sem dúvida, importantes para uma reflexão sobre a certificação de competências, a qualificação da população adulta e da própria mudança de paradigma.
Aliás, as intervenções de José Lourenço Cunha (à direita), presidente do CNO de Cacilhas, e de Margarida Fonseca (no centro, à direita), directora da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo; reforçaram o propósito da organização ao constatarem a diversidade de presenças na plateia: a reflexão conjunta sobre a promoção da «Aprendizagem ao longo da vida», temática da intervenção de Manuela Ventura Santos (no centro, à esquerda), coordenadora pedagógica do CNO de Cacilhas.
A BECRE e o CNO de Cacilhas agradecem a Maria do Carmo Gomes a amável disponibilização deste importante documento.

IV Encontro InterCNO: Novas Oportunidades, Que Oportunidades Novas?


José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

Ciclo Conferências Out 2010 - «Normalização e Qualidade» (avaliação)

Apresentamos a síntese de dados relativos à avaliação da conferência «Normalização e Qualidade», proferida por Maria João Graça no passado dia 19 de Outubro de 2010.
Fruto de uma organização conjunta BECRE/CNO e no âmbito do protocolo assinado no passado ano lectivo, a iniciativa teve a participação de 33 adultos em processo RVCC ou de Cursos EFA.


José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

«Normalização e Qualidade» em prol da segurança e bem estar comuns

Maria João Graça, directora da Unidade de Promoção e Distribuição de Normas do Instituto Português da Qualidade (IPQ), esteve ontem na BECRE para uma conferência subordinada à temática da «Normalização e Qualidade», temática esta essencial para a preservação e garantia da segurança e bem estar dos cidadãos-consumidores.
Na abertura da sessão, Maria do Céu Santos, em representação da Direcção da escola, agradeceu a presença e disponibilidade da conferencista.


Maria João Graça começou por identificar os três pilares de um sistema de qualidade: metrologia, normalização e qualificação.
Associando o IPQ  como instituição que vela por estes assuntos tão importantes, a conferencista identificou a metrologia como «a ciência da medição», aplicada às transacções económicas, aos transportes, comunicações, qualidade ambiental e de vida em geral. Esta preocupação, aliás histórica, remonta a 1253 (Lei da Almotaçaria) com D. Afonso III.
A normalização, ou seja, «a formulação, edição e implementação» de normas (NP EN 45020) - disposições para «a utilização comum e repetida» - procura a segurança, a comodidade e a competitividade das empresas, sem pôr em causa e inovação e o design. Esta prática que, originalmente e na sua forma embrionária remonta à Antiguidade, tem como princípios a voluntariedade, a representatividade, a paridade, a transparência, a simplificação e o consenso, ainda que por vezes difícil de obter, quer por interesses antagónicos quer por questões de natureza jurídica.
A qualidade, para a conferencista, «é o conjunto de características de um produto ou serviço e que o tornam possível de ser utilizado e [corresponder] às expectativas.»


Na fase do debate, foram abordadas as questões relativas à língua utilizada nos rótulos e instruções/literatura inclusa dos produtos, as repercussões económicas resultantes da competição comercial internacional sem o cumprimento integral, por parte de todos os parceiros, de normas de qualidade de processos e produtos; e o choque entre normas europeias e respeito por tradições/produtos locais.

Artigo relacionado:
«Normalização e Qualidade» por Maria João Graça
José Fernando Vasco
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