O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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«A Utopia» de Thomas Morus, na perspetiva de um aluno

No âmbito da disciplina de Filosofia do 11º ano, os alunos analisaram uma obra à sua escolha, dentro de um conjunto de obras selecionadas pelos professores. Foi um trabalho faseado pelos três períodos que culminou na apresentação oral. O texto que a seguir se apresenta foi a base da apresentação oral do aluno Luís Branca, do 11ºD acerca da obra «A Utopia» de Thomas Morus.




Trabalho de Filosofia – História da Utopia – Poesia
Esta história que vos venho aqui contar está em formato de poesia
É uma obra de Thomas Morus e intitula-se de Utopia
O autor da obra teve a intenção de criticar a sociedade europeia
Mas de forma coerente e séria e não em brincadeira
Ideia de sociedade perfeita foi o que quis transmitir
O problema da obra está em ‘como a construir’
Apresenta-nos ao longo do livro várias soluções
Organização politica, regras sociais e outras condições

Bem, mas voltando ao livro que é o que me trás por cá
Vou-vos contar a história que não é nada má
A ilha da utopia é um lugar bastante diferente
Foi criada através da separação de um continente
Tem leis próprias e a sua organização social
Sem classes sociais e sem nenhuma outra nação igual


No Primeiro Livro, Morus apresenta as personagens principais
Rafael Hitlodeu e Pedro Gilles são os nomes ideais
Pedro Gilles é um amigo que Morus nos apresentou
Hitlodeu, um português navegador que a ilha encontrou
O livro é uma comparação entre as sociedades utopiana e europeia
Nomeadamente a Inglesa como vão entender através desta minha epopeia
Morus e Rafael começam os dois por nos contar
Uma conversa entre o português e um cardeal inglês para recordar
São debatidos diversos temas sobre Inglaterra como país
Vai desde a nobreza ao povo, do rico ao infeliz
É um país com altas taxas de criminalidade e pobreza
Enquanto uns deitavam fora outros não tinham comida na mesa
Tudo devido à exploração do povo por parte da nobreza
Ai ai, e a criminalidade crescente?
Era consequência da miséria existente
Digam-me vocês, o que nesta situação iriam fazer?
O povo não tinha outra opção senão roubar para sobreviver
Mas Rafael, iluminou-se e sugere ao cardeal
Que uma cedência de terrenos dos nobres era o ideal
Evitava o monopólio e criava empregos para os pobres
Desenvolvia a agricultura e enfraquecia um pouco os nobres
Para a criminalidade Rafael rejeitou a pena de morte
Diz que é injusta, e já viram o que é ver cabeças a rolar com um corte?
Ele diz ainda que é uma pena cruel para o roubo punir
Mas porém, bastante fraca para o impedir
Rafael argumenta, que se houvessem melhores condições de vida ninguém roubaria
Se houvesse igual porção de bens na sociedade, não haviam ladrões e ninguém morreria
Na ilha da Utopia todas estas propostas de Rafael conseguem uma aceitação
Funciona uma sociedade justa com iguais deveres e direitos para todo o cidadão
Ai a Utopia a Utopia, fundada por Utopos esse grande senhor
Era tramado para a pancada e era um homem com muito amor
Ele que separou a terra do continente
Com ajuda de soldados e indígenas, tudo muito boa gente
Na Utopia não existiam classes sociais e a riqueza pessoal era distribuída de igual maneira
De modo a que todos vivessem bem e tivessem uma carreira
Os Utopianos são ainda um povo aberto a novas culturas e civilizações
Instruindo-se assim com ciência e arte através da troca de conhecimentos entre as populações
Atualmente somos bastante diferentes dos Utopianos
Uns dizem que somos anjinhos outros dizem que somos tiranos
Os Utopianos tinham rotinas e não se cansavam de trabalhar
Nós preferimos a ‘caminha’ e ficamos a mandriar
O Utopiano é um ser que não é em nada preguiçoso
Nos somos o oposto de tal forma que chega a ser embaraçoso
Eles conseguem o trabalho e o descanso equilibrar
Nos lutamos para da cama nos conseguirmos levantar
Hoje em dia uns trabalham de mais e outros nem trabalham
Outros fabricam coisas desnecessárias e que só atrapalham
Depois temos aqueles opostos, uns descansam na sua riqueza
Os outros comem restos e mal se alimentam tal é a pobreza
A Utopia está organizada segundo os princípios utilitaristas
Ausência de dor e sofrimento gerando o bem comum, estes homens eram especialistas
Tudo está organizado de modo é que eles não tenham qualquer sofrimento ou dor
Desfrutam da felicidade de igual modo, com prazer e com muito amor
Na Utopia a igualdade económica é mantida com uma série de medidas
Iguala-se o poder económico de cada cidade e cidadão, ai ai, belas vidas
Há um equilíbrio constante, os que produzem demais ajudam os que produzem menos
Era como nos dias de hoje se os alemães ajudassem os romenos
Esta compensação é gratuita e garante equidade económica entre as cidades utopianas
Isto hoje era fácil, aplicavam-se estas medidas ao país em semanas


Esta família utopiana é um exemplo de sociedade perfeita
Se os políticos querem fazer algo de bom, têm neste livro a receita
Seguem princípios utilitaristas e todos os homens querem tornar iguais
Tanto em direitos como em deveres são todos proporcionais
Cada cidadão tem uma vida cómoda e cumpre as suas obrigações
Assim não têm de trabalhar demais e não têm preocupações
Morus mostra que os utopianos não se guiam por dinheiro e posses materiais
É uma sociedade onde não existem classes nem diferenças sociais
O autor apresenta ainda solução para os problemas das sociedades europeias
E em nada adiantou pois não passaram de ideias
Esqueceu-se que o homem é ambicioso e quer sempre mais e melhor que todos os outros
Assim me despeço meus caros, espero poder ver-vos noutros encontros
Termina assim a minha epopeia, faço votos para que tenham gostado
Voltem sempre que quiserem, espero não vos ter assustado
                                                                                            
Luís Branca
(aluno CCH - Línguas e Humanidades)
Sónia Lapa
 (texto introdutório)

Vídeo-poema XXI: «Pedra Filosofal» de António Gedeão

«Pedra Filosofal»

poema de António Gedeão
música de Manuel Freire

declamação coletiva por formandos, formadores e assistentes ESCT
coordenação e edição: Luís Gomes

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

 In:
Movimento Perpétuo, 1956

Artigos relacionados:
Video-Poema I - «O Portugal Futuro» de Ruy Belo
Vídeo-Poema II - «As palavras interditas» de Eugénio de Andrade
Vídeo-Poema III - «Da mais alta janela da minha casa» de Alberto Caeiro
Vídeo-Poema IV - «Quando vier a Primavera» de Alberto Caeiro
Vídeo-Poema V - «Mãezinha» de António Gedeão
Vídeo Poema VI - «Portugal» de Alexandre O'Neil
Vídeo-poema VII - «Pastelaria» de Mário Cesariny
Vídeo-poema VIII - «O Sorriso» de Eugénio de Andrade
Vídeo-poema IX: «Acordai» de José Gomes Ferreira
Vídeo-poema X: «Sabedoria» de José Régio
Vídeo-poema XI: «Uma pequenina luz» de Jorge de Sena
Vídeo-poema XII: «Tabacaria» de Álvaro de Campos, por Mário Viegas
Vídeo-poema XIII: «As mãos» de Manuel Alegre
Vídeo-poema XIV: «You Are Welcome To Elsinore» de Mário de Cesariny
Vídeo-poema XV: «Cântico Negro» de José Régio
Vídeo-poema XVI: «Poema para Galileu» de António Gedeão
Vídeo-poema XVII: «Mudam-se Os Tempos...» de Luís de Camões
Vídeo-poema XVIII: «Ser Poeta» de Florbela Espanca
Vídeo-poema XIX: «Outra Margem» de Maria Rosa Colaço
Vídeo-poema XX: «Havia um homem...» de Herberto Hélder

José Fernando Vasco

«Cores e Sabores»


A gastronomia também é uma arte, a arte de cozinhar. Cada país, além da sua história e cultura, também tem a sua gastronomia, os seus pratos típicos.

A nossa escola organizou no dia 9 de maio de 2013 uma festa gastronómica - Cores e Sabores. Esta festa juntou os pratos de vários países como a Moldávia, a Ucrânia, o Irão, Espanha, etc. Cada prato tinha as suas particularidades e foram apresentados com muito gosto. 

Tivemos a oportunidade de provar pratos de vários países e conhecer outras receitas. No final assistimos às danças da Europa e também de Portugal. Gostei muito sobretudo da Dança da Noiva.

Foram uns momentos muito agradáveis porque comunicámos bastante, pedindo uns aos outros receitas e conhecemos um pouco mais sobre a gastronomia dos outros países.


Valentina Besarab
(formanda da Moldávia, nível B 2)

Concurso Kids Guernica


Os alunos do 2º L do curso profissional de técnico de design gráfico realizaram dois trabalhos na disciplina de Oficina Gráfica, no âmbito do concurso Kids Guernica 2013 sob o tema "água fonte de paz" promovido pela AMRS. Um dos trabalhos participantes foi selecionado e como vencedor foi reproduzido em grande formato (7,80 m x 3,50m dimensão da obra original Guernica de Pablo Picasso). Assim, no dia 3 de maio de 2013, os alunos da turma acompanhados de alguns professores, deslocaram-se ao parque do Bonfim em Setúbal para executar o trabalho na presença de alunos de outras escolas participantes. Na ocasião foi entregue pela AMRS o respetivo prémio.

Hiperligações:
http://www.amrs.pt/pt/conteudos/noticias+e+eventos/noticias/4kidsguernica.htm
http://www.amrs.pt/pt/conteudos/noticias+e+eventos/noticias/Kids4.htm

Tânia Matos

Torneio Inter-turmas voleibol 4x4 12ºano (CCH): classificação do torneio


O Torneio Inter-turmas voleibol 4x4 12ºano decorreu no dia 10 de Abril de 2013 no Pavilhão Desportivo da ESCT. De salientar o fair-play e desportivismo , assim como a boa disposição por parte de todos os intervenientes. Os objetivos principais - proporcionar o convívio e a prática de exercício físico, especificamente da modalidade de voleibol - foram conseguidos

Classificação do torneio:
Masculino
1º 12ºD
2º 12ºE

Feminino
1º 12ºC
2º 12ºD


Saudações desportivas,

12ºG (Curso Tecnológico de Desporto)

«Mostra do Ensino Superior, Secundário e Profissional 2013»: a participação ESCT


A «Mostra do Ensino Superior, Secundário e Profissional» de Almada conta, mais uma vez e em 2013, com a participação da ES Cacilhas-Tejo.
Publicam-se algumas fotografias do evento bem como o texto que consta do painel. Na tenda montada na Praça da Liberdade, o visitante poderá visitar os diversos stands, entre eles o da ES Cacilhas-Tejo onde estão patentes diversos trabalhos de alunos.



A ESCOLA SECUNDÁRIA DE CACILHAS-TEJO PROMOVE:

* a inserção dos alunos na comunidade escolar e a sua participação na vida da Escola e da comunidade envolvente;
* o desenvolvimento das suas competências sociais em múltiplos contextos e situações.


O seminário “Cidadania e Participação Democrática” (promovido anualmente pela Direção para delegados de turma), o projeto “Tutorias”, o acompanhamento próximo por professores e assistentes e a colaboração de entidades e associações da comunidade local; proporcionam aos alunos momentos formais e informais de aprendizagem de convivência em sociedade e de participação cívica ativa.

A ESCOLA SECUNDÁRIA DE CACILHAS-TEJO PROPORCIONA:

* equipas de professores com experiência, formação e capacidade de trabalho e iniciativa;
* projetos e atividades de extensão cultural e de formação para a cidadania, no respeito pelos valores do primado do conhecimento, da preservação do meio ambiente, da solidariedade e da paz, numa perspetiva antropo-ética;
* recursos materiais e outras condições necessárias para a realização de projetos e trabalhos escolares.

Os diferentes projetos coordenados por professores/técnicos especializados - “Mini Fórum Estudante”, “Litoesfera Viva”, “Desporto Escolar”, “SOS Prevenção”, “Experimentar a Brincar”… - e os recursos disponibilizados em sala de aula/Biblioteca Escolar; proporcionam aos alunos o acesso à informação, bem como a oportunidades de desenvolvimento e concretização de projetos, atividades e trabalhos escolares, em prol da construção de conhecimento, da utilização de técnicas e recursos, da expressão criativa, da intervenção cívica e do prosseguimento de estudos e/ou inserção na vida ativa profissional.

A ESCOLA SECUNDÁRIA DE CACILHAS-TEJO RECONHECE:

* a expressão da criatividade; 
* o mérito e a excelência.

O mérito no desempenho escolar dos alunos e a excelência da sua participação em concursos nacionais e internacionais – “Olimpíadas da Matemática/Ambiente”, “Grande C”, “Young Criative Chevrolet”… - em projetos “Comenius” e em eventos de carácter escolar, local ou nacional – “Mini-Fórum Estudante”, “Comemorações do 25 de Abril”, “Mostra de Escola”, “Semana da Juventude”, “Futurália”; são reconhecidos através da atribuição de diplomas e da divulgação externa de projetos e trabalhos desenvolvidos.

José Fernando Vasco



Exposição «O 25 de Abril na ESCT»: um testemunho de uma persistência...

Elaborados por alunos dos cursos profissionais de técnicos de design gráfico e marketing, os cartazes constantes de uma das exposições inauguradas ontem - «O 25 de Abril na ESCT» - são um bom exemplo da excelência do trabalho pedagógico desenvolvido.



A todos os professores que coordenaram o trabalho nestes últimos anos e aos alunos que puseram a sua criatividade e conhecimentos ao serviço das comemorações da Revolução fundadora da nossa II República ... a BECRE endereça os parabéns e o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.

 Da esquerda para a direita,
os cartazes oficiais das comemorações de 2011, 2012 e 2013.






José Fernando Vasco

O Dia Internacional da Mulher 2013, segundo alunos de Marketing



Os alunos do primeiro e segundo ano do Curso Profissional de Técnico de Marketing assinalam o Dia Internacional da Mulher 2013 com um conjunto de cartazes expostos no corredor do Bloco A - 1º piso, em frente à BECRE.
Quatro desses cartazes foram selecionados e estão igualmente expostos na Área "Livro e Leitura" da Biblioteca Escolar.
Aos alunos que participaram e, em especial, a Tânia Freitas, Ana Malanho, Paulo Ribeiro e Andreia Oliveira, a Equipa BECRE endereça os parabéns pelo trabalho desenvolvido.

José Fernando Vasco

A integração em Portugal

A vida leva-nos sempre a fazer escolhas. Queremos sempre lutar por uma vida melhor, encontrar respostas para as nossas perguntas e queremos sempre conseguir os melhores resultados.
A integração num país estrangeiro não é fácil. Isto inclui um caminho de dificuldades, principalmente ao início.
Há quatro anos que chegámos a Portugal. Tivemos sorte, porque temos aqui a família que nos ajudou bastante.

Nós chegámos a um país estrangeiro e a primeira barreira para uma boa integração foi a comunicação. Para aprender uma língua estrangeira é preciso tempo e força de vontade. Senti-me mais integrada depois de ter aulas, pois o convívio com os professores e colegas muito contribuíram para facilitar a integração desejada. 
A necessidade e a procura de trabalho é a outra fase determinante para uma boa integração neste país.
O meu marido, de início, não trabalhava para o que estava preparado, mas quando alcançou o emprego desejado, sentimos que a integração se fazia naturalmente. Aconteceu o nascimento do nosso filho, educado na escola portuguesa, fala português e assim estamos contentes, embora nos lembremos sempre do nosso país e em especial da nossa família.
Também consegui trabalho e sinto-me respeitada e acarinhada, mas gostaria de ter um trabalho mais estável.
Sinto-me cada vez mais integrada neste país. Gosto muito de estar em Portugal, gosto muito da cidade onde moro – Almada. Conheço um pouco mais das tradições e cultura portuguesas.
Estou contente porque sempre que saio à rua encontro pessoas conhecidas. Estou contente porque tenho aqui muitos amigos moldavos, mas guardo sempre no meu coração o país onde eu nasci e tenho sempre saudades da minha família da Moldávia.

Valentina Besarab
(formanda da Moldávia, nível B 2)

«O meu primeiro dia de aulas»

Era uma manhã qualquer de setembro de 1989. Eu tinha três anos e meio e comecei as aulas no jardim de infância. 
A escola ficava, e ainda fica, muito perto da casa dos meus pais, mas naqueles tempos, ir até lá, parecia-me todo um passeio. 
Lembro-me de brincar com as minhas galochas nas poças de água, o meu guarda-chuva em forma de animal, lembro-me da sensação de estra muitas horas fora de casa.
A escola era uma caixa baixa. Tinha um vestíbulo e depois duas salas, uma à direita e outra à esquerda para turmas distintas. Da sala da direita podíamos ir até à cozinha e sala de refeições para os alunos cujos pais trabalhavam.
Eu fiz desenhos, aprendi as primeiras letras e números, pintei com aguarelas, joguei com os colegas…
Se a memória não me falha, o jardim de infância chama-se Pitufos.
Blanca Casares Guillén
(formanda B1/B2 de Espanha)

Passaram vinte e quatro anos do meu primeiro dia de escola. Lembro-me muito bem daquele primeiro dia, parece que foi há pouco tempo. Lembro-me de alguns dias antes ter ido às compras para a escola… Naquela noite não dormi, de dez em dez minutos acordava a minha mãe e perguntava se já estava na hora de ir. Naquele dia de manhã a minha mãe fez-me duas tranças e meteu dois lacinhos brancos, vesti um vestido castanho e uma bata branca (aquela bata não consegui vestir sozinha). Saí de casa com uma mochila grande de cor verde e laranja, com um ramo de flores que depois, quando chegou à altura de entregar as flores à minha professora, lembro-me de ter caído à frente dela. Que vergonha eu tive! Levantei-me e andava à procura da minha mãe. Quando fomos para a sala a professora mandou-me sentar na primeira fila do meio acompanhada de um rapaz chamado Anatoli (depois acabámos por ficar namorados). Na minha turma nós já nos conhecíamos todos. Eu andava sempre com os olhos em cima da minha mãe para ela não se ir embora. A minha primeira professora foi também a do meu pai. Era muito simpática. Chamava-se Maria Gheorghevna e gostou muito o meu pai, porque falava muito nele. No fim do primeiro dia eu já não gostava de ir para a escola porque tinha os trabalhos de casa para fazer, tinha de me deitar cedo para no outro dia me levantar cedo. E depois acabaram-se as brincadeiras. Mas agora gostava de voltar a esse tempo de escola que tão rapidamente passou. Hoje tenho saudades desse tempo.

Natalia Guzun
(formanda B1/B2 da Moldávia)

A aprendizagem ao longo da vida

Testemunhos de formandos
Curso EFA Escolar - Cidadania e Profissionalidade.


Todas as formações, sejam elas formais, não formais, ou informais foram importantes na minha vida. A formação aprendizagem formal e não formal tem importância teórica, já a informal tem importância na prática. Sem elas não seria a pessoa que hoje sou. 

Alzira Lopes

O processo de aprendizagem ao longo da minha vida tem contribuído para o meu desenvolvimento pessoal.

Angélica Coco

Espero chegar ao fim do curso sem grandes sobressaltos e com a mesma sensação de realização pessoal que tenho sentido ao longo destes quase 5 anos. 

Cristina Soares

O meu processo de aprendizagem ao longo da vida tem contribuído para a minha educação, o meu conhecimento no meio social, no trabalho, na escola, no lazer e para a minha formação pessoal.

Graciete Neto

A aprendizagem ao longo da minha vida foi bastante importante porque aprendi muita coisa, seja de trabalho, seja escola ou lazer e desenvolvi trabalhos importantes a todos os níveis.

Luís Viegas

Torna[-nos] mais ativos na sociedade, dá-nos conhecimento do mundo que nos rodeia, dá-nos cultura, enriquece-nos como seres humanos membros de uma sociedade, e mantém-nos ativos nesta.

Marco Nunes

Eu sempre gostei de aprender, a vida é que foi um pouco madrasta nesse capítulo. Mas nunca é tarde. Já dizia a minha avó: todos nós aprendemos até morrer, é somente preciso querer.

Maria Carmo Rodrigues

Toda a aprendizagem que tive ao longo da vida serviu-me de alicerce para a minha vida de hoje. 

Maria Elisa Sousa

Nós estamos em constante aprendizagem assim tenhamos vontade de aprender coisas novas.

Maria Irene Almeida

O facto é que não podemos excluir de que somos aprendizes “no longo curso” da vida.

Maria José Pacheco

Considero importante todo [o] meu percurso [d]e aprendizagem que fiz ao longo destes anos. Foram grandes e constantes as mudanças, tal e qual como o que fui recolhendo no meu caminho e devido a tudo isto sou hoje uma pessoa com conhecimentos e experiência profissional.

Maria Luísa Delgado

Como cidadão, faço também por ajudar crianças da área onde resido. Faço voluntariado com professores do departamento de educação física, tais como jogos ao fim de semana. Normalmente como são muitas crianças pergunto aos professores se é necessário o meu contributo. A resposta é sempre positiva e faço-o de boa vontade, sempre que solicitado.

Nuno Correia

Nestes anos todos que ando a estudar à noite, tenho tido a possibilidade de estudar mais coisas que, quando era mais novo, era difícil de aprender.

Rui Ferreirinha

«Floresta & Sociedade»: Homem e Planeta Terra - juntos coexistimos!


Aceite este desafio: ajude a floresta e assista ao seminário.
Venha aprender sobre a Mãe Natureza para a saber proteger.
Homem e Planeta Terra: juntos coexistimos!

Hiperligação:

Luísa Delgado
(formanda EFA)

«Uma viagem de sonho»

No passado sábado, dia 12 de maio, a minha escola, Secundária de Cacilhas-Tejo, organizou uma viagem a três locais turísticos do distrito de Lisboa: Palácio de Queluz, Sintra e Boca do Inferno em Cascais. Esta viagem destinava-se aos formandos do curso de Português para Estrangeiros (PPT). Eu e o meu marido participámos nesta viagem maravilhosa!


Partimos de autocarro às 9 horas e 20 minutos da a nossa escola. Cerca das 10 horas chegamos ao Palácio de Queluz.

Foto 1-Palácio de Queluz
Neste palácio, local de residência de alguns reis de Portugal, visitámos os seus quartos interiores muito ricos e um jardim muito bonito. Às 11 horas e 30 minutos partimos de Queluz em direcção a Sintra.
Chegámos a Sintra às 12 horas e 15 minutos.
Em Sintra visitámos alguns jardins magníficos e tivemos a oportunidade de provar comida de colegas de outros países e de conversar com eles. Por volta das 2 horas e 15 minutos partimos de Sintra em direcção a Cascais.

Foto 2-Sintra
Em Cascais visitámos a Boca do Inferno. Neste local podemos ver as ondas do mar a baterem nas grutas rochosas e nas falésias muito altas e perigosas. Também vimos alguns pescadores a pescarem peixe. Captei o espírito das ondas contra as rochas e aqui pude sentir o poder o perigo da natureza.

Foto 3-Boca do Inferno
 Depois partimos de volta à minha escola viajando pela estrada marginal de Cascais – Alcântara e pela Ponte 25 de Abril.
Na nossa visita ao Palácio de Queluz, Vila de Sintra e Boca do Inferno, o clima esteve maravilhoso e nós aproveitámos para tirar bonitas fotos e fazer um curto vídeo sobre a nossa viagem.
Nós queremos agradecer à escola por esta iniciativa e também à nossa colega alemã por fazer voluntariamente de guia turística, tornando toda a nossa viagem muito mais interessante e menos cansativa.

Elena Polyakova

O cesto de Páscoa ("Święconka", “Koszyczek Wielkanocny”)

Em muitos países da Europa de Leste é uma tradição ter um cesto de alimentos abençoados no Sábado Santo antes do Domingo de Páscoa.
Na Polónia, a bênção dos cestos é conhecida como "świecęnie pokarmów wielkanocnych". É um hábito que remonta ao século XIII e que ainda é mantido por famílias polacas espalhadas pelo mundo. É um costume importante, que é diferente dos outros Católicos, incluindo os Portugueses. Na área rural da Polónia, o tamanho e o conteúdo do cesto de uma mulher ou uma família era uma questão de orgulho e prestígio na comunidade.
Os alimentos do cesto de Páscoa têm um significado especial. O cesto é coberto por um guardanapo de linho de fantasia ou bordado e decorado com folhas de buxo. O guardanapo branco e as linhas do cesto representam a mortalha de Cristo. O cordeiro "Baranek" previamente feito de manteiga, mais recentemente, a partir de açúcar ou chocolate, representa Jesus, o cordeiro Pascal. Os ovos cozidos, que são pintados com o propósito de se tornar "pisanki" simbolizam uma nova vida ou Cristo subindo do túmulo.
O Pão representa o pão da vida dado por Deus. A carne é um símbolo de Cristo ressuscitado, o rábano representa aceitar o amargo com o doce na vida, o vinagre simboliza o vinho azedo dado a Jesus na cruz. O sal é o de adicionar sabor à vida e riqueza, e os doces sugerem a promessa de vida eterna ou coisas boas que virão. A água é um símbolo de vida.

A comida abençoada na igreja permanece até Domingo de manhã. Depois da Missa no Domingo de Páscoa todos os membros da família (é jejum até ao momento) durante o almoço do Domingo de Páscoa têm que comer um pouco de cada alimento abençoado e compartilhar os desejos pessoais a respeito de passar o tempo da Páscoa para o outro. Algumas famílias, a partir do conteúdo do seu alimento abençoado e água benta do seu cesto abençoado, fazem uma deliciosa sopa conhecida como branco barszcz.
A tradição dos cestos tem vivido em Portugal também devido à celebração da missa por um Padre polaco, Andrzej, durante muitos anos em Odivelas. O Padre Andrzej está aposentado há dois anos, e todos que o conhecem sentem muito falta dele. Então poderíamos desfrutar missa dada por um Padre polaco, Janek, e agora desde 2012 há um novo Padre polaco em Odivelas. Aos segundos domingos do mês é celebrada uma missa em polaco para quem deseja assistir. 
É uma ocasião para conhecer e encontrar os outros polacos e os nossos amigos portugueses que gostam das missas polacas e os polacos residentes em Portugal.

Ewa Bogel
(formanda da Polónia)

Egipto









A maior parte do Egipto é um deserto.
Todas as cidades e povoações do Egipto, quer sejam antigas ou modernas, dependem do Nilo.
O Cairo é a capital e a maior cidade de África.
Eu acho que o Egito é o destino turístico mais antigo do mundo.
As famosas pirâmides de Giza ficam perto do Cairo.
A língua oficial é o árabe e o número de habitantes é quase 85 milhões. Quase 20 milhões moram no Cairo.
Os egípcios inventaram a escrita hieroglífica. Cada desenho representa um som, uma ideia ou um objeto.

Mohamed Khalil
(Formando do Egipto - Nível B1/B2)

O cravo

O clima na Malásia não é muito adequado para os cravos. Por isso, em maio, quando os cravos aparecem nas lojas, muita gente compra e leva para casa. Em Chinês, a palavra cravo significa ´´saudável, saciado e gentil´´.
Quando era pequena, a minha irmã mais velha costumava trazer os cravos para nossa casa. Normalmente eles eram cor-de-rosa, que não significa paixão mas sim, amor pela mãe.
Mais tarde eu percebi que a razão era o Dia de Mãe. Para as mulheres da Malásia esta é uma ocasião porque na nossa cultura não há a tradição romântica de oferecer flores às senhoras casadas. Por isso, independentemente da idade, neste dia os filhos dão cravos às mães para agradecer todo o trabalho, amor e carinho que elas lhes dão em casa.
Os cravos são escolhidos por terem muitas pétalas, que significam os cuidados infinitos que as mães têm. 

Soo Fong Lim
(Formanda da Malásia, Nível B1/B2)

Bulgária

A Bulgária é um país dos Balcãs, limitado a norte pela Roménia, a leste pelo Mar Negro, a sul pela Turquia e pela Grécia e a oeste pela Macedónia e pela Sérvia. A capital é Sófia. A Bulgária faz parte da União Europeia desde 1 de janeiro de 2007.
A Bulgária tem 7 364 570 habitantes (ano 2011). A língua oficial é o búlgaro.

O sudoeste do país é montanhoso e contém o ponto mais elevado da Península Balcânica, o Musala, com 2 925 m. A cordilheira dos Balcãs atravessa o centro do país de leste a oeste e a norte do famoso Vale das Rosas. Há regiões de planície e colinas a sudeste, ao longo da costa do mar Negro.

O clima búlgaro é temperado, com invernos frios e verões quentes e secos.

A cozinha búlgara é muito deliciosa. É obrigatório provar os pratos kiufteta e kebapcheta, banica e rakia.

A música búlgara tradicional é muito famosa. A canção “Izlel je Delio haidutin” http://www.youtube.com/watch?v=M5dmuRlx4RQ foi gravada numa placa e lançada ao espaço com a sonda espacial norte-americana Voyager 1, em 1977.


Miglena Georgieva
(Formanda da Bulgária, Nível B1/B2)

O Dia da Voz

No dia de 16 abril de 2012, na Academia Almadense, comemorou-se ´´ O Dia da Voz ``. Este concerto foi um projeto organizado pelo Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Garcia de Orta e o Lions Clube Almada. Vários cantores foram convidados para atuar nesta ocasião. Nós comprámos os bilhetes na bilheteira da Academia Almadense. O concerto começou às 21H30, quando o presidente de departamento de otorrinolaringologia fez um discurso para agradecer aos espetadores.

O primeiro grupo que cantou foi ``Oquestrada´´. Eles usaram instrumentos antigos portugueses. A seguinte foi Martim Vicente, um rapaz que cantou com muita alma (ele também é guitarrista). Depois, tivemos o grupo chamado ´´UXU KALHUS``. O tipo de músicas deles é muito forte e alto, categoria ´´heavy metal´´. O Vitorino é muito famoso e foi divertido porque ele cantou uma anedota de alentejanos e trouxe um piano pequeno! Gostei muito do ´´Boss AC´´. Diz-se que ele é considerado o pai do hip hop português. Foi a minha primeira vez que ouvi hip hop português e não percebi nada!

Cada cantor cantou 2 ou 3 músicas. Houve uns 30 minutos de intervalo às 23H00. Depois do intervalo, foi a vez de ´´Hands on Approach´´ e um rapaz cantou duas canções em inglês. Finalmente, a tão esperava Aurea, a alentejana dos cabelos de ouro deslumbrou a sala toda com a sua voz poderosa. Ela é muito talentosa. Depois de ela acabar, alguns espetadores saíram logo só para a ver!

Para terminar, houve um guitarrista clássico chamado ´´Silvestre Fonseca´´. Ele pôs a sala a cantar o hino nacional. E para fechar em grande, o grande grupo ´´UHF´´ cantou 4 canções!!

Soo Fong Lim
(Formanda da Malásia, Nível B1/B2)

«Dúvidas ou ...»


Estarei cá, por um acto circunstancial
Casual
Estarei cá, por um impulso químico
Normal
Estarei cá, por um acto de amor
Intemporal
Estarei cá, ou nem sequer estou
Nem sei quem sou
Estarei cá, até quando
A que voz de comando
Estarei cá, ou está um grão da estrela
Que me formou
Ainda não sei quem sou
Água, metais
Espírito/Alma
Outras coisas mais
Mas, pó das estrelas
Eu sou
E vou
Percorrendo o meu caminho
“Ensaiando” o meu destino
Em jardins labirínticos
Da cibernética
Que transformou a vivência
E a faz
Patética
Agradeço, os momentos de vida
Em que respiro
Paz e exaltação
a quem?
DEUS.

António Borrego
(Formando em processo RVCC)
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