O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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«Horizon»: a nova revista do Departamento de Física da FCUL

«É em ano de grandes descobertas que decidimos abraçar o desafio de criar uma revista do Departamento de Física da FCUL. A descoberta de um Bosão de Higgs no CERN, a obtenção de um novo mapa mais preciso da radiação cósmica de fundo pela experiência Planck e uma primeira indicação de transformação de matéria escura em matéria bariónica (AMS) foram alguns dos resultados mais interessantes que 2013 já nos trouxe e em todos eles houve contribuição de físicos portugueses.
Motivados a combater algumas das carências que nossão apresentadas enquanto alunos, procuramos com este projeto descobrir o que é feito portrás destas portas, pelas quais passamostodos os dias.
Como alunos do DF, dos cursos de Física, Eng. Física e Eng. Biomédica e Biofísica, precisamos de nos envolver mais com o que é feito e conhecido, tanto na nossa cidade, como mais longe. Estes elementos estiveram sempre acessíveis e os esforços por parte da Faculdade e dos professores são muitos, mas a iniciativa da descoberta deve ser nossa.
Esperamos que esta revista sirva para isso e também para divulgar o trabalho científico, como uma atividade expedita e natural à atividade humana.»
Arthur Vieira

Índice
Secção Tripla:
2 O efeito fotoelétrico
4 O Cérebro de Einstein: a origem de um génio
6 Teoria da Relatividade de A.E.
8 Dia Aberto em Ciências “Acho que é super interessante e esclarecedor”
9 Entrevista ao Presidente do D.F.
10 Biografia de Albert Einstein
12 Ressonância Magnética Nuclear
Destaque:
14 Planck mostra um Universo um pouco mais velho e mais estranho
15 Matéria Escura - Novos Resultados da Experiência AMS
16 Afinal o que é o bosão de Higgs E o que o CERN descobriu?
19 Como cozinhar um bosão de Higgs
22 5th Workshop on Biomedical Engineering
26 Einstein no mercado financeiro
29 A Teoria da Relatividade e a Expansão do Universo
32 O Impacto da Física na Economia Europeia
33 Determinação do Zero Absoluto
34 “Deus não joga aos dados com o Universo“
35 Curiosidades
36 Jogos
37 Oportunidades

Fonte:
Departamento de Física da FCUL/Horizon

José Fernando Vasco
João Pinto

«Ciências pelos mais novos», numa iniciativa Ciência Viva/RTP

DVD disponível para consulta na BECRE
graças a oferta de «Público»

«Uma série de 13 programas de ciência para meninos dos 6 aos 10 anos. Foram produzidos pelo Exploratório de Coimbra e pela empresa Persona non Grata. Os programas explicam fenómenos da vida quotidiana e sugerem experiências para fazer em casa e são apresentados por crianças cheias de entusiasmo. É uma série educativa onde até os adultos podem aprender.»

01. Truques mate-mágicos
02. Em queda livre
03. Força aérea I - o ar não se vê mas existe e faz pressão
04. Força aérea II - o ar não se vê mas tem peso
05. Bom mergulho - empurrões dentro de água
06. Efeitos à distância - forças elétricas e forças magnéticas
07. Uma questão de corrente - energia elétrica
08. Luz & Cor - a paleta do pintor
09. Sol e Terra, noite e dia, quente e frio
10. O BI químico - ser reativo
11. Uma questão de oxigénio - chamar as chamas
12. Truques de química - aventuras de química em casa
13. Uma dúzia de pequenos heróis com a ciência

Fonte:

José Fernando Vasco


«Ciência e Iluminismo» de Thomas L. Hankins

Disponível para consulta na BECRE

«A Colecção História e Filosofia da Ciência põe à disposição do leitor português obras de história e filosofia das ciências da autoria de reputados especialistas internacionais; obras que aliam à modernidade do tratamento uma reconhecida consagração pela comunidade de estudiosos. Serão também publicados nesta colecção textos de autores portugueses que, pela temática tratada, sejam de particular interesse para o público nacional. Espera-se que o aparecimento desta colecção contribua, junto de alunos, docentes e público interessado, para estimular o estudo da evolução histórica das ciências e a reflexão sobre questões filosóficas correlacionadas.»

Fonte: contacapa
Rosa Espada 

«Sob o Átomo, as Partículas» de Étienne Klein

Disponível para consulta na BECRE

«A física das partículas que observa o infinitamente pequeno tem tido, desde há um século, avanços sem precedentes que continuam a ser ignorados pelo homem comum. É fundamental que a física seja discutida, explicada e, sobretudo, dê mostras da sua capacidade para alimentar o intelecto tanto quanto a imaginação. Só então se tornará um tema de cultura e um desafio colectivo.»

Fonte: contacapa

Rosa Espada

MNHN - Exposição «Da Physica à Engenharia: A Colecção do Museu de Física do ISEL»


Inauguração da exposição:
19 de julho, pelas 19h00
Museu Nacional de História Natural

«A exposição resulta de um protocolo assinado em 2008 entre o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e o Museu e enquadra-se num programa mais geral de estudo e divulgação do património científico português.
Numa altura em que se comemora os 160 anos da fundação do ISEL, apresentamos uma selecção de instrumentos desta magnífica colecção oitocentista, proveniente do antigo Instituto Industrial de Lisboa, que se distingue pelo seu interesse histórico-científico, raridade e beleza, enquanto testemunho do ensino das ciências em Portugal.»

Rosa Espada

Em Genebra, o LHC deu-nos a "partícula de Deus" ou o bosão de Higgs



Peter Higgs, Modelo Padrão das partículas subatómicas simplificado, constituição do Universo (no sentido dos ponteiros do relógio)

Tudo parece indicar que 47 anos depois da sua previsão pelo físico britânico Peter Higgs, a partícula subatómica mais famosa do mundo foi agora descoberta.
O bosão de Higgs é uma partícula que vem completar o Modelo Padrão de partículas subatómicas - uma teoria matemática que identifica as partículas constituintes da matéria e descreve como estas interagem entre si - e permitir estudos futuros em torno de como se forma a massa observada na matéria presente no universo. 
Mas a descoberta da "partícula de Deus" constitui apenas mais um passo no longo caminho da ciência em busca do mecanismo de formação do universo que habitamos. E porque ainda nos falta conhecer os restantes 96% da matéria que constitui o universo e as teorias científicas não são definitivas (nem completas), segue-se agora a determinação objectiva da natureza desta nova partícula e do seu comportamento, assim como tentar perceber a assimetria da matéria, a matéria e a energia escuras, e a gravidade, questões para as quais o Modelo Padrão ainda não nos dá uma resposta. 


Hiperligações:

Rosa Espada

«Einstein tinha razão? Testando a Teoria da Relatividade Geral» de Clifford M. Will

Disponível para consulta na BECRE

«Como o aparecimento da radioastronomia, das sondas planetárias e dos supercomputadores electrónicos, como se manteve firme a mais falada teoria científica do nosso século?
(...) Prescindindo das fórmulas e de um calão técnico que inibiria os leigos, este livro conta a história, por vezes dramática, da comprovação da teoria da relatividade desde 1919 até aos nossos dias.
(...) Este livro é enfim, uma crónica lúcida e viva sobre o triunfo de uma das mais importantes conquistas do nosso século. Einstein tinha razão? Tinha.»

Fonte: contracapa
Rosa Espada

«QED: A Estranha Teoria da Luz e da Matéria» de Richard P. Feynman

Disponível para consulta na BECRE

«Richard P. Feynman, um dos físicos teóricos mais célebres do mundo, apresenta aqui a teoria da electrodinâmica quântica com a clareza, o rigor e a perfeição que tornaram famosas as suas conferências. Pressupondo que os leitores possuem poucas bases científicas, procura sempre ilustrar as interacções da luz com exemplos de fenómenos que todos podemos observar no quotidiano.
A obra inicia-se com a reflexão da luz monocromática, mostrando com diagramas de fácil compreensão como os físicos calculam a probalidade de um fotão ser detectado, explicando também por que razão uma substância oleosa numa poça de água aparece colorida. Diz-nos depois que esta visão dos fotões como partículas de luz contribui para fenómenos tão familiares como a reflexão da luz num espelho, a sua refracção ao entrar na água e a sua convergência numa lente. Escreve ainda sobre os electrões e as suas interacções e discute as relações que existem entre a electrodinâmica quântica e o resto da física. No fim, apercebemo-nos de como esta teoria nos ajuda a compreender os mais importantes termos da física corrente.

Richard P. Feynman  leccionava a cadeira de Física no Instituto de Tecnologia da Califórnia antes de falecer em Janeiro de 1988. Recebeu o Prémio Nobel da Física em 1965 e celebrizou-se por ter sempre nas suas obras a intenção de explicar e fazer gostar de física aos que nada ou quase nada soubessem sobre ela. Esta obra é disso o mais vivo exemplo.»

Fonte: Gradiva
Rosa Espada

Coimbra, cidade dos doutores e do bosão E(38)

Universidade de Coimbra
Há poucas semanas, o físico teórico Eef van Beveren, da Universidade de Coimbra (UC, Portugal), identificou o bosão mais leve de sempre, uma partícula subatómica que resulta das interações nucleares. A descoberta vem confirmar a previsão que este físico de partículas havia feito em 1984 sobre a suspeita da existência do bosão E(38).
Utilizando os resultados de experiências realizadas nos aceleradores de partículas de Bona (Alemanha) e do CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), na Suíça, Eef van Beveren conseguiu registar o aparecimento do E(38) através de um modelo desenvolvido em conjunto com o cientista George Rupp, do Instituto Superior Técnico (Lisboa).
Esta nova partícula, que tem sido comparada a uma «bolha de sabão», é 25 vezes mais leve do que um protão. Serão necessários ainda muitos estudos para avaliar as suas propriedades e o seu armazenamento. Por agora, podemos apenas dizer que algo mais foi acrescentado ao conteúdo científico da física hadrónica (física das partículas que estuda as interações fortes), da física das altas energias e da cosmologia.
No futuro, o E(38) talvez possa ser utilizado como uma fonte de energia nuclear mais limpa, dado que não deixa resíduos no meio ambiente.





Coimbra

Composição: José Maria Galhardo e Raul Ferrão
Intérprete: Amália Rodrigues


Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a Lua a faculdade

O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade

Coimbra do choupal
Ainda és capital
Do amor em Portugal
Ainda

Coimbra onde uma vez
Com lágrimas se fez
A história dessa Inês tão linda

Coimbra das canções
Tão meiga que nos pões
Os nossos corações a nu

Coimbra dos doutores
Pra nós os teus cantores
A Fonte dos Amores és tu

Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a Lua a faculdade

O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade

O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade


Hiperligações:
Rosa Espada

Fukushima, um ano depois !

Fonte - www.enformable.com
O processo de descontaminação e de acompanhamento médico dos sobreviventes - no meio de duras (e infundadas?) críticas ocupará o Japão nas próximas décadas. O investimento rondará (para já...) os 14 mil milhões de dólares.


Entretanto, a chanceler Angela Merkel afirmou que o povo alemão estará pronto a abandonar a opção nuclear em 2022.

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José Fernando Vasco

Aparelho de Ingenhouss


Trata-se de um aparelho para mostrar a condutividade térmica em diferentes materiais. É composto por um vaso cilíndrico de vidro com uma tampa metálica. Esta tampa possui seis orifícios tapados por rolhas de cortiça atravessadas por uma haste cilíndrica de material diferente: vidro, latão, madeira, cobre, ferro e chumbo. As seis hastes entram parcialmente dentro do vaso, sendo a metade exterior coberta por cera amarela que funde a 61ºC. Enchendo o vaso com água a ferver de tal modo que as extremidades inferiores das hastes apenas penetrem alguns milímetros dentro da água, ficando assim todas à mesma temperatura, observa-se que a cera funde mais depressa nas hastes metálicas até uma certa distância, o mesmo não acontecendo com as não metálicas. Verifica-se, assim, a condutibilidade dos diferentes metais e mostra-se que o calor se propaga mais rapidamente nos metais do que nos outros materiais. O nome deste aparelho deriva do nome do médico holandês que o inventou em finais do século XVIII: John Ingenhouss (1730-1799).

Rosa Espada

«A "Vida" dos Materiais e os Materiais e a Vida» de M. Elisabete M. Almeida

O livro A "Vida" dos Materiais e os Materiais e a Vida (350 pp.), da autoria da Doutora M. Elisabete M. Almeida, Investigadora Coordenadora aposentada do INETI (Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação), constitui uma gentil oferta da Ordem dos Engenheiros à ESCT no âmbito das comemorações dos 75 anos desta ordem profissional, completados em 2011.
Os materiais fazem parte do quotidiano das nossas vidas, rodeando-nos ou fazendo parte do nosso corpo como é o caso dos biomateriais, que também integram este original trabalho dirigido a toda a população interessada em aumentar a sua cultura geral neste domínio. Considera-se que particularmente os alunos e professores de ciências físico-químicas e de geologia se incluem neste grupo.
“Esta obra, única no seu género e de grande utilidade para a divulgação dos materiais junto, nomeadamente, dos mais jovens, apresenta em versos ilustrados os cerca de 160 materiais mais usados pelo Homem. Atendendo ao interesse do tema e ao prestígio científico e profissional da Autora, o (…) livro é apoiado pelo Colégio Nacional de Engenharia de Materiais da Ordem dos Engenheiros.” (do site oficial da Ordem dos Engenheiros)
A apresentação dos materiais encontra-se organizada segundo o seguinte índice resumido:
- Introdução
- Materiais Artificiais (cerâmicos e afins, metálicos, poliméricos, compósitos, especiais)
- Materiais Naturais (de origem animal, mineral e vegetal)
A aumentar a utilidade deste livro salienta-se, ainda, a existência de dois índices remissivos (por materiais e produtos, e por aplicações e características).


ADOBO E TAIPA

Em tempos antigos
Em certas regiões
Sem grandes perigos
Enormes produções
  
Barros escolhidos
Eram escavados
Depois revolvidos
E bem amassados

E para evitar
Alguns rachamentos
Palh'adicionar
Certos comprimentos

Após bem amassar
P'ra tudo envolver
Havendo que moldar
Há que bons moldes ter

Moldes de madeira
Depois de molhados
Cheios "à maneira"
Depois desmoldados
  
Já bem secos ao ar
Como é bom de ver
Bast'adobos montar
Para casa fazer!

(A "Vida" dos Materiais e os Materiais e a Vida, p.19)


Parede levantada com tijolos de barro amassados com palha (adobos) e
madeira, material de construção designado em Portugal por taipa.


  
 

Hiperligações:
Ordem dos Engenheiros
Ciência dos Materiais (site didático)
Rosa Espada

Apollo 11: som e imagens de história

Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin  
Inserido no programa espacial dos Estados Unidos, o Programa Apollo alcançou o feito de colocar o homem na superfície lunar. Na sua quinta missão tripulada, a Apollo 11, um engenho composto por três módulos, levou a bordo os astronautas Neil Armstrong (comandante), Edwin 'Buzz' Aldrin (piloto do módulo de comando) e Michael Collins (piloto do módulo lunar), tendo sido lançado de Cabo Canaveral (Florida, EUA) no dia 16 de julho de 1969.
Em 20 de julho, quatro dias depois, os astronautas americanos Neil Armstrong e Edwin Aldrin caminhavam sobre a Lua, no local do Mar da Tranquilidade. E, em duas horas de passeio, recolheram 46 Kg de amostras de solo lunar.
Como símbolo da batalha da Guerra Fria, esta primeira viagem à Lua representou uma vitória dos Estados Unidos sobre a União Soviética. Para assinalar tão importante conquista científica e política, Neil Armstrong fixou a bandeira dos Estados Unidos e uma placa no solo do astro visitado. Na placa, assinada pelos três astronautas e pelo então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, pode ler-se o seguinte: "Aqui homens do planeta Terra colocaram pela primeira vez o pé na Lua. Julho de 1969. Nós viemos em paz, em nome da humanidade".

A tripulação com o Presidente Richard Nixon na cápsula de quarentena.

Para os amantes de tudo quanto se associa à missão da Apollo 11, aqui se deixa a gravação histórica da conversa mantida entre os três astronautas sobre a beleza do nosso planeta, no decurso da viagem em direção à Lua e após ter sido completada a primeira órbita terrestre, assim como um vídeo feito com a montagem de fotografias.





"One small step for man, a giant leap for mankind."

Hiperligações:
Apollo 11 - Wikipedia
Rosa Espada

«Cinco Equações que Mudaram o Mundo» de Michael Guillen

Disponível para consulta na BECRE

«A matemática é talvez a linguagem global mais bem sucedida de sempre. Embora não nos tenha permitido construir uma Torre de Babel, tornou possíveis feitos anteriormente tidos como irrealizáveis: a electricidade, os aviões, a bomba nuclear, a chegada à Lua, e a compreensão da natureza da vida e da morte. O tema deste livro é a descoberta das cinco equações que conduziram, em última análise, a estas realizações extraordinárias.
Por outro lado, na linguagem da matemática, as equações são como poesia: estabelecem as verdades com uma precisão única, condensam vastas quantidades de informação em poucas palavras e muitas vezes são de difícil compreensão para o não iniciado; e, tal como a poesia nos ajuda a encarar as nossas profundezas interiores, a matemática ajuda-nos a olhar para além de nós -- se não até ao céu, pelo menos até ao limite do universo visível.»
(Sinopse do Editor)

Michael Guillen, é o autor deste livro publicado em 1998 pela editora Gradiva (coleção «Ciência Aberta») e ensina matemática e física na Universidade de Harvard, para além de colaborar como perito científico na cadeia de televisão CBS.
Em «Cinco Equações que Mudaram o Mundo», são abordadas a gravitação de Newton, a lei da pressão hidrodinâmica de Bernouilli, a indução electromagnética de Faraday, a segunda lei da termodinâmica de Clausius e a relatividade restrita de Einstein. A acompanhar as explicações sobre as equações, Michael Guillen descreve igualmente a história pessoal e o percurso científico de cada físico, e demonstra a todos os que pensam que a ciência é complexa, que as ideias simples são as mais revolucionárias.

Rosa Espada

Fenda ótica


Da segunda metade do século XVIII, este instrumento ótico é constituído por duas placas metálicas inseridas num caixilho retangular de madeira, de tal modo que se podem mover, afastando-se ou aproximando-se, delimitando assim entre elas um espaço ou fenda de largura regulável por onde se faz passar um feixe de luz. O caixilho está verticalmente montado num suporte de madeira de duas cores e pode ser colocado na altura pretendida fazendo-o subir ou descer (entre as duas colunas verticais) com o auxílio dos dois pesos laterais.  A passagem de um feixe de luz pela fenda permite apreciar a inflexão/difração dos raios luminosos nos bordos desta, e a sua dispersão em raios de cores. Sendo um instrumento muito simples, foi fundamental na contenda sobre a natureza da luz havida entre os seguidores da teoria corpuscular defendida por Descartes (1596-1650) e, posteriormente, por Newton (1643-1727), e os partidários de Huyghens (1629-1695), que admitia para a luz uma natureza ondulatória.
A observação num anteparo (ou alvo) de zonas claras alternando com zonas escuras, quando um feixe de luz monocromática passa através de uma fenda estreita, foi uma experiência crucial na decisão que favorecia a interpretação de Huyghens.  
Passagem da luz por duas fendas (S1 e S2).
A difração da luz provocada pelos bordos das fendas, assim como a interferência posterior entre
 os raios emergentes, cria um padrão de zonas claras (com luz) e escuras (sem luz) num anteparo.

Rosa Espada

Vídeos RTP: «Portugal um Retrato Ambiental» e «Portugal Energias sem Fim»

«Portugal um Retrato Ambiental»
(209 min.) Disponível na BECRE

«O ambiente é hoje uma questão maior da sociedade portuguesa, não apenas como uma preocupação dos governos, mas principalmente como um tema protagonista na opinião pública nacional. Se este protagonismo do tema é recente nas preocupações públicas, os problemas que lhe deram origem têm uma longa história. Uma história que nasce de modo diferente em sectores diferentes da sociedade portuguesa e que revela os contornos de um tema que toca todas as dimensões da nossa vida.
Em 4 episódios, com a ajuda de imagens captadas pela RTP durante mais de 40 anos, actualizadas por imagens de hoje, Luísa Schmidt entrevista os protagonistas e faz o retrato ambiental do país a degradar-se. Um retrato também de uma consciência ambiental cada vez mais forte. Degradação da paisagem, poluição dos rios, ares irrespiráveis, lixeiras, incêndios, cheias, etc. Mas também um povo cada vez mais empenhado em recuperar a sua herança.»
(da Capa)

Da autoria de Luísa Schmidt e com realização de Francisco Manso, este recurso educativo constitui um vídeo RTP1 premiado, produzido pela ‘Films 4You’ em 2004, e que tem como principal objetivo contribuir para a consciencialização ambiental dos portugueses, sendo um excelente complemento à aprendizagem dos alunos das disciplinas de biologia e geologia, físico-química, geografia e educação cívica.
Neste vídeo, o conteúdo informativo desenvolve-se ao longo de quatro capítulos, a saber:
1. País de contrastes
2. Das catástrofes às fontes de energia
3. Águas
4. Paisagem e desordenamento


«Portugal Energias sem Fim»
(52 min.) Disponível na BECRE

No vídeo Portugal Energias sem Fim, uma produção da ‘RCL’ para a RTP2, com realização de Rui Cunha, o tema principal são as energias alternativas (provenientes dos elementos ar, terra, fogo e água) e a sua utilização em território nacional. Nos seis capítulos apresentados, divulgam-se vários exemplos de aproveitamento de fontes de energia não fóssil, como a energia solar térmica, a energia da biomassa, a geotermia, as centrais hidroelétricas e os parques eólicos. É apresentado, ainda, o exemplo de um edifício energeticamente eficiente com a integração de diversas fontes de energia não poluente.
A ideia central transmitida é a seguinte: não poluir, aumentar a conservação de energia e melhorar a sua eficiência.
Valerá a pena lembrar, por isso, as metas da UE para 2020, no que respeita à preservação do ambiente:
- Reduzir em 20% as emissões de CO2;
- Aumentar em 20% a eficiência energética;
- Atingir 20% de produção de electricidade a partir de fontes renováveis.
Este é um vídeo que todos os alunos deveriam ver. Projeta-nos o futuro que ambicionamos para o desenvolvimento económico e ambiental de Portugal e do planeta.

Rosa Espada

Centro de Filosofia das Ciências »»» BECRE e o reforço do fundo documental

     
Disponíveis para consulta na BECRE
a partir de 22.06.2011
graças à amável doação do Centro de Filosofia das Ciências (UL)
e da sua coordenadora científica, Professora Olga Pombo

Artigo relacionado:
Escola, Ensino e Instrução, segundo Olga Pombo

Hiperligações:
Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa

Ana Silva
José Fernando Vasco

«WikiCiências»:

WikiCiencias
Foi lançada ontem - e já está disponível para consulta - a WikiCiências, um projecto de enciclopédia científica online, com a chancela da Casa das Ciências, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. O editor-chefe da publicação é o professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, José Ferreira Gomes.


«A WikiCiências é uma enciclopédia em linha com os conceitos de ciência elementar. Primariamente, é dirigida aos alunos e professores do ensino básico e secundário pelo que houve a preocupação de coligir os termos que fazem parte do glossário básico dos programas das áreas científicas. Serão uns 1000 termos, segundo algumas estimativas e esse é o objectivo inicial que nos propomos para os próximos meses. A WikiCiências tem acesso livre e todos os artigos publicados são sujeitos a uma avaliação prévia por pares sob a responsabilidade de um editor sectorial. Na fase inicial, os autores foram convidados mas o princípio da avaliação por pares foi respeitado. A partir do lançamento público em 30 de Maio de 2011, todos os artigos ficam abertos à crítica e à melhoria na perspectiva colaborativa típica da internet.
A WikiCiências pretende servir todos os interessados em ciência que usem a língua portuguesa e conta com a colaboração de investigadores, professores e estudantes para crescer, alargando o seu âmbito a temas mais avançados sendo desejável que possa abarcar, a prazo, o essencial da ciência elementar que possa servir os estudantes dos primeiros anos do ensino superior.»

Fonte:
WikiCiências/Página Principal

Artigo relacionado:
«A Ciência em Portugal» por Carlos Fiolhais

Hiperligações:
Casa das Ciências
Ciência Hoje  
WikiCiências
José Fernando Vasco

Japão - O grande sismo (III)


«Primeiro o sismo, depois o tsunami e de seguida um acidente nuclear.», é a primeira frase de um artigo sobre o Japão que surgiu na secção «Destaque» do jornal Público do dia 14 de Março de 2011 (p.2), três dias após o violento sismo que atingiu o Nordeste deste país.
Hoje, o presente texto encerra um conjunto de três artigos que têm como objectivo abordar precisamente as palavras «sismo», «tsunami» e «radioactividade», no contexto da tragédia japonesa e da geologia (os dois artigos anteriores podem ser consultados aqui e aqui).

Como se obtém a energia nuclear?

Depois de duas bombas atómicas lançadas sobre Hiroxima e Nagasaqui (Japão, 1945), e de dois graves acidentes nucleares ocorridos em Three Mile Island (EUA, 1979) e Chernobyl (URSS, 1986), o recente acidente na central nuclear de Fukushima, localizada a 250 Km de Tóquio, pode, seguramente, juntar-se ao conjunto anterior e fazer ressurgir mundialmente a questão do nuclear.
A nossa procura por cada vez mais energia está a tornar-se preocupante. Na China, por exemplo, constroem-se actualmente quase meia centena de centrais nucleares e no Japão existem 52 que asseguram um terço do consumo de electricidade do país (Expresso, 12 de Março de 2011, p.33). Pode a energia nuclear considerar-se renovável? Sim, atendendo ao facto de ser possível obter grandes quantidades de energia eléctrica utilizando muito pouca matéria-prima natural. E pode a energia nuclear ser considerada não poluente? Sim, mas... só até um possível acidente nos reactores!


Jack Lemmon, Jane Fonda e Michael Douglas em "The China Syndrome" (EUA, 1979), de James Bridges, um vigoroso filme de suspense e drama que alerta para os perigos da energia nuclear e também para o poder dos noticiários de televisão.

                   (dobrados em castelhano)
O planeta é finito, o que significa que os seus recursos naturais são todos esgotáveis ao ritmo acelerado a que sucede a actual delapidação geológica e da biodiversidade. Ao mesmo tempo, usamo-lo como um “caixote do lixo”, esquendo-nos que, tal como qualquer recipiente, a Terra poderá alcançar o limite máximo de sustentabilidade em matéria de acumulação de resíduos produzidos pelos humanos. Co-existimos (e a restante biosfera) com lixos facilmente libertados para o ar, solo e água, que modificam as condições ambientais ao desequilibrar o funcionamento dos ecossistemas, habituados a funcionar ao ritmo da longa e lenta evolução geológica e biológica.
Como se limpa a radioactividade espalhada pelo meio ambiente? Ou, como se poderá reciclá-la? Nem o cientista francês Henri Becquerel (1852-1908), Pierre Curie (1859-1906), Marie Curie (1867-1934), ou a austríaca Lise Meitner (1878-1968) alguma vez pensaram no assunto.
É, portanto, urgente a maior utilização de formas de energia verdadeiramente não poluentes e, para isso, há que incrementar mais rapidamente a investigação em torno de tecnologia limpa, melhorar a divulgação da já existente, criar benefícios fiscais para a sua aquisição inicial, e consciencializar as populações para a necessidade de serem “verdes”.
Com a utilização da maior parte da tecnologia actual, a sociedade de consumo acabará por destruir a sustentabilidade planetária terrestre. E poderá não existir mais nenhum local para habitar no restante universo. De nada servirá pensar, como muitos, que dentro de alguns anos estaremos a viver noutro planeta com características físico-químicas semelhantes à Terra. Em primeiro lugar, falta encontrar esse planeta. Em segundo lugar, no espaço de 30 ou mais anos as viagens planetárias ainda serão longas (meses, anos), o que aumenta a complexidade das questões de índole logística quanto ao armazenamento de combustível, dos alimentos e da sua produção em meio artificial, e a reciclagem ou a acomodação dos resíduos produzidos. O peso total do veículo espacial aliado à sua deslocação no espaço, será um tremendo “bico-de-obra” para resolver, a avaliar pela actual situação do conhecimento científico. Além do mais, a preparação física e psicológica das pessoas para tal transporte continuará sempre a ser o principal obstáculo à sua própria transferência para um planeta semelhante ao nosso.

O planeta Terra na visão filosófica de Carl Sagan

Os cálculos efectuados recentemente pelos demógrafos indicam que em Outubro deste ano seremos 7 mil milhões de pessoas sobre a superfície terreste. Daqui a 20, 30 anos, quando provavelmente até conseguirmos colocar dois ou três astronautas em Marte, seremos ainda mais. Se nada fizermos, o planeta Terra terá problemas ambientais muito mais graves do que tudo o que já se observa no presente. E, então, como se colocará, nessa altura, uma população de biliões noutro planeta? Como se adaptará o nosso comportamento, organização social e cultura, a um novo espaço? A um espaço sem a nossa história?
Desta vez, não é possível “colocar o lixo debaixo do tapete”, pois a possibilidade de habitarmos outro planeta poderá não sair das páginas dos livros de ficção científica.

Disponível para consulta na BECRE
 A acompanhar este artigo divulga-se mais um livro de Pierre Kohler, publicado pela Bertrand Editora em 1988, e intitulado “As Grandes Fontes de Energia”. Do índice constam os seguintes capítulos:
1. As energias fósseis
2. As energias renováveis
3. A energia solar
4. As energias do futuro
Quanto aos textos presentes em cada um destes capítulos e contextualizados historicamente, só alguns títulos: “As transformações de energia”; “A gaseificação do carvão”; “Uma vasta indústria: a petroquímica”; “Como se liberta a energia nuclear?”; “A energia eólica: a força do vento”; A geotermia: a energia das profundezas”; O Sol e a antiga ciência”; “Como funciona uma célula solar?”; “Fissão e fusão: qual a diferença?”.
Quase a terminar a redacção do presente artigo, é também importante não fazer esquecer que a descoberta do átomo foi um dos maiores feitos no domínio das ciências físico-químicas. E, se é certo que a aplicação científica das reacções nucleares afectaram profundamente o mundo quase no fim da 2.ª Guerra Mundial, com o lançamento de duas bombas atómicas sobre o Japão, e que nestes primeiros anos do século XXI temos armas nucleares de destruição em massa, que alimentam as concepções bélicas de vários países, e centrais nucleares, para melhor suprir as necessidades energéticas, não menos verdade é que devemos ao estudo e pesquisa da radiação atómica a esterilização mais eficaz de equipamentos, o diagnóstico de doenças, a preservação dos alimentos por mais longo tempo, a datação de fósseis e artefactos históricos humanos, ou o uso de marcadores radioactivos para compreender as vias metabólicas associadas aos processos bioquímicos.
O facto das centrais nucleares construídas serem gradualmente mais seguras, de nunca terem exigido características geográficas muito específicas ou áreas muito extensas para a sua construção (como as barragens), nem em fase alguma do seu funcionamento a utilização de combustíveis fósseis (como nas centrais termoeléctricas), não poluíndo, portanto, a atmosfera, faz com que a questão do nuclear seja hoje menos vezes abordada nos meios de comunicação social quanto às suas implicações na saúde humana (pele, órgãos geradores de sangue, órgãos reprodutores e malformações na descendência) e no meio ambiente. Os problemas éticos falados nas discussões científicas transferiram-se, deste modo, para a genética e os temas do DNA, clonagem e alimentos transgénicos.
Mas, as centrais nucleares continuam no planeta e os milhares de toneladas de lixo radioactivo armazenados em minas, montanhas e subterrâneos geologicamente inseguros a longo prazo, também...

Vídeos:

Três grandes acidentes nucleares:
Rosa Espada
(Texto)
Helena Cruz
(Selecção de imagens e vídeos)
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