O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.
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Vídeo-poema XXI: «Pedra Filosofal» de António Gedeão

«Pedra Filosofal»

poema de António Gedeão
música de Manuel Freire

declamação coletiva por formandos, formadores e assistentes ESCT
coordenação e edição: Luís Gomes

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

 In:
Movimento Perpétuo, 1956

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Vídeo-Poema V - «Mãezinha» de António Gedeão
Vídeo Poema VI - «Portugal» de Alexandre O'Neil
Vídeo-poema VII - «Pastelaria» de Mário Cesariny
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Vídeo-poema XIII: «As mãos» de Manuel Alegre
Vídeo-poema XIV: «You Are Welcome To Elsinore» de Mário de Cesariny
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Vídeo-poema XIX: «Outra Margem» de Maria Rosa Colaço
Vídeo-poema XX: «Havia um homem...» de Herberto Hélder

José Fernando Vasco

«A Minha Janela» de Maria Gertrudes Novais + Poetas Almadenses


A décima sessão de «O Prazer de Ler+» - realizada no passado dia 13 de março na Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo, encerrou da melhor forma o programa de incentivo e promoção do livro e da leitura organizado pela BECRE e pelo CNO de Cacilhas.
Contando com a habitual presença de «Poetas Almadenses» e centrado no último livro de poesia  («A minha janela») de Maria Gertrudes Novais, presidente da direção da SCALA; a sessão iniciou-se com a intervenção inicial do professor bibliotecário que agradeceu e relembrou todos os convidados das sessões anteriores: Amélia Campos, Joana Rodrigues, Guilhermina Gomes, Orlando Ferreira, Rui Zink, Miguel Almeida, Inácio Ludgero, Rui Paiva, António Júlio Rosa, Júlia Coutinho, Graça Ferreira, Carmo Miranda Machado, Américo Morgado, Cristina Carvalho, Rosa Alface, José Mário Costa, Maria Amélia Cortes e Luís Alves.


Ermelinda Toscano apresentou a autora e a sua obra e os «Poetas Almadenses», bem como outros presentes na sala, declamaram poemas da mais recente coletânea da autora.


Como corolário interessante - e inesperado - da sessão, um formando de curso EFA declamou um poema de Bob Dylan, «Blowin' In the Wind» que traduziu para português em simultâneo.
A escolha do poema revelou-se muito adequada!


Alzira Lopes, formanda de curso EFA, homenageou todos os poetas presentes nas várias sessões de «O Prazer de Ler+» com um poema da sua autoria e que, com a sua autorização, aqui transcrevemos.

A poesia é uma arte
Ela expressa sentimento
Ela transmite emoção
Ela sai do mais profundo ser
É com alma e coração
É no fundo um saber

Tanta poesia escutei
Destes poetas vadios
Foram versos, foram prosas
Foram tantas palavras soltas
Que escutei com atenção
Ditas com tanta ternura
Que me encheram o coração

~~~~~~~~~~~~

Divulgam-se os dados estatísticos de avaliação da atividade
«PDL+ X - Maria Gertrudes Novais», integrada no programa «O Prazer de Ler+».


José Fernando Vasco

«A Minha Janela» de Maria Gertrudes Novais, em «O Prazer de Ler+ X»

«Foi através da janela que a poesia floriu e não precisou de esperar muito tempo para que nascesse este belo livro de poemas - que só é pequeno no tamanho - ganhasse vida.»

(MILHEIRO, Luís Alves, in: Quase Prefácio)

As palavras de Luís Alves Milheiro são um excelente mote, não somente para a abordagem ao novo livro de poemas de Maria Gertrudes Novais mas igualmente como incentivo a uma deslocação à Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo para a décima sessão de «O Prazer de Ler+», a realizar na próxima quarta feira - 13 de março - pelas 21:00 horas.



Maria Gertrudes Novais, algarvia e natural de Aljezur, reside em Almada desde 1973.
Ainda muito jovem, começou a mostrar inclinação para a poesia.
O seu primeiro livro "Poemas do Meu Sentir", surgiu à luz do dia em 1987, por iniciativa da Casa do Algarve do Concelho de Almada. Em 1988 publicou, "Jeito de Ser", uma nova colectãnea de poemas. Em 1991, por convite da Câmara Municipal de Aljezur, publicou o seu terceiro livro, "Magia do Sonho".
Participou em convívios e festas de solidariedade, sempre que a sua declamação foi solicitada. Ao longo destes anos, que já leva de alguma produção poética, viu o seu nome e muitos dos seus poemas serem incluídos em Antologias, Jornais e Revistas.
Em 2002 foi publicada a colectânea, "Poesia a Cinco Vozes da Margem Sul", de poetas que entre si partilhavam a vivência e a cultura do Sul do País. Em 2005 fez parte da Antologia de Poetas Almadenses, "Alma (da) Nossa Terra" e participou no livro, "Vidas na Corda Bamba", antologia da SCALA. Em 2006 fez parte do CD, "Poetas e Vozes d'Almada", apresentado durante o 1 o Encontro de Poetas Almadenses.
Em 2007 publicou "Uma Dúzia de Poemas", no nº 51 da colecção INDEX POESIS. Em 2009 publicou mais um livro de poemas, "Expressão Viva", editado pela SCALA com o apoio do Município de Almada.
Desde 2008 até à actualidade tem participado em várias antologias temáticas, editadas pelos "Poetas Almadenses" e pela SCALA.

Fonte:
Contracapa de "A Minha Janela"

Hiperligação:

José Fernando Vasco

«O Fado e a Poesia» em «A Magia do Sentir» de Luís Alves


«Magia do Sentir», o primeiro livro de poemas de Luís Alves, foi o mote para a 9ª sessão de «O Prazer de Ler+» e proporcionou aos presentes um percurso pelo imaginário poético do autor, "dividido" entre duas paixões: o fado e a poesia.


Apresentado por Ermelinda Toscano e com a importante participação dos «Poetas Almadenses», bem como de duas formandas EFA e do professor Luís Gomes; «Magia do Sentir» proporcionou 90 minutos de boa disposição, de poesia e de fado.


Um dos momentos altos da sessão foi o «Diálogo entre o Fado e a Poesia», personificados pelo próprio Luís Alves e por Maria Gertrudes Novais.



Divulgam-se os dados estatísticos relativos à atividade
«O Prazer de Ler+ IX», integrada no programa «O Prazer de Ler».


José Fernando Vasco

«Magia do Sentir» de Luís Alves em «O Prazer de Ler+ IX»

«A magia das palavras em simbiose com os sentimentos do poeta»: as palavras de Maria Gertrudes Novais, para o prefácio do primeiro livro de poemas de Luís Alves, traduzem o que se pode esperar da 9ª sessão de «O Prazer de Ler+», o programa de promoção do livro e da leitura, co-organizado pela BECRE e pelo CNO de Cacilhas.

A sessão do próximo dia 12 de dezembro (19:30 horas) contará, uma vez mais, com a colaboração de «Poetas Almadenses», a quem agradecemos a disponibilidade, a colaboração e o entusiasmo.



O autor apresenta-se:

«Chamo-me Luís Alves, nasci a 30-08-1944 em Vale de Prados, uma aldeia do concelho de Mirandela.
Filho de lavradores analfabetos, cedo tive a ideia de partir e quem viveu os anos 50-60 sabe como foram duros esses tempos.
Deixei minha terra contrariando pai, mãe e toda a família. Vim para Lisboa um pouco à deriva, tinha, então, 18 anos.
Sozinho, não foi fácil a adaptação. A minha 4.ª classe não dava senão para moço de fretes. Passei por muito, mas a vida foi melhorando (sempre com a estrelinha da sorte) e depressa adotei esta Lisboa como se aqui nascesse, nunca esquecendo o meu povo e as minhas raízes.

Casei, tenho duas filhas e dois netos que são o meu orgulho. Já casado fui estudante trabalhador até ao 7.º ano (antigo). Ainda fui ao exame ADOC, mas entretanto vim trabalhar para Almada (morava em Odivelas) e os horários não eram compatíveis para continuar os estudos na faculdade.
Trabalhei neste concelho durante trinta anos, em vendas ao comércio. Também vivo deste lado há uns bons anos.
A escrita propriamente dita começou a sério há três anos atrás, mas o bichinho já vinha de longe. Recordo as noites de sábados e como ficava estarrecido a ouvir o João Vilaret com o seu Fado Falado, Procissão e outros.
Gosto da poesia de Manuel da Fonseca, Eugénio de Andrade, Ary dos Santos, Alexandre O’Neil, Vasco de Lima Couto e outros.
Agora, reformado, a poesia faz parte da minha vida. Já que o corpo parou, que a mente não pare. Deste modo assim nasceu o sonho da “Magia do Sentir”, o meu primeiro livro que, espero, nãos seja o último.»

José Fernando Vasco

Maria Amélia Cortes e «O Silêncio da Musa»: um oceano de emoções











Numa iniciativa da BECRE/CNO de Cacilhas e que contou com a amável colaboração de Ermelinda Toscano e dos Poetas Almadenses; Maria Amélia Cortes e «O Silêncio da Musa» foram os motes para a oitava sessão de «O Prazer de Ler+», um programa de divulgação do livro e de incentivo à leitura.


O percurso literário de Maria Amélia Cortes, menção honrosa  do «Prémio Poesia e Ficção de Almada 2009» foi recordado por Ermelinda Toscano que centrou a análise do livro de poemas na tríade Sonho + Natureza + Utopia. De «O Silêncio da Musa» foram lidos vários poemas pelo professor bibliotecário e por Maria Amélia Cortes, Luís Alves, Maria Gertrudes Novais e São Alves (Poetas Almadenses). Adicionalmente, duas formandas EFA participaram e declamaram poemas da sua escolha.

Maria Gertrudes Novais
Luís Alves
São Alves
Alzira Lopes
Graciete Neto
Para todos os interessados, apresentam-se três excertos da sessão:

Maria Amélia Cortes


Luís Alves



Maria Gertrudes Novais


Divulgam-se os dados estatísticos relativos à atividade
«O Prazer de Ler+ VIII - Maria Amélia Cortes»


José Fernando Vasco

Maria Amélia Cortes e «O Silêncio da Musa», em «O Prazer de Ler+ VIII»

Na próxima quarta feira - 28 de novembro de 2012, pelas 19:30 horas - Maria Amélia Cortes estará na Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo para a 8ª sessão de «O Prazer de Ler+», o programa de promoção do livro e da leitura co-organizado pela BECRE e pelo CNO de Cacilhas.
A propósito do seu livro de poemas «O Silêncio da Musa», Maria Amélia Cortes e os Poetas Almadenses demonstrarão como a «poesia [...] é metamorfose em pássaro, quiçá gaivota ou garça, que sequiosos bebem da alma da poetisa. Saciam-se e adormecem. Ler a poesia de Maria Amélia é passear por um linda paisagem onde as letras se vão transformando à medida dos olhos que a percorrem sorrindo.» (Américo Morgado, in: Prefácio)



Maria Amélia Cortes, nascida em Odemira, começou a escrever poesia muito cedo no seu percurso de vida  e tem participado em tertúlias. Fez teatro no Centro Experimental Novos Actores de Expressão Dramática. O nascimento do seu neto despertou o seu sentido poético e, em 2009 e com o presente livro, ganhou a menção honrosa do Prémio Poesia e Ficção de Almada.

Nas palavras de Américo Morgado, «Maria Amélia Cortes é poetisa que navega pelo timbre de violinos, o som onde se refugia no seu barco de papel.» (in: Prefácio)

Na 8ª sessão de «O Prazer de Ler+», as palavras e a arte de bem declamar serão uma garantia de 90 minutos bem passados na companhia da poesia de Maria Amélia Cortes.

José Fernando Vasco

A aprendizagem ao longo da vida

Testemunhos de formandos
Curso EFA Escolar - Cidadania e Profissionalidade.


Todas as formações, sejam elas formais, não formais, ou informais foram importantes na minha vida. A formação aprendizagem formal e não formal tem importância teórica, já a informal tem importância na prática. Sem elas não seria a pessoa que hoje sou. 

Alzira Lopes

O processo de aprendizagem ao longo da minha vida tem contribuído para o meu desenvolvimento pessoal.

Angélica Coco

Espero chegar ao fim do curso sem grandes sobressaltos e com a mesma sensação de realização pessoal que tenho sentido ao longo destes quase 5 anos. 

Cristina Soares

O meu processo de aprendizagem ao longo da vida tem contribuído para a minha educação, o meu conhecimento no meio social, no trabalho, na escola, no lazer e para a minha formação pessoal.

Graciete Neto

A aprendizagem ao longo da minha vida foi bastante importante porque aprendi muita coisa, seja de trabalho, seja escola ou lazer e desenvolvi trabalhos importantes a todos os níveis.

Luís Viegas

Torna[-nos] mais ativos na sociedade, dá-nos conhecimento do mundo que nos rodeia, dá-nos cultura, enriquece-nos como seres humanos membros de uma sociedade, e mantém-nos ativos nesta.

Marco Nunes

Eu sempre gostei de aprender, a vida é que foi um pouco madrasta nesse capítulo. Mas nunca é tarde. Já dizia a minha avó: todos nós aprendemos até morrer, é somente preciso querer.

Maria Carmo Rodrigues

Toda a aprendizagem que tive ao longo da vida serviu-me de alicerce para a minha vida de hoje. 

Maria Elisa Sousa

Nós estamos em constante aprendizagem assim tenhamos vontade de aprender coisas novas.

Maria Irene Almeida

O facto é que não podemos excluir de que somos aprendizes “no longo curso” da vida.

Maria José Pacheco

Considero importante todo [o] meu percurso [d]e aprendizagem que fiz ao longo destes anos. Foram grandes e constantes as mudanças, tal e qual como o que fui recolhendo no meu caminho e devido a tudo isto sou hoje uma pessoa com conhecimentos e experiência profissional.

Maria Luísa Delgado

Como cidadão, faço também por ajudar crianças da área onde resido. Faço voluntariado com professores do departamento de educação física, tais como jogos ao fim de semana. Normalmente como são muitas crianças pergunto aos professores se é necessário o meu contributo. A resposta é sempre positiva e faço-o de boa vontade, sempre que solicitado.

Nuno Correia

Nestes anos todos que ando a estudar à noite, tenho tido a possibilidade de estudar mais coisas que, quando era mais novo, era difícil de aprender.

Rui Ferreirinha

«Floresta & Sociedade»: Homem e Planeta Terra - juntos coexistimos!


Aceite este desafio: ajude a floresta e assista ao seminário.
Venha aprender sobre a Mãe Natureza para a saber proteger.
Homem e Planeta Terra: juntos coexistimos!

Hiperligação:

Luísa Delgado
(formanda EFA)

«A saúde é uma construção diária, na qual todos devem ter um papel ativo!»


Maria Isabel Silva Reis, diretora médica na Clínica Pediátrica REFLIC, esteve ontem na BECRE e, durante cerca de uma hora, dialogou com os formandos EFA (B3 e S-Escolar) em torno das questões da saúde - conceito, atitudes e práticas.
Reiterando a importância das três dimensões - física, psíquica e social - da Saúde, defendeu que é «uma construção diária», na qual todos - indivíduos e profissionais - devem ter uma postura ativa.

A prática médica não se pode reduzir à mera prescrição de receituário. Os profissionais da Saúde devem trabalhar com os cidadãos na mobilização em torno da alteração de hábitos, só possível com a devida compreensão das situações e com o reforço  motivacional para a alteração de comportamentos de risco e a adoção de práticas saudáveis diárias. Articulado com a saúde infantil e juvenil, o diálogo com a plateia centrou-se em torno de múltiplas questões, nomeadamente, hábitos alimentares e comportamentos sexuais e outros. A mudança de atitudes e comportamentos dos mais velhos possibilita igualmente um mais eficaz acompanhamento e supervisão do crescimento saudável dos mais novos.

Divulgam-se os dados estatísticos relativos à avalição da atividade:


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José Fernando Vasco

«O carteiro de Neruda» visto por dois formandos EFA


Os formandos dos cursos EFA secundário da Escola Secundária de Cacilhas-Tejo, acompanhados de alguns formadores, assistiram a uma representação da peça “O Carteiro de Neruda”, no Teatro Municipal de Almada.

Eis a opinião de dois deles…



Adriana German, Ana Paula Cardoso, Júlia Delgado
(Formadoras de CP e de CLC)

......................................................................

Adorei a peça… A simplicidade do cenário, a areia para ajudar a descrever e que retrata uma ilha... A amizade que se foi construindo entre um poeta famoso e um simples carteiro. A história de um País, que acaba no final por entrar numa ditadura, uma história de amor, e a parte mais óbvia e a mais triste, a morte.
Uma peça muito bem estruturada, e apesar de haver partes da história com uma certa tensão, houve também momentos, muito bem conseguidos, de um humor hilariante.
E as metáforas……. Lindas!
Adorei a peça!
Isabel Belo
(Formanda EFA)

Eu fui ao teatro!
Por iniciativa das formadoras da Escola Secundária Cacilhas-Tejo, foi-me dada a possibilidade de ir assistir a uma peça, no Teatro Municipal de Almada, a qual tinha o título de “O carteiro de Neruda”.
A história desenrola-se no Chile.
Centra-se num homem de parcos recursos, filho de pescadores, que decide responder a um anúncio para carteiro e que é admitido com a função de apenas servir um cliente, Pablo Neruda, o qual recebe muita correspondência. Por este viver isolado na Ilha Negra, um lugar distante, o trajeto tem que ser feito diariamente de Bicicleta.
Desde o primeiro dia em que se conhecem, existe uma empatia muito grande entre os dois.
O carteiro começa a “viver” intensamente, a vida de Pablo Neruda, escritor, comunista confesso, candidato à Presidência do Chile, renunciando depois a favor de Salvador Allende, o qual, após vencer as eleições, lhe dá o cargo de Embaixador, em França.
Destaco a boa encenação da peça, bem como o som de fundo, com o “cantar” dos pássaros e das gaivotas e o barulho das ondas do mar a morrer na areia da praia, além da particularidade de ser queimada uma carta, ser bebido vinho e fumado um charuto, em pleno palco.
Ao nível dos atores, destaco a feliz atuação do “carteiro”, muito bem secundado pelos que desempenham o papel de Pablo Neruda e da viúva.
Por último, quero louvar a iniciativa da ida ao teatro, formulando votos para que se repita.

Jorge Freire
(Formando EFA)

Cristina Carvalho: «As fantasias são necessárias para a vida das pessoas»


Na passada segunda feira, Cristina Carvalho - autora de «O gato de Uppsala», «Nocturno», Lusco-fusco» e «A casa das auroras» - esteve na biblioteca escolar da ES Cacilhas-Tejo como convidada especial da quarta sessão «O Prazer de Ler+», o programa de promoção do livro e da leitura, co-organizado pela BECRE e pelo CNO de Cacilhas.
Perante formadores e formandos em processo RVCC ou pertencentes a turmas de cursos EFA, Cristina Carvalho partilhou o seu percurso literário, acentuando a presença da fantasia em alguns dos seus livros (como «O gato de Uppsala» e «Lusco-fusco»), a sua paixão pela pianística de Chopin - «Nocturno» ocupou-lhe dois anos da sua vida literária - e a dimensão mais negra das temáticas abordadas em «A casa das auroras».

O seu gosto pessoal por viagens e, em especial, pela Europa do Norte e pela Suécia, foram algumas das influências que se espelham na sua obra. O facto de ter nascido numa família que, desde cedo, a colocou em contacto com a leitura e a escrita - relembre-se que a autora é filha do professor e poeta Rómulo de Carvalho/António Gedeão e da escritora Natália Nunes - terá despertado em si a aventura da escrita e da publicação de romances.

A sessão terminou com um conjunto de questões colocadas pela assistência e que permitiram a Cristina Carvalho refletir um pouco sobre a qualidade (ou falta dela...) de muito do que se publica hoje em Portugal e ainda deixou no ar uma confidência: apesar de muita poesia já escrita nunca se atreveu a publicá-la.
Aliás, opinou que quer a poesia quer a prosa, em formato de conto, são de muito difícil publicação em Portugal dados os riscos editoriais envolvidos.

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Divulgamos os dados relativos à avaliação da atividade,
integrada em «O Prazer de Ler+»,
uma iniciativa conjunta BECRE/CNO de Cacilhas.


José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos

Cristina Carvalho na 4ª sessão de «O Prazer de Ler+»


Cristina Carvalho, autora de «O gato de Uppsala» e «Nocturno» (recomendados pelo Plano Nacional de Leitura para os ensinos básico e secundário) estará amanhã - 27 de fevereiro, pelas 19:30 horas - na Biblioteca Escolar da ES Cacilhas-Tejo e no âmbito de «O Prazer de Ler +», o programa de promoção do livro e da leitura da iniciativa conjunta da BECRE e do CNO de Cacilhas.

Sendo filha do professor e poeta Rómulo de Carvalho/António Gedeão e da escritora Natália Nunes, a sua aproximação à leitura e à escrita foi natural: publicou contos em várias revistas e jornais, nomeadamente no Jornal de Letras e Revista Egoista. O seu primeiro livro «Até já não é adeus» (1989) foi considerado por David Mourão-Ferreira como uma "surpreendente novidade".

Em 2009, Cristina Carvalho revelou de forma definitiva ao público leitor duas das suas grandes paixões: a Escandinávia e, em particular, a Suécia; e Fryderyk Chopin, com as suas duas obras antes referidas.

Em 2011, fez um incursão no mundo da literatura infanto-juvenil com «Tarde fantástica» e publica «A casa das auroras» e «Lusco-fusco», ambas recomendadas por «Ler+ Ler Melhor».

Obras de Cristina Carvalho

CARVALHO, Cristina (1989). Até já não é adeus. Ponta Delgada: Signo.
CARVALHO, Cristina (1992). Momentos misericordiosos. Lisboa: Relógio d’Água.
CARVALHO, Cristina (1996). Ana de Londres. Lisboa: Relógio d’Água.
CARVALHO, Cristina (2003). Estranhos casos de amor. Lisboa: Relógio d’Água.
CARVALHO, Cristina (2009). O gato de Uppsala. Lisboa: Sextante.
CARVALHO, Cristina (2009). Nocturno: o romance de Chopin. Lisboa: Sextante.
CARVALHO, Cristina (2011). Tarde fantástica. Vila Nova de Gaia: 7dias6noites.
CARVALHO, Cristina (2011). A casa das auroras. Lisboa: Planeta.
CARVALHO, Cristina (2011). Lusco-fusco. Lisboa: Sextante.

Disponíveis para consulta na BECRE


Ler Mais, Ler Melhor: «O gato de Uppsala» 


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Ler Mais, Ler Melhor: «Nocturno: o romance de Chopin»


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Ler Mais, Ler Melhor: «Lusco-fusco»


Hiperligações:
Lusco-fusco (Clube dos Livros)

José Fernando Vasco

«Morte em Veneza» segundo Mann, Visconti e Comunidade de Leitores


Realizou-se no dia 14 de dezembro, pelas 19H30, na BECRE, a terceira sessão da Comunidade de Leitores, do presente ano letivo, para a partilha de leituras de «Morte em Veneza» , uma novela escrita por Thomas Mann e publicada pela primeira vez em 1912.
Estiveram presentes professores, formadores do Centro Novas Oportunidades e alguns adultos (dos cursos EFA e do processo de RVCC). A introdução/apresentação da referida obra esteve a cargo de um elemento da comunidade que, de uma forma clara e entusiasta, partilhou com os presentes a sua experiência de leitura. O visionamento de excertos do filme, com a magnífica música de Gustav Mahler, propiciou ainda momentos de debate e de reflexão.

Divulgam-se ainda os dados relativos à avaliação da atividade:

José Fernando Vasco
José Lourenço Cunha
Manuela Ventura Santos
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