O serviço público de educação é um pilar essencial e imprescindível de uma democracia que, por definição, garanta a igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de uma sociedade moderna.

«Blade Runner» de Ridley Scott

Disponível para consulta na BECRE/SALA DE AULA
a partir de 08.09.2012

«Blade Runner», a obra prima de Ridley Scott e um dos filmes mais importantes da história do cinema do mundo ocidental, faz agora parte do fundo de recursos da BECRE.
O filme protagonizado por Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young e Edward James Olmos e baseado na obra de Philip K. Dick «Do Androids Dream of Electric Sheep», conta a história do "afastamento" de unidades Nexus 6 (robôs que apenas se distinguem dos humanos pela sua "perfeição") pelo «Blade Runner» (polícia com essa precisa função) interpretado por Harrison Ford.

Para além da história que coloca inúmeras interrogações, entre as quais a mais importante se resume ao que nos define como humanos, Ridley Scott apresenta-nos um mundo futurista mas não demasiado distante do nosso atual. Devemos ter em conta que o filme, produzido e estreado em 1982, influenciou enormemente toda a cinematografia americana posterior: a visão de Los Angeles de 2019 é, em boa medida, a visão de um mundo decadente e sofredor pelos inúmeros problemas de sobrepopulação e escassez de recursos. Vangelis, o multi-instrumentista grego, compôs a banda sonora e contribuiu significativamente para o impacto que ainda hoje o filme tem.
Em suma, «Blade Runner» para além das qualidades cinematográficas inerentes, é um excelente recurso educativo e um bom ponto de partida para a reflexão em torno da questão essencial da Humanidade para o século XXI - a definição e compreensão das fronteiras entre o orgânico/humano e o mecânico/robotizado, a inteligência artificial e todas as questões éticas inerentes.
Para além disso, «Blade Runner» apresenta-nos uma cinematografia belíssima e diálogos dos mais extraordinários da história do cinema:


Rachel - "Do you like our owl?"
Deckard - "Is it artificial?"
Rachel - "Of course it is"
Deckard - "Must be expensive"
Rachel - "Very. I'm Rachel"
Deckard - "Deckard"
Rachel - "Its seems you feel our work is not a benefit to the public"
Deckard - "Replicants are like any other machines. They are either a benefit or a hazard. If they're a benefit, it's not my problem"
Rachel - "May I ask you a personal question?"
Deckard - "Sure"
Rachel - "Have you ever retired a human, by mistake?"
Deckard - "No"

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Blade Runner (Perigo Eminente), 1982
Realizador: Ridley Scott
Banda Sonora: Vangelis
Atores: Harrison Ford, Sean Young, Rutger Hauer, Edward James Olmos...
Duração: 117 minutos
Legendas: português

Trailer
(não oficial)



Caso deseje consultar o catálogo DVD da BECRE, clique aqui.

José Fernando Vasco

Relatório de Auto-Avaliação 2012 (Domínio A)


Já se encontra disponível para consulta o
que se encontra na página

Sugere-se igualmente a consulta dos dois anteriores relatórios, a saber...

A todos os professores e alunos/adultos que colaboraram neste processo, ao longo do ano letivo de 2011-2012 o nosso muito obrigado, com a certeza que iremos tentar responder a todas as solicitações e sugestões de melhoria, em prol de uma Biblioteca Escolar que, com crescente eficácia, responda às necessidades dos nossos utilizadores.

José Fernando Vasco
Conceição Toscano
Dulce Lourenço
Mariarita Balancho
Paula Penha
Pedro Martins
Sónia Lapa

Neil Armstrong (1930-2012)

Fonte - The Guardian
Faleceu ontem aos 82 anos Neil Armstrong o primeiro homem a pisar solo lunar e o astronauta que proferiu uma das mais célebres frases da História da Humanidade: «one small step for man, a giant leap for mankind».
Quando em 1969 metade do mundo passou a noite acordada para acompanhar a emissão televisiva da missão Apolo 11, num mundo em que a lógica da transmissão global de imagens não padecia das lógicas perversas atuais; muita gente duvidou da sua veracidade.
Independentemente de todas as teorias da conspiração - férteis no imaginário americano - a missão Apolo 11 culminava uma década que, na realidade, tinha começado com o desafio do presidente John Kennedy à nação americana - um desafio de transformação, avanço tecnológico e de (futura) vitória na confrontação com a União Soviética, no âmbito da Guerra Fria.
A morte de Neil Armstrong recorda-nos ainda todos os sucessos, fracassos e limitações do programa espacial norte-americano que, nos últimos 35 anos, tem sobretudo apostado no envio de sondas e outras máquinas nomeadamente para Marte e planetas exteriores.
À distância, não deixa de ser espantoso como foi possível o feito com tão limitados recursos tecnológicos. Hoje, mesmo com todos os triunfos do programa Viking e com as várias viagens de sondas e outras máquinas a Marte, algo falta para captar a curiosidade e o espanto da opinião pública. Talvez a Lua tenha um apelo no imaginário que, até agora, ainda não foi possível de ultrapassar. Muito provavelmente só com uma hipotética viagem tripulada a Marte se possa reconquistar a opinião pública para qualquer programa espacial. Para já mantém-se na memória a tragédia do Challenger (1986).

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José Fernando Vasco

Vídeo-poema VIII - «O Sorriso» de Eugénio de Andrade

Fonte:
http://institutoportuguesdecultura.blogspot.pt 
Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.


Eugénio de Andrade
(uma sugestão de Júlia Coutinho)



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